José Hermano Saraiva 1919-1969-2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viveu sem deixar qualquer saudade.
Paz à sua alma e longa vida à memória de toda a sua obra:

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89 respostas a José Hermano Saraiva 1919-1969-2012

  1. i.tavares diz:

    Gostei do 1969. Não sei se eras nascido.Eu andava na LUTA.

    Abraço

    • Renato Teixeira diz:

      Não era, mas como muitos, sou filho e neto de quem era.
      Este momento foi sendo delicadamente apagado da memória e já nem o famoso discurso se encontra. Infelizmente não constará da maioria dos obituários o ponto mais alto do seu legado.

  2. i.tavares diz:

    Pode mesmo dizer-se. Morreu o “Fascistão”.

  3. Telmo diz:

    Gosto muito de visitar este blog, e normalmente estou quase sempre 100% de acordo com o que aqui é dito, mas tentar diminuir um homem como José Hermano Saraiva na hora da sua morte, é de um radicalismo chocante e todos os níveis.

    Bem sei que fez parte do Estado Novo, bem sei que tinha os seus ideais contrários aos dos autores e visitantes deste blog, bem sei que a geração de estudantes universitários dos anos 60 ficou para sempre com ódio à personagem, mas seria bom haver um bocadinho de bom senso e tentar contrabalançar o que ele fez de mau, com o que fez de bom nas últimas décadas onde ajudou e muito a meter alguma cultura no povo português.

    Independentemente deste tipo de post lamentáveis José Hermano Saraiva provou ao longo da sua vida ser um grande homem. Quem não o aprecia pelo menos reconheça-lhe valor. Viveu bem e deixa muita saudade!

    • Renato Teixeira diz:

      Não lhe podia fazer melhor homenagem na hora da sua partida. Além da paz à sua alma, há que salvaguardar a memória da sua obra.

    • Em 1969 era um puto mas vi, dias a fio, o que o tal ex-ministro fez.
      Quanto ao resto, e falo com as habilitações científica que o cavalheiro nem tinha, foi um bom divulgador, sem dúvida, mas de um historiografia de lendas e narrativas, capaz de fazer o Herculano saltitar no túmulo. Mentiroso compulsivo, sem qualquer cuidado científico nos seus trabalhos, pode ter conquistado muita gente para o gosto pela História (sem dúvida tinha uma telegenia fabulosa), mas foi sistematicamente arrasado por cientistas, muito em particular por gente de direita especialista em Camões.
      Convém não confundir o que parece com aquilo que é.

      • Renato Teixeira diz:

        Como dizia um amigo a propósito do assunto – “o tipo não era historiador coisíssima nenhuma, era um romancista condicionado ao seu próprio nacionalismo!”.

    • Bolota diz:

      Telmo,

      Grande homem??? Nem no tamanho, ficou a dever um bom par de anos á terra este facho de merda.

      • JgMenos diz:

        Tanto comuna de merda, tanto facho de merda, e tinhas que insultar um homem de bem!
        Nos anos 60 houve uma greve a uma ‘cadeira’ na FEP do Porto que durou 3 meses.
        O JHS recebeu a comissão de greve no Ministério à 8 da noite (atrasamo-nos que tinhamos tido um acidente no caminho).
        Nunca interferiu, nem nunca vimos um polícia na faculdade.
        A greve só acabou quase dois meses depois dessa entrevista, quando finalmente se obteve uma solução satisfatória.
        E sabes mais: não havia piquetes de greve, e em três meses só uma aluna furou a greve ao fim de dois meses, e assim contimuou, sózinha por mais um mês, e mais de 100 a vê-la passar, dia após dia.
        Era a grande noite fascista…e o JHS era Ministro!

    • Augusto diz:

      Que valor quer o Teixeira que se reconheça a José Hermano Saraiva.

      O ter sido um grande comunicador, ao nivel de um Artur Varatojo, de um Sousa Veloso, ou de um Artur Agostinho?

      O ter sido um óptimo contador de histórias….. ( vá lá não digo historietas, para não rebaixar o nível).

      Agora HISTORIADOR, nunca Hermano Saraiva o foi.

      Bem diferente , aliás ele era o primeiro a reconheçê-lo, do precurso académico do seu irmão, o António José Saraiva que esse sim, deixou obra.

    • Augusto diz:

      A pergunta era dirigida ao Telmo e não ao Teixeira

      • Renato Teixeira diz:

        É a força do habito, Augusto, ninguém leva a mal.

      • Telmo diz:

        Augusto, o valor de ter metido o povo português a falar de história e cultura portuguesa, pode ter sido o pior historiador de todos os tempos, mas foi ele quem ensinou (ainda que com erros) a história de Portugal aos portugueses. Não foram os grandes historiadores que escrevem calhamaços de 1000 págimas, foi ele quem “democratizou” a história para o povo português. Nesse aspecto a esquerda deve-lhe o facto de ter ajudado e muito à cultura do povo, ao contrário do que o antigo regime pretendia.

