A “História” (de Rui Ramos) é como as bananas: há quem a venda por atacado, há quem a coma e há quem escorregue nela

Texto de Manuel Loff sobre a “História de Portugal” de Rui Ramos

Com tanta casca de banana ideológica na “História de Portugal” de Rui Ramos, o leitor que se cuide!

«Rui Ramos (…) oferece-nos um Salazar liberal, por oposição aos republicanos de 1910 (um dos ódios de estimação de RR), que, praticamente totalitários, teriam estado empenhados em fazerem da sua “revolução” uma “transformação cultural violenta” feita por um “Estado sectário” (pp. 585-86)! Salazar, pelo contrário, queria “assentar o Estado, não na “abstração” de indivíduos desligados da sociedade e arrastados por ideias de transformação radical, mas no que chamou o “sentimento profundo da realidade objetiva da nação portuguesa””. Para RR, “a “missão” do líder” era a de “reconciliar os portugueses com essa “realidade”, e ao mesmo tempo ajudá-los a adotar modos de vida sustentáveis”. Em resumo, “o seu modelo implícito era o que no século XIX se atribuíra aos “ingleses”, prático, “pouco sentimental”: “Eu faço uma política e uma administração bastante à inglesa”” (pp. 639-40) — isto é, um Salazar primeiro-ministro da rainha Vitória… Se acompanharmos as suas crónicas no Expresso, a lição da História para a análise da crise atual parece evidente. Hoje, “a austeridade é, no fundo, a vida depois de desfeitas as últimas ilusões do passado” – exatamente como Salazar, que “tinha ambições, mas não ilusões” (RR, in Sábado, 14.1.2010), se havia empenhado em “reconciliar os portugueses com a realidade” e em “ajudá-los a adotar modos de vida sustentáveis”! E o que é que, na opinião, de RR foi insustentável no nosso passado recente? “Uma classe média de funcionários (…), uma economia de trabalhadores e empresários protegidos, e a estatização de grande parte dos serviços (educação, saúde) e da segurança social” (Expresso, 28.7.2012).

RR leva à prática o que ele próprio estabeleceu como o fim “desta História de Portugal [o de] despertar a atenção para a importância da História como meio de dar profundidade à reflexão e ao debate público sobre o país.” Para ele, “a História (…) é uma maneira de pensar” (Prólogo, p. IV). Tem toda a razão. E a sua está bem à vista».

Texto integral aqui

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27 respostas a A “História” (de Rui Ramos) é como as bananas: há quem a venda por atacado, há quem a coma e há quem escorregue nela

  1. campónio diz:

    Força malta!!!
    Todos juntos, de mãos daas, a fazer barreira.
    No passaron!!!
    História de Portugal do RR pró Index Librorum Prohibitorum.
    Vamos promover a Grande Fogueira do Livro Satânico.
    Vivó o Loff.
    Morte ós revisionistas.

    • João Valente Aguiar diz:

      Argumente mas é que foi o que o Manuel Loff fez em vez de “inventar” uma imagem limpinha e benfazeja do ditador.

    • Caxineiro diz:

      Queimar livros em fogueiras é mais com os fascistas e seus amigos, parolo.
      A Pide, a legião, as perseguições, as guerras coloniais, a censura férrea, a saudação fascista, Tarrafal, os compadrios com as grandes famílias e a igreja, um povo sem direitos condenado a fugir à fome “de salto” para França e a enviar dinheiro para ajudar a amenizar a fome dos que ficaram, e mais o que não me lembro. Está tudo documentado, parolo. Não é preciso inventar nada. Se o fascismo portugues foi diferente do alemão ou italiano deve-se a uma simples razão; Portugal não é a Alemanha nem a Itália, houve que fazer adaptações. Hitler tambem tambem as fez
      O Botas foi um facho, e como todos os outros fachos europeus adaptou a doutrina fascista ao país que imaginou construir
      O resto são estorinhas de quem se passeia sózinho e sem contraditório pelas televisões portuguesas.

  2. Antónimo diz:

    A parte boa desta história no Expresso é que pode justamente ser comprada sem ser por atacado. Dá para um tipo dispensar a secção dedicada à época contemporânea (lixo como tudo em que nos últimos anos Ramos toca) e adquirir apenas as secções Medievais (de Bernardo Vasoncelos e Sousa) e de Moderna (Nuno Gonçalo Monteiro).

