Bloco, esquerda de confiança?

“O Fórum “Novas Ideias para a Esquerda” realiza-se este ano em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, pela primeira vez, e decorrerá nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro. A abertura terá lugar no dia 31 de agosto às 21h30 com a presença de Luís Fazenda, Alda Sousa e Pedro Santos (deputado do PS, eleito pelo distrito de Aveiro). A entrada no Fórum é livre.”

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40 respostas a Bloco, esquerda de confiança?

  1. ricardosantos diz:

    Por aqui estão cada mais reacionários.

    • Bruno Carvalho diz:

      De facto, denunciar que o BE vai ter como convidado um deputado do partido que assinou o Pacto de Agressão com o FMI, o BCE e a UE, ao lado do PSD e do CDS-PP, é uma atitude reaccionária.

      • Sim, o mesmo deputado que defendeu o nao pagamento da divida, na ausencia de uma mudanca de atitude dos pretensos donos da UE. Uma vergonha, realmente. Ainda se convidassem algum representante do governo da Republica Popular da China, esse farol do socialismo, enfim, compreendia-se. Alguem como Jin Liqun, esse irrepreensivel comunista que esta’ ‘a frente dos destinos da “China Investment Corporation” (sim, estatal)…

        • Carlos Carapeto diz:

          Caganças, é o que mais se escreve por aí.
          Tão incomodados estão com os direitos sociais na China, sobre a vergonhosa situação de miséria e exploração laboral na India (incluindo crianças) remetem-se ao silencio sepulcral.

          Afinal os problemas sociais da humanidade para algumas pessoas residem apenas no sistema, o que é aceite e tolerado de um lado é condenável no outro.

          Qual será a diferença entre Jin Liqun e Lashhmi Mittal?
          Talvez por um administrar empresas do Estado, o outro controlar os negócios em beneficio próprio.

          No sentido ético social é preferivel o primeiro.

          • Se em vez de reaccoes pavlovianas se desse ao trabalho de ler e parar para pensar, talvez fizesse melhor figura.

            O facto de na India a situacao ser miseravel torna a exploracao chinesa mais aprazivel, e’, Carapeto? Por acaso, so’ me lembro de um partido que se recusou a participar no lambe-botismo ao Presidente da China (e foi o mesmo que tambem se recusou a entrar em espectaculos semelhantes com o Eduardo dos Santos, outro “esquerdista”).

            Mas so’ para ver se percebi: e’ uma traicao chamar um deputado do PS que apelou ao nao pagamento da divida, mas tecer loas continuadamente a um regime que despreza valores basicos que de que nenhuma pessoa efectivamente de esquerda prescindiria e’ nao apenas aceitavel mas objectivamente recomendavel, certo?

            O Jin Liqun foi o representante do governo (sim, o cargo e’ obviamente politico) que afirmou que os trabalhadores europeus sao preguicosos, indolentes, e que tem de trabalhar mais. Ah, e que as leis laborais estavam ultrapassadas e tinham que ser revistas. Onde e’ que eu ja’ ouvi isto? Alo, FMI, BCE, Merkel, Passos Coelho?

            Ainda bem que o coloca emparelhado com o Mittal (podia po-lo tambem com o Dimon ou qualquer outro CEO de Wall Street), porque e’ efectivamente isso que ele (e o governo chines que ele representa) e’. Mas, pelo que diz, para si (e para traidores estalinistas que se apropriam indevidamente da Esquerda, como o Bruno Carvalho), a defesa de apologistas do neoliberalismo e’ o caminho a seguir, desde que devidamente sancionado pelo CC. Afinal, a exploracao e a regressao social ate nao sao assim tao indesejaveis, desde que prosseguidas pelas pessoas certas. “Duas patas mau, quatro patas bom”…

      • Leonardo Costa diz:

        Penso que a alguns dos autores deste blog lhes falta um pouco é de sarna para se coçarem. E já que querem tanto denunciar então denunciem também que o Pedro Santos foi o gajo que no congresso do PS disse que queria a Troika fora de Portugal.

