Carta aberta à Margarida Rebelo Pinto

“Aconselho-a a sair mais, mas a sair à séria e não me refiro a essas festas do croquete e poderá constatar que numa sala com 100 mulheres, 90 homens escolhem uma “gordinha” ao invés de uma “cabra escanzelada com pretensões a escritora”. Recomendo-lhe também que dê uma passadinha em sites de sexo, já que é tão modernaça, e verá a quantidade de anúncios onde se “pedem” “gordinhas ou mesmo gordas”. Não me recordo de algum dia ter visto alguém à procura de um ser tão magro que nem força tem para fazer um broche decente.” Via Six Degrees of Separation

Margarida,

antes de mais uma declaração de interesses: estou cada vez mais gordinho. Bem sei que a minha querida falava de mulheres, ora pois, mas em todo o caso não quero camuflar um centímetro das minhas intenções. Ao contrário da maioria das mulheres, que quanto mais peso perdem mais gostam de pançudos, o meu gosto ganha dimensão na directa medida da balança. Como percebe tenho algum desdenho pelas magrinhas, pese embora as noites em funestas circunstâncias, sendo que cada vez mais aprecio a formosura.

Escrevo-lhe, está bom de ver, para pedir ajuda. Como preferir a leveza à densidade? Como achar piada à chata se podemos ter a divertida que consegue rir mais do que cinco minutos por dia? Como escolher a cabra se podemos lidar com a fixe? Como dar guarida às aborrecidas se podemos escolher as que querem sempre ir a todo o lado? Como optar pelo mau-humor, por vezes até durante o sexo, se as bem-dispostas se contentam com tanta facilidade? Será possível corrigir a libido trocando a volúpia pelas formas rectas? As enjoadas às que alinham com a malta em programas? Como escolher as fanáticas da caloria em detrimento das redondinhas que gostam de noites longas regadas a mais de sete vodkas? Como ganhar tesão por mulheres camaleão, que mal tiram o espartilho desfalecem nas ossadas, a mulheres cheias de tudo, da inteligência às mamas?

Estou certo que me pode ajudar. Estou solidário com o seu desânimo e, como quase todos os homens, disposto a ser convencido. Sei que tem a cura para o remorso que tenho por ter sido sempre melhor na cama com as que lhe causam inveja. Se tiver amigas com mais de sessenta quilos acredite que elas falam verdade sobre a quantidade e a qualidade dos serões na sua companhia.

Um grande bem haja para si e se for convencido, prometo, serei seu fiel aliado na luta contra as badochas que insistam em roubar-lhe os namorados.

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14 respostas a Carta aberta à Margarida Rebelo Pinto

  1. B.P. diz:

    Deus me perdoe, mas antes a Margarida, mesmo magra, que o Renato, mesmo gordo!

  2. Desempregado diz:

    A Margarida dá tusa ao carroceiro do Renato!!

  3. Thestudio diz:

    O 5dias agora dá voz às adolescentes na idade do armário.

  4. vulgata diz:

    Também aqui vos deu para apreciar a beleza das ruínas?! Ai, aiiii… As coisas que vocês fazem para se distrairem das dores.

  5. Dezperado diz:

    Mas a noticia do Sol é de 17/9/2010….foi preciso um ano para escrever algo sobre aquela veborreia de palavras???
    A cronica sobre as gordinhas foi muito má…..mas a sua contestação tambem nao ficou atras.

    Desde quando os homens preferem as gordinhas??? só se forem os gordinhos!!!!

  6. Streetwarrior diz:

    Espanta-me sempre esta mania das mulheres andarem com as claviculas á mostra é os ossos da bacia escancarados, quais gado magro!
    Não consigo evitar de pensar que o meu “Jeff” (nome de código dado ao meu genital masculino por não me respeitar e ter vontades muito próprias) que existem certas mulheres que se tivesse que lhes aviar uma valente trancada, daquelas de deixar o sofá completamente fora do sitio próprio, teria que usar duas espátulas de sapateiro para o ir desencalhando dos ossos …só para entrar metade…modéstia á parte!

    Se é bem verdade que num principio a parte fisica poderá servir de gatilho para o desejo carnal, já a inteligência se torna muito mais prazeirosa a Médio/longo prazo.
    Portanto, nem muito magras nem muito gordas, mas sobretudo…bastante inteligentes, coisa que a M.R.P com uma crónica destas, revela ter muito pouco !

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