72 anos depois, o trotskismo venceu.

Ramón Mercader, o filho da puta que a mando de Estaline assassinou o mais soviéticos dos revolucionários de Outubro, não conseguiu acabar com o sonho socialista. Ao pesadelo estalinista e ao longo inverno siberiano não se seguiu o fim da história. Os povos podem ainda não ter aprendido o caminho para uma sociedade mais justa, mas já ninguém ficará contente com a repetição do fracasso.

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47 respostas a 72 anos depois, o trotskismo venceu.

  1. paulo sousa diz:

    está bem.

    • Renato Teixeira diz:

      Houve muitos dissidentes trotskistas a borrar a pintura, mas nenhum borrou a pintura antes de deixar de ser trotskista. Percebe a diferença, certo?

  2. Ramon Mercader diz:

    Presente!

  3. imbondeiro diz:

    Estaline? Mercader? Trotski? Onde é que os meus caros amigos ainda estão…! Estaline? Filho da puta. Mercader? Filhíssimo da puta. Trotski? Não há que fazer do teórico da revolução permanente o salvador “a haver” do sistema marxista. A história foi o que foi. Dela há que tirar lições. E dela há que tirar lições para o futuro.

  4. Ramon Mercader diz:

    Estou pois.
    Tenho uma proposta pra ti e prá Raquel.
    Meti-me num negocio(o meu outro emprego já era…), organizo excursões para a prática de alpinismo. Roteiros inesquecíveis na Catalunha(conheço de ginjeira) ou no México(já lá estive e gostei). Alinham?
    De certeza que iam adorar.

    P.S. – parabéns pla vitória do trotskismo 73 anos depois

    • Renato Teixeira diz:

      Obrigado mas da minha parte dispenso. Mercaderes só empalados.

      • Ramon Mercader diz:

        Ui tanta hostilidade…não percebo. Sou um Homem condecorado pla Glorioa e que apenas quis ser simpático com um grande revolucionário como tu. Essa hostilidade deve ser da boataria…mas eu não tenho culpa de suicídios.

  5. André Carapinha diz:

    O que eu não entendo é o que faz um trotskysta partilhar um blogue com assumidos estalinistas… Estará à espera da picareta?

    • Renato Teixeira diz:

      Aqui só há um trotskista e tudo o resto são perigosos estalinistas? Se assim for tem razão. É capaz de ter chegado a hora de cavar.

  6. Carlos Carapeto diz:

    Trotsky foi sempre um retardatário. Não admira os Trotskistas também o serem.

    Ao que parece só alinhou com os Bolcheviques depois de compreender que a vitória estava certa, porque até aí foi sempre um manchevique que deu porrada em Lenine de criar bicho. Há já me esquecia, foi apresentado a Lenine por Martov outro manchevique que desconfiou sempre dele, mas Lenine lá o foi segurando e arranjou-lhe um lugarzito no Iskra até à rotura depois da revolução falhada de 1905.

    Nos finais dos anos vinte mandou o filho Sedov à Alemanha recolher fundos, quem lhos deu não sei, o KPD de certeza que não foi. A partir daí podemos seguir aquela máxima ” diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és”.

    Se os povos estivessem à espera das decisões revolucionárias de Trotsky ainda hoje esperavam por uma revolução a sério.
    Não era ele que dizia que era impossivel implantar o socialismo (ou comunismo) num só país?
    Não se pode negar que teve uma participação brilhante como dirigente em muitas ações militares, mas também foi o responsável principal no desastre do Vistula onde ficaram encurralados mais de cem mil homens.

    Politicamente onde estão os seus méritos? Quais as teorias revolucionárias que deixou que sirvam de referencia para a conquista do poder por as massas? Qual o tipo de sociedade que preconiza?
    São as babozeira divisionistas do Renato e dos outros inteletuais pequenos burgueses que devem servir de guia ao movimento operario?

