Esclarecimento: Todos ao Terreiro do Paço!

Uma vez que a Raquel Varela resolveu publicar um cartaz que nada tem a ver com a CGTP e que engana sobre o local da acção de protesto, esclareço que não há qualquer iniciativa no resto do país. O objectivo é precisamente mobilizar toda a gente para Lisboa e encher o Terreiro do Paço.

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65 respostas a Esclarecimento: Todos ao Terreiro do Paço!

  1. Tima diz:

    Convém ter o brasão da CGTP.
    Não se vá confundir quem é o verdadeiro dono da rua no dia 29…

    • Bruno Carvalho diz:

      O dono da rua é quem lá estiver. E estarão as centenas de milhares de filiados na CGTP e outros tantos que se identificam com a convocatória e as reivindicações.

  2. xatoo diz:

    uns querem ficar nos respectivos locais de origem e manifestar-se, outros pretendem meter-se nos autocarros do costume e vir a Lisboa manifestar-se. Há aqui a contradição do costume, a que impede a união da esquerda,, a seja a posição social-democrata pseudo-revolucionária por oposição à esquerda reformista (BE e PCP respectivamente)
    Nesta tramóia levada à cena por actores consagrados pelo sistema, , quem perde é o povo, que não tem quem o represente à altura das circunstâncias
    A única posição justa que defende os interesses do povo é a declaração imediata de uma greve geral nacional pela destituição do governo e pela eleição de um governo patriótico que abandone as politicas de submissão ao endividamento esterno

    • Bruno Carvalho diz:

      A CGTP respeitou a convocatória de 15 de Setembro. Ela foi descentralizada por todo o país. Parece-me bastante compatível que agora haja uma centralizada em Lisboa. Evidentemente, há quem não respeite a convocatória da CGTP, que tem centenas de milhares de filiados, e prefere instigar o divisionismo. Que serve naturalmente a direita.

      • Renato Teixeira diz:

        Serve à direita que quem não possa vir a lx se reúna nas diferentes cidades?!?

        • Bruno Carvalho diz:

          Serve a direita espalhar um cartaz que não corresponde a qualquer convocatória. Ele é uma cópia do cartaz do 15 de Setembro e, portanto, nem tem o objectivo de informar sobre coisas já marcadas e esconde que o objectivo é encher o Terreiro do Paço.

  3. Telmo diz:

    Desculpa mas eu não vou poder ir a Lisboa e vou aderir a qualquer iniciativa de protesto que haja perto de onde moro e não me interessa se é da CGTP ou de outro qualquer grupo. Toda a gente que queira lutar deve ir para a rua onde possa e tu não tens o direito de “esclarecer” que não existem outras iniciativas no resto do país. Se existirem pessoas que queiram tomar a iniciativa passam a haver iniciativas, parece-me evidente por definição.

    • Bruno Carvalho diz:

      Adere ao que quiseres e onde quiseres. Aquele cartaz esconde efectivamente que há uma convocatória massiva, da CGTP, para o Terreiro do Paço no dia 29. Caminharmos divididos e não unidos é, efectivamente, o objectivo de quem dizendo-se de esquerda serve os interesses da direita. E sobre unidade e sectarismo estamos conversados.

      • JC diz:

        Está-me a parecer que só tu é que consideras que a união de diferentes frentes para a mesma manifestação é uma desunião. Tu é que pretendes segmentar, quando assumes essa posição peremptória de nem admitires outros cartazes para a mesma causa… Não percebemos, então, lutam pela causa em si ou por algum tipo de protagonismo da acção?

      • Joana C diz:

        Está-me a parecer que és o único que considera uma desunião aquilo que é a união de várias frentes. Segmentar não será aquilo que fazes ao não admitires, de forma tão categórica, a entrada de outros órgãos em cena? Nem admites um cartaz diferente? Conta mais o protagonismo da acção do que a causa em si?

        • Bruno Carvalho diz:

          Já lhe respondi anteriormente e como vê pelos comentários e pelas partilhas no facebook não sou o único que pensa assim. Ou seja, sempre que a CGTP critica algo é sectária. Sempre que alguém ataca a CGTP não é sectária, está apenas a usar o seu direito à liberdade. Querem-nos parvos, desorganizados e desunidos. Não terão essa sorte.

