LICENCIATURA NÃO EXISTIA – O Dr. Relvas devia abandonar o governo e daqui a uns anos pedia equivalência ao que o Passos Coelho aguentar do resto da legislatura.

A licenciatura do Dr. Relvas foi tão rápida, tão rápida, tão rápida, que sua excelência conseguiu terminar antes mesmo que qualquer outro aluno tivesse oportunidade de a começar.

Já a Lusófona não quer perder a oportunidade de transformar toda esta barracada num golpe publicitário e oferece o valor das ECTS a quem conseguir inscrever amigos naquela instituição.

CÍRCULO DE AMIGOS
Oferecemos-te o valor de ECTS de acordo com o número de amigos que por teu convite se matriculem/inscrevam no Grupo Lusófona, até ao número máximo de 30 ECTS. Quanto maior o teu círculo de amigos maiores os teus benefícios.
Os amigos que se matriculem/inscrevam no Grupo Lusófona usufruem de 10 % de desconto no valor da candidatura creditados no ato da matrícula/inscrição.
Retirado da página de facebook da Lusófona.

Não seria mais sensato oferecerem uma inscrição ao Dr. Relvas?

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

13 respostas a LICENCIATURA NÃO EXISTIA – O Dr. Relvas devia abandonar o governo e daqui a uns anos pedia equivalência ao que o Passos Coelho aguentar do resto da legislatura.

  1. Antonio diz:

    Tive saudades e vim aqui deixar um presentinho…

    http://apps.facebook.com/theguardian/world/video/2012/jul/26/kim-jong-un-amusement-park-video

    Vejam vejam…..tem tanto de ridiculo como de cretino este vosso amigo…Tambem nao admira, com os antepassados que tem.

    Um abraço

  2. Nightwish diz:

    Nem há comentários possíveis.

  3. Este tipo é o maior escroque que alguma vez passou por um governo após Abril.

  4. Vítor Vieira diz:

    Meus senhores, haja decência. “Doutor” é aquele que se doutora. “Mestre” é quem frequenta um Mestrado com aproveitamento. Quem tem uma licenciatura é um “Licenciado” (vidé Artigos 4º a 38º, DL 74/2006, de 24/3, republicado pelo DL 107/2008, de 25 /6).
    Portanto, vamos lá a acabar com o “Doutor Relvas”, que achincalha que de facto é Doutor (aliás, é curiosio: nos documentos, onde o secretariado escreve “Dr.”, o signatário tem depois sempre o cuidado de passar um risco em cima… não vá o diabo tecê-las)
    O hábito de chamar “doutor” a quem tem (ou mesmo a quem não tem…) um curso superior, apesar de arreigado, é errado. E já agora: “Professor Doutor” é coisa que nem sequer existe mas também é muito utilizado, até conheço um “Professor Doutor Engenheiro” muito conceituado… mas um Professor, universitário ou não, é só Professor. Pode ser doutorado, e então é “o senhor Professor, Doutor Fulano…” (a vírgula faz toda a diferença).
    Enfim, isto sou eu a dizer… porque nunca me senti bem ao ver, nos eventos internacionais, que praticamente só os tugas é que insistiam em meter o “Dr” antes do nome…

    • Antónimo diz:

      Bem, claro que Professor Doutor existe tal como existe o Professor Engenheiro (julgo que terá ouvido mal essa do Professor Doutor)

      Doutor é um título académico e Professor uma categoria profissional (com subdivisões) no Ensino Superior.

      Na Universidade (os politécnicos têm outros nomes, embora sejam também professores), há, no topo, após o doutoramento, três categorias profissionais: Os professores auxiliares, os professores associados e os professores catedráticas.
      Os doutorados que entrarem nesta carreira são professores além de Doutores. Daí o Professor Doutor. No Técnico, actualmente, o tratamento habitual dessa gente (obviamente, em Portugal, os alunos não os tratam pelo nome) é Professor. Em Coimbra, é Doutor.

      Quem dê aula numa escola de Engenharia e seja licenciado em Engenharia e tenha exercido actividade ou exerça actividade reconhecida pela Ordem dos Engenheiros como actividade ligada à engenharia tem ainda um título profissional de Engenheiro*.

      Logo se é doutorado e está no quadro profissional de uma universidade como professor, será por extensão Professor Doutor Engenheiro.

      Ainda quanto ao caso que diz conhecer, imagino que corre é o risco de se ter deparado com situações antigas, que essas sim existem de Professores Engenheiros e não de alguém que venha tratado como Professor Doutor Engenheiro. Quase todos os professores do Técnico são doutores e engenheiros e a correspondência interna para eles segue com Professor Doutor como título e nunca Professor Doutor Engenheiro.

