Esperanza Aguirre foi Ministra da Educação e Ciência (1996-1999), Presidente do Senado (1999-2002) e é Presidente da Comunidade de Madrid desde 2003. É de direita, diz ser liberal e do PP

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9 respostas a Esperanza Aguirre foi Ministra da Educação e Ciência (1996-1999), Presidente do Senado (1999-2002) e é Presidente da Comunidade de Madrid desde 2003. É de direita, diz ser liberal e do PP

  1. Mário Estevam diz:

    O Adelson tem carta branca. Vai construir 3 casinos com dinheiro público, vai construir uma zona franca para circulação de jogadores e trabalhadores e vai ganhar muito dinheiro.

  2. Rocha diz:

    Numa altura em que não se pode usar a palavra fascista sem uma barragem de lamúrias da comunicação social e victimizações pelos homens do regime capitalista-oligárquico vigente – os mesmos colaboradores fascistas que branqueiam o fascismo oligárquico de Salazar – as palavras de Esperanza Aguirre em nada me surpreendem. O PP espanhol é um partido fascista.

    Há quem queira deturpar a história e dizer que fascistas só existiram Mussolini e Hitler. Pois eu digo que fascistas existiram e existem em todos os continentes, de um modo geral. As mal chamadas “ditaduras militares” da América Latina foram fascistas, Israel é fascista, o Estado da Colômbia é fascista, os Estados Unidos são fascistas, a “oposição mafiosa cubana” é fascista, a NATO é fascista, a União Europeia é tão fascista quanto permite a perseguição aos comunistas, as santas alianças que destruíram a Líbia e que estão a destruir a Síria em nome de uma falsa revolução – verdadeira fascização – são fascistas.

    O PP espanhol é evidentemente fascista e o Estado Espanhol tem como única credencial “democrática” ser um franquismo sem Franco.

    • miguel serras pereira diz:

      Há duas coisas que me assombram neste comentário. A primeira é uma definição do fascismo tão ampla que, à primeira vista, parece universal – uma coisa é dizer que o fascismo só existiu na Alemanha de Hitler, outra é dizer que a actual UE é uma colecção de Estados fascistas. A segunda são as omissões gritantes de outros regimes que critérios tão amplos teriam de declarar igualmente (ou mais) fascistas. Porque é que não é fascista a Síria de Assad ou a Rússia de Putin? A dominação oligárquica será mais branda ou “liberal” nessas paragens? Ou, vá lá, na dita por antífrase República Popular da China? Qual é o critério, afinal?

      msp

      • A.Silva diz:

        Não lindinho, o que te perturbou no comentário não foram os critérios, mas im o facto do estado criminoso de Israel também ser referido, isso é que te perturbou.

        Quem não te conheça que te compre, oh anticomunista!

        • A.Silva diz:

          “mas sim o facto”

          • miguel serras pereira diz:

            Puro engano. Se, para o comentador Rocha, a UE é fascista, é evidente que, por maioria de razão, o será Israel. A questão é por que razões o não parecem ser a seus olhos a Rússia ou a Síria – para me ficar só por estes exemplos.

      • Rocha diz:

        Afinal qual é o critério?

        Grato pelo interesse. Alguns critérios:

        1 – Regime capitalista de imposição pela força militar, policial e terrorista de Estado e para-Estado dos interesses da grande burguesia e dos seus monopólios capitalistas.
        2 – Tentativa de supressão da luta de classes através de um banho de sangue.
        3 – Terrorismo de Estado, tortura, assassinato político, execuções extrajudicais, entre os métodos utilizados sistematicamente.
        4 – Ilegalizações, perseguições, prisão, tortura e assassinato em nome do anti-comunismo, supressão de sindicatos e partidos, da limpeza étnica e/ou religiosa, do colonialismo e da guerra interna ou externa.