        A questao nao é fazer governo com o PS, é as pessoas perceberem que o bloco consegue chegar ao eleitorado do PS de esquerda.
        Foi assim que tivemos 16 deputados e o PS perdeu a maioria em 2009 e podiamos ter feito governo com o ps e nao fizemos.

        Eu leio e sigo este blog pois é de esquerda e me dá uma contextualização, bem como uma análise pertinente do status quo, mas admito que já me anda a fazer comichão este tipo de generalizações estalinistas ainda que pontuais que sejam.

        • tóbom diz:

          É descoroçoante como a nova?-foda-se! esquerda, se aninha nos coutos da ‘esquerda’ súcialista e,depois vem com o seu ar sisudo como se valesse alguma coisa.Lembro-me da vitória do PT no Brasil e as esperanças para a esquerda e,foi o que se viu,se vê!!!!De socialismo nada,de capitalismo tudo,incluindo a corrupção pq é da natureza do bicho…Ainda não os vi dizerem-se q são marxistas(at least).Mas,leiam isto e vejam a diferença…. http://www.odiario.info/?p=2566&print=1

        • Rocha diz:

          Leonardo,

          Já ouvi essa justificação muitas vezes – não é o PS que usa o BE, é o BE que usa o PS – e no entanto a realidade desmente-o uma vez e outra e outra e outra e outra vez.

          Será que não aprendem nada com o fiasco do Manuel Alegre e das consequências que tiveram nas últimas eleições legislativas?

          Como se faz um canalha perguntava o Zeca Afonso há umas décadas? Eu pergunto quantos Durões Barroso, Pachecos Pereira, Zitas Seabra, Acácios Barreiro, Vitais Moreira etc, etc, etc, etc…. (leia-se mentirosos) serão necessários para que os activistas do BE entendam que ou a esquerda se faz independente do poder capitalista do PS, ou desaparece absorvida por este.

          Pedro Santos é apenas o último vigarista a sair dessa inesgotável fonte de vigaristas que é o PS.

          Todos, todos sem excepção, que desde o interior do PS se tentam colar à esquerda com duas bocas para a comunicação social, não passam de vigaristas, mentirosos. Porque a única opção decente de um autêntico militante de esquerda dentro do PS é rasgar o cartão e sair.

        • Carlos Carapeto diz:

          “Sergio Pinto says:
          O facto de na India a situacao ser miseravel torna a exploracao chinesa mais aprazivel, e’, Carapeto?”

          Caro amigo bateu na porta errada.

          Não alinho em sessões politicas palavrosas, recheadas de discursos eloquentes e esvaziadas de conteúdo . Estou mais interessado no debate de ordem ideológica.

          Por isso coloco-lhe a questão. Qual a ideologia que o BE defende? Que tipo de sociedade pretende implementar se um dia chegar a ser governo? Até agora ainda não apresentou nada, é uma agremiação politica oca, que vagueia ao sabor de ventos e marés.

          Ao contrario da ladainha persistente do Coordenador do BE que não se cansa de referir (escrever também) enfadonhamente até à exaustão os nomes dos grandes ricaços. Considero que o inimigo a abater é o sistema que os alimenta e permite a perpetuação dessa situação.

          Por esse facto não sou mesquinho ao ponto de invejar a vida dos detentores das grandes fortunas , condeno sem rodeios o modo como são obtidas, ao mesmo tempo que deploro e denuncio as condições de vida miserável que é imposta a quem cria essa riqueza.

          Por isso sustento que a luta deve ser orientada no sentido da liquidação total do sistema que provoca esse tipo de desigualdades e exclusão.

          E quais são as soluções que o BE preconiza para atingir esse objectivo? Por exemplo; sobre o Cooperativismo, o controle dos meios de produção por parte dos trabalhadores, o desmantelamento dos grandes monopólios, ensino, saúde, cultura?

          Não encontrei ainda nada de concreto que trate destas questões com objetividade. Pois se não estão vinculados a qualquer ideologia, como podem apresentar um programa politico credível de longo prazo?
          Vão trabalhando à peça e por medidas tiradas na hora.
          Rabiscam uma fábulas de Trotski e pouco mais.

