Vicepresidente da ONU quer «ocupar e nacionalizar a banca» e pede uma greve geral por tempo indeterminado

Com paciência, calma, congressos alternativos, e mais uns manifestos e abaixo assinados veremos Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã a seguir um vice-presidente da ONU…

No puede ser que en un planeta con los recursos agroalimentarios suficientes para alimentar al doble de la población mundial actual, haya casi una quinta parte de sus habitantes sufriendo infraalimentación”.

La migración de los grandes fondos especulativos a los mercados de materias primas, “es el origen de esta crisis genocida porque han disparado el precio de los alimentos básicos”. 

“Ocupar masivamente los bancos, nacionalizarlos y confiscar las arrogantes riquezas robadas por los especuladores financieros”. Una extremista postura que lo lleva incluso a criticar la incapacidad de movimientos de la sociedad civil como el 15M en España u Occupy Wall Street en Estados Unidos. “Reconozco que son símbolos importantes y que han logrado la simpatía de la sociedad, pero todavía son insuficientes para quebrar la actual relación de fuerzas si no desembocan en una huelga general indefinida (…)”

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16 Responses to Vicepresidente da ONU quer «ocupar e nacionalizar a banca» e pede uma greve geral por tempo indeterminado

  1. Vasco diz:

    Cara Raquel, o PCP defende há muito a nacionalização da banca, para além de outros sectores básicos e estratégicos da economia: energia, telecomunicações, transportes, etc. Propõe, além disso, a renegociação da dívida (o que inclui – como bem sabe ou devia saber – o não reconhecimento da dívida ilegítima, não só a que resulta da especulação como a que se deve à imposição da importação de bens e serviços que antes produzíamos cá); o aumento generalizado de salários e pensões; a não aceitação das imposições da UE relativas aos limites dos défices, etc.

    O que é grave não é tanto que a Raquel discorde com o PCP, mas que continue a agir como se não soubesse o que ele defende e que o ataque como se ele não defendesse o que defende. Quanto à greve geral por tempo indeterminado, é uma boa ideia, mas deve concordar que não se faz assim, de um dia para o outro. E se há quem organize e mobilize os trabalhadores e outros sectores para a luta é o tal, o horroroso, o terrível, o reformista, o PCP.

    Pois a Raquel, como também bem sabe, só fala. E fala. E fala. E nada mais.

    • Raquel Varela diz:

      Nós é que não vemos Vasco, o Jerónimo de Sousa todos dias defender a nacionalização da banca e a greve por tempo indeterminado. Ainda bem que você consegue ver coisas dessas fantásticas. Nós é que somos cegos.

      • helder diz:

        “Nós”, não. Tu Raquel, tu.

        • Raquel Varela diz:

          Helder, ainda bem que é dos que vê. Onde fica essa campanha do PCP pela nacionalização da banca? Quem não é do PCP pode participar na campanha? Há cartazes, panfletos que possamos distribuir? Está chamada uma concentração pela nacionalização da banca, vá lá, um abaixo assinado?

          • Vasco diz:

            Raquel, a «campanha» do PCP não é sobre a nacionalização da banca apenas. É por uma política patriótica e de esquerda, que inclui a nacionalização da banca, mas não se fica por aí. Quanto ao que o Jerónimo diz TODOS OS DIAS, se vir as tvs da burguesia não chega lá. Mas aí a culpa não é do jerónimo…

          • Raquel Varela diz:

            O que é uma campanha patriótica?

          • helder diz:

            Resumindo: queres um cão-guia. fala com o pacheco pereira.

  2. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Jean Ziegler, que por acaso foi meu professor na Universidade de Genebra, é a demonstração viva de como se pode ser crítico contundente, que se podem fazer propostas alternativas que fazem sentido, sem se estar obcecado pelas ideologias. Se ele fosse como alguns que nós conhecemos só emitiria lugares comuns, só faria ouvir o som da cassete, mas nada diria ou faria que pudessem levar a uma mudança verdadeira.

    • Raquel Varela diz:

      É melhor ler o que cita
      «Desta premissa resulta a ideia (no programa do PCP) do reforço do papel do Estado, materializado na nacionalização da banca comercial, ficando apenas na esfera privada os bancos de investimento e, naturalmente, os de capitais estrangeiros».
      Num textinho sobre o controle dos trabalhadores Lenine explica que nacionalizar só uma parte da banca é, do ponto de vista económico, um logro, que pode até ser feito pro sectores da burguesia em momentos de crise.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Reclamar a nacionalização da banca – ou de parte dela como a Raquel apontou – por si só não quer dizer nada. O PCP dispõe de meios de mobilização de trabalhadores da banca que poderia utilizar para pressionar os banqueiros e os governantes no sentido da nacionalização. Tem, mas não os utiliza, porque provavelmente se comprometeu com a banca a não a desestabilizar, talvez a troco de algumas migalhas para os trabalhadores. A banca é uma das poucas actividades importantes que não podem ser deslocalizadas, e portanto é vulnerável a acções de luta mais acutilantes. Mas nada se vê. Será coincidência?…

  3. Vasco diz:

    “O PCP defende o fim das privatizações e a recuperação do controlo público dos sectores estratégicos da economia nacional, incluindo a banca, colocando-os ao serviço dos trabalhadores e do povo. Não se pode aceitar que saiam milhares de milhões de euros do Estado para os bancos e continuem a ser os interesses da acumulação e da especulação a comandar a sua gestão. Se para dois dos maiores bancos o Estado canalizou uma verba três vezes superior ao seu valor nominal, há todas as razões para que a gestão desses bancos seja pública e ao serviço dos interesses nacionais.”

    Francisco Lopes na AR no debate do Estado da Nação. Se a TV ou o Público (a bíblia da pequena burguesia radical) não falaram disto que culpa tem o PCP? Se lesse o Avante!…

  4. PM diz:

    Carago, não sabia que a ONU tinha presidente, quanto mais vices!

    Ah, afinal é vice-de um conselho consultivo sobre DH… Tá bem que estava no título do artigo linkado, mas porra. Um bocadinho de sentido crítico.

    Senão qualquer dia dou por mim a ler por aqui sobre declarações do Silva Peneda, Presidente de Portugal.

  5. Vasco diz:

    Se não quer perceber é mais difícil. Mas aqui vai. Não é a campanha que é patriótica. A política alternativa que o PCP propõe sim, é patriótica e de esquerda. Patriótica porque assume a necessidade da recuperação da soberania nacional e a libertação do País das amarras da UE do grande capital. A componente patriótica é inseparável da outra, de esquerda, passando pelo aumento dos salários, nacionalização dos sectores estratégicos… Vá a http://www.pcp.pt que está lá tudo…

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