  4. Vasco diz:

    Ó Bruno, lá estás tu… Então não se sabe que a CGTP nunca tem razão – até lhe chamam um «grupo», tal como o PCP, e que só quem a combate, por vezes mais que ao próprio Governo é que tem? És mesmo sectário, pá. Então eles não podem convocar acções paralelas, esconder a manifestação que efectivamente está em mobilização, e ainda se fazerem de ultra revolucionários? Que mau feitio. Deves ser comunista, pá…

  5. António Paço diz:

    Bruno, será que não consegues entender que usar o cartaz de convocatória da manif convocada pela CGTP para o Terreiro do Paço no próximo sábado dia 29 como pretexto para atacar aqueles que estão no mesmo combate (ainda por cima acusando-os de ‘divisionistas’ e de ‘servirem a direita’) é PREJUDICIAL à manifestação convocada pela CGTP? Que é necessário promover a unidade entre os sectores mais jovens, precários e não organizados sindicalmente e os trabalhadores mais velhos, com empregos em geral mais estáveis e sindicalizados? E que isso não se consegue com esta prosa contra os supostos ‘divisionistas’, que no passado era nociva e agora, além de nociva é bacoca? Tem dó, pá!

    • Bruno Carvalho diz:

      António, não tentes fazer de mim parvo:

      – o cartaz é de 15 de Setembro e não corresponde a quaisquer convocatórias que estejam marcadas por outros grupos ou pela CGTP
      – o cartaz esconde que há uma convocatória massiva para o Terreiro do Paço
      – o cartaz esconde que há camionetas disponíveis em todo o país para quem queira vir a Lisboa

      Mas eu é que estou a prejudicar a manifestação. Claro.

  6. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Estive na rua em 15 de Setembro, e milito em movimentos sociais. Estarei na rua em 29 de Setembro, não em nome da CGTP mas por um protesto global que teve a sua maior expressão, até agora, em 15 de Setembro. Assim como os movimentos sociais não foram os donos da manifestação de 15 de Setembro, embora a tenham convocado, também a CGTP não será a dona da manifestação de 29 de Setembro, mesmo que tenha sido ela a convocá-la. O protesto é do Povo português e não serve para promover agendas ideológicas ou ambições de poder de quem quer que seja.

    • R.M.c diz:

      Já cá faltava a conversa da neutralidade e da falta de ideologia . O Salazar também tinha um discurso muito parecido.

  7. Joana C diz:

    Fico é sem vontade de ir quando leio este tipo de coisas.
    Que raio me interessa a mim, que não sou filiada da CGTP, que tenha sido convocada pela CGTP? O que me interessa é alimentar a causa (ou consequências) destes manifestos e não os protagonistas que os vão convocando. A mim parece-me que se cria mais “divisionismo” ao ser tão peremptório com a divulgação de um só cartaz para chamar pessoas à rua. Que raio de picuinhices que nada interessam e que nada ajudam, estás por ti ou por todos?

    • Bruno Carvalho diz:

      Joana, se tivesse visto o cartaz veria que:

      – o cartaz é de 15 de Setembro e não corresponde a quaisquer convocatórias que estejam marcadas por outros grupos ou pela CGTP
      – o cartaz esconde que há uma convocatória massiva para o Terreiro do Paço
      – o cartaz esconde que há camionetas disponíveis em todo o país para quem queira vir a Lisboa

