Duas necessidades incontornáveis, nos tempos que correm

– Encontrar os máximos denominadores comuns para a concretização de alternativas sociais, económicas e políticas a esta situação injusta, indigna, insustentável e vergonhosa

– Protestar na rua e em todos os locais e circunstâncias em que puder e tiver que ser.

 

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6 respostas a Duas necessidades incontornáveis, nos tempos que correm

  1. xatoo diz:

    olha, olha
    este pançudo semi-analfabeto (Vasco Lourenço) não é um dos homens do 25 de Novembro?
    ou a “esquerda na crise do caviar” já lhe branqueou o curriculo?

    • paulogranjo diz:

      É, pois.
      E dizem as más línguas que também é o gajo que dirigiu a mobilização e organização para o 25 de Abril.
      Mas suponho que isso seja um currículo irrelevante para heroicos revolucionários de poltrona que só queiram dialogar consigo próprios.

      • Armando Cerqueira diz:

        Não, Vasco Lourenço não dirigiu a mobilização e organização do 25 de Abril. Isso foi o Otelo Saraiva de Carvalho e alguns outros.

        Em Março e Abril de 74 Melo Antunes e Vasco Lourenço estavam colocados nas ilhas adjacentes.

        Dirigiram sim a organização e a mobiização do 25 de Novembro de 1975, isto é a supressão do MFA, a destruição do Programa integral do MFA, e a contra-revolução. Puseram finalmente a direita militar e a direita civil no Poder (o PS soarista esta direita disfarçada de esquerda, de socialista).

        Há que ler estudar a história desse período. Recomendo-lhe ‘Portugal depos de Abril’, de Avelino Rodriges, Cesário Borga e Mário Cardoso (cito de memória). Uma obra séria e independente.

        Armando Cerqueira

        • paulogranjo diz:

          Vasco Lourenço dirigiu a mobilização e organização do 25 de Abril, desde o início do movimento.
          E era o comandante operacional previsto para o 25 de Abril, até ser “deportado” para os Açores na sequência do 16 de Março; porque, não tendo embora participação nisso, estava há meses referenciado como líder da mobilização do Movimento dos Capitães.
          O Otelo Saraiva de Carvalho, arrastado quase a ferros pelo Manuel Duran Clemente para a sua primeira reunião com o movimento (na Guiné, quando a procissão já ia no adro e quando o Otelo era um sólido spinolista), foi escolhido para comandante operacional como solução de recurso.

          Aconselho que leia o que é escrito (“dirigir a mobilização e organização do 25 de Abril” não quer dizer “comandar operacionalmente o 25 de Abril”).
          E também que leia e estude a história desse período, para lá de um único livro. Até porque são muitos e, embora discrepantes quanto à interpretação e auto-justificações acerca do Abril a Novembro, no essencial consensuais quanto ao pré-25 de Abril (excepto, claro, quando escreve o Otelo, alfa e omega de todo o processo, mesmo muito antes de a ele se ter juntado). O livro do Diniz de Almeida acerca do Movimento dos Capitães (até ao 25 de Abril) é, aliás, extremamente pormanorizado em dados factuais e documentação.
          Claro que algumas coisas relevantes nunca foram escritas de forma explícita. Aí, entra a história oral, em que julgo confiará, por exemplo no Diniz de Almeida e no Duran Clemente. Pergunte-lhes. Se eles estiverem para lhe responder, aprenderá muita coisa interessante.

          • Armando Cerqueira diz:

            Paulo Granjo,

            Eu leio normalmente bem, o senhor é que, parece-me, escreve mal…

            Segundo a documentação histórica existente, proveniente de várias e diferentes fontes, Vasco Lourenço NÃO “dirigiu a mobilização e organização do 25 de Abril”, que é uma coisa diferente de o Movimento dos Capitães, colectivo de que ele foi realmente um dos elementos mais activos e importantes até à sua deportação para os Açores. Voltaria a ser um elemento importante mas já no MFA (após 25.04.74), e após a nomeação para o II Governo Provisório de vários membros da 1ª Comissão Coordenadora do Programa do MFA, Lourenço passou a integrá-la. Com a constituição do Conselho da Revolução, os membros da 2ª CCP passaram a fazer parte deste.

            Vasco Lourenço foi um elemento importante do MFA, e após fins de Julho de 1975 passou a ser um membro fundamental da vanguarda do anti-MFA e da contra-revolução, o ‘Grupo dos Nove’, de que foi um dos seus principais dinamizadores. E nessas intrigas colaborou intimamente com destacados e numerosos oficiais spinolistas. É uma questão de se informar bem e com imparcialidade…

            Penso que o Paulo Granjo participa do mesmo conto de fadas em que V. Lourenço gosta de viver. Egocêntrico e vaidoso como é, julga-se o líder, o centro, o que manda, impõe, decide, agride verbalmente, ‘promete porrada’. Leia esse monumento à sua vaidade e ao seu egocentrismo que é a entrevista que deu a Maria Manuela Cruzeiro, publicada pela Âncora sob o título ‘Do interior da revolução’. A leitura das suas declarações provocou-me uma grande decepção. É impreciso, não se lembra por vezes dos factos com precisão, procura justificar-se, alcandorar-se ao primeiro lugar. Mas ideias, factos, confidências, relatos realmente importantes não os há ou quase não há. O livro de Sousa e Castro é muito melhor, consistente, sóbrio, importante.

            Mas há, parece-me, na entrevista a Lourenço uma informação importante por que inexistente, e que desmente o caro Paulo Granjo: Vasco Lourenço nunca foi o “comandante operacional previsto para o 25 de Abril” (nem o reivindica, ele, superiormente vaidoso e egocêntrico). Pelo menos não a descobri no livro, não a vi por duas, três vezes. Portanto, ou a informação não está lá, ou está e eu uso lentes defeituosas. Se souber onde isso está escrito diga-me por favor. Diniz de Almeida na sua primeira obra, ‘Origens e evolução do Movimento de Capitães’ também não regista essa pretensa nomeação de Vasco Lourenço como comandante operacional do levantamento. Maria Inácia Rezola, actualmente a historiadora de referência desta temática, também não comprova no seu ’25 de Abril: mitos de uma revolução’ as afirmações do Paulo Granjo. Provavelmente (li o livro há muitíssimos anos…) também Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso desconhecem as suas afirmações no ‘O Movimento dos Capitães e o 25 de Abril’, a primeira obra séria, creio, que foi publicada sobre o assunto. Também não encontrei provas que corroborem as suas afirmações nas muitas dezenas de livros e artigos que venho lendo sobre o assunto.

            Portanto concluo que, como dizia um humorista brasileiro há algumas décadas, que essa de que Lourenço “DIRIGIU a mobilização e organização do 25 de Abril” e que “era O COMANDANTE OPERACIONAL PREVISTO para o 25 de Abril” (a data só foi estabelecida após o falhanço do 16 de Março de 1974…, já Lourenço estava nos Açores e afastado da preparação do golpe de Estado, que essas afirmações ‘contaram só prá você’…

            Para sua informação: tenho sobre o assunto uma vasta bibliografia de cerca de 150 títulos, e, por acaso, ando a preparar um livro sobre o PREC…, além de ser a História o domínio da minha formação científica e o meu ‘hobby’ principal… E não acredito muito nas virtudes de história oral – que uma vezes é ‘história’, outras apenas ou principalmente ‘estória’.

            Cumprimentos

            Armando Cerqueira

  2. xatoo diz:

    25 de Abril?
    a roda da história nunca anda para trás
    quem anda para a frente é o 25 de Novembro

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