A luta certa

Perdoai-me senhor. A que horas e em que dia é que se faz a luta certa?
(e já agora ainda me estás a dever o diagrama de grupos e organizações, formais e informais, recentes ou recicladas, que pululam pelas diferentes manifestações e protestos – para te facilitar a vida, dispenso os que não têm mais de três activistas)

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14 respostas a A luta certa

  1. Renato Teixeira diz:

    Não faltam horas nem dias para fazer a luta, mas todas as que tenham o PS são más escolhas e maus caminhos, apesar de terem ainda mais do que três activistas.

    Aqui, por exemplo, foram muitos mil sem troikistas às costas.

    http://www.new4media.net/resources/images/fotogalerias/15o_lisboa/0dd843ceadb84b798412b699501a92ad_7.jpg

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      “Não faltam horas nem dias para fazer a luta, mas todas as que tenham o PS são más escolhas e maus caminhos”
      De acordo. Mas o que se faz com os eleitores e/ou militantes do PS que queiram passar para o lado certo? Barra-se a entrada? Quantos anos de nojo têm de fazer?

      “apesar de terem ainda mais do que três activistas.”
      Que fique claro que as razões do meus sectarismo, são enraizadas numa vasta experiência. Grupos e organizações de 3 pessoas, são experiências sexuais entre os seus integrantes e não activismo político.

      • Renato Teixeira diz:

        Sei que sabes que há horas más, tal e qual as companhias.

        http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com/2010/07/manuel-alegre-socrates-louca-presidential-affair.jpg

        Convidar troikistas para uma manifestação contra a troika parece-me tão absurdo como concorrer para a presidência ao lado do candidato do Sócrates.

        Quem quer passar para o lado certo não precisa que o lado certo passe a incluir aqueles que acabaram de abandonar.

        Mal acomparado e aproveitando a analogia, é como pedir o divórcio, ir viver com a amante e esta convidar a ex-mulher para viverem os 3 paredes meias.

        • CausasPerdidas diz:

          Um “estalinista” a explicar a um “trotskista” os rudimentos da frente única…

          O Cavaco está aí em todo o seu esplendor, as instituições (PR, governo) tocam todas afinadas pelo mesmo diapasão… Mas como varremos Alegre e as camarilhas sociais-democratas (de direita do PS e de esquerda do BE) uma nova oportunidade abriu-se para o luta de classes. Já não há social-democratas a atrapalhar, agora é o confronto directo e sem intermediários?
          Com a vitória de Cavaco não foi o Alegre, o odiado PS, o “titubeante” BE, o “consequente” PCP, os “mais que consequentes” abstencionistas, ou mesmo os engolidores de sapos não sociais-democratas que perderam… foi a Classe Trabalhadora! As condições alteraram-se para pior. Insistir é não perceber nada.
          Já agora, insisto eu, o erro do BE não foi apoiar Alegre mas a forma como o fez: apoiou Alegre e não Alegre contra Cavaco.
          Parece que não tem nada a ver: num contexto de negociação de um novo ACT (o antigo foi mandado às urtigas pela administração), e para que nada seja negociado contra os trabalhadores, deve o apelo à unidade dos sindicatos feito pela CT incluir os sindicatos traidores da UGT? (a considerar: sindicalizados CGTP e UGT: meio por meio).

        • Rocha diz:

          A última comparação é que é má. Viver com a amante e com a ex-mulher até me parece boa ideia.

          Dar abébias aos troikistas do PS para mim é como dar avais e salvamentos à Banca – quem vai pagar isso somos nós.

      • subcarvalho diz:

        “Grupos e organizações de 3 pessoas, são experiências sexuais entre os seus integrantes e não activismo político.”

        aqui está, em todo o seu esplendor, o fetiche das massas…

      • Rocha diz:

        O contrário de barrar que eu saiba não é apadrinhar. E apadrinhar é o que esta iniciativa está a fazer, não se trata de eleitores nem de militantes mas de DIRIGENTES do PS.

        É certo que ao BE não têm faltado iniciativas para dar as mãos a dirigentes e figurões do PS desde Alegrismos até Congressos de Esquerdas e Congressos de Alternativas. Agora, ultimamente começo a ver camaradas do PCP a tentar justificar o injustificável: aproximações ao PS.

        O que é isto? Contágio de alguma doença degenerativa de esquerda?

        Por este caminho as manifestações unitárias são uma fraude e um tiro no próprio pé. Nunca ninguém vai derrotar a Troika se não derrotar também a Internacional Socialista – a maior e mais perigosa organização burguesa europeia.

        • Tiago Mota Saraiva diz:

          Rocha, se nos participantes da Festa houver algum militante do PS isso não é Impulse!

          • Rocha diz:

            Da Geração à Rasca ao 15 de Setembro, temos só dois modos como dizia o outro: “complacência ou pânico”.

            Ora se é ultra-sectário, nomeadamente com os sindicatos da CGTP (como testemunhei pessoalmente na Geração à Rasca), ora se convida dirigentes do PS para se montarem a cavalo do protesto.

            Ora ninguém se une com ninguém, ora se cria unidade com os inimigos de classe. Não há pachorra!

            Eu percebo Tiago que rir talvez seja o melhor remédio. Mas neste caso a piada somos nós e é insuportável a ideia que seja o PS a rir por último.

            Precisamos de um humor mais refinado e mais brejeiro. Mas sobretudo mais inteligente.

  2. Pingback: A luta certa: Que se lixe a troika! | cinco dias

  3. um gajo qualquer diz:

    Tiago:

    subscrevo essa tirada sobre as organizações dos “3 activistas”, mas quer-me bem parecer que, se algum xuxa estivesse honestamente com vontade de pular a cerca, a primeira coisa que fazia era queimar o cartão de militante daquela merda em frente à sede do Rato.

    E mais: se é pra fazer unidade com esses oportunistas de merda, prefiro as organizações dos 3 carolas

  4. um gajo qualquer diz:

    Rocha:

    a maior e mais perigosa organização europeia… é a própria União €uropeia.
    esses xuxas maçons são apenas um dos co-sócios no gamanço democrático, moderno e €uropeu

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  6. ASouto diz:

    Neste momento não há partido, nem político que se safe – estão todos reféns de interesses, acordos e jogos demasiado poderosos.
    A solução a decisão é devolver aos cidadãos – limpar a casa, total e definitivamente, como fizeram na Islândia, prender responsáveis, colocar na direcção do país, independentes sem história, sem rabos presos… e então aí sim, peçam-se os sacrificios, faça-se das tripas coração e eleve-se o nome deste país, como nação e não como membro da UE.

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