      O caso dos Professores Engenheiros é ligeiramente diferente. Serão cada vez menos (deve estar quase tu a entrar nos 70 anos) e são gente que entrou para a docência no ensino superior há muitos anos (quando a obrigatoriedade de Doutoramento não existia e quando estes eram até raros) e que foram admitidos à categoria de professor por questões curriculares. Não sendo Doutorados, têm um currículo aceitável enquanto tal (não estamos a falar de um turbo-pré-licenciado como Relvas), com produção científica e académica e uma carreira de alguns anos como Assistente.

      Depois, é errado que apenas nós tenhamos e usemos títulos. Os médicos anglo-saxónicos se apresentam sempre com o Doc atrás, numa manifestação do género da nossa, mas ainda mais vincada pois o grosso dos portugueses não se apresenta com os títulos (Parece-me que tirando os militares, que estão habituados a fazê-lo pois vivem numa sociedade amplamente hierarquizada e ganham o hábito internamente: Se o general telefona ao sargento, convém que o sargento saiba qual é o posto da pessoa com quem fala).

      E basta ver placas e assinaturas em papers científicos (e até nas ordens militares e condecorações: não usam os ingleses o sir até no genérico dos filmes?) para verificar que a seguir ao nome, se metem uma série de vírgulas e títulos do MD (Medical Doctor é bastante vísivel em series de médicos) a outros.

      Um amigo que fez do doutoramento em física no Imperial College explicou-me a lista de abreviaturas a que tinha direito a seguir ao nome (nós pomos antes) por causa disso. É que no prédio dele, em Dublin, havia nas campainhas uma série de gente que
      tinha títulos a seguir ao nome. Apenas maneiras diferentes de se ser cagão. Uns mais verbalizados, outros mais papelares.

      *Eu, licenciado pré-bolonha, cinco anos, pelo Técnico com num curso reconhecido pela Ordem dos Engenheiros, mas como nunca me inscrevi na Ordem dos Engenheiros, porque na minha área nem preciso de estar inscrito, não sou Engenheiro, ao abrigo da lógica da ordem. Tal como só é advogado, o jurista, licenciado em Direito, que tenha sido admitido na Ordem dos Advogados para poder exercer actividade profissional de advogado. Claro que em regra o jurista não se safa a levar com o dr. da praxe. Eu cá sou, em regra, sr. nuno que o pessoal – como faço outra coisa – deve imaginar que drs são os relvas.

  5. Vítor Vieira diz:

    E já agora…
    “O sistema de ECTS é um instrumento que favorece a transparência, fomenta as relações entre instituições e aumenta as opções dos estudantes.”
    (aqui: http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Processo%20de%20Bolonha/Objectivos/ECTS)
    Curioso, julgava que saíam na Farinha Amparo…

  6. Rui diz:

    Acabam de apagar os comentários e colocar uma adenda ao texto: “Clarificação:
    A campanha circulo de Amigos é uma campanha de desconto em propina.
    A referência a ECTS remete a exclusivo para a forma de cálculo de propina, permitindo assim atribuir o desconto.”

  7. alias diz:

    Estamos a ser invadidos por verdadeiros mentecaptos.
    circulosdeamigos.grupolusofona.pt/recomendador.html
    recomendador não é palavra em português de portugal (com ou sem acordo)

    —-

    11 ou + amigos – usufrui do desconto na tua propina que corresponde ao valor de 30 ECTS (1 mês de propina gratuita).[*]

    *Para os estudantes que, adicionalmente, provarem demorar 3 ou mais anos para concluir com aproveitamento o equivalente a 30 ECTS, ficam isentos de propina na sua totalidade.

    —-

    Sugeria ao renato que guardasse para referência futura a imagem com o texto original. É escandaloso.

    • alias diz:

      Os benefícios da campanha não podem ser atribuídos a mais do que um recomendador;

      Não é só o programador html que é brasileiro…

  8. Justiniano diz:

    Verdadeiramente impressionante “cria o teu ciclo de amigos”, isto não existe, não pode existir!!! Absolutamente abominável e profundamente ultrajante! A mais obtusa subversão da espontânea bondade humana, lá onde ainda possa existir!! Salvem-se!! Uma aberração inominável, especialmente repugnante quando provém de uma coisa que se dá pelo nome de Universidade!!! Mas o que é isto!!?? O que será aquilo!? Que vazio mais absurdo jaz naquela gente!!?? Que indigencia moral ali vive!!?? Que gente é esta!!??
    Sempre me borrifei para a licenciatura do Relvas e da prima do Relvas. Mas isto é, sem dúvida, o limite do abjecto e da mediocridade!! Porquê!! Porque é profundamente triste, verdadeiramente triste, muitíssimo triste, tão triste que nem sei explicar!! Como pode gente que desconhece a profundidade do amor empregue na amizade , no genuíno descobrir do outro e de si próprio com a espontaneidade da alma e com a animação da boa vontade, ensinar o que quer que seja pertinente ao homem ou à natureza viva!!
    Quedo-me verdadeiramente triste e lamento o profundo vazio antropológico de toda aquela gente!!

Os comentários estão fechados.