As contas

Falhou o golpe de Estado da “classe média” e do poujadismo dos crédito-dependentes. Em Lisboa, não obstante a fúria da SIC e da TVI – de facto, os verdadeiros organizadores da lamúria – os indignados não terão excedido 10 000. No Porto, terão sido, quando muito, 5 000. As imagens vistas do ar não eganam, mas há quem queira inchar e mitificar. Os 0,15% que acorreram a estas pândegas manifestações não oferecem manobra para Belém recorrer ao Conselho de Estado e, assim , tutelar um golpe de Estado contra o governo saído das urnas há um ano. Passos que continue, mas deve assestar o golpe na imensa rede de favoritos, nipoti e Odoricos Paraguaçús do regime. Se o não fizer agora, perde o apoio dos 60% de portugueses, aqueles que, sendo pobres, não se indignam.

Combustões, via o insurgente
(16 de Setembro de 2012)

Sendo uma pessoa naturalmente generosa, admiti de início que a área do Rossio poderia rondar 2 hectares.
Mas não: usando um método razoavelmente rigoroso cujo segredo não estou autorizado a divulgar, posso anunciar-vos que não chega sequer a 1 hectare.
Não compliquemos, porém. Admitamos então que a área é de 1 hectare, recordemos que 1 hectare equivale a 10.000 m2 e façamos de conta que o Rossio rebentava de gente pelas costuras.
Ora aqui fica um problema simples, que até um licenciado em Letras deveria ser capaz de resolver: quantos manifestantes deveria haver por m2 para que na praça coubessem 200 mil?

Jugular
(14 de Março de 2011)

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