Na Andaluzia, a terra a quem a trabalha!

“Na actual conjuntura de crise e de desmantelamento dos serviços públicos e estruturas de apoio social, o SAT vê na ocupação de terras e na autogestão pelos próprios trabalhadores uma forma de «criar o máximo de postos de emprego e favorecer o desenvolvimento da economia local e regional».”

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14 respostas a Na Andaluzia, a terra a quem a trabalha!

  1. António diz:

    Ocuparam uma terra que pertence ao Estado??!!! Que coisa mais sem graça.

    • De diz:

      Provavelmente este saberá que estas coisas não são para ter graça.
      Mas é divertido ver as manobras para que se faça passar por tal.

      Sobram claro alguns pontos de interrogação e de exclamação.Mas sobra claro outra coisa.Pese o esforço para o ocultar.
      Ainda bem
      🙂

      • António diz:

        Sim De, sou um “fássista” desses muito maus que andam por aí.
        O vosso conceito de fascista é tao vago e abrange tantos campos que já nao ofende ninguem. Conseguiram relativizar o termo.

        • De diz:

          Mas este António que oscila entre o pedantismo roufenho e a propaganda serôdia não conseguirá perceber o que lê?

          “fássista”?
          Para além de tal termo me fazer lembrar uma “tia” neoliberal que usava e abusava de tal palavra (escondendo provavelmente a sua ignorância no regaço dos clichés do género), é uma designação que habitualmente não uso.

          Claro que se António quiser vestir a carapuça,isso é um problema só dele e que pode tentar auto-analisar-se lá no seu consultório

          Não vale assim a pena colocar-se em bicos dos pés desta forma.Tente para a próxima perceber o que lê.
          E deixe-se desse plural majestático com que tenta alargar a minha opinião à de quem aqui escreve.
          “Vosso”?
          Um tiro grosseiro para ver se acerta em algo?
          Lol.
          Sorry mas não passa

    • tóbom diz:

      Ao estado da burguesia,caro.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      O Estado, como proprietário de meios de produção, é tão explorador e opressivo como qualquer privado. A única solução é a ocupação e a auto-gestão dos meios de produção, agrários, industriais ou de serviços, pelos seus trabalhadores.

      • António diz:

        http://www.publico.pt/Mundo/coreia-do-norte-pede-ajuda-alimentar-imediata-apos-cheias-do-mes-passado-1557530

        “(…)Estima-se que uma vaga de fome em meados da década de 1990 tenha causado a morte a centenas de milhares de pessoas no país.

        Um relatório da ONU publicado no mês passado estima que dois terços da população norte-coreana (24 milhões de pessoas) sofre as consequências de uma crónica falta de comida.”

        Tem toda a razao.

        • Carlos Carapeto diz:

          Se o PIB cá da nossa parvalheira sofre-se uma quebra de 60% de um mês para outro, alguém faz uma ideia como seriam as coisas?
          Numa situação dessas, nem a prospera Suiça se aguentava.
          Em 1993 a situação de fome na Russia era de tal ordem que tiveram que alimentar a população com rações de combate que sobraram da guerra do Golfo.
          Isso mesmo rações de combate dos soldados Americanos.

          Isto não estão eles interessados divulgar. Sabemos bem porquê.

          Atualmente ninguém passa fome na Coreia do Norte.
          Se vivem com grandes dificuldades, em primeiro lugar devem procurar as causas no criminoso bloqueio economico que o país está submetido.
          Depois não menos grave são as ameaças de que é alvo por parte do imperialismo Norte Americano, por esse facto tem que desviar enormes recursos para a defesa.

          As desgraças deste povo residem apenas nisto.
          O não cumprimento do que foi acordado em Yalta que já levou a uma guerra cruenta e à situação explosiva atual de um conflito iminente.

          Não respeitaram absolutamente nada do que ficou estipulado sobre a questão Coreana.
          Logo em Outubro de 1945 efetuaram um aparatoso desembarque militar no sul onde estabeleceram a primeira base.

          Assim como uns anos depois também não cumpriram os acordos de Genebra sobre a Indochina.

          Qual foi o resultado? Provocaram um conflito criminoso onde morreram cerca de 5 milhões de pessoas.

    • Rocha diz:

      No capitalismo o Estado é um Estado burguês. O Estado burguês é tão criminoso e moralmente falido como qualquer banco, qualquer grupo económico ou “multinacional” do grande capital.

      A propriedade estatal burguesa merece tanto repúdio como a propriedade monopolista privada. Ambas cumprem aliás as mesmas funções de exploração e opressão do povo.

  2. O Rural diz:

    è bom que avisem os incautos para os cá-los caquilo faz.

  3. Carlos Carapeto diz:

    Isso mesmo! A terra devia ser de quem a quer trabalhar.

    É criminoso tantos Portugueses a passar fome, com milhões de hectares de bons terrenos improdutivos (cobertos de mato) , outros ocupados com culturas de pouco interesse economico para o país, isso leva a que Portugal importe hoje a maior parte dos bens alimentares que consome.
    E qualquer país que importe mais de 40% dos bens alimentares que consome põe a sua soberania em risco.

    Os Chineses há 60 seculos, os Persas e os Egipcios há 50 já sabiam que a agricultura era a base de sustentação da sociedade, nós os Portugueses infelizmente ainda não aprende-mos isso.

    Foi durante os anos da Reforma Agrária, enquanto permitiram aos camponeses cultivar pacificamente os campos, que Portugal produziu mais cereais, aumentaram os efetivos pecuários, construiram-se mais infra estruturas economicas e sociais, modernizou-se a produção agricola, com a mecanização dos trabalhos que até eram feitos quase exclusivamente com animais, foi durante esse período que se deu o fluxo inverso das migrações, as pessoas deslocaram-se das cidades para os campos. Tudo feito com o esforço dos trabalhadores, com os minimos custos para o Estado.

    Os inimigos da Reforma Agrária digam o que disseram esgrimam os argumentos que entenderem, não conseguem provar o contrário.

    Portugal no ano de 1900 produziu tanto trigo com arados de pau e camponeses descalços, como produziu em 2010 com maquinaria sofisticada.
    E com que custos em subsidios de toda a ordem?

    Estas coisas não podem ser discutidas como quem discute uma competição desportiva.
    Tem muitas consequências para o desenvolvimento do país e para o bem estar da população.

    Vão ver a desolução que é o abandono dos campos no Algarve, Alentejo e Ribatejo.
    Ainda há pouco tempo dei um longo passeio por essas três regiões.

    Os incendios florestais não são um fenomeno de hoje. Sempre tem havido incendios, como os terrenos deixaram de ser tratados, cobrem-se de matagais , depois resulta nisto que se viu recentemente. Milhares de hectares de florestases queimadas em fogos incontroláveis.
    Nesse passeio que fiz recentemente, fiquei sabendo que na margem esquerda do Sado existe apenas uma pequena marinha a extrair sal, há uns anos eram dezenas. As marinhas do Ribatejo e do Algarve a maior parte também foram desativadas.

    Resultado; passa-mos a importar sal de Espanha.

    Infelizmente a destruição criminosa (não tem outro nome) do nosso aparelho produtivo de bens alimentares que levou a que tenha-mos que importar hoje cerca de 75 % daquilo que consumimos é extensivel a quase todas as áreas de produção.

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