Blockbuster Síria

Não há fontes credíveis sobre o que se passa na Síria e tudo o que se pode ler sobre o conflito é mediado ora pela propaganda da CIA, ora pelos acólitos de Assad.

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46 respostas a Blockbuster Síria

  1. Vasco diz:

    Os «acólitos» de Assad devem ter cá um poder nos média ocidentais que nem te digo. Não nego que haja contra-informação de ambos os lados – como sempre sucede numa guerra – mas não comparemos: a opinião pública mundial está a ser manipulada para aceitar mais uma guerra de agressão contra um povo soberano, à semelhança do sucedido na jugoslávia, Iraque, Afeganistão, Líbia. Defender a paz e a soberania dos povos é o dever dos revolucionários, dos progressistas, dos democratas, dos decentes. Pôr agressores e agredidos em pé de igualdade é dar uma ajudinha ao imperialismo.

    • von diz:

      off-topic: continuo a achar um piadão a palavra imperialismo para descrever os americanos e derivados. Como se a mesma palavra não fosse a mesma nos casos da URSS e China.

      • Rocha diz:

        Quando é preciso desconversar toca a falar na URSS e na China.

        Imperialismo é a super-estrutura internacional que agrega todos os capitalismos nacionais numa hierarquia de poder internacional tal como Lenine o definiu.

        Os pretextos da guerra fria estão mortos e enterrados, a URSS não existe, a China é um país capitalista totalmente integrado no “mercado global” capitalista ou seja o clube de nações imperialistas.

        No entanto a guerra de invasão, ocupação colonial, o genocídio, golpes de estado, embargos, programas de austeridade e diversas formas de agressão e massacre contra povos ainda não totalmente submetidos aos desejos do imperialismo continuam a acontecer.

        A resistência começa repor a verdade perante a avalanche de mentiras da propaganda da CIA (relações públicas da NATO).

  2. tóbom diz:

    ….ora pelos mercenários ocidentais pagos pelas grandas democracias do cara***,amiga das criancinhas ,católicas e votadas pelos ursos que apoiam assassinos de velhinhas,banksters.Quem tem 800 bases militares eplomundo inteiro não é o Assad,é o Obama after all.Além disso,a arábia saudita,o qatar e tutti quanti estados vassalos adoram muito a democracia burguesa.

  3. Miguel Lopes diz:

    Allah, Suryia, Bashar w-bas!!

  4. Rocha diz:

    E sobre a Turquia que comanda a guerra na Síria a partir das suas fronteiras enquanto chacina a luta de libertação nacional dos revolucionários curdos, será que há fontes credíveis?

    A quantidade de pulhas turcos, sauditas e do qatar a comandar as operações do “exército livre sírio” não merece escrutínio? E a NATO nem precisa de sujar as mãos? As petro-ditaduras já fazem o serviço?

    Epá, é tanto pulha a defender a “democracia” e a “liberdade”…

  5. Vítor Vieira diz:

    E agora vou ver o Ted.

  6. Vítor Vieira diz:

    Porque deve estar melhor que este, que já tem 15 anitos…

  7. Justiniano diz:

    Renato, concordo contigo!! Da mesma maneira que não concordei aquando das tuas certezas sobre a Líbia e sobre o Egipto!!

  8. um gajo qualquer diz:

    então não há morenistas na síria? lol

  9. Edgar diz:

    Como a informação se divide, na sua opinião, entre a versão da Cia e a dos “acólitos de Assad”, convém chamar a atenção dos vários canais de televisão, da rádio e dos jornais para que passem alguma informação dos “acólitos de Assad” pois, pelo que vejo, ouço e leio, só passa a da CIA.

    Esta ofensiva, que ataca neste momento a Síria mas aponta para o Irão, neste cenário de grave crise do capitalismo, parece demasiado perigosa para análises tão superficiais.
    Não fosse a determinação da Rússia e da China e, muito provavelmente, já teríamos uma guerra generalizada com a participação da NATO, incluindo a própria UE, com consequências que ninguèm pode prever.
    Nestes casos, a pretensa neutralidade entre agressores e agredidos significa na realidade pactuar com a agressão.