    Vitor Serge um companheiro de Trotski durante longos anos traça bem o seu perfil em “Memórias de um Revolucionário”. Leiam que é digno de ler.

    • von diz:

      Adoro ser burguês… Para os “iluminados” me chamarem burguês.

    • Raquel Varela diz:

      Se não fosse a última frase, o Carapeto só teria dito disparates (quem lhos terá ensinado?). Leiam as Memórias de um Revolucionário, leiam o Victor Serge, sempre!

  7. Carlos Carapeto diz:

    Corrijo; também o sejam, em lugar de o serem.

  8. Дзержинский da Reboleira diz:

    E eu convencido que o mais soviético dos Oktibristas era eu próprio!

    Também tinha aquela barbuncha ridicula, mas ao menos a minha estava bem aparada!

  9. petrichenko diz:

    Obrigado Mercader por teres vingado o massacre da revolta soviética de Kronstadt.

  10. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Uma das fragilidades do trotskismo é a de continuar a acreditar no planeamento económico, embora realizado democraticamente pelos trabalhadores. É preciso não perceber nada de economia nem da psicologia da espécie humana para pensar que um tal “planeamento” seria eficaz. Só o conjunto de relações espontâneas a que se deu o nome de “mercado” pode equilibrar a oferta com a procura, ou seja, equilibrar a produção de bens e serviços com as necessidades das pessoas. O problema dos mercados, em capitalismo, é a sua manipulação pelo poder económico para maximizar os lucros sem maximizar a satisfação das necessidades. Mas numa economia em que a produção é gerida pelos trabalhadores, por via da sua posse e gestão dos meios de produção, as manipulações dos mercados seriam muito mais difíceis de fazer, o que permitiria um grau elevado de satisfação das necessidades. É evidente que a irracionalidade e deficiente informação por parte dos consumidores levará sempre a que o regime de liberdade de escolha que os mercados permitem produza situações de desperdício de recursos. Mas esse desperdício será sempre muito menor do que resultaria de planeamentos, quer por parte do estado, quer por via dita democrática. Os mercados são a única forma natural de alocação de recursos, a única que é compatível com um regime de liberdade. Não é perfeita, mas é a menos má que se conhece. Qualquer planeamento global da economia é um pesadelo impossível de concretizar.

    • Está a ver, Renato? Tente perceber o que o talassa N.C.S. quer dizer. Para “variar”, tem razão.

      • Raquel Varela diz:

        Nem a liberdade nem os mercados são «naturais», ao contrário do que diz o seu amigo talassa (adjectivo bem escolhido). Nem o ser humano é «natural»: construiu-se a partir da vida em sociedade e do trabalho. E assim será com qualquer sistema social melhor do que esta maravilha em que vivemos, a dos mercados e dos mercaders.

  11. bolchevique diz:

    Onde estava o Trotskismo quando a Alemanha de Hitler invadiu a União Soviética de Estáline? Onde estava Trotsky, quando se fez a defesa de Estalinegrado e Leninegrado? Onde está essa tua cabeça de pevide quando não tens nada para escrever contra o verdadeiro inimigo do planeta que mora em Washington?

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  13. tovaritch diz:

    Em Novembro de 1938, Trotsky defende a URSS, mas afirma que Estáline prepara a derrota da URSS e, assim, deve ser eliminado. Esta afirmação seria aproveitada pela propaganda nazi. Até um anti-comunista, como Tokaev (uma espécie de Renato Teixeira da altura) disse que as afirmações de Trotsky iriam beneficiar a Alemanha nazi. Nesta altura, a oposição a Estáline não só prejudicava a frente internacional contra os Alemães, como também constituía uma provocação contra os soviéticos em geral.
    Portanto, de que lado estamos na história? Pela propaganda alemã ou pela resistência ao nazismo?
    Sabendo tudo aquilo que aconteceu na história, estou e estarei sempre por Estáline.
    Viva Estáline!

