Somos Todos ExtraOrdinári@s?

Nuno, ao contrário do que afirmas não tenho qualquer pretensão de ter o monopólio da luta e, tal como tu, acho bem que mil manifestações floresçam. A inclusão de sectores ligados ao aparelho do Partido Socialista e o afastamento de sectores ligados à extrema-esquerda não é uma questão de pureza ideológica, é uma questão estratégica de construção. Eu acho que a maioria social que faz falta é aquela que quer que a troika se lixe e não a que quer negociar os nossos direitos em nome do reforço da sua representação parlamentar. Prescindo de ter como aliados aqueles que têm responsabilidade no facto de estarmos a ser governados pela turba do Banco Mundial e de assinar manifestos com os responsáveis pela divisão da luta. Apesar disso, os radicais sectários vão poder continuar a afirmar que participam em todas as manifestações contra a troika, ao passo que os reformistas unitários vão continuar a romper com tudo o que não garanta o seu direito de pernada, o exclusivo sobre as reivindicações e a garantia de que a sua agenda não será posta à prova da democracia de base. Prevalecerá o silêncio à discussão, o programa político do BE às reivindicações do movimento social e sabemos onde leva a luta se ela ficar por aí.

Nota – O MSE fez uma manifestação para a qual chamou todos os sectores e foi para a rua contra os governos do desemprego do PS e do PSD-CDS. Tenho pena de não ter contado, nesse contexto, com a companhia unitária da tua passada.

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