  10. alias diz:

    Para contextualização, o “Krone” é o “Correio da Manha” lá do sítio, é um tablóide lido por cerca de 43% dos leitores de jornais na Austria.

    Mas o verdadeiro “blockbuster” é este.

  11. Edgar diz:

    O cúmulo da hipocrisia e da interferência:

    “O Presidente Barack Obama e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, mantiveram hoje um contacto telefónico para “coordenar esforços para acelerar uma transição política na Síria”, informou a Casa branca.
    Segundo o comunicado da Casa Branca, a referida transição inclui a saída do poder do Presidente da Síria, Bashar al-Assad, e pretende dar uma resposta às legítimas reivindicações do povo sírio.”
    (ODestak – http://www.destakes.com/redir/f6a22110bc0ad959e1fc8adb7c484f2e)

  12. Carlos Carapeto diz:

    ” Acólitos de Assad”.

    Quem são os acólitos de Assad?

    Serão os comunistas Sírios, que foram as maiores vitimas das perseguições do regime de Assad pai e filho?
    Serão os inteletuais progressistas, os sindicalistas? Os Curdos? Todos eles silenciados e perseguidos durante décadas?
    O u serão os refugiados Palestinianos que a par das forças de segurança Sírias têm sido o alvo preferencial dos bandos contra revolucionários?
    Sobre Palestinianos. Porque razão ainda não foram divulgados os resultados das investigações ao massacre de Houlla? Quando se soube que a maioria das vitimas eram Palestinianos, abafaram o assunto. Do mesmo modo que silenciaram quem fez os disparos que provocaram a morte do jornalista Francês Gilles Jaquier.
    Todos estes que mencionei estão hoje unidos numa frente comum para repelir a agressão imperialista que o país está a ser confrontado.
    Quem está verdadeiramente interessado na derrota do imperialismo e dos seus lacaios (acólitos soa melhor) sabe que aqueles que estão a fomentar o conflito na Síria não podem sair vitoriosos.
    Tentar omitir esta realidade é um erro politico muito grave. Por esse facto ao povo Sírio não resta outra alternativa neste momento crucial que unirem-se em torno de Assad, apesar do seu passado repressor. E não é por acaso que uma das fações do partido comunista faz parte do actual governo, ou que os Curdos pegaram em armas para combater os bandos de mercenários .
    Mas ao que parece só os revolucionários de cariz pequeno/burguês relativizam esta situação, nem tão pouco a aceitam.

    Por isso considero muito lamentável alguém que diz propugnar pela união dos povos na luta contra o imperialismo publicar comentários javardeiros desta natureza.
    Assim do género; primeiro vamos abater Assad com a preciosa ajuda do imperialismo, depois acertamos contas com eles lá para as bandas da Ásia Central .
    Escondem (não sei se deliberadamente) que agressão à Síria insere-se nos planos do imperialismo de alcançar a Ásia Central. E sem a Síria dominada não conseguem esmagar o Irão e sem o Irão submetido jamais conseguem chegar ao Hearth Land delineado no conceito geoestratégico de Alford Mckinder.
    Ou como escreveu Brzezinski no “Grande Jogo de Xadrez” o Irão é o premio para dominar a Ásia Central e as imensas riquezas da Sibéria.
    Consulte-se também o que disse nos anos 90 a judia Marie Jana Korbel aliás Madleine Albraith sobre as riquezas naturais da Sibéria. “ É uma injustiça serem controladas por um só país, deviam ser postas ao serviço da humanidade” Só não disse que humanidade.
    Porque depois de conquistada a Ásia Central (já lá estão) é muito fácil desestabilizar as regiões mais conturbadas da China (Xinjiang Uygur e Tibete).
    As reticencias da Rússia e da China sobre a questão Síria residem precisamente na perigosa ameaça que representa a NATO aproximar-se das suas fronteiras mais vulneráveis.
    Portanto desligar o conflito da Síria e de todo o Médio Oriente deste jogo de interesses geoestratégico de domínio global, só pode ser entendido como um exercício de retórica demagógica, não perceber nada desta realidade. Ou pior ainda ; alinhar com os interesses do imperialismo.