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Sim, viva Estaline… Os vinte milhões de mortos na URSS, à conta do tio Joseph, são meros danos colaterais que em nada diminuem a grandeza do déspota… Afinal de contas todos sabemos que o que arde cura…

      • Дзержинский da Reboleira diz:

        20 milhões é um numero bonito… é mais de 10 e menos de 30!

        Baseia-se nalgum censo ou limitou-se a debitar um numero que lhe venderam? Não compre coisas sem certificado de qualidade homem!

        Eu, que só compro coisas aprovadas pelo CC digo-lhe que foram apenas 1 milhão 123 mil e 47 mortos, 54 mil vacas e 14 cães…

      • Carlos Carapeto diz:

        Vinte milhões de mortos? Porque não escreveu 200 milhões? Mentir por mentir, ao menos superava os anteriores recordes dos fabricantes desta falácia.

        Felizmente que a verdade resiste ao tempo e à mentira.
        Como os factos continuam a ser coisas teimosas, nada como ir-mos ao factos.

        Esta campanha de desinformação nasceu quando William Hearst (um nazi Americano proprietario de imprensa) visitou Hitler em 1933/34 depois a mesma campanha prosseguiu com Robert Conquest, e a partir dos anos 70 começaram a aparecer numerosas publicações que competiam entre si para ver qual conseguia apresentar cifras mais fabulosas , através de contabilidades macabras alguns autores chegaram ao “brilhante” numero de 110 milhões de mortos.

        Começa-mos por o livro publicado em 1973 de Jean Ellestein em ” A Historia da URSS” que avaliava em alguns milhões o numero de deportados sem mencionar mortos.

        Em 1974 Charles Bettelhein “As lutas de classes na URSS” apontava para 4,2 milhões de mortos (numero que lhe parecia elevado).

        Em 1975 André Glucksmann ( ex-maoista, o cão de fila do capitalismo é só um, apenas muda de coleira) em ” La Cuisinièrie et le maugeur d´ hommes” ( o cozinheiro e o comedor de homens) falava em 40 milhões de mortos prováveis.

        Em 1977 alguns autores Euro-comunistas entre eles A. Adler “A URSS e Nós” avançavam para dez milhões de mortos.

        Soljenítsin em “Arquipelago de Gulag” assegurava que na URSS tinham sido mortas 66 milhões de pessoas por o regime comunista.
        O mesmo Soljenístin depois da publicação da “A Nomenclatura” de Michael Voslensky , que anunciava que o tributo pago por os povos Soviéticos se elevava a 110 milhões de vidas humanas, alterou os numeros que tinha anunciado anteriormente aumentando-os para os 110 milhões que Voslensky apresentou.

        Gorbachov em 1989 mandou abrir os arquivos Soviéticos para apurar o numero de vitimas da “repressão do regime comunista” criou uma comissão dirigida por o historiador Victor Zemskov, (insuspeito de ser comunista) vasculharam os arquivos de cabo a rabo o que encontraram foi uma desilusão que contrariou tudo daquilo que estavam à espera.
        E a partir daí não mais falaram nos arquivos. Voltaram a prosseguir com o mesmo tipo de desinformação .

        Está aqui a entrevista que Zemskov deu ao jornal Espanhol de DIREITA (assim soa melhor) La Vanguardia.

        http://www.lavanguardia.com/internacional/20010603/53596492212/todos-los-muertos-de-stalin.html
        Ainda vão ter o atrevimento de dizer que é propaganda comunista?

        Como os visados desta campanha de desinformação também têm direito à defesa.

        Está aqui a versão de alguns, pouco difere daquilo que a comissão dirigida por Zemskov encontrou nos arquivos.

        http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html

        http://www.hist-socialismo.com/docs/OverdadeiroterrordeStaline.pdf

        • Carlos Carapeto diz:

          “Дзержинский da Reboleira”

          Dzerzhinsky da Reboleira, desculpa a intromissão. Para te dizer que a estátua do Felix lá continua firme na cidade com o seu nome (Dzerhinsky) junto ao Rio Oká. Tentaram apea-lo e mudar o nome da cidade para Tchorniereska, mas não conseguiram que o povo não permitiu.

