O paraíso dos crápulas ou o refúgio e a paz dourada de todos os canalhas: depois da destruição total, os que nos “governam” têm milhentas de portas para eles abertas, nobre gente, nobres famílias (pobre gente….)….


(Claro, é preciso daqui sair JÁ!, ou então aqui se morre e se é sepultado: alguém escolhe a segunda opção?)


Para onde irão os GASPARES depois das suas “salvíficas comissões” ou “missões de salvamento” das comunidades que os fizeram e eles desfizeram:


Ora, a propósito da “lamentação” muitas vezes ouvida pelos costumeiros crápulas de que os “cidadãos europeus” (um bom nome para um clube de futebol??) desconhecem as “suas” instituições, esclarece o sempre assertivo Hans Magnus Enzensberger, em O Afável Monstro de Bruxelas ou a Europa sob Tutela (2011):


«Em primeiro lugar, devemos citar o Presidente do Conselho Europeu. Seria lamentável que o público confundisse este presidente com o Presidente do Conselho da União Europeia. (…) Enquanto o seu presidente é eleito por dois anos e meio, o Presidente do Conselho da União Europeia só tem um mandato de seis meses. Mas atenção! Está fora de questão que ele possa assistir a todas as sessões deste organismo, porque o conselho reúne-se com muita frequência, nomeadamente em dez formas diferentes, cujas principais são, segundo as suas siglas em inglês:


«FAC, ECOFIN, JHA, COMP, ENVI, EXC, TTE e CAP; em consideração ao público alemão, utilizam-se também as siglas JI, BeSoGeKo, WBF e BJKS, enquanto os franceses preferem usar JAI, EPSCO, EJC e PAC. A coordenação é assegurada pelo GAC, também chamado RAA ou CAG, quer dizer, o Conselho de Assuntos Gerais, onde estão representados os ministros dos Negócios Estrangeiros e Europeus dos Estados-membros, que, a bem dizer, se encontram também no âmbito do RAB, ou seja, do CRE ou FAC. Além destes, tem também aqui assento um membro suplementar: trata-se do Alto Representante da União para a Política Externa e de Segurança Comum (PESC), que assegura a presidência, mas não dispõe de direito de voto.


«A Comissão Europeia é composta por 27 comissários – um por cada Estado-membro – e dispõe naturalmente também de um presidente que tem de nomear os 7 vice-presidentes, dos quais um é ao mesmo tempo Presidente da FAC. O Presidente da Comissão é assessorado por um secretário-geral específico. Deste depende um grande número de direcções-gerais, de que aqui só podemos apresentar uma pequena mostra. Como exemplo, citemos a EAC, a RTD, a ENTR, a TAXUD, a MOVE, a EC-FIN, a ECHO, a ENER, a ELARG, a BUDG, a SANCO, a JUST, a DGT, a HOME, a INFSO, a CLIMA, a AGRI e a SCIC. É evidente que cada direcção-geral está subdividida em direcções e em gabinetes. (…)


«Só um crítico mal-intencionado e sem qualuer tolerância para com a Comissão poderia ser suficientemente obstinado para abrir caminho no reportório completo dos organismos citados. Aconselho o leitor apressado a contentar-se com a seguinte escolha representativa, que se limita às primeiras letras do alfabeto.


«Esta escolha oferece-lhe então o ACER, o Cdt, o CEDEFOC, a CEPOL, a CFCA, o CPVO, a EACEA, a EAHC, a EASA, a EAWI, o ECDC, a ECHA, a EDA, a EEA, a EFR, a EFSA, a EIGE, a EIT, a EMCDDA, o EMEA, a EMSA e a ENISA. Isto de momento deve chegar.»


Entretanto, eu, C Vidal, afirmo solenemente não me ter esquecido de nada nesta radiografia pungente, exaltante, comovente e feliz!


É deste meio que vêm os GASPARES (outra sigla, ou será antes uma pessoa?), e é para aqui que irá um tal de PAÇOS de COELHO, quando corrido deste país para fora. Há sempre um lugar conhecido à espera desta gente!


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