    • Rafael Santos diz:

      O regime de que ele foi precisamente um dos ministros da educação promoveu um ensino público digno do século XIX e um ensino superior absolutamente anquilosado na área da investigação. Os meus pais mal fizeram a 4ª classe e trabalhavam ainda nao contavam dois digitos de idade. Eventualmente a opção foi partir para França a salto. A História repete-se hoje como farsa com vários ministros de licenciaturas duvidosas a mandarem a geração com a maior formação académica que este país já teve emigrar. Estes netos de Salazar e Caetano são os que hoje cantam as loas desta figura branqueada por 4 décadas a contar a História de Portugal como ela era ainda ensinada no tempo dos meus pais: pouca substância ou integridade científica e ao contrário do que muitos pensam 20 minutos semanais disto não educa um povo sobre a sua História. Essa educação faz-se nos bancos da escola, nem sempre bem diga-se, não porque os professores de História deste país não são bons (tive um 3 anos no secundário que ditou a minha vocação) mas porque quem faz os curriculos escolares nos corredores do poder da 5 de Outubro ostenta ainda muitos dos tiques dos tempos do Sr Sairava.
      Este é o homem que mandou carregar sobre estudantes em protesto ( A carga policial sobre manifestações é um dos crimes dos quais os actuais netos de Salazar também são culpados, da Ponte 25 de Abril á esplanda da Brasileira nada de novo debaixo do sol fascista), mandou prender grevistas de exames, sitiar Coimbra com fardados, integrou compulsivamente estudantes nas forças armadas como castigo pela sua “sediaçãoe desrespeisto e insultos ao chefe de Estado”. É este o homem que hoje está a ser canonizado pelos netos de um regime que nos quer fazer voltar aos bons velhos tempos da pobreza remediada, dos exames da quarta classe, do desenvestimento na educação pública para os pobrezinhos enquanto que continuam a correr rios de dinheiro para o ensino privado, da obediência cega ao líder, das bastonadas em inocentes, das manifestações que já o são com duas pessoas, do desenvestimento no ensino superior e na investigação académica (30% de cortes este ano na FCT). Hoje uns querem á força fazer nos cheirar o aroma de santidade de uma figura fascista embora segundo Sairava, lembrem-se, Salazar não era um fascista. Eu hoje só cheiro a podridão de uma democracia traída e os carrascos são os netos de Salazar. Aqui ao lado, os de Franco espancam e alvejam manifestantes enquanto que a Alemanha pretende ditar as regras na Europa. Voltamos a 1936?

      • JgMenos diz:

        Lembremos também os heróicos camaradas desse tempo, que eram patrocinados pela generosa nomenklatura da saudosa URSS( que se finou de podre nos alvores de 90), e a quem o regime português tinha por inimiga!
        Lembremos também que uma par de sapatos custava o salário de uma semna, ou mais!
        Lembremos também que não havia computadores, nem telemóveis!
        Lembremos que Angola era nossa, e que agora é dos angolanos … não todos naturalmente.
        Se bem me lembro…sempre foi JHS pessoa de bem – para quem se lembre do que isso possa ser!

  4. Eheh, nesta bateste-me aos pontos camarada (comentário só para coimbrinhas)
    http://aventar.eu/2012/07/20/menos-um/

    • Renato Teixeira diz:

      Ora JJC, o tanto que fica ainda por dizer. Nunca foi julgado e será homenageado sem nunca ter dito uma palavra de arrependimento. Trata-se da reciclagem democrática de um fascista mais obsceno da nossa história. É menos um pois!
      Um abraço.

      • anonimo diz:

        Logo ao jantar, vomitem o vosso ódio para o que estão a comer e recomam-no.
        Hoje em dia ser patriota ou nacionalista é mal visto por uma esquerda iletrada e uma direita nojenta.
        Vocês, seus badamecos, hão-de morrer e não serão lembrados por nada. Pelo menos o HOMEM fez alguma coisa por este país.
        E vocês?

        Mordam a vossa língua e faleçam envenenados.

        wertell@nullaeiou.pt
        85.246.243.218

        • Renato Teixeira diz:

          Fez o que o Vertell gostaria de fazer mas não tem como, e nem sequer encontra a coragem de o deixar escrito.

  5. Francisco d'Oliveira Raposo diz:

    Há dias fiz o disparae de ver um programa do “grande historiador”.
    A certa altura, o “historiador” a forma que os portugueses levaram a “Civilização” ao Mundo e comenta que o Mundo mudou e que a saída de Portugal de África tirou-lhe “civilização”.
    “Fino recorte de historiador”, já se vê.
    Grande comunicador? Sem dúvida. Como o Goebells.
    Grande historiador? nem por isso.
    Um, dos muitos, que não pagou pelos crimes que cometeu

    • Sedento de cultura diz:

      Já agora… Enumerem lá os terríveis crimes que o homem cometeu e que, no dizer aqui de alguns, lhe valiam uma morte mais célere.