  8. André Rodrigues P. Silva diz:

    A Raquel Varela divulgou aqui um cartaz que apela a concentrações, no dia 29, pelos vistos, em várias cidades do país. Isto em si mesmo não teria provavelmente mal nenhum, e não provocaria confusão nenhuma, se a Manif. que ela tinha em mente ao divulgar o cartaz não fosse precisamente aquela que a CGTP organiza, no Terreiro do Paço, em Lisboa, e não apenas em Lisboa, indistintamente. O que ela escreveu / divulgou confunde? Certamente, qual é a dúvida? Que não confunda os autores e os leitores potenciais deste blogue, compreende-se, mas confundirá muita gente mal informada, como ela sabe.
    Raquel, a CGTP não pretende ser dona da rua. E ninguém, incluindo o Bruno, será mesquinho ao ponto de estar preocupado em saber qual é a manif. com mais adesão. É perfeitamente natural, parece-me, que seja a de dia 15, por várias razões que não vêm ao caso, deixo apenas uma: os média.
    Escreve a Raquel Varela:
    “O Bruno Carvalho está com muito medo que dia 29 aconteça o óbvio, a manifestação ser mais pequena que a dos movimentos sociais, partidos e população que veio à rua dia 15. Tudo se justifica por uma armadilha de pequenos grupos de esquerda e não pelo facto de 45% da mão de obra ser precária (a maioria jovem), apenas 10% ser sindicalizada e os sindicatos deste país serem uma burocracia, envelhecida, de gestão do Pacto Social, moribundo.”
    É profundamente triste que o escreva e é divisionismo puro, para começar; também a sua visão dos sindicatos em Portugal na actualidade lhe fica mal, creio eu, enquanto historiadora. Não o escrevo como argumento mas como desabafo: se é esta a visão que tem do sindicalismo em Portugal hoje, não pretendo perder muito tempo com qualquer ensaio, artigo ou monografia da sua autoria. Conheço esses óculos ideológicos e a verdade é que não têm trazido nada de substancialmente bom à historiografia recente.
    É a Raquel que parece estar preocupada com os números do dia 29. Em parte, pode ficar descansada: os números que chegarão ao conhecimento da generalidade das pessoas serão certamente inferiores aos do dia 15; a Manif. será um êxito, segundo creio, mas terá, como sempre acontece, escassa cobertura mediática ou será coberta sem referências explícitas à CGTP. Há muitas variantes possíveis, nenhuma delas abonará os sindicatos. Isso, pelo que percebo das suas palavras, parece alegrá-la. E parece-me triste que assim seja.

    • De diz:

      Perfeitamente de acordo!
      Em geral tento não atirar achas para a fogueira, nem seguir caminhos armadilhados que a nada levam. Muitas vezes segui o princípio que “a ausência de resposta é a única resposta possível”. Acho que agora se foi longe demais.

      Antes no entanto uma nota prévia: Não escrevo este comentário no post de Varela porque esta tem o curioso hábito de censurar alguns comentários, beneficiando outros, muitas vezes mais empenhadamente do outro lado da barricada. Respeitando a sua decisão ( que é soberana ) tomei a posição ( que não é de hoje) de não comentar mais no espaço da referida blogger.

      (Também sai ferida e é aqui focada a posição de historiadora de Raquel Varela. Não é todavia nem o tempo nem o modo para fundamentar tal asserção. Adiante portanto).

      É profundamente triste que em vésperas de mais uma jornada de luta surjam estes “incidentes” que apenas conduzem ao que conduzem. Infelizmente parece que tais “acontecimentos” se repetem com uma calendarização digna de registo.
      A 29 de Setembro lá estarei, como estive noutras jornadas, nomeadamente a 15 e a 21 de Setembro.
      Com a força e a convicção de. “Sem tempo nem paciência” para voltar a este assunto. O que me move é, no presente, a luta por um novo rumo, “um rumo onde não cabem nem a troika nem os troikistas”. Com todos os que compartilham tal objectivo e que fazem da luta, uma luta consequente e sem tréguas.
      Até 29 de Setembro.Ou antes, se necessário for.

      • imbondeiro diz:

        Caro De:
        Ainda ontem comentava a polémica em curso no “post” da autora em questão, quando o mesmo foi abaixo. Coincidência ou posso retirar das suas palavras que as críticas feitas no meu comentário não agradaram? Francamente, não sei. Mas, pelo sim, pelo não, acho melhor seguir o seu avisado exemplo. Saudações.

  9. António diz:

    É só fumaça, o povo é sereno…

  10. zuogmi diz:

    se a cêgêtêpê quisesse encher o terreiro do paço juntava-se a mais um protesto apartidário, não convocava um protesto exclusivo

    o que a cêgêtêpê quer é controlar a contestação, como de costume

    um protesto partidário como este terá, naturalmete, menor adesão

    e espero que assim seja, que cada vez mais pessoas sejam idependentes dos partidos, que os protestos sejam criados autónomamente, como já se provou ser possível

    isso desagrada ao poder, não só à direita

    claro que os protestos anteriores também terão tido partidos por trás

    • Bruno Carvalho diz:

      O protesto da CGTP não é partidário é sindical. A CGTP não quer controlar nada, a CGTP não é uma pessoa, a CGTP são as suas centenas de milhares de filiados. Mais respeito pelos trabalhadores que se organizam na CGTP.