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Confesso que se disserem que afinal só morreram 2 milhões de pessoas – e não 20 milhões – não irei exclamar que isso é uma coisa completamente diferente e que assim já não é possível considerar Estaline como um louco criminoso!… Depois, a contabilidade apresentada diz apenas respeito aos que foram fusilados por ordem do poder político da altura. Ninguém sabe dizer quantas pessoas morreram à fome por causa das políticas obcessivas desse mesmo poder, como se morrer à fome nessas condições fosse moralmente muito diferente de morrer fusilado por dissidência. É como se eu fosse contestar o número de 6 milhões de mortos nos campos de concentração nazis, pelo facto de muitos desses term morrido de causas naturais, tais como falta de alimento ou de cuidados médicos. Então poder-se-ia dizer que os nazis só mataram, digamos, 3 milhões, os outros foram incinerados, por razões de higiene, mas não foram mortos pelo Hitler…

          Esta conversa confesso que me deixa com vontade de vomitar…

          • Дзержинский da Reboleira diz:

            A questão que coloca quanto à sanidade mental do dito não é praqui chamada, até porque admito, os meus conheciementos sobre a psique humana estão ao nível dos seus conhecimentos de história e das suas noções matemáticas, não sendo capaz de tipificar as patologias de que o meu camarada bigodes padecia…

            “Confesso que se disserem que afinal só morreram 2 milhões de pessoas – e não 20 milhões ”

            um número é 10 vezes menor que o outro – sei que isso não o chateia mas faz alguma diferença…

            “Ninguém sabe dizer quantas pessoas morreram à fome”
            Então porque é que você afirma que foram 20 milhões – pensa que se disser isso muitas vezes torna-se verdade?

            “morreram à fome por causa das políticas obcessivas desse mesmo poder, como se morrer à fome nessas condições fosse moralmente muito diferente de morrer fusilado por dissidência”
            olhe que é…

            Nesta linha de raciocínio também inclui os 18 milhões de soviéticos (mais coisa, menos coisa) que tombaram na luta contra o nazi-fascismo, devido á obcessão de estaline de não capituar perante a alemanha.
            Se estaline se rendesse e so morressem 8 milhoes vocemecê dava um desconto de 10 milhoes aos 20 milhões que defende?

          • Carlos Carapeto diz:

            ” Confesso que se disserem que afinal só morreram 2 milhões de pessoas – e não 20 milhões – não irei exclamar que isso é uma coisa completamente diferente e que assim já não é possível considerar Estaline como um louco criminoso!…”,

            Se considera que não é o numero mas o acto em si que está em causa para considerar quem supostamente o permitiu é um criminoso.

            Então como classifica aqueles (aquele) que provocaram a fome deliberada em Bengala nos anos (42/43) em que morreram vários milhões de pessoas (ainda hoje não se sabe ao certo o número exato de vitimas “vai de 6 a 12 milhões”).

            Ou quem arrasou com bombas incendiárias a cidade de Dresden com o unico objetivo de aterrorisar a população civil? Quantos morto provocou este acto bárbaro? 100 mil? 200mil? 300 mil? Ou teriam sido 500mil alguns cálculos apontam? Nunca sabe, na medida em que nessa altura a cidade estava invadida por refugiados.

            Assim como aqueles que nos dias actuais têm contribuido para a morte de centenas de milhares de inocentes e provocaram milhões de dasalojados, quer no Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria.
            Alguns destes países comparando-os com os padrões de vida regionais eram considerados sociedades desenvolvidas, mas como consequência das agressões externas que sofreram, foram empurrados para o subdesenvolvimento a miséria e a desagregação social provocada por lutas intestinas.

