O “caso Vera Pereira” é um erro. Não existe. Então uma empresa privada não pode decidir contratar a desempregada Vera Pereira e concorrer aos Estímulos 2012? A explicação do IEFP é clara. Depois da empresa se ter candidatado, anunciando a pessoa contratada, o IEFP estava a verificar a sua elegibilidade.
Só mesmo estes tontos não percebem e continuam a “revelar” supostos casos. Ou por incapacidade de decifrar o texto longo e em português do IEFP ou, como refere o engenheiro, na ânsia por uns minutos de fama.





Ou melhor, o “não caso Vera Pereira”…
É assim que se perde credibilidade.
Ainda ontem o Correio da Manhã dava a segunda notícia na sua última página. Há sempre bom “jornalismo” a ser feito.
Não entendo Tiago. Então se a empresa identificou a pessoa a contratar porque razão essa oferta é anunciada num local público?
«No caso vertente a entidade tinha identificado a pessoa desempregada a contratar pelo que procedeu à respetiva apresentação para a oferta em questão, decorrendo o processo de aferição relativamente à candidata apresentada de reunir os requisitos de elegibilidade da medida Estímulo 2012, razão pela qual a oferta de emprego permaneceu ativa no portal Net Emprego.
Não deveria ter sido evidenciado o nome da pessoa desempregada apresentada pela entidade empregadora, o que aconteceu por lapso.»
Isto está errado. O erro é anunciar publicamente uma oferta que já está ocupada e não é publicar o nome da pessoa a contratar.
A questão do “empenho”, da “cunha” ou do “favor” é muito antiga e nunca vai acabar. O que aborrece é passares por otário. A oferta estava anunciada publicamente e podias candidatar-te.
Ao que julgo saber, nos casos em que a vaga já está preenchida os anúncios não são colocados online, ficam apenas na plataforma interna do IEFP.
Mas tal como todas os outros portais/serviços online da segurança social os sistemas são muitíssimo desinteligentes e de uma enorme dificuldade de gestão – seja dos candidatos… empresas… e funcionários públicos.
Houve um erro e eles assumem-no.
Este caso não tem nada a ver com cunhas ou favorecimentos.
O que aborrece é que exista entre a população uma cultura de Correio da Manhã, que encontra na preguiça para ler e interpretar textos um sólido aliado da desconfiança populista e anti-partidos em relação ao sistema.
Sem ética nenhuma, o jornal continua a noticiar a mais que explicada questão, pois sabe que encontra na recepção dos leitores a convicção infundada de que são mais espertos que os outros e que eles é que os topam bem.
Obviamente tinham de sacar um coelho da cartola e arranjar uma possível justificação para tal ato! Infelizmente há otários suficientes neste país para acreditarem numa solução de recurso como essa.
Parece que há gente que se sente incomodada com o tugaleaks ter conquistado alguma relevância no domínio da reivindicação e activismo. Talvez o incómodo seja por não haver gente do comité central com os cordelinhos sobre as pessoas por detrás das causas.
O incómodo atrás do comité central do António a mostrar ( mais uma vez) que isso de saber interpretar um texto tem coisa que se lhe diga.
Chega a ser comovente o interesse pelo ” domínio da reivindicação e do activismo” e pelos comités centrais atados com os cordelinhos da ordem
“Em 20 publicações” do TugaLeaks “só uma” … “de índole fascista”.
Parabéns TugaLeaks! E parabéns ao filósofo Tima que veio em sua defesa.
Com esta é que me lixaste…
aqui só é não caso porque foi divulgado pelo tugaleaks que andou a chatear nos sites do pcp e satélites. se fosse uma iniciativa comunista era o fim do mundo e a igualdade no direito ao trabalho que estavam em causa. podiam disfarçar melhor.
Olhe que parece que até não foram os tugaleaks a fonte, ainda que o reivindiquem.
O João José Cardoso explica a coisa muito melhor do que eu. E devagarinho:
http://aventar.eu/2012/08/30/o-caso-vera-pereira-o-iefp-e-a-ignorancia-em-forma-de-blogue/
“Só mesmo estes tontos não percebem e continuam a “revelar” supostos casos.” – post do tiago mota saraiva
“Olhe que parece que até não foram os tugaleaks a fonte…” – tiago mota saraiva resposta a comentário mesmo post
vê lá se te decides, o taxímetro está a contar. escusas de desviar o assunto com explicações do óbvio.
Oh ignatz, isso de gostar de levar coças em caixas de comentários já não parece ser apenas masoquismo…
“Ana Margarida de Brito Batista” (que é o que está no link) é o fantástico novo caso com que o tugaleaks quer ser capa do correio da manhã. Tal como o ignatz, ignoram ou não percebem a explicação do IEFP.
Mas dou-lhe a taça, o “caso da desempregada Ana Margarida de Brito Batista” parece ter sido revelado pelo tugaleaks!
o teu problema é coerência, começas por dizer que foi divulgado pelo tugaleaks e 15 cm abaixo já não foi. o resto é palha argumentativa e basófias para fugires à paternidade da asneira e disfarçar o mau perder. tá escrito acima e só apagando consegues ter razão.
Não discordando, do que dizes, o João José Cardoso toca naquilo que é o ponto que de facto fica esquecido, tal a ânsia de fazer memes: ” Desconfio que com isso aldrabam as estatísticas, estamos habituados. ”
Talvez por isso isto deva ser um caso. Não no formato tugaleakesco, que se mantém igual a si mesmo, mas pela possibilidade destes pseudo formalismos serem usados para inchar estatísticas, já será outra coisa. Prática que, aliás, tendo eu recebido a minha carta convocatória (e não foi caso único) para confirmar ao IEFP que estou inscrito ( com prazo de 10 dias para resposta) durante o mês de Agosto, soa pelo menos a (mais uma) ratice.
Se merecia ou não o empolamento, será já discutível. Se para mim é a modos que absurdo também que se “crucifique” a tal Vera Pereira, e nisso concordo inteiramente, não deixo de pensar que tanto a imprensa como a “imprensa” ignoraram por completo a possibilidade de quem beneficia de facto com isto ser o IEFP, que pode usar este número para engrossar as estatísticas dos seus tristes programas de apoio… mesmo em casos que, como tudo parece indicar, o seu envolvimento tenha sido nulo.
Tiago, percebo mas não me parece ser o caso. Ou melhor, quem está incluído nos Estímulos 2012 está fora das listas do desemprego pois tem um contrato – ainda que seja de 6 meses.
Mais vergonhoso é o caso dos estágios profissionais em que o cidadão desaparece dos centros de emprego, mesmo que não tenha ficado na empresa em que estagiou e sempre que não confirme no centro de emprego que se quer manter inscrito.