Hoje e Sempre, o Futuro.

Olhar nos olhos das contradições, dos esboços, dos rascunhos, dos desenhos, dos projectos. Gritos. Sussurros. Manifestos. Sobressaltos. Extravasar as ruas. Já ninguém ri da falta de salário, do acumular de dívidas, do envio de currículos que raramente têm resposta, da miséria, do desespero e dos empregos que não pagam as semanas e duram poucos meses. Sabemos quem lucra com o desemprego e quem está a receber os créditos pela fábula da crise. Não sobram dúvidas sobre quem anda a pagar o deboche e quem são os intérpretes da violência. Não se suporta mais nenhum silêncio e ninguém arrisca velar uma risada. Chegou a hora de acrescentar texto à narrativa que escrevem em nosso nome. Fazer uso da força e dos meios que nos podem abrir outro caminho. Resgatar o dever de contribuir com o valor da mão de obra e do usufruto do modo de vida. Apesar de haver muita gente de costas há que manter os olhos postos para lá da espuma dos dias. Lutar. Lutar sempre. O que divide nas vielas não é razão para deixar de encher as avenidas. Há que escancarar, de raiz, outro futuro.

Imagem do We Have Kaos In The Garden.

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