Vamos empurrar o monstro com a barriga, pode ser que ele fique na parede à espera…

O estranho nesta indignação geral não é que as pessoas estejam no limite da paciência – ainda bem que estão – é forçarem-se a convencer, num jogo freudiano de medo, que se aumentássemos o consumo saíamos da crise, ou seja, pode haver saída sem luta de classes, pode-se encontrar um equilíbro menos mau entre exploradores e explorados, um retorno ao Pacto Social. Ora, no capitalismo, aumentar os salários (um custo) é aumentar a crise porque o capitalismo não produz para o consumo nem sofre com problemas de consumo mas com superprodução de capital.  Aliás, um bom capitalista sabe que, numa crise,  o melhor consumo, de preferência, é a guerra ou seja, o não-consumo, a destruição. O único keynesianismo bem sucedido no mundo, que teve resultados em sair da crise, foi o esforço de guerra de Estaline, Hitler e Roosevelt. Vale a pena lembrar de novo que a taxa de desemprego dos EUA só retornou ao pré 29 em 1941 quando a Ford passou de construir carros a material bélico e os desempregados foram empregados na guerra, enviados para morrer e matar. À parte disto não conheço historicamente outra forma bem sucedida de sair da crise – falo de economia – que não seja a revolução, ou seja, fim da propriedade privada.

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