          Vc não estão minimamente interessados em derrubar o sistema politico vigente, são fruto dele, extraviaram-se por conveniência ou por experimentação de algo diferente. A maioria com o tempo regressa às origens. A pequena burguesia sempre teve esse comportamento.

          Quanto à China. Confrontei-o com a situação na India como podia ter optado por referir o Bangladesh, Paquistão, Filipinas, e tantos outros casos idênticos.

          Preferi a India pela dimensão geográfica, populacional, social e acima de tudo a escravatura laboral a que milhões de trabalhadores Indianos são submetidos, mais desumana e envolvendo mais mão de obra que na China. Basta dizer que maioria dos Indianos não tem quaisquer direitos sociais, mais de metade da população vive na miséria.

          Neste sentido não sou eu que tenho que considerar aprazivel, aceitável, condenável ou como preferir, explicar-lhe seja o que for sobre a situação dos trabalhadores Chineses.
          Vcs da esquerda folclorica é que devem justificar as razões porque nunca se preocuparam em denunciar as condições sociais e laborais deploráveis impostas a estas pessoas . APRESENTE PROVAS COMO ESTOU A FALTAR À VERDADE, ONDE ESTÁ A VOSSA DENUNCIA CONDENANDO ESTA SITUAÇÂO?

          Veja este vídeo. Se fosse na China outro galo levantava a crista?
          http://www.youtube.com/watch?v=hl2kOz2TVrI

          Já alguma vez os Bloquistas protestaram frente a qualquer dirigente India no contra este estado de coisas? Nunca!
          Fazer folclore frente aos dirigentes Chineses é mais aprazível? Tem outro visual , é mais sonante? Depois têm a certeza que os órgãos de informação cá do burgo estão sempre disponíveis para divulgar noticias desse tipo.

          Quanto à sua opinião sobre Lin Liqun, é mais uma opinião de quem considera que talvez se a China estivesse totalmente dominada por o capitalismo brandinho estaria melhor. Também não tenho dúvidas que para justificar as suas charadas até é capaz de dizer que o homem é Marciano. Conclusão; são opiniões de quem não deve ser levado a sério.

          São mais umas opiniões idênticas (mas bastantes nefastas) àquelas que a maioria dos Bloquistas tem optado em relação ao Irão, Bielorrussia, Líbia, Cuba, Chavez, e hoje procedem de igual modo com a situação na Síria. Politicas de catavento.

          Citei Mitall como podia ter citado Oleg Deripaska que roubou as instalações fabris da AvtoGaz onde trabalhavam cem mil operários. Só tem cometido injustiças.
          Encontra algumas diferenças entre estes? Não são nenhumas ! É tudo farinha do mesmo saco.

          Enquanto estes se preocupam unicamente em controlarem as suas fortunas individuias Lin Liqun administra bens colectivos, pertença da sociedade Chinesa.
          Também não distingue diferenças entre este e os outros?Compreendo! É muito esforço para um pequeno burguês.

          Não sei porque carga de água trouxe Estaline à liça? Está mesmo disposto em discutir Estaline? Sente-se com arcaboiço para tal? Então vamos a elas. Esse tempo da lenda negra já acabou.

          Como disse no principio desta vez bateu na porta errada.

    • Baresi88 diz:

      reaccionários é com dois c.s

  2. Edgar diz:

    Prepara-se com afinco o tal Congresso das Alternativas e, pelo que vejo, procuram-se em muitos sítios (xenofobia, armamento, trabalho sexual, reabilitação urbana, lei dos compromissos, parcerias público-privadas, feminismo, precariedade, crise financeira, crise de 1929, literatura, ecologia e ambiente, serviço nacional de saúde, salazarismo e marcelismo, educação e escola pública, legalização das drogas leves, memorando da troika, direitos dos animais, justiça, ensino superior, austeridade e a alternativa)
    Só não percebo bem esta insistência de procurar “novas ideias para a esquerda”, será a confissão de que as que o BE e o PS têm não servem? Vai ser um fórum de autocrítica?