      • Renato Teixeira diz:

        Os vários crimes do fascismo, dos feitos no “Ultramar” aos contra os comunistas. E valiam o julgamento, e não, como se viu, a antecipação da morte.

        • Sedento de cultura diz:

          Então, e esta vai para os que andaram na rua no 25 de Abril, porque é que em vez de cravos não meteram uns carregadores bem atestados nas armas e fuzilaram esses criminosos todos de uma vez?… Se calhar hoje as palavras que aqui fossem escritas teriam outro peso e outra responsabilidade… Vocês parece que gostam de brincar com ideologias sérias que já limparam muita gente da face da terra. O sangue tem voz, sabiam?

        • Sedento de cultura diz:

          Além disso, o julgamento já está a ser feito aqui e noutros sítios. Quem é que seria o juiz para tais julgamentos? Certamente não seria gente muito diferente dos que aqui estão a escrever, não é verdade?
          Há aqui muita gente a dizer que ele se devia ter ido mais cedo…

          • Renato Teixeira diz:

            Aqui o julgamento é fácil, além de post-mortem e pelas duas razões não enfrenta a dureza da pena.

  6. Telmo diz:

    Quando vejo uma pintura de Michelangelo Caravaggio fico fascinado, que arte, que artista! Mas depois lembro-me que ele matou um homem durante a sua vida e nunca pagou por isso, mas depois lembro-me, que artista! Mas ele matou um homem….mas que grandes obras ele produziu….mas matou um homem….mas….

    • Renato Teixeira diz:

      Eu diria que comparar os crimes do Hermano Saraiva aos do Michelangelo Caravaggio é capaz de deixar, entre outros, o Carlos Vidal muito furioso.

      Telmo, não era um bom comunicador, como tanto se chora por ai – http://oinsurgente.org/2012/07/20/jose-hermano-saraiva/ – e a sua doença prolongada tem data e hora conhecidas – http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5646355.html – mas elas não serão tidas em conta na hora de mais uma consternação democrática por um fascista.

      • Telmo diz:

        Bom o homem podia ser fascista, até ter mandado reprimir estudantes, mas até agora não vi ninguém chamá-lo de assassino.

        Não o comparei a Caravaggio, mas pela forma como as pessoas estão a tratar a memória de JHS, seria lógico que nenhum ser humano apreciasse as pinturas de Caravaggio e o votasse ao esquecimento porque uma vez ele matou um homem. Já agora também podíamos ir investigar todos os homens de cultura e artsitas, que tinham ideais fascistas ou que cometeram crimes durante as suas vidas, e a partir daí decretar que as suas obras não valem nada porque eram más pessoas.

        Eu sou de esquerda, e percebo que não se goste do homem, mas quer queiramos quer não, sem ele o povo português era muito mais inculto e ignorante do que já é.

        Ele até pode ter sido o pior historiador português de sempre, mas ao contrário de todos os ooutros, meteu o povo português a falar de história e cultura, essa o pessoal de esquerda devia agradecer.

        • Renato Teixeira diz:

          A contabilidade dos fascistas é fácil de fazer. É somar os que foram assassinados nas colónias aos que foram sendo ceifados em Portugal.

        • Francisco d'Oliveira Raposo diz:

          Pois é esse mesmo o problema Telmo.
          Em Portugal não houve realmente um julgamento do Fascismo e dos seus crimes. Os trocidários directos – os PIDEs – foram paulatinamente absolvidos por Tribunais Militares. Os Juizes dos Tribunais Especiais transitaram para .. os Tribunais Militares (?), e os chefes do Fascismo tiverem exilados e regressaram.
          A falta desse julgamento leva a pessoas como o finado possam ter continuado a ter impacto na vida e sociedade, mesmo propagandeando o antigo regime.
          Ao Hermano não tenho nada de agradecer. tenho a um homem mais velho que ele 1 ano, que fez a 4ª classe aos 54, mas que me ensinou História, Ciência e Matemática ainda antes – um operário ferroviário que aprendeu na Universidade Popular e transmitiu ao filho ideias de Justiça Social e Liberdade.
          A ele, sim, ao meu pai tenho de agradecer.
          Não a esse individuo

        • mi diz:

          Era um bom contador de estórias e,então aqueles ‘ pogamas’ sobre a a visita de nosso senhor jesus cristo na batalha de Ourique que é do mais fino recorte cientifico .De resto há muitos milagres nos ‘pogamas’ dele.

    • Antes de o Carlos Vidal partir isto tudo, eu timidamente só pergunto ao Telmo se lhe ensinaram a distinguir a obra de um político da obra de um artista. Aprende-se no 1º ciclo. Não é bem a mesma coisa. Eu gosto muito do Céline que não tendo matado ninguém defendeu quem o fez em forma holocaustica.
      Não comparemos. Até porque não sendo um incondicional admirador do Caravaggio gosto muito da sua pintura, mas não será por causa disso que vou praticar por devoção a sua vida sexual…

      • Telmo diz:

        “Antes de o Carlos Vidal partir isto tudo, eu timidamente só pergunto ao Telmo se lhe ensinaram a distinguir a obra de um político da obra de um artista.”