    Por favor se ignoram os perigos que a humanidade corre sobre as pretensões de domínio global do imperialismo evitem de escrever asneiras deste tipo.
    Esforcem-se por ler, Mackinder, Samuel Huntington, Brzezinski, Kissinger, Guenad Ziuganov, Fernando del Valle, Pezarat Correia, Yves Lacoste e tantos outros que têm escrito sobre este tema, que devia ser do interesse de todos. Ainda mais de quem se diz de esquerda.

    • José diz:

      E, portanto, a esquerda deve proteger os aiatólas e os plutocratas russos? Serão melhores dos que as corporações ocidentais? Para objectivo político já vi melhor…

  13. Carlos Carapeto diz:

    Alexandre del Valle e não Fernando. Em “Guerras contra a Europa”.

  14. imbondeiro diz:

    O caro Renato Teixeira opta por uma leitura intelectualmente preguiçosa como o são todas as leituras salomónicas. Os acólitos de Assad mediando informação? O senhor não teve conhecimento das queixas do regime de Damasco acerca do boicote e da sabotagem electrónica que sofreram os seus satélites de comunicação? E, no meio da torrente de intoxicação mediática a que estamos sujeitos de há meses para cá, onde é que o senhor vislumbra uma só notícia favorável ao regime de Assad?
    Todos nós somos bombardeados diariamente com números de crianças, mulheres e homens supostamente massacrados, números esses que têm, invariavelmente, origem numa única fonte: o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. É um nome sonante e cheio de pergaminhos humanistas e democráticos, não é? Não, não é. Este “Observatório” não é uma organização, é um homem. Um homem que tem um negócio de venda de roupas em Coventry e que enfia na internet a “informação” que bem lhe apetece e que os media ocidentais espalham como ” a verdade” pelos quatro cantos do Mundo. E que dizer das ligações aos grupos da grande finança internacional ( lá está o incontornável grupo Bilder berg ) e da extrema direita lobbista e senatorial norte americana da oposição síria?
    Como ontem na Líbia, a opinião pública ocidental está a ser manipulada numa escala que desafia a imaginação mais prendada. Estamos, como fizemos na Líbia, a confundir assassinos com democratas e a dar uma ajudinha, com as nossas boas intenções ( e, como sabemos, delas está o Inferno cheio…) à expansão de salafistas enraivecidos. Mais cedo do que tarde, vamos pagar isso tudo. Com sangue.
    Para terminar, deixo-lhe um apontamento edificante: a oposição armada dita síria tomou um posto fronteiriço ao Iraque do exército sírio; os horrorizados soldados iraquianos viram, do outro lado da fronteira, os “democratas” oposicionistas cortar as pernas e os braços ao tenente que comandava o posto fronteiriço e, seguidamente, abater a sangue frio os 22 restantes soldados. Ouviu ou leu isto nos media ocidentais? Ou os soldados iraquianos que isto testemunharam são agentes a soldo de Assad?
    Meu caro amigo, digo-lhe, sem qualquer tipo de acrimónia: deixar-se enganar uma vez é mau, deixar-se ludribiar uma segunda vez começa a definir um um padrão.

    • imbondeiro diz:

      Leia-se “Bilderberg” e “um padrão”.

    • José diz:

      E no entanto, na Líbia, quem ganhou as eleições não foram os islamitas…
      E não, não li esse episódio edificante, nos media ocidentais ou em qualquer lado.
      Claro que os pérfidos jornalistas ocidentais desprezariam uma cacha dessas, mas os outros, os bons, também não quiseram saber?