    • Antónimo diz:

      o congresso do be com pedro santos não é o congresso das alternativas a que se refere.

      • Edgar diz:

        O que eu disse é que parece a preparação para o Congresso das Alternativas.

        • Antónimo diz:

          Até pode ter sido o que queria dizer mas acaso não foi nada disso que disse. O que disse foi que se prepara o congresso das alternativas e que estas se procuram em vários sítios elencando de seguida as “alternativas” que vêm na página das “Novas Ideias para a Esquerda”, como se se tratasse do mesmo evento. Em nenhum sítio diz que “parecem”.

          • Edgar diz:

            Anónimo,
            Não percebeu. Na minha opinião, este fórum com entrada livre e a presença do deputado Pedro Santos tem como objectivo mobilizar e preparar o tal congresso ao qual já aderiram (ou foram convidados a aderir) outros membros do PS conotados com a anterior direcção, i.e., com o anterior governo que tão boas provas deu.
            O deputado Pedro Nuno Santos é, aliás, um dos subscritores do documento (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/congresso-divide-deputados-do-ps).
            Quanto aos temas em discussão no fórum, de tantos tão variados, alguns tão controversos, e de tão difícil consenso, critiquei ironicamente que estivessem a procurar alternativas em tantos “sítios”.

            Falando a sério.
            Com uma verdadeira agressão à nossa soberania, ao nosso regime constitucional e aos direitos de milhões de portugueses, parece-lhe politicamente sensato, mobilizador de forças democráticas, patrióticas e de esquerda discutir temas como “armamento (?!), trabalho sexual, feminismo, salazarismo e marcelismo, legalização de drogas leves, direitos dos animais, etc.”?
            Querem discutir o quê? O sexo dos anjos?

          • Antónimo diz:

            Edgar, primeiro é Antónimo e não Anónimo.

            Depois, percebo parte dos seus pontos de vista mas não a totalidade. Parece-me algo injusto associar o Congresso das Alternativas ao BE tal como me parece precipitada a desmarcação imediata do PCP, partido no qual habitualmente voto. Até porque o BE faz sempre estes encontros no processo de Rentré, nada há de estranho na oportunidade. Se reparar, o PCP terá a Festa do Avante pela mesma altura.

            Achando que o mais grave de tudo é que tenha ido tudo a férias bastante grave é o que a CGTP fez ao marcar o início de uma jornada de luta entre os dia 5 de Outubro e salvo erro 13 do mesmo mês. A Implantação da República está há muito anunciada como data do Congresso das Alternativas e é óbvio que as televisões estarão com o olho nele. A quem serve uma data tão absurda, é aos desempregados?

            Pedro Nuno Santos tem feito intervenções interessantes e votado bastante mal o mais das vezes e sim é verdade que o BE continua estupidamente interessado em encontrar brechas na parede do PS, único partido com o qual quer governar e parede onde já investiu várias vezes com resultados próprios dramáticos (Alegre, etc.). Se Santos ele souber explicar porque fala bem, mas vota mal (não o faz hoje no jornal i por exemplo em crónica de opinião) talvez valha a pena ouvi-lo.

  3. Armando Cerqueira diz:

    Se procuram novas ideias para a Esquerda (partindo do pressuposto que o BE é ‘a Esquerda’ e não apenas uma parte da Esquerda) por que raio vão buscar um deputado do PS que é, até prova objectiva em contrário, um partido de Centro (nim = não ao socialismo enquanto supressão da exploração do Homem pelo Homem sim ao capitalismo ‘reformista e social’…)?

    Isso é brincar com as pessoas, desrespeitar a gente progressista e os deserdados, humilhados e oprimidos!

    Armando Cerqueira

  4. Rocha diz:

    Mais uma vez o Bloco de Esquerda prova querer aliar-se ao PS (Sá Fernandes, Alegre 1, Alegre 2, Congresso da Alternativa…).

