A receita é simples: “Que se lixem os trabalhadores” (actualizado)


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O aumento da contribuição dos trabalhadores para a segurança social hoje anunciado por Passos Coelho não é uma medida contabilística. É ideológica. O governo insiste que a recuperação económica se fará baixando os salários, desta feita em 7%, de uma forma universal, leia-se, não equitativa. Não há, na medida apresentada, qualquer lógica de justiça social. Os trabalhadores que auferem o salário mínimo serão prejudicados exactamente na mesma medida que António Borges e Lda.
É também relevante constatar que este governo que anuncia o aumento dos impostos sobre o trabalho é o mesmo governo que durante o mês de Julho promoveu um gigantesco perdão fiscal de quem fugiu aos impostos sobre o capital durante os últimos anos.

P.S. – É verdade que Passos Coelho também anunciou o corte de 5,75% na TSU pago pelas empresas. Mas que ninguém engula a balela que esse é um incentivo para as micro e pequenas empresas, que empregam a esmagadora maioria dos portugueses. A diminuição da contribuição é praticamente irrelevante nas contas dessas empresas, cada uma com poucos trabalhadores. Esta é uma medida que favorece sobretudo as grandes empresas.

Uns dias chove noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
A coisa aqui está preta.


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