      • zuogmi diz:

        ainda há alguém que não saiba que a cêgêtêpê é o pêcê?

        mais respeito de quem adere a um protesto divisionista pelas muitas outras pessoas não se revêem nele

        • Bruno Carvalho diz:

          Mais respeito às centenas de milhares de trabalhadores filiados na CGTP. E acho piada que não gostem da CGTP mas que lhe peçam para fazer a greve geral. Ah, pois é…

      • artur. diz:

        Foda-se ó Nuno louvo-te a paciência imensa para ires respondendo a estes esquerdelhos ignorantes e politicamnete analfabetos que não conseguem entender que a CGTP é dos trabalhadores. Foda-se que são asnos…

  11. MG diz:

    Bruno,

    Escrevo aqui um comentário porque na ultra-revolucionária Varela todos os meus comentários são eliminados.
    Há neste momento dois tipos de gente a desmobilizar do Terreiro do Paço – os esquerdalhos e os gajos do PNR. E o Passos Coelho, claro. Nada de mais normal. E os esquerdalhos até lá vão estar, para poderem dizer que lá estiveram, mas fazendo tudo para que lá esteja o mínimo de gente e nos dias seguintes masturbar-se-ão alegres nos blogs contando cabeças. São os revolucionários que nunca fizeram uma Revolução e as combateram a todas. São inevitáveis.
    E nós os comunistas devemos alegrar-nos com o surgimento das Varelas e dos Renatos. Lembra-te que a esquerdalhada só existiu no período imediatamente anterior e posterior ao 25 de Abril. Nós estamos cá sempre, mas quando eles aparecem histéricos a exigir a greve geral para amanhã e a revolução para a tarde desse dia significa que o tempo acelerou, que a pequena-burguesia está a ficar desesperada, que é possível alargar as alianças e avançar.
    E habitua-te: quando nós fizermos a revolução (com os trabalhadores e o povo, claro) tê-los-emos a ladrar-nos às canelas, a chamar-nos sociais-fascistas, traidores, burocratas e outros mimos. E nunca, nunca os teremos ao nosso lado.
    Bom trabalho.
    Um Abraço,
    MG

    • Pascoal diz:

      Assim é que se fala!
      Tal qual a direita quando comenta no “Blasfémias”
      Com os mesmos tiques de linguagem e tudo.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Eu confesso que me preocupa um pouco a ideia de que, face a um vazio do poder, este possa ser ocupado pelo PCP e pela CGTP. Porque a primeira coisa que fariam seria meter na choça os “esquerdalhos” (palavra simpática, não é?) e promover uma gloriosa ditadura do proletariado com a imposição de um glorioso capitalismo de estado, em que os membros do aparelho iriam ocupar as cadeiras da oligarquia. E lá tinha eu – se não estivesse a apodrecer na choça – de ir pegar na canhota para lutar pela liberdade. Por isso é fundamental que haja movimentos de massas que venham da base, sem vanguardas de espécie nenhuma, sem iluminados e donos da verdade. Mas irei, como é óbvio, à manifestação de 29 de Setembro.

      • Vasco diz:

        É com pensamentos destes que se deixa a porta aberta à direita. No 25 de Abril, com medo do comunismo, abriu-se a porta à reconstituição dos monopólios. Na Alemanha, contra o comunismo, abriu-se a porta ao nazismo. No Chile, com medo do comunismo, abriu-se a porta ao Pinochet. Chega ou é preciso dar mais exemplos?…

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Não tenho medo nenhum do comunismo. Tenho algum receio – justificado – do que alguns “comunistas” fazem, porque a supressão das opiniões alheias lhes está nos genes…

  12. Ramon Mercader diz:

    É isto Bruno,
    Mobilizar para a Luta e esclarecer/destruir o oportunismo e os divisionistas.
    A LUTA É O UNiCO CAMINHO!

  13. Orlando diz:

    Bem, só posso mesmo concordar com o Bruno, estou a ficar farto desta esquerdalhice, já em são esquerda caviar, são e desculpem o desabafo, parvos. Procuram dividir, procuram que a manif não seja um exito, que o vai ser, (pelo nº de camionetas já requisitadas), procuram transmitir que as coisas, “desorganizadas” e ditas apartidárias são as que interessam ao povo. Mas estes senhores falam em nome de quem????? A puta que os pariu, em meu nome é que não falam. Eu fui a todas as manif convocadas e organizads pelas CGTP, assim como fui às manif ditas de “expontanias”, o protesto é de quem protesta, a rua é do povo, mas pergunto eu: Se os partidos que existem não lhes interessam? Se numa das manif que fui, da geração à rasca, se apelava à abstenção e ao voto em branco? Se não qurem viver em sociedade com outras pessoas que pensam de outra maneira, CRIEM O VOSSO PROPRIO PARTIDO e vão BARDA MERDA. Deixam de chatear os outros. Olhe façam a vossa paralização geral, não pessam aos sindicatos que convoquem uma greve Geral. Porra não há pachora para as Varelas deste mundo.