  3. Justiniano diz:

    Caro JVA, sobre o assunto (já por demais versado por aqui, por ali e acolá) apreciei, especialmente, do J. Gonçalves “Alguém se atreve a ter a menor dúvida que Salazar não pode ser referenciado pela história sob outra forma a não ser por aquela que manda o lugar-comum e a superficialidade analítica…”
    Não tenho o fascismo por aquela ideologia mesquinha (mesquinha naquele sentido de mundividencia ligeira, leve, simples, asténica), antiga (antiga no sentido que repete história e os mecanismos da estrutura económica e social de um feudalismo abastardado e retardado) e pragmática, mas sim como ideologia total, histriónica, esténica, moderna, não proclamatória e, sobretudo, revolucionária!!
    Mas se o quizer apodar de fascista não sou eu que me vou opor, apesar de entender o salazarismo como uma corrente do conservadorismo nacionalista europeu do sec. xx!!

  4. JgMenos diz:

    Desde que a terceira internacional alargou o conceito de fascismo, os ‘rigorosos’ historiadores de esquerda nunca mais levantaram a mão do adjectivo.
    Tremem perante a ideia de que, deixando o Salazar de ser fascista (nazista e tudo o mais que não seja ‘frente popular’) se venha em final a apurar que só verdadeiramente oprimia os comunas – que acreditava, não sem razão, serem agentes de Moscovo – e os treteiros e caceteiros dos republicanos – ditos democratas – e que tinham oprimido o país, entrado à força na 1ª Grande Guerra e deixado o país na miséria, tal como os seus herdeiros uma e duas gerações depois.
    Para atacar o regime de Salazar não é preciso inventar que é fascista!
    Para defender a democracia, não é preciso louvar a 1ª República, bem pelo contrário.
    Mas tudo isso é instrumento precioso para obter, a contrario, a exaltação do sistema político mais opressor alguma vez posto em prática, totalitário até à paranoia, e que se quer visto como um futuro inevitável e como o oposto do Mal!
    Espantoso fenómeno da nossa idade, onde tantos vêm tão puco!

    • João Valente Aguiar diz:

      Se o fascismo fosse apenas um regime repressivo, então a ditadura militar brasileira e argentina também o seriam, coisa que não foram: não foram nacionalistas, reprimiram fascistas e, do outro lado do espectro político, comunistas, entre outros e promoveram uma política económica de internacionalização. Enquanto se pensar que o fascismo é só pancada (que também é) as coisas não vão lá. Por outro lado, seria interessante que as pessoas lessem o que o Salazar afirmava dos regimes fascistas: criticou-lhes sempre aspectos formais e circunstanciais, nunca a sua substância. Até porque se o fascismo é, além de outras coisas, um nacionalismo porque raio os fascistas não procurariam apresentar “particularidades nacionais” (culturais, religiosas, políticas, etc.) ainda que de pouca relevância. E não se trata do nome em si de fascismo, mas do conceito. Podia-se chamar outra coisa e não tem nada a ver com a III Internacional.
      Fascismo = revolta dentro da ordem (para aprofundar essa ordem em novos moldes).

      • Justiniano diz:

        Caro JVA, o salazar também reprimiu “fascistas”. As ditaduras militares Brasileira e Argentina (entre outras) não foram nacionalistas e promoveram uma política económica de internacionalização!!???!!

        • João Valente Aguiar diz:

          Olhe que não. A generalidade dos dirigentes dos integralistas portugueses foi cooptada para a máquina do Estado. O próprio Rolão Preto suspirava em relação a isso (que aliás promoveu o seu isolamento) quando deu uma entrevista a João Medina. O fascismo é também ser capaz de conciliar e integrar os diferentes eixos (conservador – igreja e exército – e radical – milícias, etc.) que o compõem. Isso pode implicar uma “limpeza” de alguns elementos mais num eixo do que noutro sob pena de o fascismo se auto-devorar nas suas competições intestinas. Por exemplo, o caso romeno é o caso mais interessante de como não houve uma figura capaz de conciliar os dois eixos fascistas levando a que ambos se tivessem devorado. Já agora, Hitler também reprimiu fascistas (as SA) e não deixou de ser fascista por isso…
          Sobre as ditaduras militares. No Brasil a ditadura militar reprimiu os integralistas, ao contrário de Salazar que os cooptou. Na Argentina a ditadura militar perseguiu os peronistas… Isto não me faz gostar delas, apenas que são diferentes do fascismo. Até porque no fascismo o vértice do poder não está nas forças armadas mas nos políticos fascistas e na polícia política. Em termos económicos, foram as ditaduras militares que acabaram com a política desenvolvimentista de substituição de importações pela produção nacional (que vinha do Vargas e que continuou no período até 1964), sendo claramente serventuários de Washington. Quanto mais não seja, foi a ditadura militar brasileira que abriu as portas à penetração do capital financeiro norte-americano. Estou aqui a avaliar as suas características políticas e económicas mais genéricas, não a minha consideração política pessoal que, como é óbvio, é contrária tanto ao fascismo como às ditaduras militares.

