José Hermano Saraiva sobre Salazar e o Fascismo – “Um Santo” (…) “É o único caso de uma ditadura em que não houve um morto”

“As orelhas de Burro e o bigode Nazi do José Hermano Saraiva” – A Arte Contemporânea floresce nas redes sociais e prestou a devida homenagem a JHS.

“NA OBRA, ou, para patetas, “dentro da obra” reina a nulidade total. Nulidade total, e ele até podia ser o mais democrático dos seres.
Podia não ser salazarista, podia ser comunista (como eu), podia ser um democrata, um social-democrata, mas a obra é a que fica dele como Ministro da Educação do fascismo, atrasado e repressor, e “historiador” efabulador e sem critério científico.”
Carlos Vidal, algures numa caixa de comentários cheia de democratas.

Morre um fascista e é ver os democratas a saltar como pipocas, sendo que tal como era esperado a morte do José Hermano Saraiva motivou grande consternação na hostes da “República” e do “Ultramar”. Da direita petulante “que não diz mal de Portugal”, aos sequazes do Dom Duarte Pio que anunciam que “Portugal perdeu quem o defenda”, o Prémio Hermano Saraiva (à atenção da direcção de programas da RTP) vai para o Portugal dos Pequeninos que o louvou por ter um irmão de esquerda que nunca lhe virou as costas. Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Francisco José Viegas, Assunção Esteves, Manuela Mendonça e Jorge Wemans, bem que se esfoçaram mas apenas o primeiro-ministro ganhou direito a menção honrosa: “uma perda muito grande para Portugal. (…) Era uma personalidade muito especial da nossa cultura e da nossa história. Sendo um grande comunicador, popularizou bastante a História de Portugal durante muitos anos, foi uma personalidade que teve um percurso cívico extraordinário.”

Como diriam dois amigos, entre desabafos, “de uma pessoa que não permitia que os outros falassem, pode dizer-se que era um «bom comunicador»?” – É que “o tipo não era historiador coisíssima nenhuma, era um romancista condicionado ao seu próprio nacionalismo!”. Haverá mais a acrescentar sobre o assunto?

Quem ainda duvidada dos filhos que Abril pariu deve ter concluído finalmente que chegou a hora dos netos.

Ler também “A minha vida sexual com José Hermano Saraiva (com vídeo)“, “A faceta do José Hermano que não cabe nas homenagens”, o “O Branqueamento de um fascista” e a melhor piadola sobre o assunto na pena do insuspeito Rodrigo Moita de Deus.

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