A partir da meia-noite, no País Basco e na Grécia: GREVE GERAL!

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5 Responses to A partir da meia-noite, no País Basco e na Grécia: GREVE GERAL!

  1. Ramon Mercader diz:

    Para as varelas os renatinhos os paços e restante ultra-revolucionário as greves gerais tambem devem ser onde e quando cada um quiser. Na Grécia ou no pais basco quem quiser pode fazer greve geral amanha mas tambem pode(e deve) fazer na Quinta ou na Sexta porque a luta é de todos… E porque quem marcou a greve tambem sao burocratas focilizados que gerem o capital…
    Radicais pequeno-burgueses de pobre fachada.
    Boa Sorte e Bom Trabalho a todos os camaradas gregos e bascos!
    A LUTA É O UNiCO CAMINHO!

  2. Vicente de Lisboa diz:

    Uma acção de luta que não é no Terreiro do Paço? Olha que o Vidal corre contigo! 😉

  3. Rocha diz:

    No País Basco e na Grécia luta se pelo derrube de regimes fascistas. A repressão de hoje em Madrid é prova disso. Assim como o estatuto de neo-colónia que a Alemanha impôs à Grécia. Agora estão destruídas as liberdades mais básicas nestes países. E Portugal caminha no mesmo sentido.

  4. imbondeiro diz:

    Hoje, exactamente hoje, para quem não é ceguinho, nem burro, nem sofre de místicos arrebatamentos neoliberais, a imagem impoluta do “bom aluno” desmoronou-se fragorosamente. O “Financial Times” e o “El País” vieram gritar, a plenos pulmões, que o rei vai nu: à força de repetirem que “Portugal não é a Grécia”, estes senhores que nos desgovernam conseguiram o impossível – não só nos “helenizámos” a velocidade super-sónica, como também juntámos ao pior da Grécia o pior da Irlanda. É obra! É obra-prima passos-gaspariana!
    O que nos trouxe aqui? O que nos trouxe a esta completa desgraça social? Pasmem-se, ó gentes, foi uma engenharia social só levada a efeito num país de orgulhosos pergaminhos democráticos: o Chile de ( que a terra lhe seja pesada) Augusto Pinochet. E foi o que se viu… e o que ainda hoje se vê.
    O que nos trouxe aqui foi o entendimento do progresso como a imposição do holocausto económico, o travestimento do mais desavergonhado reaccionarismo político, económico e social em revolucionário salto em frente contra as forças ( de esquerda, como é, para eles, óbvio) imobilizadoras e inimigas da “mudança”. Não deixa de ser sintomaticamente curioso que aqueles que, há bem pouco tempo, incensavam a “estabilidade” como o alfa e o ómega da vida política nacional, venham, agora, entronizar “a mudança” como imperatriz dos políticos pontos cardeais cá do torrão. É caso para seguir o Vate e constatar “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E mudam-se, acrescento eu humildemente, os objectivos a atingir por certas vontades.
    Claro que “estabilidade” e “mudança” desenvolvem, no atabalhoado “pensamento” destes senhores, uma dialéctica “sui generis”: a primeira é coutada privativa deles; a segunda será o prato único de uma ementa de fel que o povinho terá de tragar até à última colher. É este jogo uma espécie de conversa laudatória da banha-da-cobra de cabeleireira de subúrbio, em que o produto a impingir é já não a gordura do bicho rastejante, mas sim um miraculoso champô “dois em um” que enxaguará os vícios do país e fará a sua grei servil e maleável qual amoroso cachorrinho. E que se chama a isto? A isto chama-se oportunismo canalha ( desta vez, a cavalo da troika, um Cavalo de Tróia tão bom como outro qualquer). E esse oportunismo é coisa velha e que não muda. Mantém-se, graças a Deus ou ao Diabo, perene e firme.
    É este o tempo do reflorescimento do proverbial oportunismo da esmagadora parte das “elites” político-económicas lusas. Sempre que a coisa corre mal para o seu lado, elas foram, invariavelmente e “avant la lettre”, “mais troikistas que a troika”: em 1383-1385; em Alfarrobeira; antes, durante e depois de Alcácer-Quibir; na Restauração; nas Invasões Francesas e no sequente protectorado britânico; no despotismo do auto-proclamado Messias Sr. D. Miguel; e etc. e etc. Nunca elas hesitaram em acoitar-se sob a asa de quem lhes enchesse, fartamente, a gamela, como jamais lhes repugnou alienar em miserável leilão o país que, também, era o seu, se com isso garantissem cativar os seus larguíssimos privilégios. Ser o patrão castelhano, francês ou britânico, ser agora quem manda, coisa inusitada, uma filha de um pastor alemão, isso tanto lhes dá desde que uma coisa se lhes garanta: segurarem na mão o chicote de capataz da quinta.
    Assim foi ontem, assim é hoje. Chamai-lhe vós o que vos aprouver, que eu já lhe encontrei o nome: uma coisa em forma de país por décadas adiado chamada Portugal.
    Posto isto: Greve Geral? É curto. Há que acrescentar-lhe – Sem Prazo para Acabar. Antes que não haja volta atrás e nos despenhemos no abismo.

  5. Tima diz:

    Então a mensagem que me cortou atingiu assim tanto o alvo?
    Se calhar foi mais forte que uma fisgada…
    Coerência… Ou falta dela!

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