        • miguel serras pereira diz:

          Bom, eu tentaria precisar um pouco mais o primeiro critério, tentaria incluir na descrição a dimensão “ideológica” – e também a da “mobilização de massa” (as vertentes nacionalista e “social”). Mas, ainda que admitamos que os critérios retidos são uma simples enumeração provisória, a completar, aperfeiçoar e corrigir, a minha outra interrogação permanece: por que razão se considera fascista a UE e não a Síria de Assad ou a Rússia de Putin?

          • Rocha diz:

            1.1 – A Síria de Assad não pode ser qualificada sem caracterizar o que é a ampla coligação inimiga que ela enfrenta. Noutro tempo e noutro contexto o governo de Bashar Al-Assad enfrenta uma aliança militar imperialista à proporção que a nascente União Soviética enfrentou em 1917.
            Bashar Al Assad enfrenta uma guerra não declarada mas muito real com a Turquia em primeiro lugar.

            1.2 – A Turquia que continua a orgulhar-se de chacinar arménios e assírios no Século passado, continua a ser um regime militarista, pelo menos pelo tratamento do povo curdo com quem está há quase 30 anos, merece ser apelidada de fascista.

            1.3 – Da Arábia Saudita nem vale a pena falar, é sobejamente conhecida, simplesmente um regime de terror.

            1.4 – O Qatar tem todas as características da Arábia Saudita no que toca ao poder da família real, mas procura empurrar uma vasta máquina de propaganda chamada “Al Jazeera” no sentido de se apresentar como liberal e moderno. Pura hipocrisia. A sua acção militar na Líbia foi no sentido de obter uma fatia do saque e na Síria pretende fazer o mesmo.

            1.5 – Da NATO nem vale a pena falar, é o regime de terror global do imperialismo comandado pelos Estados Unidos e a União Europeia.

            1.6 – Finalmente o chamado “Exército Livre da Síria” e seus sócios menores são grupos todos assalariados pela coligação fascista (NATO-Turquia-Regimes do Golfo) e protegidos em bases militares turcas. Basta ver os seus métodos, já durante a guerra, para ver que são movimentos fascistas. Já nas ruas de zonas controladas pelos “rebeldes” sírios são até já publicas porque demasiado difíceis de esconder, as execuções extra-judiciais contra uma qualquer parede. No Líbano para onde alastra inevitavelmente a guerra, alastra também a perseguição à comunidade alauita por parte dos aliados dos “rebeldes”. Estamos perante uma caça às bruxas e operações de limpeza étnica/religiosa. Mas além disso há a estreita colaboração com o Imperialismo e a CIA (a agência internacional para a tortura e o assassinato), inclusive pedidos a implorar uma guerra aberta por parte do imperialismo da NATO e aliados, tudo a demonstrar que os rebeldes sírios são tão fascistas como os “rebeldes” comandados por Franco.

            2 – A Rússia de Putin é uma evolução considerável face ao regime de Ieltsin, esse sim eu diria fascista pelo seu carácter de neo-colónia entregue às hienas do FMI, medidas de genocídio social. Eu classificaria o regime de Putin como bonapartista, entre o pior de Ieltsin e o melhor de Brejnev. A Rússia de Putin já não actua como neo-colónia (o que implica não haver opressão dupla desde o interior e desde o exterior), mas internamente há uma deriva claramente anti-democrática – o principal prejudicado por isso é aliás o Partido Comunista da Federação Russa. Não o claro o nível e força da luta sindical , mas é visível uma grande luta de massas.

            3 – Finalmente sobre a União Europeia, as suas resoluções a partir do Conselho Europeu e parlamento estão a apoiar a ilegalização e repressão de partidos comunistas e outras organizações marxistas na Europa de Leste e nos países Bálticos. A caça às bruxas e repressão anti-comunista tem presos políticos na cadeia, tem perseguição macartista de guetização social, inclusive o tratamento de uma parte considerável da população como não-cidadãos nos países bálticos.

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