“Pacote de austeridade é um «mal menor», defende Isabel Jonet”

Isabel Jonet sabe do que está a falar. O desemprego e a diminuição dos subsídios agrícolas, por via da crise do crédito, estão a trazer a fome à Europa, que é o ganha pão, lombo e mirtilos de Isabel Jonet. Mais, o apoio político que a Igreja conseguiu em batalhas tão importantes como a mobilização contra o aborto não vem só dos escuteiros, vem de um aparato em que o Banco Alimentar Contra a Fome é uma peça essencial – é do Banco que dependem mais de 1500 IPSS e afins que todos os dias gerem a fome. Mais, estas mais de 1500 IPSS empregam força de trabalho que é parte do aparato da Igreja Católica, base militante do CDS e do PSD. Devagar, devagarinho, é por elas que se controla a fome, os lares, os infantários, um polvo. A jusante os pobres, cada vez mais obesos, não sabem o que é peixe fresco, comem massas e arroz fora de prazo, o CDS amplia a sua base, e os trabalhadores mais miseráveis não saem dos bairros sociais onde a mão de Jonet, perdão, do senhor, chega misericordiosa.

«Em Portugal só as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), estimadas em mais de 4500 com actividade real, contribuem para 5% do PIB, empregam 270 mil pessoas e envolvem milhares de voluntários». Segundo dados do Estudos sobre a s IPSS e a Pobreza – Introdução – 2010 Nov (1) (Estudo da Universidade Católica, Banco Alimentar e Entreajuda).

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