          • Gilberto Calil diz:

            Caro João
            Concordando com seu argumento nos elementos centrais, faço um reparo pontual no que se refere ao Brasil: a ditadura militar não reprimiu os integralistas, pelo contrário estes tiveram papel importante no golpe e na ditadura (tenho um artigo sobre isto publicado no n. 1 da revista História & Luta de Classes, disponível em http://www.projetoham.com.br).
            Durante a ditadura estiveram a frente de posições menos importantes, sendo relativamente marginalizados, sem deixar nunca de apoiar ativamente, até a morte de Plínio Salgado, em 1975. É certo que pretendiam uma radicalização repressiva e anticomunista maior. Quanto ao nacionalismo, já se tornara secundário nos anos 50, quando apoiaram a implantação um modelo de desenvolvimento associado-dependente (JK), que se radicalizaria durante a ditadura. Há uma diferença de graduação em relação à ditadura argentina, certamente muito mais internacionalizante e subordinada aos EUA, ao passo que na ditadura brasileira existiam tensões internas maiores, ainda que o setor internacionalizante tenha se imposto majoritariamente.
            Ainda quanto aos integralistas, eles foram de fato reprimidos na ditadura do Estado Novo (1937-1945), cuja implantação apoiaram. Em 1938 ocorreu um golpe fracassado dos integralistas, ao qual se seguiu intensa repressão e o exílio de Plínio Salgado. Mesmo assim, identificavam-se politicamente nos seus elementos centrais com a ditadura estadonovista brasileira e Salgado buscou sistematicamente um reaproximação e acordo com Vargas, sem sucesso, até em virtude da entrada do Brasil na II Guerra ao lado dos aliados.

          • João Valente Aguiar diz:

            Caro Gilberto,

            obrigado pelos teus esclarecimentos que, como dizes, não alteram a nossa partilhada posição sobre o assunto: foi a ditadura militar brasileira que abriu as portas à penetração do capital financeiro norte-americano e o vértice do poder não estava nos fascistas mas nos militares. Abraço!

      • JgMenos diz:

        Característica essencial do fascismo é ser um sistema totalitário, e isso tem um sentido muito concreto a que só o comunismo e o nazismo se associam como doutrina; ainda que as doutrinas divirgam nos seus fundamentos, nisso são concordes.
        Todos eles querem salvar o mundo, criando um homem novo, uma nova ordem e outras tretas mítico-místicas.
        Salazar negou-lhes a essência ao recusar o totalitarismo.
        Autoritarismo e totalitarismo são sinónimos para os incautos, e disso muito gente se aproveita!

        • João Valente Aguiar diz:

          E um regime que aspirava a reorganizar de alto a baixo a “nação” e todos os aspectos da vida social não era totalitário? O próprio Salazar defendia isso (sem nunca se considerar totalitário como é óbvio). A propósito disso acho que o artigo de Fernando Rosas sobre o assunto vale a pena ser lido: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218725377D6jFO4wy1Oi67NG6.pdf
          Estou à vontade para sugerir este artigo pois não compartilho das posições políticas deste autor, mas creio que o artigo responde às suas questões.

          • JgMenos diz:

            Vou ler o artigo que sugere, mas insisto que a adopção do totalitarismo fascista não conduzia a que a Constituição tivesse no seu Artº 4º – A Nação portuguesa constitui um Estado independente, cuja soberania só reconhece como limites, na ordem interna a moral e o direito; na ordem externa …
            O regime era não democrático no sentido da denominada democracia burguesa, mas não era totalitário nem fascista – basta comparar com Espanha.
            Que a legislação anti-socialista/comunista se podia comparar à actual legislação anti-terrorista, para pior, sem dúvida.
            Que houve abusos e arbitrariedades, certo!
            Que não se quer nada de parecido, apoiado!
            Mas meter no mesmo saco de Mussolini, Hitler ou Franco, é pura mistificação.

          • João Valente Aguiar diz:

            Se você for pela legislação então vai sempre encontrar diferenças (se bem que a legislação laboral do Salazar era muito idêntica à Carta del Lavoro do Mussolini) e, mais ainda, vai encontrar um sem-número de puras cosméticas. Os nazis foram os primeiros a autorizar o Primeiro de Maio como feriado e são os pais de toda a legislação ecológica de apreço pelos animais (ao mesmo tempo que gazeavam seres humanos)… O fascismo italiano durante grande parte do tempo não foi anti-semita e só o foi por pressão dos nazis e sobretudo com o decorrer da segunda guerra mundial.

        • C. diz:

          Não divergem muito: comunismo, nazismo e fascismo são relativismos.
          Salazar tem um pensamento que radica num autoritarismo, que se pode traçar até ao Marques de Pombal e um aspecto reactivo ao desenvolvimento que, por si, chega para o colocar nos antípodas de Mussolini ou do comunismo ( o que não impediu de na fase final, o regime ter proporcionado crescimentos do Produto Nacional Bruto a rondar os 10% – nos nos 60 Portugal foi um dos que mais cresce.
          Ainda quanto ao totalitarismo: grande parte da elite cultural portuguesa não afecta ao regime deu aulas nas universidades. Um dos compêndios de história da literatura para os liceus era de um membro de partido comunista, Óscar Lopes. E Álvaro Cunhal licenciou-se em direito enquanto estava na prisão, indo a Lisboa fazer exames, sendo que um dos examinadores era Marcello Caetano. Seria interessante encontrar um opositor de Hitler ou Staline a fazer o mesmo.