        Caro João José Cardoso, quando se mata um homem, interessa se a ocupação do assassino é político ou artista? Ninguém propos que seguisse a vida sexual de Caravaggio, a qual nem mencionei, apenas referi que todos nós admiramos (mais ou menos) a obra desse assassino que também era artista.

        Também é irónico que goste muito da obra de um defensor do holocausto mas que não o consiga fazer por um defensor do Estado Novo….é por o holocausto não ter sido consigo ou com a sua família?

    • Francisco d'Oliveira Raposo diz:

      Telmo: se não consegues destrinçar Hermano de Caravaggio, bem, é o teu problema. Volto a reconhecer que ele era um excelente comunicador, como o Gobells. Para além disso, foi mais um dos dignitários do Fascismo que não pagou pelos crimes do regime.
      Rest my case

      • Telmo diz:

        Caravaggio matou e nunca foi julgado pelo seu crime.

        JHS não consta que tenha assassinado ou mandado assassinar alguém.

        • Renato Teixeira diz:

          Então os que foram assassinados às mãos do regime que defendeu e arquitectou não contam?

        • Incorporações compulsivas na tropa e idas directas para a guerra colonial, foram dezenas ou mesmo centenas em 1969, por sua responsabilidade directa. Ah, já sei, na “guerra do ultramar” não morreu ninguém.

          • Telmo diz:

            A minha família, acreditem ou não, foi das que mais sofreu com a guerra do ultramar, sofrimento que ainda hoje se repercute no dia a dia. Tanto como vocês, odeio fascistas e tudo o que tenha a ver com o Estado Novo, mas que querem? Cometi o pecado de ficar maravilhado ao longo da minha vida, com os programas de JHS, com a sua forma de contar histórias, independenetemente de serem absolutamente verdadeiras ou não.

            Tal como eu, milhões de portugueses, de todas as idades, nas últimas 4 décadas ficaram semi-hipnotizados com aquela forma de contar histórias e de divulgar aos portugueses o que foi e é Portugal.

            Não lhe perdoo o fascismo, mas foi ele quem contribuiu e muito para meter os portugueses a ter um pouco mais de preocupação pela cultura.

            Ao contrário dos colegas dele no Estado Novo, JHS provou que não queria um povo ignorante, antes pelo contrário.

            Eu não contabilizo apenas as pessoas a quem uma pessoa fez mal durante a sua vida. A história e a vida não é apenas branco e preto, há tudo pelo meio…

          • Renato Teixeira diz:

            E é que não falta mesmo meio ao legado do JHS.

          • Sedento de cultura diz:

            …e na gerra civil em Angola também não!

          • Renato Teixeira diz:

            E a PIDE um delírio, o Tarrafal propaganda comunista e o Holocausto também uma invenção. Não é assim?

            É um bocado burro para quem se diz “Sedento de Cultura”.

          • Sedento de cultura diz:

            Sedento = o que tem sede!!!
            E o burro sou eu??
            Oh pá, lê devagar que depois percebes melhor!

    • notrivia diz:

      Matar alguém não é necessariamente um crime contra a humanidade (há quem tenha as suas razões…). Ser fascista com poder sobre muita gente, anda lá bem mais perto.
      Nunca gostei da peça, emanava aquele mofo bem caracteristico das figuras da estirpe salazarenta.
      O pior é que ainda andam pra aí muitos, têm tendência para resistirem ao tempo e trabalham bem quando se trata de transmitir o veneno das suas psiques as gerações mais novas.
      Se existe inferno, que ardam todos por essas bandas.

    • Carlos Vidal diz:

      Este Telmo é tarado ou ignorante ou, pior de tudo, não é um ser pensante e é cego ?
      O que é que Caravaggio vem aqui fazer? (poderia, como JJCardoso, falar em Céline e eu próprio assinalei aqui o seu cinquentenário.)
      Um artista é uma pessoa, canalha ou de bem, não sei. Há coisas que um biógrafo trata, há coisas que tratará um crítico ou um historiador de arte ou da literatura, etc. Há ainda coisas ou matérias para um tribunal, etc., etc.
      Um artista tem de ser ético e irreprensível NA sua obra. Como diz o filósofo, o Belo não passeia por aí, o Belo está no acto do julgamento, juízo de valor, juízo de gosto, estético e certamente ético.
      De Caravaggio, ou de Pollock (alcoólico que se esmurrou com o seu carro e não tratava lá muito bem a sua mulher), há que ver a ética das suas obras – nas suas obras. Porra. Como viveram a sua vida não influi nessa ética NA OBRA, “dentro da obra” !! Isto é difícil de entender??
      Já de JHSaraiva é diferente: NA OBRA, ou, para patetas, “dentro da obra” reina a nulidade total. Nulidade total, e ele até podia ser o mais democrático dos seres.
      Podia não ser salazarista, podia ser comunista (como eu), podia ser um democrata, um social-democrata, mas a obra é a que fica dele como Ministro da Educação do fascismo, atrasado e repressor, e “historiador” efabulador e sem critério científico.
      Isto custa a perceber???