    Porquê? Quererá cotas de poder? Tacho? Gerir o capitalismo? Gerir a austeridade? Porque critica tanto o PS e depois alia-se a este?

    • Martelo diz:

      quando não se tem definida uma ideologia politica, só se anda na “esquerda”… da nisto!

      o BE anda sempre a tentar agradar a gregos e troianos, tentando unir estes através da “esquerda”.

  5. Morcego diz:

    Também não entendo que raio de “alternativas de esquerda” se pode esperar de quem esteve quase sempre do outro lado da barricada. Claro que me refiro à tropa do PS, pois claro…enfim…Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

    Saúde e socialismo!

  6. Arnaldo Gama diz:

    O presidente da república acaba de promulgar a criminosa lei das rendas, da autoria da ministra Assunção Cristas.
    No vosso blog, nem uma palavra sobre isto.
    Ao que parece, são necessário 23 deputados para que a lei seja revista pelo tribunal constitucional. O PCP diz que vai pensar. O BE e o PS ainda não se decidiram.
    Afinal de contas, onde está a raiva contra este governo?
    Onde está a verdadeira luta? Onde está o sentimento de revolta, contra a verdadeira injustiça que este governo acaba de cometer com esta nova lei?
    Se tiverem coragem, escrevam sobre isto, pois nada dizer é simplesmente ser cúmplice da vergonha e da desgraça que se está a fazer.

    • Bruno Carvalho diz:

      Arnaldo Gama, o blogue não é um site noticioso e, naturalmente, cada um escreve quando pode e sobre o que quer. Contudo, atrevo-me a dizer que todos os que aqui escrevem estão contra a nova lei dos despejos. Eu, pessoalmente, estive em todas as concentrações e acções que houve contra a aprovação da lei. Mais do que escrever é preciso estar na rua.

      • Rafael Ortega diz:

        Estar na rua não incomoda ninguém. As manifestações PCP/CGTP não representam ninguém. Se quiser exemplo veja quando aqui embandeiraram em arco por terem 10mil pessoas nas ruas do Porto. Isso não chega a 20% dos votantes PCP nesse distrito… Não representa nada…

        Eu até sou a favor dessa lei, mas se fosse contra, preferia mil vezes que 23 deputados levantassem o cu da cadeira e fossem ao tribunal constitucional. É que 10mil gajos na rua a gritar são zero, os juízes do constitucional, até ver, conseguem fazer o Governo recuar mais que todos os PCPs juntos.

        Se achar por bem gritar na rua é um favor que faz ao Governo.

        • Rocha diz:

          Eu sou a favor de leis estúpidas e reaccionárias mas se fosse contra dava lições sobre a eficácia das diversas formas de protesto ao pessoal de esquerda.

          Porque eu sou um gajo assim tás a ver.

          • Rafael Ortega diz:

            Manifestações da CGTP-0
            Tribunal Constitucional-1

            Por enquanto o método mais eficaz está à vista.

          • De diz:

            Mais uma vez ficamos sem saber muito bem o alcance mediático do comentário de Rafael Ortega.
            Não se sabe se saúda a decisão do tribunal constitucional (?)ou se menoriza as manifestações de massas.
            Engana-se redondamente em ambas.É o que dá ouvir bastas vezes os senhores conselheiros acácios que pululam subserviente nas televisões ao pé de si.

            Entretanto a canalha da ministra avança com a lei dos despejos.
            (Alguém já verificou o património familiar deste ser repelente que deixa tão entusiasmado Ortega?)
            Voltaremos ao assunto

            A luta continua.
            Sorry Ortega,mais os seus comentários futebolísticos (que estão de resto de acordo com o perfil)

        • tóbom diz:

          Éh pá! e o relvas, turbo licenciado.Ooops! para analfabrutos como o personagem ortega,doutor.Melhor,’Sua excª senhor doutor,atento,venerando e obrigado’.Ridiculo.

  7. Augusto diz:

    Depois de ter lido no cinco dias , um texto ABJECTO do Bruno de Carvalho sobre os Jogos Olimpicos, decidi não mais comentar os seus escritos, quem escreve aquele texto NÂO È DE ESQUERDA.