      • imbondeiro diz:

        Os “outros” ( se são bons ou não, isso deixo à sua consideração ) são da Russia Today. Foi aí que li o episódio edificante. O senhor poderá fazer o mesmo, se isso lhe aprouver, bem como pode ler e ver outras coisas em muitas outras fontes. Quanto aos “pérfidos jornalistas ocidentais”, eles não são pérfidos: eles fazem-se é, na sua grande maioria, convenientemente passar por estúpidos, o que é uma forma excelente de manipular espíritos menos precavidos.
        Devo aplaudir a ambas as mãos o facto de não terem sido “fundamentalistas islâmicos” a ganharem as “eleições” líbias? Refresque-me a memória: não foram esses os liberais muçulmanos que, como primeira medida tomada ao chegarem ao poder, instauraram a Sharia como Lei Fundamental ?; não são esses os mesmos que mantêm preso Saif al-Islam, a quem a Amnistia Internacional, numa visita a ele feita recentemente, encontrou de perfeita saúde… se por perfeita saúde entendermos a falta de dois dedos de uma mão, decepados em carinhosa sessão de tortura?; não foram esses os “democratas” que, como saudação de boas -vindas, proporcionaram a um ex-ministro de Kadhafi extraditado da Tunísia dois pulsos partidos e um pulmão perfurado? Sabe, meu caro senhor, isto os islamistas são como as “nuances” do cinzento: há-as das mais carregadas até às mais subtis. Só que o mais subtil dos islamismos está a um mundo-luz daquilo que, porventura, o senhor e eu consideramos ser uma democracia e os valores fundamentais da mesma.
        E tenha uma certeza, que essa é firme como os Himalaias: o guião de operações aplicado na aventura líbia está agora a ser aplicado na Síria. O resultado da sua aplicação no país de Kadhafi foi o que se viu: massacre de civis, cidades inteiras riscadas do mapa, limpeza étnica, culminando tudo numa orgia catarticamente sangrenta- o espancamento, sodomização e assassinato a sangue-frio do anti-cristo Kadhafi. Agora, neste preciso momento, reinam, naquilo que outrora foi um país, os bandos armados, e a limpeza étnica continua, escondida como convém, lá mais para o sul. Acha que, na Síria, a coisa vai correr melhor? Se a sua resposta for afirmativa, o senhor só pode estar a brincar… com coisas sérias.

        • José diz:

          “Refresque-me a memória: não foram esses os liberais muçulmanos que, como primeira medida tomada ao chegarem ao poder, instauraram a Sharia como Lei Fundamental ?; não são esses os mesmos que mantêm preso Saif al-Islam, a quem a Amnistia Internacional, numa visita a ele feita recentemente, encontrou de perfeita saúde… se por perfeita saúde entendermos a falta de dois dedos de uma mão, decepados em carinhosa sessão de tortura?; não foram esses os “democratas” que, como saudação de boas -vindas, proporcionaram a um ex-ministro de Kadhafi extraditado da Tunísia dois pulsos partidos e um pulmão perfurado?”

          Eu refresco: não, não e não. Estes só agora ganharam as eleições e ainda não tomaram as rédeas de um poder espartilhado por milícias várias. Para quem está tão bem informado, é estranha tanta ignorância…
          Desconheço se vai correr melhor do que na Líbia, mas também do que correu na Tunísia, no Egito, no Bahrein ou no Iémen.
          Ditadura é ditadura, e, como tal, deve ser derrubada pelo seu povo, que aquela tenha sinal de direita ou de esquerda.
          Se os povos tunisino e egípcio tiveram tantos aplausos aqui pelas gloriosas revoluções que levaram a cabo – para depois, em eleições, depositarem o poder nos partidos islamitas – porque é que o povo sírio terá de ser diferente? Ou é porque os governos são diferentes?
          Hipocrisia, isso sim.

          • De diz:

            Refresca? Não,não e não?
            Refresca mal e o não , não e não resume-se a uma profissão de fé tal como os ditos de alguns causídicos nas barras do tribunal.Para efeito visual ou auditivo.
            É que de facto foram estes que ganharam as eleições.Mas como se sabe as rédeas do poder que tomaram tem diante de si muitos escolhos.Entre facções rivais,entre tribos diferentes e entre quem ainda luta pela independência do país.De resto a fragmentação da Líbia interessa sobremaneira ao grande capital de que os EUA são o seu fiel guardião.Os negócios do petróleo tornam-se mais fáceis com o país assim ingovernável.