      • xxx diz:

        Este Carlos Vidal é tarado ou ignorante ou, pior de tudo, não é um ser pensante e é cego ? Só ele é que só vê a OBRA sem ser através dos que a fazem e/ou dos que a usam.

        • Carlos Vidal diz:

          Estupidez absoluta e de imediata “resolução”.
          Anónimo, conheço muitas obras – literárias, musicais, pictóricas – e conheço pouquíssimas biografias. E não desejo conhecê-las em mais quantidade. Deixo isso para si e para o Paulo Portas que, segundo consta, adora ler biografias. Vá ter com o ministro e lanche com ele.
          Desampare isto!, se a cabeça não lhe dá para mais.

          • Carlos Vidal diz:

            Resumindo, as obras de Caravaggio e do compositor Gesualdo da Venosa (que matou mais gente que Caravaggio) são superlativas. A de JHSaraiva não é. Finito.

          • xxx diz:

            Estupidez absoluta e sem“resolução” alguma. Nem enxerga a própria biografia nas obras que julga conhecer.

          • Carlos Vidal diz:

            Dizia-se que Picasso, dentro e fora dos cubismos que inventou (com outro amigo, que não deve interessar a xxx), mudava de estilos quando mudava de amante.
            É isto que o pateta (os patetas) vê (vêem) no malaguenho.
            Que xxx (sigla porno) faça companhia a esta “historiografia” ou “analítica” parva. Agora vou para casa.

          • xxx diz:

            Mas que coisa parva. Este prefere história “sintética” (cheira a borracha) feita à medida para entreter patetas e outros comunistas. Assina: xxx (sigla porno).

          • Carlos Vidal diz:

            Ficamos sem saber que tipo de biografias “não sintéticas” este chato (e como chato-mor o anónimo xxx começa a desfazer-se) lê.
            Imagino xxx.
            livros, filmes XXX- depois, olha para as obras. Eu também costumo fazer isso às vezes. Ou quase sempre.
            Entretanto,

            —————————————————–

      • Telmo diz:

        Carlos Vidal uma vez que me tratou sem me conhecer de lado nenhum, com uma delicadeza digna de um tarado ou de um ignorante, permita-me tratá-lo da mesma forma tarada e ignorante.

        Vejo que para si, um artista tem que ser ético na sua obra, já na sua vida, pode matar e espancar sem ser julgado, que continua a merecer a admiração de todos. (eu também admiro Caravaggio).

        Quanto a JHS, não importa a obra, boa ou má não interessa para o caso, o homem fez parte do Estado Novo, como tal é um canalha para sempre, pouco interessando os factos reais da sua carreira política. O seu radicalismo e cegueira, não lhe permitem distinguir entre fascistas piores e fascistas menos bons, para si são todos uns canalhas assassinos, que deviam ter sido cortados aos bocadinhos.

        Eu também tenho ideais comunistas, mas foi por essa cegueira e radicalismo, que em nome de um suposto comunismo, que o ideal ficou estragado por muitos e muitos anos.

        • Carlos Vidal diz:

          “Quanto a JHS, não importa a obra (…)”, diz o iletrado Telmo.
          Pois foi isto que eu estou a dizer há um dia e uma noite: interessa!, sim senhor.
          E ela, a obra de JHS, é irrelevante e sem sentido histórico.
          E seria sempre irrelevante, mesmo que JHS tivesse tido uma vida cívica exemplar (como diz o indivíduo que dizem ser “primeiro-ministro”, mas que é sobretudo uma coisa com 20 guarda costas atrás).
          Portanto, nem uma coisa nem outra, tá?

          • Telmo diz:

            “Quanto a JHS, não importa a obra, boa ou má não interessa para o caso”

            Aconselho sua majestado, o iluminado e erudito Carlos Vidal, a ler mais uns livritos a ver se adquire mais vocabulário e começa a ler as frases completas, o que eu disse foi: “Quanto a JHS, não importa a obra, boa ou má não interessa para o caso”.

            Também coloco a hipótese de V. Exa tentar manipular o discurso de seu interlocutor, o que no caso seria bem mais grave que ser iletrado, mas adiante…

            Diz V. Exa.: “E seria sempre irrelevante, ..(a obra)..mesmo que JHS tivesse tido uma vida cívica exemplar”

            Então responda, nega-lhe o mérito de ele ter colocado milhões de portugueses a ver um programa sobre história? Nega-lhe o mérito de ter contribuído em muito para a cultura de várias gerações de portugueses?

            Não foi nenhum homem de esquerda que fez isso, não foi nenhum erudito iluminado autor de blogs quem fez isso, não foi nenhum erudito historiador, foi JHS quem fez isso. Se não lhe quer dar mérito nenhum é para o lado que durmo melhor, a grande maioria dos portugueses sabem e reconhecem.