  8. closer diz:

    Ontem, quando Arménio Carlos foi recebido por Cavaco na delegação da CGTP, além de Joaquim Dionísio e de Deolinda Machado, estava Carlos Trindade, da tendência socialista da CGTP. Trindade pertence à chamada tendência socialista da CGTP, grupo de sindicalistas que apenas se representam a si próprios, mas que continuam a ser generosamente presenteados com lugares de topo incluindo o Secretariado e a Executiva.

    O mesmo Trindade, numa das últimas campanhas eleitorais participou num comício em Setúbal destacou-se pelos descabelados elogios a Sócrates e ataques ao PCP. O que quererá isto dizer, Bruno?

    Mas a questão de fundo não é essa. Bruno Carvalho acha-se um iluminado. Ele pertence ao partido de vanguarda, tem as posições justas e a linha justa. Isso quer dizer que em Portugal quem não for enquadrado pelo PCP (PEV, ID, CGTP, MURPI, CPPC, MDM e mais algumas organizações similares, é, obviamente, um reaccionário e um traidor).

    É uma forma de estar na vida que respeito mas com a qual não concordo. Prefiro que se estabeleçam pontes para falar com outras pessoas, mesmo que delas discorde em muitas coisas. Mas isto sou eu a dizer, porque, provavelmente não passo de um traidor. Não sou operário, nem pertenço à sua vanguarda, nem sou Marxista-Leninista, nem sonho com Cuba, nem defendo a linha justa, nem tenho os amigos convenientes.

    • Bruno Carvalho diz:

      O Carlos Trindade está numa direcção na qual tem pouca capacidade de influenciar do ponto de vista quantitativo. Já o BE faz sucessivas aproximações ao PS, um partido bem mais forte eleitoralmente e socialmente. Se perceber um pouco de táctica e estratégia compreenderá que a possibilidade de o PS influenciar o BE é infinitamente maior que a do BE de influenciar a ‘ala esquerda do PS’. É que você pode achar-me sectário mas a realidade está aí para provar os sucessivos tiros no pé que o BE tem dado. Não é preciso ser-se comunista, marxista-leninista, para reconhecer no PS um dos partidos que servem os bancos e as grandes empresas. Não é preciso ser-se comunista, marxista-leninista, para rejeitar o Pacto de Agressão aqui E NO RESTO DA EUROPA. Não é preciso ser-se comunista, marxista-leninista, para não apoiar o mesmo candidato presidencial que o PS e José Sócrates. Não é preciso ser-se comunista, marxista-leninista, para rejeitar a nacionalização das dívidas dos bancos sabendo que depois os vão privatizar. E etc, etc, etc.

      • closer diz:

        A questão do Trindade é verdadeira, mas isso não invalida o que escrevi: a direcção da CGTP presenteia os supostos sindicalistas socialistas com cargos generosos que em nada correspondem à sua influência sindical. Porque será, Bruno?

        Gostaria de perceber quais são as aproximações do BE ao PS, tirando a questão presidencial. O governo de Sócrates foi tão combatido pelo BE como pelo PCP (aliás foi o BE que o censurou na AR e não o PCP). Se se afere a colaboração e a cedência pelos contactos que possam existir o argumento é fraco. Também poderia utilizar as palavras de António Costa que várias vezes elogiou publicamente o PCP e atacou fortemente o BE, mas não o faço. Porque isso não é um argumento.

        Mesmo a questão presidencial tem aspectos e contornos sinuosos. É que o PCP tem um passado pouco claro nessa matéria. Desde a célebre candidatura de Pato em 1976 contra Otelo (simultaneamente a maior manifestação de sectarismo reaccionário do PCP e o seu maior fracasso) até aos apoios a Eanes em 80 e a Zenha em 85, aqui ninguém é inocente.

        Mas há uma coisa percebo, Bruno. Porquê esta raiva tão funda e rancorosa ao BE? Por pureza ideológica? Por medo que lhe ocupem algum espaço? Por alguma outra razão que não descortino?

