A CGTP quer julgar os grevistas na África do Sul?

Temia-se o pior nas hostes nacionais depois do comunicado do Partido Comunista Sul Africano (SACP), onde se exige a prisão de um dos grevistas de Marikana. O PCP, estranhamente votado ao silêncio, não se deve afastar muito da posição do SACP, e estou certo que subscreve as palavras  criminosas  do comunicado da CGTP, que deviam envergonham qualquer sindicalista da central: “os culpados da violência e dos assassinatos, alguns já presos, têm de ser condenados”.

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25 respostas a A CGTP quer julgar os grevistas na África do Sul?

  1. A.Silva diz:

    Parece que o Renato também quer entrar na parvoeira das insinuações reles, porra que não há pachorra para tanta cretinice.

    Enxerguem-se!

  2. A.Silva diz:

    Parece que o Renato também quer entrar na parvoeira das insinuações reles, porra que não há pachorra para tanta cretinice.
    Enxerguem-se!

    • Renato Teixeira diz:

      E o comunicado, não lhe suscita nenhum comentário?

      Porque quer a CGTP que os grevistas sejam levados ao tribunal dos patrões?

      • A.Silva diz:

        “Quem está preso são os grevistas e serão levados a tribunal para gáudio do sindicato ligado à ANC e à CGTP.”

        Como é possivel escrever-se cretinices destas???

  3. 25sempre25 diz:

    Estamos todos bêbedos ou não é nada disso que está escrito no comunicado?

    • Renato Teixeira diz:

      Palavra por palavra, infelizmente não estamos a ver a dobrar.

      • R.M diz:

        “Estamos conscientes de que o contexto por detrás da violência em Lonmin reside no facto de a empresa mineira sabotar os processos e estruturas de negociação e de ignorar o atual contrato coletivo, tentando ao mesmo tempo dividir os trabalhadores e os sindicatos.”

        “Expressamos, em primeiro lugar, as nossas mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e condenamos todos os atos de agressão, particularmente por parte da força de polícia.”

        “Nada pode justificar os bárbaros assassinatos pela polícia, a sangue frio, a que assistimos.”

        Precisas de óculos ou de aprender a ler?

        Enfim.

        • Renato Teixeira diz:

          Precisa de ajuda para conseguir responder?

          “os culpados da violência e dos assassinatos, alguns já presos, têm de ser condenados”

          O que pretende ao defender esta barbaridade?

          • R.M diz:

            Mas é referido que os culpados são os grevistas?

            O comunicado refere que a empresa procura dividir os trabalhadores e sindicatos bem como desrespeitar os contractos de trabalho. Em nenhuma parte do comunicado é atribuída culpa a qualquer sindicato ou grevista. É mostrada a total solidariedade e condenação da acção policial.

          • Renato Teixeira diz:

            Quem está preso são os grevistas e serão levados a tribunal para gáudio do sindicato ligado à ANC e à CGTP. Acha mesmo que é um problema de interpretação? Leu o comunicado do PC da África do Sul, também linkado na posta?

            Ainda assim, ainda bem que o comunicado, nos termos da minha interpretação claro, lhe parece inaceitável. Eu também ainda não caí em mim.

  4. waldo mermelstein diz:

    Bom, claro que não concordo com a declaração da CGTP. Mas, para não abundar, algumas perguntas:
    1) Os culpados da violência não são a polícia, o governo e a mineradora? Porque a posição do NUM é prender os dirigentes do sindicato rival que dirige a greve, independentemente das características do referido sindicato
    2) A violência policial dá sinais de regressar? Em que mundo vivem os companheiros? A violência policial é uma realidade na terra da heróica luta contra o apartheid
    3) Qual o grau de colaboração do NUM com as mineradoras? É possível ignorar todas as fontes sul-africanas sobre o tema (basta dar uma passada nos materiais disponíveis na internet sobre o tema? É uma casualidade que o diretor do NUM, Frans Balena, receba 105 mil rands mensais (ao redor de 13 mil dólares), enquanto um “rock driller” receba 4 mil? Isso nada tem a ver com o fato de que haja um setor considerável da massa operária que esteja buscando outra alternativa sindical?
    4) Bom, muito provavelmente não tenhamos acordo, mas há algo pior: após o massacre, a mineradora deu um ultimato até amanhã para acabar com a greve, sob pena de demissão (isso está em todos os jornais, dispenso-me a colocar citações), em um momento em que além disso nem esfriou o sangue dos massacrados e a CGTP não se posiciona contra isso de forma incondicional? Queria entender melhor uma posição como essa para evitar tirar conclusões demasiado fortes e definitivas…

  5. Pingback: A CGTP está disposta a fazer cá o que aplaude na África do Sul? | cinco dias

  6. Carlos Carapeto diz:

    Renato anime-se, nem tudo são más noticias. A UGT publicou um vigoroso protesto sobre o assunto. Não só pede a pena de morte para todos os policias implicados no massacre, como dos dirigentes da mina, a ilegalização do PC (não sei se o de lá se de cá) e exige a deportação dos dirigentes da CGTP para o deserto de Taklamakan.