            Claro que a tentativa de esconder a natureza dos liberais líbios que ganharam as eleições segundo palavras iniciais do José (para depois se retratar e numa atitude claramente mais defensiva afirmar que afinal não detêm as rédeas do poder) serve sobretudo para tentar limpar os ditos liberais do sangue vertido na Líbia.
            Por exemplo a tortura e o assassinato de kadafi:.
            http://www.youtube.com/watch?v=0JnAKDv-P2U
            Um dos filhos de Kadafi também foi executado. Mahmoud Jibril, chefe do governo de transição e da dita ala liberal visitou o local momentos após o sucedido. E que diz o chefe de fila liberal?Que Kadaffi morreu durante um tiroteio.Cite-se:”O premiê líbio, Mahmoud Jibril, disse que Kadhafi morreu vítima de uma bala na cabeça, durante fogo cruzado. E que até teria chegado com vida a…
            O”herói” liberal formatado à medida segundo alguns e que é o responsável máximo pelas torturas sofridas por Saif al-Islam.

            Mas o melhor é esta frase de José:
            “Ditadura é ditadura, e, como tal, deve ser derrubada pelo seu povo, que aquela tenha sinal de direita ou de esquerda.”

            Pois.Derrubada pelo seu povo.Foi o que se viu.Para este José a Nato e os comparsas ideológicos do José também fazem parte do povo líbio.
            À lei da bomba tal como os nazis fizeram ao apoiar Franco

            ( ah, e não é que o referido ditador líbio não era conviva habitual de toda a camarilha governante liberal, neoliberal e conservadora do dito mundo “livre”?
            Pois é.Fede)

          • imbondeiro diz:

            Hpocrisia é achar que há democracias em que os direitos são para todos e achar, ao mesmo tempo, que há umas outras “democracias” em que as mulheres são seres de segunda, ou terceira (ou terceiríssima), categoria. Entendeu?

          • imbondeiro diz:

            Falar de “direita” e de “esquerda” neste contexto é de uma, permita-me dizê-lo, ignorância extrema. Onde é que o meu caro amigo me leu a utilizar tais definições aplicadas ao contexto político-militar sírio? O governo ditatorial sírio perseguiu e aniquilou tudo aquilo que lhe cheirasse a esquerda, comunistas inclusos. Pura e simplesmente, o que está em causa agora é a chegada ao poder de gente que não vai aniquilar somente gente de esquerda: vai exterminar tudo aquilo que se lhe não assemelhe – alauítas ( um ramo dos xiitas), cristãos, druzos, curdos e … comunistas. Confundir tal com uma luta ideológica esquerda/direita é de uma miopia notável.

          • imbondeiro diz:

            Só agora tomaram o poder? Poder espartilhado por milícias várias? Péssimas novas me dá! E eu a pensar, como toda a opinião pública ocidental, que a oposição líbia era um todo coeso, firmemente partilhando do sólido “credo” democrático! Não querem lá ver que me enganaram? !!! Ai, os marotos!!!

      • De diz:

        “Os pérfidos jornalistas e os bons.”
        A cantilena do costume…ou outra forma de mostrar que como ninguém fala de…não deve mesmo existir.
        Ou de como desta forma semi-beata se quer fazer engolir que os jornalistas ocidentais nem são tão pérfidos assim, nem os outros(?) tão bons.
        Outras pusilanimidades,claro.

        Ah,falta o pormenor picaresco da Líbia e das eleições.
        Pois.

        • imbondeiro diz:

          Caro De:

          Isto há quem trague o pacote todo: o Menino Jesus, o Rei Momo e o Coelhinho da Páscoa. Com a fórmula “três em um” é mais barato, mais rápido e dá resultados mais seguros. E já vamos no segundo “round”…
          Basta visionar, nesse grande farol da democracia que dá pelo acrónimo de CNN, os “happenings” extraordinários da maravilhosa dupla cómica Anderson Cooper/ Danny “the Blogger”, para aquilatarmos da seriedade jornalística dos media “mainstream” ocidentais. A BBC, a Sky News, a FOX e quejandas fazem outro tanto pela sólida reputação do grande jornalismo. Até a nossa querida RTP despachou, há pouco, um correspondente para os braços acolhedores da oposição armada síria. Suponho que não teremos de esperar muito para sermos afogados em apontamentos de reportagem com notícias de massacres e torturas cometidos, claro está, sempre pelos mesmos. Mais uma lança segura… no Médio Oriente.
          “Sic transit gloria mundi” ou, como afirmaria um bem nosso conhecido magistral cultor do luso vernáculo, assim nos vão deitando ( muita) porcaria na ventoinha. Quem quiser desvia-se do trajecto da bosta; quem o desejar que se deixe ficar no mesmo sítio.
          Saudações cordiais.

  15. imbondeiro diz:

    Ainda voltando ao assunto.
    Neste admirável mundo novo em que vivemos, o que não falta são supostas filmagens de telemóvel “in loco”, supostas ligações telefónicas em directo de zonas de cruentos combates e fotografias “reais” de hediondos massacres. O que não falta são referências a valas comuns e “provas irrefutáveis” de torturas inimagináveis. Contudo, e como dizia o poeta, o olho que vê também é visto. Uma abordagem cautelosa e desconfiada às questões é, sempre, um método avisado. Há que deixar uma visão eurocêntrica do Mundo e rumar mais a oriente e tentar ver as coisas por um outro prisma: o prisma daqueles que estão directamente a ser visados com esta monstruosa agressão. Só assim poderemos abarcar a total hipocrisia das posições dos defensores da democratização à bala e à bomba.
    Que dizer do total silenciamento por parte de um ocidente cristão da profanação de igrejas e do massacre da minoria cristã síria por parte dos “libertadores”? Que dizer do êxodo de druzos e alauítas das suas regiões, êxodo que, para cúmulo, é apresentado como resultado directo das acções das forças armadas do regime que efectivamente essas comunidades apoiam? Que dizer da apresentação da Turquia como um estado agredido pela Síria, quando, na realidade, o que se passa é exactamente o contrário? Que dizer da apresentação como lídimos democratas daqueles que tentam, de forma violenta, destruir um Estado laico , quando, na verdade, não passam, na sua grande maioria, de radicais integralistas

    • imbondeiro diz:

      (continuação)… que têm como objectivo primeiro a instauração da “sharia” como lei fundamental? E que dizer da entusiástica adesão das opiniões públicas europeias a estas teorias da democratização violenta? Não se dão elas conta de que o Mediterrâneo é um gigantesco lago e que os vizinhos que no futuro terão ( na Líbia, na Síria) serão tudo menos amigos confiáveis? Que dizer dos critérios de julgamento plásticos dessas mesmas opiniões públicas quando execram a ditadura de Assad ao mesmo tempo que olimpicamente ignoram essa gigantesca prisão de mulheres ( e não só…) que dá pelo nome de Arábia Saudita? Vivemos no reino da estupidez, mas quem propaga essa estupidez sabe exactamente o que faz e onde quer chegar. E não nos iludamos: estes métodos de manipulação começados na Líbia e que têm agora o seu sangrento curso na Síria serão aplicados, de futuro, em outros lugares e a outros povos. E nós estaremos na lista.

      • De diz:

        Mais uma vez :
        Clap!Clap! Clap!

        (Algum órgão de informação ocidental dará estas imagens?
        http://www.rt.com/news/syria-rebel-massacre-aleppo-627/
        Nem que seja como contraponto à tal dita informação com que somos quotidianamente bombardeados)

      • José diz:

        Ótimo! Então apoiemos o Assad, que é um generoso democrata!
        A propósito, a RT já apagou a notícia? É que procurei, se calhar erradamente, e não encontrei nada sobre o esquartejar de um tenente na fronteira síria/iraquiana.

        • De diz:

          Óptimo?
          Então apoiemos o Assad que é um generoso democrata?
          Será que a procura da informação na RT embotou os sentidos e a compreensão do José?
          Ou é coisa mais grave?
          A junção da afirmação do “apoiemos Assad” com “que é um generoso democrata” revela má fé.Ninguém aqui falou em generoso democrata.Entorses da narrativa discursiva de.