        Eu que tenho defendido muitas vezes de forma isolada a aproximação entre os dois partidos, até uma possível frente eleitoral, quando leio estes miúdos dogmáticos e sectários, de um fanatismo religioso e cego (de um lado e de outro) que acham que é mais importante salvaguardar a pureza das suas posições do que avançar para uma alternativa comum credível, só me apetece é mandar isto tudo à fava. É que há gente para quem as suas quintas prevalecem sobre os interesses gerais.

        • Rocha diz:

          Porque é o que o closer se recusa a responder à questão que está aqui em discussão, a obstinação do BE em procurar aliados no PS?

          O PCP noutros tempos deu apoios à segunda volta a candidatos presidenciais do PS, noutros tempos esteve numa coligação com o PS em Lisboa. Eu discordo de todas essas inicativas (que já não acontecem há uma década) e tenho a certeza de que o PCP evoluiu, radicalizou-se.

          A questão não é apenas acerca das posições políticas do BE e do PCP, mas de qualquer cidadão que esteja farto de ser roubado, explorado, engando e gozado pelo PS no poder que sempre faz a política do capitalismo puro e duro, tal e qual fazem o PSD e CDS dos quais o PS é aliado em tudo que de importante se aprova no governo e no parlamento.

          A questão é se ainda quem queira ser conivente, colaboracionista e manter a impunidade com que o PS tal e qual os seus parceiros PSD-CDS nos têm roubado de tudo que é precioso, de tudo o que é democrático e de tudo que foi conquistado no nosso país após o 25 de Abril.

          O closer quer unidade de esquerda?

          Então porque branqueia o PS? O PS não é de esquerda, é de direita.

          • Antónimo diz:

            tenho grandes saudades da aliança amar lisboa, que com joão soares, justamente, soube mostrar o que era uma câmara decente.

            espero que o pcp resista a costa, que está longe de ter as qualidades do muito mal-amado (em parte compreensivelmente) soares

  9. Kirk diz:

    O BC nao consegue ver para alem dos limites estreitos do seu espartilho ideologico.
    Se isso pode ser vantajoso para a auto-sobrevivencia (veja-se a idade do PCPortuguês) é trágico para a luta do povo português contra a oligarquia financeira e seus lacaios que governam o país.
    Porque é que incomoda tanto que o BE se mexa, procure consensos, procure estabelecer pontes com outras forças? Chiça, gramava ver o PC propor algo ás restantes fporças da esquerda e a outros sectores da opinião publica de esquerda; o problema é que o PC nao sabe fazê-lo sem que sejam eles a controlar politicamente o processo. Estão mais apostados na sua sobrevivencia que na do povo português.
    K

  10. ricardosantos diz:

    E se estiver contra a linha da cgtp chama-se a policia militar ou outra para malhar ou já se esqueceram?

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  12. Arnaldo Gama diz:

    Eh pá, se está contra, como eu, contra a lei dos despejos, por favor escreva um artigo sobre o assunto, porque os seus colegas desmarcaram-se completamente deste tema: Nuno Ramos de Almeida, Carlos Guedes e até o novo Pacheco Pereira ou Renato Teixeira que deve ser outro proprietário de esquerda, sempre pronto a inventar revoluções por blog ou computador.
    Esta é a altura de dizer alguma coisa sobre uma lei que vai pôr muita gente na rua; sobre as ditas ajudas que andam a prometer aos inquilinos com 65 anos e com incapacidade física e para as quais ainda não existe legislação em vigor.
    Esta é a altura de escrever! Se foi pessoa para estar nas manifestações, escreva sobre este tema. Há uma reunião na escola Eugénio Santos no próximo dia 10 de Setembro, às 18h30. Escreva sobre o deputado do PS que vai lá estar que começou por ser todo a favor dos proprietários e que agora é todo a favor dos inquilinos. Porque razão? Há que investigar isto, ou não? Ou seremos todos cúmplices dos que estão a atirar este país para a miséria e a catástrofe? Ou seremos todos iguais ao Renato Teixeira, ao Paulo Granjo, ao Tiago Mota Saraiva, ao Carlos Guedes que em momentos de avançar, põem-se com floreados, artigos educados, sem dizer “Basta!” e “Não!” a isto que estão a fazer.
    Se não o fazem, é porque não sentem na pele aquilo que é pagar uma renda e é porque têm a casa paga e andam nestas coisas da política mais por desporto do que por generosidade pelos desfavorecidos e pelas verdadeiras causas.
    Façam alguma coisa, antes que seja tarde.