            Serão estes actos considerados menos criminosos àqueles que atribuem a Estaline?

            O problema reside precisamente aí. Usar duas rasouras para a mesma medida.

            Se é vitima é porque está inocente, como tal foi praticado um crime.
            Não podem é haver vitimas justificadas ou vitimas injustificadas.

            Quanto aos vinte milhões de mortos aí mais abaixo vou desmistificar essa falácia.

          • José diz:

            Ok: o Estaline só “matou” 1,4 milhões de pessoas. Uma pechincha, comparado com o Hitler.
            Ainda assim, algo acima de um Mussolini, do Franco ou do Salazar, mas muito abaixo do facínoras dos Churchill e do Roosevelt, que nas guerras de agressão que moveram contra alemães e japoneses fartaram-se de matar, os malandros dos militaristas! Tudo ao contrário do bom do Pai dos Povos, um exemplo de generosidade, bom governo e democracia.

          • José, não perca muito do seu tempo. Os defensores de Estaline, Trotsky e etc, fazem-no por estarem à espera de serem parte de uma nomenklatura qualquer. por outro lado, há que contar com uma boa dose de masoquismo. Um dia destes, ainda dirão que ao invés de matar gente, os camaradas tudo fizeram para que nascessem mães “filhos do povo”, quem sabe, talvez até encontrem um plano Lebensborn bolchevista. De qualquer forma, muito beneficiaram os pomares da Ucrânia. Nos anos 30, sobre cada cadáver plantava-se uma árvore de fruto.

        • Ora aqui temos um revisionista encartado. Tem no dr. Faurisson um émulo dilecto!

          • Дзержинский da Reboleira diz:

            Revisionista??? Eu???

            Mas eu nem sequer apresentei ou defendi alguma tese… limitei-me a contestar um ideia que o caro Nuno aqui colocou, cuja sustentação desconheço (e você também), e que, acima de tudo, essa sim é falsa e consiste numa tentativa de rever a história a seu bel prazer!

            Encartado? Eu não, tenho que trabalhar para viver e sustentar os pândegos que nos governam!

            E já agora, antes que fique com ideias, estalinista também não que não que sempre preferi os Chukchas aos Georgianos, mesmo nas anedotas (opção minha).

          • Caro Reboleira,
            Pois então enganei-me e desde já lhe peço a sua compreensão. Sabe, estou tão habituado à relativização de tudo o que tem acontecido por obra e graça dos mandantes dessa área política… De qualquer forma, o que mais me importa é o princípio em si. Se Hitler tivesse enviado 10 judeus – ou outros “inimigos” – para o extermínio, a contabilização seria decerto importante face aos milhões noticiados, mas desapareceria face à intencionalidade. Existia um programa para a erradicação daquilo que o nacional-socialismo considerava ser uma ameaça. Morreu gente indefesa, inocente, é tudo. No que respeita a Estaline e a Trotsky – nada nos garante que um regime por este último encabeçado tivesse sido mais benevolente. Antes pelo contrário, a guerra civil demonstrou a sua radical ferocidade -, a ideia do extermínio do outro é patente, consiste mesmo num princípio que por sinal já verifiquei na leitura de posts deste mesmo blog. Quando aqui se escreve acerca da necessidade da “revolução com uma mão na metralhadora”, de imediato se depreende o que autor vê como recurso e talvez, pior ainda, como um fim. Tudo isto em nome de quimeras, suposições análises erróneas, deslocadas e anacrónicas, etc. Estão em plena leitura permanente de David Copperfield ou de Oliver Twist e não passam daí.
            Parece paradoxal que neste país, o pioneiro da abolição da pena de morte, haja quem defenda algo que pressupõe um recuo civilizacional e que é tão absurdo como a própria restauração da escravatura. Padronização do pensamento (será possível?) através da repressão, do medo; livre arbítrio por parte de um Estado que é apenas pertença de uma ínfima minoria que dele se apropriou em nome do “bem colectivo”; retirada do direito de privacidade, entendida esta como a adequação dos direitos pessoais à Lei geral e o reconhecimento formal ao direito de pensamento, deslocação, organização e claro, expressão de todos e de cada indivíduo. Em suma, nada de errado há em ser-se anticomunista, antes pelo contrário. Mais ainda, isso não pressupõe qualquer opção imediata pelo dirigismo e repressão de sentido alegadamente contrário. Por muito que soprem na trombeta da propaganda cacofónica, consiste precisamente no oposto.

