“O apartheid não tem raça”

O sociólogo moçambicano Carlos Serra está a desenvolver, com o título em epígrafe, uma série de posts acerca do já chamado Massacre de Marikana.
Enquanto o motor aquece, vai fornecendo os links de muitos textos pertinentes para compreender aquilo que se passa.

Irei acompanhar atentamente, aqui, e sugiro que o façam também.
Os primeiros posts da série estão aqui , aqui, aqui e aqui.

Neste quarto post, «Entretanto, vários canais noticiosos e analíticos têm apresentado os mineiros por um lado como meros joguetes de dois sindicatos em luta e, por outro, como fautores de desordem, como um rio violento por natureza. Muito raros são aqueles que têm procurado situar os trabalhadores não em epítetos mas na vida real, em relações sociais concretas, entre as margens que, afinal, os comprimem.»

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12 respostas a “O apartheid não tem raça”

  1. João Castro diz:

    É onde, a foto?

    • paulogranjo diz:

      Não estou a ver a relação, mas aqui fica o link para o protesto em relação ao encerramento dessa escola.

  2. Pedro, o Africano diz:

    Gostaria de saber, porque razão o seu ódio mais profundo vai contra tudo aquilo que a Sky News, a CNN e a Aljazeera inglesa noticiam?
    Será que você procura lá algum emprego?
    Palavra de honra que ainda não ouvi de si nenhum comentário sobre os States e as suas prisões; sobre a prisão de Leonard Peltier; ou dos 5 cubanos que estão presos separadamente por um crime que não cometeram.
    Assim, como também não li nenhum seu artigo contra a conquista do planeta que os States têm vindo a fazer, desde o fim da guerra fria. Tal, como não li nada sobre o regime Apartheid que Israel impõe aos palestinianos, tanto em Gaza como na Cisjordânia.
    Tudo o que leio seu, é sempre alguma coisa que está mais dentro daquilo a que chamamos “politicamente correcto”.

    • paulogranjo diz:

      Já cá faltava você, com a conversa do costume.

      Ainda bem que é “politicamente correcto” que um país como a África do Sul fique em estado de choque com o massacre policial de 34 mineiros grevistas, que os países limítrofes em estado de choque fiquem, e que o choque alastre a quem se preocupe com africanos, trabalhadores e cidadãos em geral.
      Quanto à sua agenda de interesses, parece ter andado distraído em relação a coisas que escrevi.
      Mas deixe estar; quanto às restantes, arranje um sítio e escreva você. Haverá sempre alguém para ler.

    • paulogranjo diz:

      Curioso!
      Então você está a escrever no mesmo computador que o “Valadares” que acaba de me ameaçar fisicamente na caixa de comentários do post anterior?
      Heteronímia?

  3. Armando Cerqueira diz:

    O título / a frase ‘o apartheid não tem raça’ está errado, não corresponde ao conteúdo.

    Deveria antes escrever / proclamar: ‘o capitalismo (a exploração e opressão) não tem / têm raça.

    Cumprimentos,

    A. Cerqueira

    • paulogranjo diz:

      O provocatório título é do Carlos Serra, há muito interessado na ideia de “racismo sem raça” e que, tanto quanto o conheço e espero ver escrito nos próximos posts dele, irá defender que o tipo de relações de exploração, opressão e repressão que caracterizaram o regime do apartheid tinham por base e iam para lá das questões raciais (mais directamente evidentes e objecto de retórica), sendo afinal uma forma específica de regime repressivo de exploração capitalista, que deixou relevantes resquícios socio-económicos, ideológicos e comportamentais no actual regime democrático e de predominância “negra”.

      Nesse sentido, concordo com ele e, se bem compreendo o seu comentário, você também.

  4. Rocha diz:

    O Apartheid não tem cor (raça? que palavra mais feia e estúpida) mas continua a ser muito conveniente julgar governantes do Terceiro Mundo e de países ex-socialistas como a Jugoslávia, submetendo-os a Tribunais Internacionais a mando da NATO e a acusações estilo julgamentos de Nuremberga sem nenhuma legitimidade para tal da parte dos acusadores.

    Enquanto isso Bush, Blair, Sarkozy, Cameron, Holland, Merkel, Obama, Clinton, Rasmunsen, Aznar, Zapatero, Rajoy, Barroso, Berlusconi, Monti, etc, etc… continuam a matar, a torturar, a sequestrar e a bombardear em aldeias remotas ou grandes cidades do Iraque ao Yemen, do Afeganisatão à Líbia, do Bahrein à Palestina e até na última guerra humanitária da Síria, que inclui a Turquia e o Líbano quer queiram quer não (e de certeza que querem). Matam, destroem, usam prisões ilegais e sequestro, torturam e depois brandem o dedo acusador, fazem o papel de polícia, juiz e carrasco.

    O Apartheid depois da Globalização é um Apartheid global, indivíduos brancos e capitalistas de países ricos contiuam a ser quem põe e dispõe da vida de milhões.

    Mas depois à suposta “esquerda” não faltam cheerleaders a dançar de alegria com estas óperas bufas que os “donos do mundo” inventam para pôr algum negro debaixo da guilhotina.

    É que a hipocrisia dos brancos endinheirados, onde se incluem alguns destes comentadores de “esquerda”, essa sim tem cor. É a cor do dinheiro.

  5. Inês diz:

    Ola, foste tu que tiraste a foto?

    • paulogranjo diz:

      Sim. Aliás, está lá escrito, por a ter recilado dum meu blog pessoal, onde as fotos de outras pessoas estão também identificadas. O que corresponde aos meus princípios de utilização online de materiais: o que é lá posto, é para todos os que o queiram utilizarem livremente; mas deve ser identificada a autoria.

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