A produção pode ser sabotada de várias formas

“A produção pode ser sabotada de várias formas: nas Eaux de Vittel, em 1970, várias tinas de água foram cheias de sabão; garrafas de água foram perfuradas e chegaram vazias ao seu destino. Numa outra fábrica, uma tonelada de pasta dos dentes foi espalhada no fundo do processador e perdeu­‑se. Material perdido após uma paralisação de trabalho: em Maio de 1971 os trabalhadores de uma das fábricas de Saint­‑Frères descontinuavam as operações várias vezes por dia; todos os dias as máquinas paravam, o plástico solidificava e tornava­‑se impróprio para ser utilizado. Na Primavera de 1975, as carrinhas de entrega que transportavam os jornais Parisien libéré foram atacadas e o jornal destruído. Noutros sítios, as hospedeiras queimaram deliberadamente as camisas dos passageiros enquanto as passavam a ferro”[1].

[1]   Dubois, Sabotage, pp. 28­‑29 cit por Van der Linden, «Greves» In VARELA, Raquel, NORONHA; Ricardo, PEREIRA, Joana Dias, Greves e Conflitos Sociais no Portugal do Século XX, Lisboa, Colibri, 2012. O roubo de bens afecta obviamente os empresários de uma forma semelhante, ao provocar uma considerável perda de valor.

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