          • Дзержинский da Reboleira diz:

            “algo que pressupõe um recuo civilizacional e que é tão absurdo como a própria restauração da escravatura. ”

            Alto lá!

            Chukchas não serem Georgianos, Chukcha não ser revisionista histórico, chukcha não ser estalinista mas chukcha também não ser manso nem parvo!

            Chukcha ser por glorioso partido de Lenin e pela internacional (não saber bem qual, mas camarada comissario dizer que internacional de Lenin ser a 3a)!

            Chukcha defender o fim da opressão dos Chukchas enquanto membros da classe trabalhadora!

            Chuckcha defender a Revolução!

            Chuckcha saber que só haver libertação dos Chukchas com metrelhadora e com consciência!

  14. Martelo diz:

    mas ganharam o que? tristeza?

    • Renato Teixeira diz:

      O facto do estalinismo ter deixado de ser o farol do que quer que seja, mesmo para muitos dos que vinham da sua tradição.

  15. o chamado “trotskysmo” é uma invenção relativamente moderna… muito posterior à morte de Trotsky e à sua esperança da “revolução socialista” no país de maior desenvolvimento capitalista. Foi por isto que fugiu para o México, para junto do grupo comunista onde pontificava por essa época o Diego Rivera (que andava a pintar murais em Detroit, San Francisco e no Carnegie Hall NY). Trotsky queria estar próximo quando a revolução acontecesse. Sabe qual foi o destino de um (Estaline) e de outro. O resto é invenção da propaganda anti-soviética

  16. Rocha diz:

    Estou certo certo que Trotsky (ele próprio tendo cometido diversos erros) não gostaria dos trotskismos actuais. Apesar de um certo zigzaguear político e de análises e previsões infundadas, Trotsky sempre era mais coerente que os trotskismos actuais.

    O próprio Rentato, como qualquer trotskista moderno deve detestar todas as internacionais trotskistas que não são a sua.

    Tirando duas ou três internacionais que actuam correctamente de vez em quando – sublinho de vez em quando – há dezenas de internacionais que competem umas com a outras para encontrar qual a mais lunática.

    Todas muito diferentes umas das outras, cada uma auto-proclamada única verdadeira, todas muito iguais. Todas em constante desfazer em novas facções e em novas interncionais.

    E depois de tanta asneira é preciso ir buscar o fantasma de Estaline para salvar a face. Pois claro.

  17. Vasco diz:

    “Mais soviético dos revolucionários de Outubro»?… Essa é muito boa. Os apelos quase explícitos para a invasão alemã da URSS no final dos anos 30 inclui-se em que categoria: revolucionário ou soviético? Tem dó. E que vitória foi essa, já agora?

    • Renato Teixeira diz:

      É ler a posta. Já ninguém sonha com o bigodes.

    • Interessante… onde é que viu ou leu algo que comprove plenamente isso que afirma? Na verdade, Trotsky “estava bem” para Estaline a penas podemos imaginar o que teria sido o seu regime. Contudo, o seu invejável palmarés exterminador ficou bem patente durante a guerra civil. Entre Vichinsky e os métodos expeditos de Roland Freisler – aliás um ex-fervoroso admirador do Vozhd -, pouco haverá a comparar, a não ser o modelo original, sem dúvida de autoria estalinista. Mas isso o 5 Dias poderá facilmente reivindicar como grande conquista.

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