  14. Álvaro Figueiredo diz:

    O tempo aproximava-se e a pequena-burguesia tinha de vir fazer o seu papel. Tudo o que cheire a organização, a de classe, fá-los tremer. E agora, como disse o MG, ” a pequena-burguesia está a ficar desesperada, que é possível alargar as alianças e avançar.”
    Mas fica-lhes muito bem e o capital agradece. Aliás, tem sido esse o papel histórico que continuam a cumprir! Aos explorados apenas resta identificar e combater os seus inimigos…e estes, estão nesse grupo.

  15. Tima diz:

    Gente que se diz de esquerda e a usar expressões como esquerdalhice, esquerdalhos, ultra-revolucionários… Cada vez mais mostram o seu “purismo” ideológico. De esquerda? Só ao PCP assiste o direito de usar-se e lambuzar-se com tal terminologia. Para trás nada conta só o presente “puro” e “cristalino” de, um comunista vale por toda a Esquerda.
    Não se aliam ao PS, eu compreendo agora degladiarem-se diariamente como este blogue tão bem demonstra, com pessoas que por não serem comunistas estão logo com a mácula de infiel, cheira-me mais a religião e fanatismo do que a partido “supostamente” de esquerda e democrático. Não estão contentes com os 11% do BE nas sondagens né? Paciência!!! Se querem um Governo de esquerda em Portugal nos próximos anos o PCP tem de engolir a “pureza ideológica divina” e saber ser humilde e reconhecer no Bloco um parceiro e não um inimigo como continuadamente tem feito (nem todos é certo) desde o aparecimento do BE.

  16. lp1917 diz:

    RUBRAS FICAVAM AQUELAS NALGAS.

  17. antónio paço diz:

    Que vá cada um com a sua bicicleta, como disse há tempos o Jerónimo, se quiser, mas que vá ao Terreiro do Paço. E quem não tiver dinheiro/camioneta/boleia para ir ao Terreiro do Paço, que se manifeste na sua terra, ou na terra ao lado onde houver alguma manifestação.
    Pode ser assim, ou vai continuar o concerto das acusações?

    • Ramon Mercader diz:

      Deixa-te dessa conversa do coitadinho a fazer de ingénuo, aqui já toda a gente percebeu o vosso objectivo divisionista e oportunista.
      Ainda te atreves a usar qualquer coisa que o Jerónimo disse(admitindo que o disse) num contexto que não este.
      Conversa fiada.

  18. Rogério diz:

    Foda-se! Deixem a moça em paz! A Raquel está apenas a desempenhar o seu papel natural. O mesmo papel que desempenharam, desempenham, e desempenharão os pseudo revolucionários. Este é o seu papel histórico: seram as muletas da direita travestidos de verdadeiros esquerdistas. São uma espécie de polícia de choque da direita sempre em posição de ataque ao PCP e por inerência à CGTP-IN. O seu papel histórico, dos pseudo-revolucionários tipo Raquel Varela, pode ser aferido quer pela acção de inúmeros grupos e partidos ao longo dos últimos 38 anos, quer pelas figuras (ou figurões) que neles pontificavam.
    E se me permitem, é óbvio que a rua não é da CGTP, mas se esta gente pseudo-revolucionária estivesse efectivamente interessada em união de massas, apelava a que solidáriamente com a manifestação NACIONAL convocada pela CGTP e na impossibilidade de se deslocarem a Lisboa, o povo também se manifestasse nas suas cidades. Mas parece-me que não é disso que se trata. Do que se trata é de DIVISIONISMO PURO. Um tipo de divisionismo que quem, como eu, já cá anda à muitos anos, conhece à distância.