          • Carlos Vidal diz:

            Mas interessa sim senhor. E agora, se me permite:

            —————————————————-

  7. O homem a quem parece que aconteceu não sei quê diz:

    Um homem de outro tempo. E então? Vai por aí muita gente que ostenta ódio na lapela disfarçado de flores.

  8. Um gajo qualquer diz:

    Menos um voto no CDS

  9. Tima diz:

    É pena que o Hermano não tenha feito o seu trabalho como deve ser em democracia como o “fez” em ditadura. Ainda há umas semanitas ouvi a Rita Ferro na RTP Informação a dizer que o Salazar não era ditador carniceiro nenhum e que só tinham morrido 13 pessoas durante a “longa noite”. Está visto que a Rita precisava de umas lições de história… Mas não dadas por ele que iludia o povo com as histórias à laia de fábula de Inês Negra e da Padeira de Aljubarrota mas “esqueceu-se” de dar uma série de programas sobre um dos mais negros periodos da história de Portugal no qual fez parte como ministro da educação. Realmente não deixa saudades… Branqueou a história recente e nunca pagou pelos crimes que cometeu na ditadura.

  10. Pingback: Anónimo

  11. Rafael diz:

    O regime de que José Hermano Saraiva foi precisamente um dos ministros da educação promoveu um ensino público digno do século XIX e um ensino superior absolutamente anquilosado na área da investigação. Os meus pais mal fizeram a 4ª classe e trabalhavam ainda nao contavam dois digitos de idade. Eventualmente a opção foi partir para França a salto.
    A História repete-se hoje como farsa com vários ministros de licenciaturas duvidosas a mandarem a geração com a maior formação académica que este país já teve emigrar. Estes netos de Salazar e Caetano são os que hoje cantam as loas desta figura branqueada por 4 décadas a contar a História de Portugal como ela era ainda ensinada no tempo dos meus pais: pouca substância ou integridade científica e ao contrário do que muitos pensam 20 minutos semanais disto não educam um povo sobre a sua História. Essa educação faz-se nos bancos da escola, nem sempre bem diga-se, não porque os professores de História deste país não são bons (tive um 3 anos no secundário que ditou a minha vocação) mas porque quem faz os curriculos escolares nos corredores do poder da 5 de Outubro ostenta ainda muitos dos tiques dos tempos do Sr Sairava.
    Este é o homem que mandou carregar sobre estudantes em protesto ( A carga policial sobre manifestações é um dos crimes dos quais os actuais netos de Salazar também são culpados, da Ponte 25 de Abril á esplanda da Brasileira nada de novo debaixo do sol fascista), mandou prender grevistas de exames, sitiar Coimbra com fardados, integrou compulsivamente estudantes nas forças armadas como castigo pela sua “sediaçãoe desrespeisto e insultos ao chefe de Estado”. É este o homem que hoje está a ser canonizado pelos netos de um regime que nos quer fazer voltar aos bons velhos tempos da pobreza remediada, dos exames da quarta classe, do desenvestimento na educação pública para os pobrezinhos enquanto que continuam a correr rios de dinheiro para o ensino privado, da obediência cega ao líder, das bastonadas em inocentes, das manifestações que já o são com duas pessoas, do desenvestimento no ensino superior e na investigação académica (30% de cortes este ano na FCT).
    Hoje uns querem á força fazer nos cheirar o aroma de santidade de uma figura fascista embora segundo Sairava, lembrem-se, Salazar não era um fascista. Eu hoje só cheiro a podridão de uma democracia traída e os carrascos são os netos de Salazar. Aqui ao lado, os de Franco espancam e alvejam manifestantes enquanto que a Alemanha pretende ditar as regras na Europa. Voltamos a 1936?

  12. Jakim diz:

    Eu por cada Komuna que dá o peido fico assim. Não dou saltos de alegria porque esses porcos nem mereecem esse gasto de energia.

    Já o que me causa asco é ver estes komunas de merda atirarem-se como cães raivosos que são, a um homem que morreu, e de quem o Povo gostava, e bajulam assassinos, e amigos de assassinos, como são todos os Komunas.

    Eu quando o Porco do Bode Branco deu o peido paguei uma rodada aos amigos e disse: foi pena este filho da puta ter demorado tanto e não ter levado a pandilha da Soeiro Pereira Gomes toda com ele.

  13. Jakim diz:

    JÁ AGORA PERGUNTO: PARA QUANDO A EQUIPARAÇÃO DO KOMUNISMO NÃO AO FASCISMO, MAS AO NAZISMO ?

    PORQUE DIABO É QUE UMA IDEOLOGIA COMO O FASCISMO É PROIBIDA E UMA IDEOLOGIA MIL VEZES PIOR, QUE PROVOCOU MILHÕES DE MORTOS, COMO É O KOMUNISMO, NÃO É ?

    HIPOCRITAS DE MERDA !!!!

    PAZ A ALMA DO JOSE HERMANO SARAIVA !

