É fácil governar assim. Mentir com quantos dentes se tem na boca para chegar ao poder e, depois de lá estar, roubar os mesmos de sempre à força toda. Uma vez, duas vezes, as vezes que forem necessárias. Com total descaramento e com a suprema lata de se fingir muito triste com as decisões tomadas.
Enquanto o roteiro da gatunagem inclui o roubo de mais um salário a quem trabalha, os únicos responsáveis por esta crise continuam impunes. Não se mexe nos privilégios da Banca, para quem o saco infinito dos contribuintes está sempre aberto. Não se mexe nos off-shores. Não se mexe nos dividendos em Bolsa. Não se mexe nas grandes fortunas. O indivíduo até falou disso no discurso de sexta-feira, mas concretizar? Tá queto, fica para as calendas gregas.
Realmente, é fácil governar assim. Falta dinheiro, vai-se buscar sempre a quem não pode fugir. Rouba-se a uns para dar aos outros. Quanto vai poupar António Mexia e os seus accionistas com a descida da TSU? E Alexandre Soares dos Santos? E Belmiro de AZevedo? E Américo Amorim? Alguém acredita que eles vão contratar um único funcionário a mais por pagarem menos à Segurança Social?
Não, o indivíduo não é burro. Pelo contrário, é muitíssimo inteligente. Mas extraordinariamente insensível, desonesto e moralmente corrupto. Daqui a 2 ou 3 anos, é vê-lo num exílio de luxo numa qualquer Paris deste mundo.





Para aqueles que fecham os olhos ao oportunismo manipulador e cavalgada do PS da manifestação de 15 de Setembro. O que é descrito neste post é exactamente a forma de governar que tem utilizado o PS em todas as vezes que esteve no poder.
Escolher entre PS e PSD é escolher entre um tiro na nuca ou um tiro na testa.
Qualquer protesto que não combata a Troika nacional (PS-PSD-CDS) da mesma forma que combate a Troika estrangeira, é uma fraude.
O excerto final do poema de Alexandre O’Neil é especialmente identificável nesses que se desesperam pela ânsia impossível de uma “ala esquerda” do PS:
“O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos”
Quando for grande quero ser como o senhor Relvas ou o senhor Passos ou o senhor Borges.
De facto, o indivíduo não é burro.Ele sabe o que faz e é instrumental.Os que serve e a quem presta obediência e vassalagem sabem-no e até o dizem em voz alta.
Está no sítio certo (para eles) no tempo certo (para eles). “Mas (é) extraordinariamente insensível, desonesto e moralmente corrupto”.
Depois pagar-lhe-ão o frete num qualquer edifício de Bruxelas ou afim.Ou no conselho de administração de uma grande multinacional, a quem zelosamente transmutou para os seus cofres, o dinheiro de quem trabalha ou trabalhou.Ou correrá mundo a dar conferências como os seus parceiros ideológicos e de esgoto