          • João Valente Aguiar diz:

            Salazar permitiu uma certa modernização capitalista. Aliás, não por acaso, nos anos 60, a parte da indústria no PIB ultrapassou finalmente a da agricultura, tendência crescente que vinha de trás. Entretanto, o crescimento dos anos 60 partia de uma base miserável. Por outro lado, esse crescimento não melhorou a base competitiva portuguesa e fez-se sentir sobretudo nos sectores industriais tradicionais. Ainda de referir que esse crescimento alicerçou-se em salários baixíssimos.

          • Caxineiro diz:

            seria mais interessante você entender as diferenças entre o marasmo da sociedade portuguesa da época e a situação de guerra, de luta de morte que se vivia na Alemanha e Itália. Não é difícil
            Tarrafal existiu, e se não houve fuzilamentos ” à Franco” foi porque não houve guerra civil e as suas misérias; não houve necessidade. Ou duvida? o pensamento ideológico era o mesmo , as circunstancias não foram as mesmas. É aqui onde deve procurar as diferenças entre esses homens tão iguais

            Há quem pense que essa coisa do ” regime ter proporcionado crescimentos do PNB” se deveu na totalidade ao envio de remessas dos emigrantes, depois do boom da emigração em massa dos anos cinquenta e sessenta, e não ao “génio da finança”

            É engraçado, nem sei como me lembrei disto; vi há pouco um vídeo onde se defendia que os Nazis não eram anti-semitas. A prova disso, era a existencia de judeus no exército Alemão
            O seu discurso vai nessa linha

            RR lava mais branco!

          • João Valente Aguiar diz:

            Sobre o assunto que aborda sobre a presença da ajuda dos sionistas (não confundir com os assimiliacionistas) aos nazis: http://passapalavra.info/?p=24723

          • c diz:

            Respondendo ao comentário infra de JVA:
            A adesão à EFTA não foi um acaso e o modelo de desenvolvimento então desenhado foi o único consistente e que produziu resultados no séc. XX. É sobrevivência do investimento estrangeiro desse tempo o que em Portugal ainda produz. No decénio de 60, Portugal esteve entres os 5 países do mundo que mais crescerem.
            Os sectores responsáveis pelos crescimento foram alguns dos tradicionais e outros novos (caso das celusoses).
            O ponto de partida seria baixo, mas também o era no 25 de Abril e Portugal tem, não apenas empobrecido, como se mostra incapaz de criar um modelo de desenvolvimento económico.
            Falar da emigração como um produto da 2ª república quando esta é uma constante de séculos da vida portuguesa é não saber ou não querer saber nada sobre Portugal.

      • c diz:

        Hitler ou Mussolini não aprofundam ordem pré-existente nenhuma. Talvez o Stalinismo aprofunde o comunismo.
        A substância do fascismo (e do comunismo) é profundamente historicista, enquanto Salzar seria muito provavelmente um negativista, no sentido que Popper atribui ao termo.

        • Caxineiro diz:

          “Falar da emigração como um produto da 2ª república quando esta é uma constante de séculos da vida portuguesa é não saber ou não querer saber nada sobre Portugal”

          Talvez lhe vá estragar a tese, mas lá vai
          Só para França, emigraram nos anos sessenta, cerca de um MILHÃO de portugueses, só para França. Se como diz esta “é uma constante de séculos da vida dos portugueses”, você, do alto da sua sabedoria, conseguiu esvaziar o pais de habitantes em pouco mais de meia dúzia se décadas
          Poderemos concluir assim que os portugueses são como o fascismo de salazar; não existem

  5. Caxineiro diz:

    Gosto de ler o gajo
    O botas não era fascista nem gostava de fardas. Fascista era o Benito com quem ele não concordava, e as fardas e rituais da MP e da legião foram inventadas pela Pide sem seu conhecimento
    RR esqueceu o testemunho da irmã Lúcia, e este pequeno pormenor é imperdoável para um historiador do seu calibre; esqueceu de referir que o Botas não veio de santa comba, foi a nossa senhora de Fátima que o enviou para salvar os portugueses, e, através da oração dos portugueses, o resto do mundo
    Vou-lhe dar o benefício da dúvida e esperar pelo próximo livro

  6. Clint Eastwood diz:

    Já só falta ouvir dizer à BESTA QUADRADA do Rui Ramos que o Salazar era comunista!!

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