Nem cão, nem hiena, nem frango. Apenas chickenshit.

O chickenshit está a interiorizar o materialismo histórico e dialético. Começou por oferecer “um par de estalos” e acabou a perguntar se perguntar ofende. No caminho cansou-se de dizer que não valia a pena dizer nada e não deixou ninguém com as mãos a abanar no que toca a notas biográficas. É pouco, quase nada, pese embora a vitória no combate de blogues, com o devido destaque no CV, deixe qualquer um desarmado.

O De e o JJC dizem tudo o que faltava ainda dizer:

Do De:

“Não elaboro, não argumento, não enumero factos, ofereço a afirmação como uma evidência.”
Uma frase “notável”.Tanto que se fica a pensar como a mente de alguns funciona.
O autor da dita (não interessa muito quem, porque a mediocridade encrava nos “nomes” vazios e ocos) deve assumir-se como uma espécie de deus regressado à terra.
Aposta no disparate pessoal como Epifânia.E saem pérolas deste jaez.
Faz lembrar um idiota que quis o destino ter sido rei, que no meio da sua semi-loucura e dos seus gemidos conspícuos pelos escravos negros da corte,oferecia à nação afirmações do género. D.Sebastião ( é dele que falo) ofereceu uma “cruzada como uma evidência”
Teve o resultado que teve.
Da mente de tal tipo de gente sai assim o esterco da história?
Isso e muito mais.Porque por mais que se desunhem em postas de pescada, afirmações como as citadas permitem o retrato a la minute da espécie em causa.
Para quê assim escalpelizar os outros disparates com que estes pequenos saudosos dos dinossauros extintos pretendem reescrever a História?
O futuro é em frente.Não fica na fossa sombria dos saudosos miguelistas,irmãos mais velhos dessa coisa soturna e sinistra que é a extrema direita dos nossos tempos.Que pontifica no governo é certo, a mostrar à evidência a necessidade extrema de os correr de lá, seja pela forma que for).

Do JJC:

Por acaso até andei pela primeira representação de Brechet que por aqui se fez (em 75, antes de 74 era proibido, Pide, etc, detalhes), no Liceu, que os mais velhos é verdade que se entretiveram a discutir textos durante esse muito entretido ano lectivo, mas sempre dás mais luta. A ver:
– “as récitas do Teuc” isto foi quando?
– “Proust ou Joyce? “desculpai, eu é mais Céline. Os entretenimento da burguesia, dão-me sono. Mas tens a certeza? Ninguém os lia por aqui? que diabo, isso dava uma tese sobre as influências do Mondego na leitura, é que não sendo das águas, será do preconceito.
– “Inglês, ninguém sabia!” (claro, sabíamos alemão, a culpa deve ter sido do Quintela, muito imaginativo, perdoai o meu francês, c’est de connard)
– “Quem lia Yeats ou Elliot” (“Os nosso melhores poetas são fascistas”, busca, busca, que chegas ao livro).

É triste, eu sei, vocês continuam assim. Nem vão beber um copo à coisa do Avante, e ainda pensam que a leitura do Independente faz um homem culto. Fez-me, numa certa aprendizagem da escrita do dia a dia, que subsidiei militantemente durante anos, por amor à aprendizagem e oposição ao Cavaco.
Agora, e falando a sério: tu ainda acreditas que um poeta em inglês é capaz de fazer um broche ao Rimbaud? eu duvido, mas a falta de gosto, e sensibilidade, admito, pouco se discute.
E finalmente, porque quem vai à guerra tem de levar, é assim C.M, “Coimbra tremendamente provinciana” metia-te pelo cu acima num instantinho a torrinha da universidade toda, esse teu prazer imenso no intestino, sem vaselina, ó mosquídeo capitalense, precisavas era de não ser um cobarde sem nome.
Porque não é um tolo provocador de meia-gamela que insulta onde se fundou Portugal, e se foi fazendo o que ele pensa, para o melhor, e sem dúvida que também para o pior.
Não seria só eu, com grande probabilidade quem te dá de comer faria o mesmo (a menos que roubes por herança, no caso dos patos bravos tudo é possível). Mas precisavas dessa coisa chamada nome, que é um exclusivo de homens e mulheres que se prezam.

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