    Corra a inscrever-se já (se ainda não está inscrito ) na UGT a central pioneira na defesa dos direitos dos trabalhadores.

    Eu fazia-me cá uma certa confusão porque nunca se referia a esta Central Sindical. Agora já sei.

    • Renato Teixeira diz:

      já viu, afinal a UGT ainda lhe serve para alguma coisa.

      Sobre o assunto, nada?

      • Carlos Carapeto diz:

        Alto aí para o baile. A UGT para mim nem serve para pagar cotas.

        Sobre o assunto! Conto sempre com o seu abnegado esforço para denunciar as traições da CGTP e dos comunistas.
        Portanto perder tempo para quê, se tenho sempre um “escravo” ao meu dispor pronto a denunciar as falcatruas dos inimigos da minha classe?

        • Renato Teixeira diz:

          Não lhe serve, e bem,, para pagar quotas, mas já prescindia de a usar para assobiar sobre o assunto.

  7. waldo mermelstein diz:

    Abaixo, a moção aprovada durante a atividade realizada pela Central Sindical e Popular- Conlutas do Brasil com o mineiro espanhol Jose G. Marin. A nota foi assinada pelos sindicatos de mineiros de Congonhas/Mariana e, também, de Itabira; além do sindicato independente Corriente Sindical de Izquierdas de Astúrias (CSI), ao qual pertence o companheiro Marin, que está realizando reuniões no Brasil, a convite da CSP-Conlutas.

    MOÇÃO DE REPÚDIO AO MASSACRE NA ÁFRICA DO SUL
    Policiais matam mais de 30 mineiros grevistas da mina Marikana!

    Nesta quinta-feira, dia 16 de agosto, a polícia sul-africana realizou um massacre contra mineiros em greve na Mina de platina na cidade de Marikana, África do Sul. Tal mina pertence a Lonmin, uma multinacional inglesa que é a terceira maior exploradora de platina do mundo.

    Os mineiros da cidade de Marikana estão em greve há mais de uma semana. A paralisação abrange cerca de 13 mil operários que lutam por melhores salários e condições de trabalho. No momento do massacre, um protesto reunia cerca de 3 mil trabalhadores, que em greve acamparam na Mina. Por sua vez, a polícia contava com apoio de veículos blindados, helicópteros contra os mineiros que tentaram resistir ante a ofensiva policial que culminou com um massacre, no qual mais de 30 foram mortos.

    O massacre está sendo comparado aos que ocorriam na época do regime de Apartheid na África do Sul na década de 1990. Este fato demonstra que o apartheid não acabou. A sociedade sul-africana é ainda profundamente racista e dividida entre brancos – a minoria privilegiada – e negros – a maioria explorada, com apenas uma minoria negra com acesso a melhores condições de vida. Dessa minoria faz parte a elite que está no poder.

    No sentido da imediata apuração dos fatos e punição dos responsáveis, nós que subscrevemos esta moção chamamos a todas as entidades dos movimentos sociais e personalidades a construirmos uma campanha internacional para exigirmos do presidente sul-africano, Jacob Zuma, que decrete a imediata prisão e julgamento dos culpados; que abra um inquérito para apurar todas as responsabilidades, inclusive da empresa mineradora, no massacre; que indenize os trabalhadores reprimidos e feridos pela polícia e as famílias dos que morreram; e que intervenha no conflito para obrigar a mineradora a atender às reivindicações dos mineiros.

    A todos os mineiros da áfrica do Sul e em especial os de Marikana o nosso profundo pesar e nossa incondicional solidariedade.

  8. Augusto diz:

    Os mesmos que se solidarizam e bem com a greve dos mineiros das Asturias, ou estão silenciosos , ou publicam comunicados DÚBIOS , como este da CGTP.

    Os mesmos que condenaram a violência policial contra os mineiros em Espanha, “justificam” a violência poicial na Africa do Sul.

    Isto cheira demasiado a RACISMO.

    • Renato Teixeira diz:

      Que vista curta Augusto.

      A diferença de posições que assinala é significativa mas não lhe parece ser outro o cheiro?

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