  19. notrivia diz:

    Bem, era só para dizer que, caso não tenham percebido, a CGTP registou patente para qualquer manif. que ocorra dia 29 de setembro… Se não registou, alguns dos seus porta-vozes certamente o terão feito…
    Pelo menos é o que deduzo dos espasmos:
    – ‘…mas já estava uma manif. marcada para lisboa com autocarros pra levar a malta e tudo…’
    – ‘…estes cabrões estão nos a foder a manif. (aka festa)…’
    – ‘…assim vamos ser poucos bem comportadinhos a abanar bandeirinhas pra fotografia…’ (porque já sabemos bem que nas manif. da CGTP não há absolutamente combatividade nenhuma. nos piquetes é outra conversa.)
    – etc

    • Vasco diz:

      Ao contrário da manifestação de 15 de Setembro, as manifestações da CGTP são um ponto de passagem de uma luta que vem de trás – nas empresas e locais de trabalho, enfrentando os patrões e sofrendo muitas vezes com essa «ousadia» – e que prossegue, no mesmo local. A combatividade não se mostra nos petardos, nos beijinhos a polícias nem nos gritos exaltados. Revela-se, sim, na firmeza e na coragem necessária para exigir direitos do patronato, para arrancar concessões, para ousar enfrentar os exploradores, que têm atrás de si o poder do Estado. Isto é coragem, isto é combatividade. Mandar petardos toda a gente pode fazer, dar abracinhos a polícias e mandar os governantes para o car*#o também. Travar a luta onde dói – já não é para todos.

      Nada tenho contra a manifestação de 15 de Setembro. Pelo contrário, considero que despertou energias e trouxe muita gente para a rua (com a devida ajuda das televisões, saliente-se). Mas recuso que se faça dela um momento de mais significado do que as manifestações da CGTP só porque tiveram mais gente (como poderiam não ter com toda a mobilização mediática que tiveram?). Por tudo o que disse atrás, manifestações como de dia 29 têm um significado mais profundo, pois lá estarão os que lutam SEMPRE, todos os dias, com coragem!

      • notrivia diz:

        “Ao contrário da manifestação de 15 de Setembro, as manifestações da CGTP são um ponto de passagem de uma luta que vem de trás..”

        Pois, e já sabemos que não vai a lado nenhum. A tantos anos que andam nisto e é o que se vê.

        “…nas empresas e locais de trabalho, enfrentando os patrões e sofrendo muitas vezes com essa «ousadia» …”

        Sempre fiz isso e nunca estive em nenhum sindicato. E mais te digo, eu nunca meto a minha ousadia entre aspas, muito menos quando estou a ser espezinhado, no local de trabalho ou onde quer que seja.

        “A combatividade não se mostra nos petardos, nos beijinhos a polícias nem nos gritos exaltados.”

        No meu comentário não enalteci petardos, beijinhos ou gritos. Mas já que me lembras, digo-te:
        É bem melhor tar numa manif. e presenciar estes actos todos, do que estar em manifes que mais parecem funerais (dito isto, vou lá estar 29, como já estive em muitas outras da CGTP).

        Já vi que a vossa turma tem grande talento para demonizar quem apresenta algo alternativo a vossa oração. Tiques.

  20. João diz:

    Foda-se! Não têm telemóveis? Não são anticapitalistas? Ninguém vos obriga a serem amigos mas eu OBRIGO-VOS a serem um blog de esquerda ANTICAPITALISTA!

  21. henrique diz:

    boa noite,e a 1ª vez que aqui comento,mas tenho que antes de mais nada questionar
    dia 29 as 15h no terreiro do paço? mas a essa hora estou a trabalhar porque a um dia de semana ao inicio da tarde?tenho 2 miudas a estudar nao me posso dar ao luxo de falhar assim…bem em frente
    nao me interessa se e ou nao convocada por redes sociais ou por sindicatos,a unica coisa que sei e que estive 18 anos no outro lado do atlantico e nao entendo como se vive num pais tao desigual? porque se vivemos numa democracia onde o direito ao referendo e institucional a questao e porque o povo portugues nao foi questionado acreca do tratado de roma,ou ate o de lisboa,e ja agora acerca do espaço shenguen.sim e certo que a entrada no euro trouxe alguns beneficios(ainda estou a tentar ver quais)mas tirou-nos a possiblidade de manobrar a moeda e as taxas de juro,alem de podermos sempre usar a ultima opçao o ouro.mas com uma moeda tao alta torna-se dificil
    1ºquestao porque os politicos que esbanjaram o tesouro publico nao e criminalmente acusado?onde estao eles?porque e como o fizeram?quem beneficiou?
    2ºnas ppps alguem sabe quanto nos custa ao ano?quem fez tais contratos?porque os fez?quem beneficiou? ainda estou a espera do tribunal constitucional .onde esta a equidade?nao e inconstucional retirar direitos adquiridos aos trabalhadores?e reformados?entao porque nao se acaba com as ppps?nao entendo contratos blindados?nao somos nos o povo o estado?como se fecha um contrato garantindo 18% de lucro?ninguem e levado a tribunal?onde andam eles?a promiscuidade e impunidade dos politicos e algo que me irrita profundamente, lembra-me as frazes de jefferson sem duvida o sangue e talvez a unica soluçao para voltarem a respeitar e temer o povo poder corrompe e poder absoluto corrompe absolutamente,70% dos deputados tem varios cargos no privado ao mesmo tempo???como e possivel?0s 3 deputados que prepararam a privatizaçao da edp tinham contratos com a edp no privado?e incrivel…
    as rendas da edp,gas,e ren ainda nao consigo encaixar…e como se eu vende-se uma casa a alguem e ainda a vou melhorando a acrescentando mais quartos para eles???incrivel
    desde 1991 altura de cavaco(aquele canalh……)nos começou a roubar nas remessas dos imigrantes e na liberalizaçaodos preços,e das 1ªs privatizaçoes que nao consigo ver 1 privatizaçao que traga preços baixos para o pais,onde nao haja quase imediatamente despedimentos,e que se mova na economia nacional com a quase totalidade do mercado
    a galp,a pt,a brisa,a ren,o gas,em todas temos os serviços mais caros da europa e os ordenados mais baixos da europa
    quase 900 fundaçoes,mais de 15.000 organismos publicos,milhares de administradores publicos(so na cp foram agora mais 12???? incrivel),um pais envelhecido.
    cada casal em media 1 filho onde iremos parar???temos que os parar ja
    ate no soccer eu vejo uma empresa a negociar as transmissoes em vez da federaçao???e o povo paga o serviço publico???como e possivel???uma ideologia de 2 europas e inaceitavel sendo o sul a substituiçao do fim do alargamento europeu para leste.(porque a russia nao quer)entao a soluçao e fazer que portugal,greciamalta,chipre,estonia,letonia,lituanis,e eslovaquia,sejam paises de ordenados baixos para as grandes multinacionais se possam mudar de novo …basta
    nao quero que minhas filhas tenham que emigrar como eu tive que fazer pago impostos aqui quero e devo ter condiçoes para ver meus futuros netos a viver aqui no pais que adoro com o povo incrivel que somos
    o povo ao poder e uma frase que nunca esta fora de moda

    • Дзержинский da Reboleira diz:

      “mas a essa hora estou a trabalhar porque a um dia de semana ao inicio da tarde?tenho 2 miudas a estudar nao me posso dar ao luxo de falhar assim…”

      Sábado será eventualmente um dia de semana, mas…

    • Vasco diz:

      Dia 29 é sábado.

  22. Luis Almeida diz:

    O Hino da Inter diz muito melhor do que eu exatamente o que penso. Parece que foi escrito por mim, passe a imodéstia!
    http://www.cgtp.pt/download/hino.mp3

  23. Luis Almeida diz:

    Vou repetir pela terceira vez o comentário que tento deixar sem o conseguir. Diz-me sempre ” comentário repetido, parece que já disse isso” mas nunca o publica. Falha do 5dias ou do fornecedor do blogue ?
    “O Hino da Inter diz muito melhor do que eu exatamente o que penso. Parece que foi escrito por mim, passe a imodéstia!”
    http://www.cgtp.pt/download/hino.mp3

  24. ISKRA diz:

    É BONITO O PAÇO A DEFENDER A VARELA: “D’ont be Varela”!
    Investigue o que quer dizer esta expressão

  25. António Paço diz:

    Defendo a Raquel Varela, sim. Não por ser minha mulher (o que seria uma boa razão), mas porque o que incomoda esta gente que vem para aqui vomitar fel contra ela (Vasco, artur, MG, Orlando, Rogério, até um que adopta o pseudónimo do assassino de comunistas Ramon Mercader) está sobretudo incomodada por ela ter publicado um livro excelente, sério, bem investigado, bem argumentado, sobre a história do PCP na Revolução dos Cravos. Livro que, como se vê pela qualidade dos comentários que fazem, são demasiado incompetentes ou preguiçosos para contestar ou questionar com factos e interpretações baseadas nesses factos. O vosso campeonato é o da bojarda, do insulto rasteiro. E sabem que mais? Vocês são um embaraço para o próprio partido que supostamente defendem.