        • De diz:

          Já que a procura do José sobre o esquartejamento do dito oficial sírio foi tão infrutífera e já que em anterior comentário e passo a citar o mesmo José:
          “não, não li esse episódio edificante, nos media ocidentais ou em qualquer lado.
          Claro que os pérfidos jornalistas ocidentais desprezariam uma cacha dessas, mas os outros, os bons, também não quiseram saber?”

          Passo a reproduzir um texto “escondido” tão bem que nem o eficaz apologista da liberdade de informação ocidental o descobriu (significativas ambas as coisas.A ocultação da informação e os comentários jocosos do José sobre quem desmascara de forma serena tal “informação”):
          “Syrian rebels took control of all border crossings between Iraq and Syria on Thursday, Baghdad’s deputy interior minister told AFP.
          “All the border points between Iraq and Syria are under the control of the Free Syrian Army,” Adnan al-Assadi told AFP by telephone.
          “The border points and all the outposts are under the control of the Free Syrian Army.
          “The Syrian army are focusing on Damascus.”
          Assadi also said there was fighting under way between the Syrian army and rebels across the border from the northern Iraqi region of Sinjar.
          The top official said Iraqi border guards had witnessed the Free Syrian Army take control of a border outpost, detain a Syrian army lieutenant colonel, and then cut off his arms and legs.
          “Then they executed 22 Syrian soldiers in front of the eyes of Iraqi soldiers.”
          The account of the killings could not be independently verified.
          Assadi added: “If this situation continues, we are going to close the entire border with Syria.”

          Tirado daqui:
          http://www.rnw.nl/english/bulletin/syria-rebels-control-all-iraq-syria-border-points-iraq-official-0
          (news and analysis from the Netherlands)

        • De diz:

          Para que mais tarde o José não diga que procurou mas não encontrou ou insinue que a RT nunca publicou a notícia (ou melhor, deixe passar naquele seu jeito típico, a imagem que outrém pura e simplesmente mente).

          http://www.rt.com/news/syria-aleppo-post-video-476/
          Um autêntico horror, a confirmar-se a sua veracidade

        • imbondeiro diz:

          Procurou, mas não viu, porque ela está lá. Mas uma pergunta lhe faço: onde e quando já me viu defender Assad? É que eu não defendo Assad, eu defendo o povo sírio. E esse não se confunde com assassinos líbios, sauditas, do Qatar, chechenos e etc. Essa história de apoiar a deposição de ditadores, que o são, para instaurar o reino da arbitrária barbárie já não funciona desde o Iraque, lembra-se?

    • De diz:

      Pontos nos is
      José acordou e resolveu fazer link para as suas fontes de
      informação.
      Pelo meio anda a clamar pelos imbecis.E até fala no seu “gozo”
      Diga-se todavia ao dito que o gozo do dito é algo do seu foro íntimo e pessoal.

      O resto será devidamente escalpelizado no seu tempo próprio.Agora é apenas para sublinhar que a raiva e o ódio deste José demoraram algum tempo a construir .
      Malhas que o fundamentalismo/imperialismo tecem.

    • De diz:

      Vamos agora à substância dos factos,deixando para trás os rangeres dentários.
      A lista aqui colocada pelo José terá sido para provar que os “órgãos de informação” ocidentais transmitem também as imagens etc e tal.Algo que eu anteriormente tinha posto em duvida.
      Pois é.De facto transmitiram.Dou a mão à palmatória.Mas só o fizeram porque as provas eram por demais evidentes.
      É que durante um ror de tempo andaram sempre a testemunhar apenas os ditos massacres de um dos lados.Ocultaram sistematicamente o outro lado da história. Atribuíram os massacres de Houma ao exército sírio.A histeria correu célere por entre as chancelarias europeias e americanas.E no entanto já havia informações que apontavam para o outro lado.
      “Um mês depois, no entanto, um dos maiores jornais da Alemanha revela que a história pode não ter sido bem assim. Segundo o Frankfurter Allgemeine Zeitung, o massacre não teria sido obra de forças leais a Assad, como amplamente divulgado, mas por membros do ELS (Exército Livre da Síria), um dos grupos de rebeldes armados que há quase um ano e meio enfrentam o governo, com o apoio explícito de países como Estados Unidos e Reino Unido.”
      A própria informação da execução sumária dos guarda-fronteiriços aqui citada acima foi tão bem ocultada que o José nem tinha conhecimento dela e se atreveu até a ridicularizar a notícia.(!)
      As provas agora eram por demais evidentes para poderem ser caladas.É que entretanto as opiniões públicas começaram a questionar a informação que lhes era fornecida pelos seus media.E o rumor começou a crescer pondo em dúvida a versão clinton tão apreciada pelos josés deste nosso mundo.
      Este foi o resultado.Mas um resultado transitório que se consubstancia no silêncio informativo que paira agora sobre a Síria .E que se suspeita que é apenas a pausa antes das novas manipulações informativas

    • imbondeiro diz:

      E olhe: daqui a uns meses (ou anos), vamos ver , como no caso da Líbia, quem era o imbecil: se o senhor, ou se, à uma, eu e o excelentíssimo “De”. Como dizia o magnífico Jô Soares, “…tem pai que é cego…”!

  16. De diz:

    Porque a manipulação continua:
    “Otra mentira de rebeldes sirios: jefe de Protocolo de Al Assad niega su deserción El funcionario sirio tuvo que interrumpir un tratamiento médico en el Líbano para regresar a Damasco y aclarar la situación”

    Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51153-victimas-propaganda-jefe-protocolo-assad-desmiente-desercion

  17. De diz:

    E continua a ocultação dos factos:
    “Una brigada rebelde libio-irlandesa actúa en el noroeste de Siria Un ex comandante de rebeldes libios y ciudadano de Irlanda, crea un pequeño ejército en Siria

    En la provincia siria de Idlib, en el noroeste del país, se creó una brigada de insurgentes bien armados y organizados bajo el mando de Mahdi al-Harati, un ciudadano de Irlanda de origen libio que fue uno de los comandantes rebeldes durante la guerra civil en Libia en 2011.
    Liwaa Al-Umma es una estructura independiente del llamado Ejército Libre Sirio (ELS) al que pertenecen la mayoría de los rebeldes. La brigada es financiada generalmente por donaciones de particulares adinerados y organizaciones de Oriente Próximo, según The Foreign Policy. La existencia de una brigada como Liwaa Al-Umma corrobora la implicación extranjera en el conflicto interno sirio. Ya se han revelado algunos casos de apoyo que los opositores del presidente Bashar al Assad reciben incluso de algunos Gobiernos extranjeros. Así por ejemplo, se sabe que Turquía, Qatar y Arabia Saudita han establecido una base militar secreta para ayudar a los insurgentes sirios.

    Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51193-Una-brigada-rebelde-libio-irlandesa-act%C3%BAa-en-noroeste-de-Siria

  18. Vasco diz:

    O maniqueísmo é tramado: mais uma vez, se se está contra os rapazes dos EUA e da NATO está-se a favor do «regime» (é interessante como todos os países de que os EUA não gostam passam a ter «regimes») e das (reais ou supostas) atrocidades por ele cometidas. Da minha parte, que me opus à guerra no Iraque (onde os comunistas eram e são perseguidos), no Afeganistão (governados então pelos Talibãs, assassinos de comunistas) estou de consciência tranquila. Pergunto-me se também o estarão aqueles que defendem as guerras «humanitárias» dos EUA e da NATO…

    • imbondeiro diz:

      Caro Vasco:

      O maniqueísmo passou muito para além disso: hoje só há democracias ou ditaduras. É claro que a definição de “democracia” e de “ditadura” é plástica. Tão plástica que dá para tudo. Dá até para apresentar genocidios como exemplos de lutas de libertação nacional ( caso da Líbia), ou casos de agressão armada externa como exemplos de de pacífica desobediência civil ( caso da Síria). E há quem engula tudo isto sem se questionar.

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