    E PODEM-ME CHAMAR FASCISTA A VONTADE E CAGAREM A CASSETTE TODA QUE EU QUERO QUE VOCES SE FODAM !

  14. um gajo qualquer diz:

    o JAKIMzinho gosta de se armar em carapau de corrida

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  17. AA diz:

    VIVA O 25 DE ABRIL, VIVA O 25 DE NOVEMBRO, USAS FOTOS DE UMA REVOLUÇÃO PELA LIBERDADE, NÃO PELO COMUNISMO.
    ISSO VESSE TODOS OS DIAS, DESDE ESSE DIA.

  18. Skedsen diz:

    Partidários de um não partido como o bloco de esterco, só poderia dar nisto: fascistas por todo o lado. Sabem lá o que é o fascismo. José Hermano Saraiva, grande homem, grande historiador, grande inteligência; se era ou não fascista não sei, mas mesmo que o fosse era grande na mesma, grandioso, nada a ver com as ratalhices que aqui se escreveram sobre o homem.

  19. Pedro Leite Ribeiro diz:

    Como hienas lutando pelo repasto oferecido pelo leão que caiu de velho.

  20. Justiniano diz:

    Fiquei surpreso quando soube da notícia – morreu José Hermano Saraiva – intrigado…mas…, afinal, ele era ainda vivo!!?? Não sei explicar porquê mas já o tinha morto, lá em casa, na minha memória! Aconteceu o mesmo com outros tantos, que entretanto morreram mas que já tinham morrido lá em casa!! Creio que se devia à última vez que o vi na televisão. Com um ar inchado, esverdeado, ininteligível e inexpressivo!! Os olhos, já secos, espelhavam, para mim, apenas a sua morte, por isso, mateio-o!!
    Eu sempre apreciei o JHS, confesso!! Sempre apreciei a forma expressiva com que elaborava acerca de lendas várias!! O desprezo cingido e mal disfarçado que sentia pela linguagem corrente e pelo corrente, de um modo geral!! E sempre apreciei a sua fidelidade ao Salazarismo!! Paz à sua alma!!

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  22. Renato,

    A fonte da informação que o Nuno Castelo-Branco usou acerca de si, relativamente à aventura hospitalar após a estúpida queda no quebra-costas, fui eu.
    Jamais revelaria uma coisa dessas se você se comportasse de maneira decente, mas o seu comportamento indecente, covarde e imbecil em relação ao José Hermano Saraiva merece um tratamento proporcional.
    Você acabou de provar que já não é apenas um idiota útil, mas alguém que realmente tem o comunismo no sangue e escolheu o lado da tirania.

    • De diz:

      Ah temos assim o assumido garganta-funda.
      Interessante.
      Pois.

      O ridículo da questão só tem paralelo (no caso vertente) com o toque a reunir das viúvas consternadas.Uns “bons amigos”.

      Aguarda-se uma análise ao sangue do Renato para a confirmação e eventual recolha dessa coisa tão preciosa que é o comunismo.Olha se isso se espalha, o desgraçado fica sem pinga de sangue,tal é a procura que por aí vai daquele.

      E sempre,sempre contra a tirania.

  23. João Jerónimo diz:

    Andava por aqui a ler estes comentários, sem me saber decidir exactamente o que pensar sobre o JHS, e ocorreu-me um facto que é bom que seja juntado à confusão…
    Primeiro. Vejamos a big picture.
    – JHS misturava na TV a história de portugal com historiazinhas ridículas acerca disto e daquilo. Contava uma história de anjos e de heróis. Enfim, digamos que fazer as pessoas interessarem-se pela história com histórias da carochinha acerca do milagre das rosas ou acerca da santidade do ganacioso do nuno álvares pereira não é lá grande feito. Acho que se pode perfeitamente divulgar a história sem a fantasiar toda. Numa palavra, não acho que o trabalho de divulgação da história do JHS tenha afinal sido tão valioso para o povo português como se diz.
    – Acho no entanto que o tipinho tinha um certo jeito para apresentar os conteúdos, e contava as coisas num tom certo em que se deve contar uma história interessante e tal, e isso terá ajudado para cativar as pessoas, da mesma forma que daria para cativar os netos dele. Já para não falar no facto de ter tido estaleca para ir para o terreno com um programa televisivo numa época em que as pessoas cada vez se interessam menos pela história.
    – Quando ao facto de ter sido um homem de direita a fazer tal coisa… Lembro que um dos mais conhecidos divulgadores da astronomia em Portugal hoje em dia é um comunista (Máximo Ferreira), e lembro que também Bento de Jesus Caraça teve um papel semelhante relativamente à matemática. Posto isto, diria que o facto de ter sido um homem de direita o divulgador-mor da hixxxxtória de portugal não é mais do que pura coincidência.
    – JHS foi um fascista assumido, que chamava a GNR para malhar nos estudantes, que mandava para a guerra colonial os estudantes opositores ao regime, que dizia que a PIDE não existiu, que dizia que o salazar foi um grande homem……… É bom que não se esqueça isso.