  13. Rocha diz:

    Um texto fabuloso em resistir.info:

    I have a dream: a queda dos EUA
    por Manlio Dinucci

    Finalmente – depois de terem sido vítimas durante mais de dois séculos de guerras, invasões e golpes de estado por parte dos Estados Unidos – os povos da Ásia, África e América Latina decidiram que era tempo de acabar com isso. A ideia genial foi a de adoptar os mesmos métodos de Washington, mas para uma causa justa. Assim, constituiu-se um Grupo de Acção para os Estados que, graças a reuniões de peritos, elaborou o plano, denominado “estratégia do Grande Ocidente”. A intervenção foi assim explicada: nos EUA está no poder desde há mais de dois séculos o mesmo presidente que, ao personificar-se num político republicano ou democrata, representa os mesmos interesses da elite dominante. A Comunidade internacional deve portanto agir para por fim a este regime ditatorial. Preparando-se para depor o presidente Obama, uma comissão de dissidentes escreveu uma nova Constituição dos Estados Unidos da América, que garante uma democracia real no interior e uma política externa respeitosa dos direitos dos outros povos. Ao mesmo tempo (com a ajuda de peritos consultores cubanos, iraquianos e líbios) o Grupo de Acção impôs um embargo de ferro aos Estados Unidos, congelando todos os capitais estado-unidenses e encerrando todas as actividades das suas multinacionais no estrangeiro, inclusive os fast food McDonald e os distribuidores da Coca-Cola. Na sequência do bloqueio das especulações financeiras e da exploração da mão-de-obra e das matérias-primas da Ásia, África e América Latina, Wall Street ruiu e a economia estado-unidense afundou na crise. O México foi obrigado a erguer uma barreira metálica ao longo da fronteira, vigiada por veículos e helicópteros armados, para impedir que clandestinos estado-unidenses entrassem no seu território em busca de trabalho.

    A estas medidas juntaram-se outras, militares, para atacar no interior conforme a estratégia da “guerra não convencional”. Na América Latina foram constituídos campos militares, nos quais são treinados e armados rebeldes estado-unidenses: trata-se sobretudo de nativos americanos, descendentes das populações exterminadas pelos colonizadores e afro-americanos descendentes dos escravos cuja exploração (mesmo após a abolição da escravatura) permitiu às elites dominantes construir fortunas colossais. Sob a bandeira do “Exército americano livre”, os rebeldes retornam aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo são infiltradas forças especiais africanas, latino-americanas e asiáticas, cujos comandos (escolhidos entre aqueles que dominam a língua) podem ser confundidos com rebeldes estado-unidenses. Eles estão dotados de armamento e de sistemas de comunicação refinados, que lhes permitem efectuar ataques e sabotagens temíveis. Dispõem além disso de grandes quantidades de dólares para corromper funcionários e militares. Como o núcleo duro da Presidência, formado pelos chefes do Pentágono e do aparelho militar-industrial, continua a bater-se, o grupo de acção redigiu uma “kill list” dos elementos mais perigosos, que são eliminados por agentes secretos ou por drones killers.

    A batalha já faz estrondo nas ruas de Washington e diz-se que o presidente Obama está prestes a fugir. Londres e Paris estão cada vez mais preocupadas: sabem que são os próximos objectivos da estratégia do Grande Ocidente.
    24/Julho/2012
    O original encontra-se em http://www.ilmanifesto.it/... e a versão em francês em
    http://www.legrandsoir.info/i-have-a-dream-l-ecroulement-des-usa-il-manifesto.html

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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