O Diário Económico sai do armário | Actualização: Ou talvez não…

Não gosto quando a comunicação social se finge politicamente independente.
Neste sentido é de elogiar o desequilibrado (para a direita) painel de opinadores do Diário Económico e a parceria com o blogue de ultras “O Insurgente“.

P.S. – Avisa-me um amigo que também há uma parceria com o blogue Jugular. Afinal parece que o DE quer continuar dissimulado. Não podia ter escolhido melhor. Para que o desequilíbrio para a direita se mantenha, fingindo independência.

P.S. 2 – Entretanto o André Azevedo Alves também já fez o favor de esclarecer a parceria.

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7 Responses to O Diário Económico sai do armário | Actualização: Ou talvez não…

  1. Pingback: Os estatistas preferem monólogos « O Insurgente

  2. Caro Tiago, o Diário Económico não ilude nem disfarça. Quer menos Estado, quer liberdade de escolha, quer mais privado, enfim, é claro na sua linha editorial. Dito isto, esta iniciativa não tem o objectivo de sair do armário ou ser falsamente independente. As notícias são independentes, mas têm uma visão, são a partir de uma visão, que é a nossa.
    O objectivo deste contraditório é esse mesmo, fazer o contraditório, o que não quer dizer não ter opinião, ou partilhar as duas, para não fazer escolhas. Faço-as todos os dias, nas notícias, na opinião. E o que faz falta na comunicação social é isso mesmo.

    Melhores cumprimentos
    António Costa

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Caro António Costa, obrigado pela clareza do comentário. Esclarece-me perfeitamente quanto à linha editorial do DE – de direita liberal, ainda que me deixe algumas dúvidas quando se fala na “visão” independente quando trata as notícias.
      Quanto ao que me parece fazer falta à comunicação social é um pouco mais de pluralidade, não andar sempre ao colo de quem quer menos Estado e que normalmente vive de vampirizá-lo.
      Cumprimentos

      • Antónimo diz:

        Sai mais um artigo da Teresa Ribeiro a desancar António Costa por opinar ideologicamente ao fazer escolhas nas notícias.

        Ou será que só critica os jornalistas de base que só têm blogues para tomar partido?

  3. De diz:

    Ora bem.Cá temos mais uma folheca a fazer o mesmo que todas as folhecas vindas da área de onde provém fazem.A eterna e sempre retocada imagem da propaganda à direita baixa do espectro político.Disfarçada daquilo que um exemplar escriba a tentar por-se em bicos dos pés proclama como “luta contra a visão estatista etc e tal.”

    A direita baixa tem um problema.Governando há um ror de anos,servindo-se do estado como se serve sempre o poder, tem que aparecer um pouco distanciada da vaga de fundo que começa a crescer contra a presente situação.Quais virgens impolutas andam a tentar aparecer como tal.Distanciadas da choldra e dos corruptos que nos têm governado. Tentando esconder que é pela assunção do neoliberalismo que os corruptos surgem como cogumelos,identificados com os princípios programáticos do sauve que peut do individualismo que estes trastes costumam colocar como um dos seus dogmas.

    Não é por nada que esta cambada ronda este e outros blogues.Não é por nada que têm a expressão mediática que têm.Fazem contas para o futuro e querem mais sangue,suor e lágrimas.E quando as coisas não lhes correm bem,sempre podem usar os métodos usados por Friedman em colaboração activa com Pinochet.
    E ficam fora de si quando denunciados.E perdem aquele ar blasé que ostentam quando em conversas de salão com que gostam de se apresentar.

    Mas fedem.Velhos como múmias paralíticas

  4. luis diz:

    Não esqueço as crónicas do vital moreira e outros como ele no diário económico em que em vez de declarem os seus rendimentos e o jornal declarar esse pagamento, utilizavam um esquema de pagamento de crónicas a colaboradores através de viagens da tap com quem o jornal tinha uma permuta. Ou o pagamento de salários a directores como o antonio costa em vez de declararem o salário e pagarem impostos como a grande maioria dos trabalhadores estes eram justificados como ajudas de custo ou aquisição de viaturas de alta cilindrada para o jornal mas que na verdade sao complemento de salário e é esta gente que constrói a opinião

    .

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