    • Bruno Carvalho diz:

      Eu continuo à espera que o Renato Teixeira, a Raquel Varela e, já agora, o António Paço respondam à seguinte pergunta: admitem ou não que aquele cartaz que estão a divulgar através do site da Rubra e do Cinco Dias é um cartaz forjado com o mapa das iniciativas de 15 de Setembro e que não corresponde a qualquer iniciativa que se conheça ou que tenha sido marcada? Já agora por que teimam em o manter senão por teimosia e para não dar o braço a tocer? É que estão a ser ridicularizados em toda a linha.

    • Rocha diz:

      Ó António eu também já fiz uma pergunta semelhante à que o Bruno está a fazer ao Renato e continuo à espera de resposta.

      Não vejo nenhum insulto na pergunta do Bruno, vejo sim uma total incapacidade de responder a estas perguntas por parte do pessoal da Rubra.

    • Carlos Vidal diz:

      Não vi nem li nenhuma recensão/polemização em nenhum lugar de referência ao dito livro. Apenas textos de divulgação. Nenhum autor de referência escreveu sobre o dito objecto na imprensa. Uma ou outra entrevista de divulgação é uma coisa, uma recensão densa e séria é outra. Além do mais o livro queria ser uma “bomba”, e nada disso eu vi. Desisti da leitura a meio, nada de novo portanto.

      • António Paço diz:

        O Vidal acha-se a medida de todas as coisas: «Desisti a meio, nada de novo portanto.»
        «Ó glória de mandar! Ó vã cobiça / desta vaidade a que chamamos Fama!», digo eu, recorrendo ao poeta que aquele discípulo (e imitador, já repararam como coloca a voz?) do Adriano Moreira citou há dias a despropósito.

  26. antónio paço diz:

    Fui agora ao site da Rubra e está lá o tal cartaz que serviu de pretexto a este folclore com uma legenda que diz: «Nota: Quem não seja de Lisboa, não esteja envolvido em protestos na sua área de residência e queira ir até ao Terreiro do Paço, contacte a delegação da CGTP do seu distrito.» Além disso está o cartaz da CGTP a convocar a manif.
    Não faço ideia de onde veio o tal cartaz com o mapa do país, mas tenho a certeza de que não iludia as pessoas, nem as desviava do Terreiro do Paço, como foi logo alegado. A Rubra vai estar no Terreiro do Paço, como já foi dito e redito, e está a convocar a manif. Desiluda-se quem estiver iludido: não estamos na defensiva face a uma barreira de ataques de má fé. Já vimos disto e pior no passado. Já deviam ter percebido que, e isto não é retórica, é uma opinião sincera, que esse tipo de ataques contra os ‘divisionistas’, ‘esquerdalhos’, etc, mais que atingir os visados reforça as desconfianças em relação aos métodos de quem os lança, em relação ao que fariam se estivessem no poder, etc. E pela minha parte o caso está encerrado.

    • Bruno Carvalho diz:

      António, essa nota foi acrescentada muito depois e quando já toda a gente pressionava o Renato e a Raquel para tirarem o cartaz. E o cartaz da CGTP foi posto esta tarde porque antes estava o do ‘Que se lixe a troika’. Sem todos esses elementos que foram acrescentados depois da indignação com a triste figura que o Renato e a Raquel fizeram ninguém saberia que a 29 havia uma manifestação no Terreiro do Paço. Para além de que nenhuma das convocatórias que aparece nesse mapa é verdadeira. Esse mapa era o mapa das convocatórias para 15 de Setembro que foi adulterado com a inscrição 29 de Setembro. Os membros da Rubra, a Raquel e o Renato não são nenhuns novatos para não entenderem o que todos perceberam desde o início. Pior ainda numa demonstração de teimosia não retiraram o cartaz com convocatórias falsas e o Renato ainda tentou acusar a plataforma ‘Que se lixe a troika’ de ser a responsável pelo cartaz. Baixo, muito baixo.

      • António Paço diz:

        Só para registo: eu também sou membro da Rubra. E não respondo mais nada. Como disse atrás, pela minha parte o caso está encerrado.

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