Plano inclinado

Nuno Crato aposta numa cultura de tamanho rigor que somente as crianças que iniciarão este ano o ensino básico em escolas privadas têm, neste momento, a certeza absoluta das escolas que frequentarão daqui a oito dias. Pelo menos em Lisboa, as impertinentes crianças de cinco e seis anos que a escória dos seus pais decidiu inscrever na escola pública terão de penar um pouco mais para saber onde serão colocadas. A partir do momento em que sejam colocadas deverão correr até à Junta de Freguesia para mendigar a inclusão nas actividades de tempos livres – para que os pais deixem de molengar desculpas para faltar ao trabalho – e terão livros e professores atribuídos para as calendas.
Uma anedota que o antigo e insurrecto Crato não desdenharia.

P.S. – Puro bruxedo. Parece que as listas estão a ser afixadas hoje. Agora, caríssimos pais, é correr até esgotar o último livro…

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16 Responses to Plano inclinado

  1. João Torgal diz:

    Mesmo com expectativas moderadas, pelo governo em que estava inserido, é uma verdadeira desilusão este ministro.

  2. Dezperado diz:

    Pensei que ainda estivessem no combate para não fecharem aquelas escolas que tinham, 2-3 alunos!

  3. Antónimo diz:

    O Carlos Vidal tinha dito que voltava hoje, mas onde é que ele anda? Isto assim anda um bocado monotemático e ainda por cima anda aí alguém a querer ficar-me com o pseudónimo.

    • Carlos Vidal diz:

      Acho que o Carlos Vidal não volta hoje nem amanhã (para já, é o que eu/ele pensa), prezado comentador Antónimo que me habituei a admirar e admiro. Este espaço deixou de me interessar grandemente por censura politicamente correcta, coisa que não me entusiasma e não me faz perder tempo a estruturar uma ou duas linhas sequer por aqui. A coisa deixou de me mobilizar e um post dá trabalho, e para trabalhar é preciso ter vontade (pelo menos). A censura começou disparatadamente com R. Varela e não sei como vai acabar (parece-me que o “novo” JVAguiar segue a linha “Varela”) . E, é sabido, Varela já censurou mais comentários, genericamente, em três ou quatro meses do que eu em 4 anos!! Volto quando me apetecer, digamos bissextamente. Mas volto, nem que seja para chatear. O blogue que me interessa é aquele onde se pode teorizar, aprofundar assuntos, estudar, debater mas também insultar. Ou seja, nada pode (ou melhor, não deve) impedir a liberdade total que foi característica desta casa. E já não é. Abraço. cv

      • Justiniano diz:

        Caríssimo Vidal, faço minhas ali as palavras do caro Antónimo!!

        • Justiniano diz:

          Mas, meu caro Vidal, aquela censura não será, simplesmente, a incapacidade de compreender e controlar a tragédia, o profano e o imprevisível ( um pouco à contrário da ideia da inutilidade da censura com que o seu caro Mestre descreve a arrogancia avassaladora do mercantilismo contemporaneo, que já nada censura!!)
          Quando testemunhamos uma tragédia temos de saber viver à altura daquela, enaltece-la com espanto e silencio, ou então espezinhá-la com gritos e desmistificá-la como sendo nada trágica!!
          Aprofundar assuntos, como tragédias, é, sem dúvida, teorizar, debater e também, ou acima de tudo, insultar com premencia!!
          Um bem haja para si,

          • Carlos Vidal diz:

            Meu caro, eu não posso esperar que a nova gentalha que por aqui pulula (não manda nada, mas pulula e estraga a página de modo a paralisar-me a mão que escreve!) conheça Schelling ou Solger, o fulgor e a paixão da obscuridade dos hinos à noite daquele jovem genial que não preciso de nomear. Não espero e lido aqui com massa não própria para estas coisas: o trágico e o pensamento.
            O trágico, observa o meu caríssimo muito bem, o trágico. O que advém do conflito de ideia consigo mesma quando ele se confronta com a perecibilidade real. E a ideia está do lado do absoluto, da liberdade total, que é de ser gratuito e insultuoso. E onde cabe aqui o trágico? Simples, cabe no olhar para o insulto, deixá-lo passar e não lhe responder, no mutismo perante o insulto que, dionisiacamente, faz o seu caminho. Quem o ouve (mesmo que para si) e o supera conhece o trágico.
            Evidentemente. Quem não sabe defrontar o trágico policia o dionisíaco com a polícia do apolíneo, teme ser insultado. Por isso não debate nem insulta, queda-se apenas na individuação, só se vê a si mesmo. Assim proliferam os medíocres, meu caro Justiniano. Deixemo-los viverem.

      • José Jardim diz:

        Bem dito Carlos Vidal.Acho que 5 dias já não é o que era ,desde que os esquerdelhos (com tiques sociais democratas) monopolizaram os “postados”
        Abraço Revolucionário.

      • Antónimo diz:

        Acho que vamos ter de fazer uma petição. Percebem-se motivos, mas lamentam-se.

  4. Bruno Figueiredo diz:

    Isto não é verdade. As listas pelo menos em toda a zona oriental de Lisboa foram publicadas a meio de Julho.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Bruno, lamento desiludir-te. O que escrevo é verdade para alguns agrupamentos. Não digo que suceda em todo o lado ou em todo o país.
      O que ainda demonstra mais o desvario.

  5. Eduardo diz:

    E qual é a novidade?
    (fica-lhe bem ser mais exigente com um governo de ‘direita’)

  6. José Jardim diz:

    Vai-nos valendo os “posts” do Tiago,do João e pouco mais.A tendência é deixar de visitar este blog que se está a tornar desinteressante desde que as raqueis e outras flores mal cheirosas monopolizaram a “postagem”

  7. ze carioca diz:

    O q e q o gajo queria dizer com “isto e’ um restaurante brasileiro”?

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