NEM TSU, NEM TROIKAS, NEM GOVERNOS!

 NEM TSU, NEM TROIKAS, NEM GOVERNOS!
29 de Setembro-Terreiro do Paço
Nem remendos, nem côdeas. Queremos que as quedas de Governos passem a significar mudanças de rumo. Sonhamos com uma alternativa popular capaz de travar o saque a que a dívida sujeita os trabalhadores, que troque a oligarquia pelas pessoas.
No dia 15 de Setembro demonstrámos ter a força não só para fazer cair a TSU mas para fazer cair a Troika e os seus governos.
Mas não nos deixamos enganar. Vão procurar recuperar as verbas perdidas com a derrota da TSU com o agravamento de outros impostos. Sabemos – e os porta-vozes do regime não se cansam de anunciar – que a austeridade vai continuar, baptizada com outro nome.
Não esquecemos o corte dos subsídios de Natal e férias a pensionistas e reformados, a diminuição do período de duração e montante das prestações de desemprego, a redução drástica das verbas disponíveis para a Educação e Cultura, o aumento das taxas moderadoras na saúde, o aumento do IVA, da electricidade, a alteração da legislação laboral facilitando os despedimentos e a precarização dos contratos. Não esquecemos o exército de desempregados.
Os Trabalhadores Pagam Todos os Gastos do Estado
Suspensão imediata da dívida pública!
Apenas 16 % da Despesa é gasta com as denominadas funções sociais do Estado (segurança e acção social, saúde, educação, cultura e habitação). As despesas com serviços gerais de administração pública ascendem a cerca de 9% do OE; e os transportes, comunicações, defesa e diversos totalizam cerca de 8%. Estes “encargos” ascendem a 33% da despesa. Para onde vão então os restantes 67% de Despesas do Estado? A resposta é simples e também está inscrita no Orçamento de Estado: Vão para o pagamento da Dívida Pública. Em 2011, os impostos pagos pelos trabalhadores corresponderam a cerca de 25% do PIB; o capital contribuiu com cerca de 9%. Feitas as contas, conclui-se que o montante dos impostos e contribuições pagos pelos trabalhadores é mais do que suficiente para cobrir as despesas sociais e que os trabalhadores não devem nada!
Há que continuar a luta nas ruas, com a força das mobilizações populares, orgânicas e inorgânicas, sindicais e sociais, com os 12 de Marços, 15 de Outubros e 15 de Setembros que forem necessários mais as greves gerais que forem precisas até a austeridade ser completamente derrotada.
Colectivo Revista Rubra, 29 de Setembro de 2012
www.revistarubra.org
O Colectivo Revista Rubra é um colectivo anticapitalista. Somos trabalhadores, precários, desempregados, estudantes… Lutamos pela suspensão do pagamento da dívida «pública», pelo pleno emprego, pela socialização dos meios de produção. Se nos queres conhecer manda um e-mail para revistarubra@nullgmail.com
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