    Acho que é muito significativo que JHS nunca tenha feito um programa sobre a história recente no nosso país. Visto desta perspectiva, o trabalho de JHS enquanto “divulgador” da história de portugal foi simplesmente a continuação do trabalho dele enquanto ministro da educação de um regime que, sempre que falava de história era para enaltecer o passado “glorioso” da “pátria”.
    Eu sempre pensei que uma das coisas mais estúpidas dos programas da disciplina de história é o facto de se passar 3 anos a falar de coisas que não interessam a ninguém porque já passaram do prazo de validade, como por exemplo dos descobrimentos, dos reis, das dinastias, dos mouros, da restauração…… No final, fala-se durante 5 minutos do 25 de Abril e acerca do pós 25 de Abril nem sequer se fala… Estrutura social, como é que as pessoas viviam, evolução das estruturas feudais, como era o tecido económico colonial durante os séculos da presença portuguesa em áfrica e nas américas, de que maneira é que os povos nativos eram saqueados… Não se fala de nada disso. Devia-se reduzir o tempo dedicado à história pré-século 19 e compensar com maior detalhe na história recente, em particular a do século 20. No geral, devia-se utilizar mais tempo no estudo da sociedade concreta e dos movimentos sociais das diferentes épocas e menos no estudo dos heróis.
    Quem já leu o “Que fazer?” deve-se lembrar daquela parte em que o Lenine fala daqueles [marxistas] que entendem a história à maneira de Ilovaysky. JHS de certa maneira é mais um Ilovaysky, só que em vez de ser czarista é salazarista.

    JJ

  24. Ivo diz:

    é muito dificil esmiuçar toda a história e perceber o que foi preciso fazer mais o contexto socio-económico e cultural de então. O povo é ignorante e preguiçoso.
    Este senhor era um homem do regime.. Se cumplice ou não, se crente ou descrente também não sei.
    Mas ele só esteve dois anos.

    Um ministro da educação naquele tempo tal como todos os outros eram apenas e tão só uma máscara pq quem tomava todas as decisões era de facto o Salazar.

    Nesse periodo não havia nada. O país estava desgovernado.
    a unica ordem de serviço entre 68 e 74 era a guerra colonial o pais começou a cair aos pedaços qd salazar saiu de cena.. e era urgente a unificação; era urgente uma mão firme.
    Os estudantes estavam em polvorosa, os empresários estavam em pânico, a imagem internacional de portugal (que poucos sabiam) estava pior que lodo por causa dos conflitos em áfrica.

    Os campos agricolas aos poucos estavam a ser abandonados.
    Na verdade, estavamos muito perto de nos tornarmos aquilo que eram antes de salazar. Uma bandalheira total. Com uma diferença.
    Havia ainda assim maior acesso a cultura: radios pirata, trafico alfandegário, livros fora da censura,migração…
    Pprocure saber quais as semelhanças entre a nossa revolução estudantil em 69 e mesmo a revolução dos cravos, e aquilo que se passou antes, também com os estudantes em Paris
    http://www.diario-universal.com/2008/05/aconteceu/revolta-estudantil-de-68/

    Outra coisa que me revolta em ser português é este nosso dom de criticar cegamente.
    Sem nunca olharem o que esteve antes destas pessoas chegarem ao poder.
    Como era Cuba antes de fidel, Republica dominicana antes do trujillo, argentina antes de perón, italia antes de mussolini, alemanha antes de hitler…
    o grande mal desta gente foi nunca terem olhado aos meios para atingirem os fins. isso sim é criticavel.
    Basta isto. em portugal antes de salazar, grassava a fome, a doença e a pobreza. Não havia politicas de gestão, não havia empresas nacionais, não havia agricultura, não havia riqueza. Era a miséria de cima a baixo. O centralismo, proteccionismo e o isolacionismo foram fundamentais para a recuperação da riqueza, dos terrenos, do património. Foi a mão de ferro. e como todas as mãos, não tem olhos.

    • Renato Teixeira diz:

      “Este senhor era um homem do regime.. Se cumplice ou não, se crente ou descrente também não sei.”

      O que é que dizia mesmo sobre o povo?

    • João Jerónimo diz:

      “Um ministro da educação naquele tempo tal como todos os outros eram apenas e tão só uma máscara pq quem tomava todas as decisões era de facto o Salazar.”

      Pois é, deve ser como o herman goering e os outros assassinos do reich nazi: não tinham culpa porque tem tomava as decisões era o hitler.

      Cumprimentos. JJ

      • Caxineiro diz:

        … há tambem a versão 2; o Salazar nem sabia o que se passava!..
        Os donos do poder ainda hoje utilizam essa táctica para desculparem os seus crimes; para se desculparem uns aos outros
        O bom desta história é que eles acreditam que o “silencio” do povo se deve à estupidez do povo, e isto, pode vir a ser uma vantagem para o Povo, num futuro próximo

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