Carlos Guimarães Pinto, no país dos sovietes

Para Carlos Guimarães Pinto, Dias Loureiros e afins, só tiveram uma carreira de sucesso por vivermos num país socialista. Certamente que para CGP, Cavaco Silva, é o Lénine do Poço de Boliqueime.

 

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29 respostas a Carlos Guimarães Pinto, no país dos sovietes

  1. Diga-me lá, Tiago, porque é que o Pina Moura arranjou um emprego na Endesa quando deixou de ser ministro?

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      (Tomo a pergunta como retórica. Ambos sabemos que Pina Moura não foi para a Endesa pelo seu curriculum profissional)

      Caríssimo, e diga-me lá em que medida é que o hiperprivatizador e coveiro de centros de saúde, Partido Socialista luso, defende um “Estado forte”?

      • Tiago, começo por responder à minha pergunta se não se importa. O Pina Moura foi para a Endesa em troca de uma decisão que tomou enquanto ministro (alegadamente). Essa decisão foi a de escolher a Endesa como parceiro da EDP, quando supostamente existiam candidatos melhores. Numa economia de mercado, um ministro não teria qualquer poder sobre a decisão de uma empresa sobre os seus parceiros. Este poder, que suponho o Tiago defenda que ele tenha, é o que garante a governantes arranjarem tachos dourados à saída.

        Agora, respondendo à sua pergunta. O estado português consome metade dos recursos gerados na economia. Mesmo tendo thresholds diferentes, acho que concordamos que um estado que gere metade dos recursos da economia não é um “estado fraco”. Não é um estado fraco também porque regula fortemente os restantes 50%, como qualquer pessoa que tenha tentado abrir um restaurante ou uma universidade privada sabe. Ou, mais simplesmente, olhe para as empresas do PSI20 e diga-me quantas dependem de decisões governamentais (todas as energéticas, as empresas de construção, a banca,…). Todas estas empresas privadas no papel, mas que têm o sucesso dos seus negócios dependente de decisões governamentais.
        Quando se coloca este poder nas mãos de uma dúzia de ministros, não é de admirar que abusem dele. E quem acha que eles devem ter esse poder, através do estado, também não deveria ficar chocado.

        • Tiago Mota Saraiva diz:

          CGP, estamos de acordo quanto à resposta à pergunta que colocou. A minha única dúvida é se Pina Moura conquistou o seu lugar apenas pelo caso que refere… mas para o caso é indiferente. Vamos ao que nos distingue.

          O problema não é o Estado gastar muito, é gastar em prol de poucos. Em limite, problema não é Pina Moura ter ido trabalhar para a Endesa, é ter feito com que o Estado saísse prejudicado. O problema, de facto, é que a maioria dos governantes nos últimos anos, se tem divertido a usar e abusar do Estado para o proveito de uns poucos, que na verdade são quase sempre os mesmos – indenpentemente do governo PS ou PSD.
          O Carlos chama-lhe “Estado forte” por gastar muito, eu chamo-lhe “Estado fraco” por determinar pouco (e quando determina, falo a favor de privados) e regular ainda menos (e quando regula, falo a favor de privados). Se podemos concordar que se gasta muito e até que o valor dos impostos é incomportável (sobretudo para as classes mais desfavorecidas), esse valor não chega para cumprir os limites mínimos de um “estado forte”, pois na sua maioria uma enormíssima parte desses impostos vai directamente para quem acumula riqueza.

          • antónimo diz:

            homem, não perca tempo que isso é gente que vota nos partidos dos saqueadores. capatazes e grunhos.

          • Baresi88 diz:

            Nos últimos anos, para aí desde que acabaram os Governos Provisórios, e se fez a contra-revolução!

          • Pois, o optimismo antropológico de sempre. Indique-me lá esse conjunto de anjos que tendo o poder de fazer aparecer e desaparecer milhões de euros, resiste à tentação de capturar uma parcela desse valor.
            Um dos problemas da ideologia que defende é precisamente o de assumir a benevolência dos governantes. O problema é que os governantes são feitos da mesma massa que o resto dos seres humanos (empresários, especuladores, arquitectos, economistas), e são tão corrompíveis e sujeitos a tentações como eles.

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            Carlos, confesso-me um eterno crente na espécie humana. É verdade, não creio que o Homem nasça ladrão, corrupto ou incompetente. Mais acredito, e luto por isso, que um dia haverá um governo com os mais sérios e competentes e que redistribua por todos a riqueza que produzimos.
            Não acredito em Deus.

          • antónimo diz:

            No fundo, acha que todos os homens são uma cambada de gatunos, de chupistas, de aldrabões e que o mundo é habitado por uma corja de saqueadores, que deviam estar afastados do convívio dos escassos homens honestos e justos. Que estranha concepção de humanidade tão concentracionária que certas mentes perfilham.

          • De diz:

            Caro Antónimo:
            Pena que o debate seja tão tardio,porque tardio já é o tempo que dista destes comentários.O problema deste “economista” que perora sobre as qualificações morais e cívicas dos ministros é que ele se revê na pele destes pulhas.No fundo a mesma massa.
            Uma visão neoliberal assaz peculiar.Por isso não tiveram nem pejo, nem escrúpulos de se amantizarem com os torcionários de todos os calibres.
            Um “antropólogo” travestido de “economista” a mostrar a massa de que é feito

        • nf diz:

          Contra o “optimismo antropológico”, o homo corruptus.

        • M.D. diz:

          Brilhante!

          • De diz:

            Alguém diga a MD que brilhante sim o comentário-resposta de Tiago Mota Saraiva
            A que o “economista” neoliberal respondeu dando uma de “antropólogo”neoliberal.A defender a corja com o argumento que a carne é fraca
            Como se todos fossem da mesma massa dos neoliberais e dos seus ministros do crime e do compadrio.

      • licas diz:

        . . . E digam (os dois lá) porque a URSS/Rússia fornece
        material bélico ao Açougeiro Sírio Bashar al-Assad?

  2. antónimo diz:

    Mas valerá a pena fazer publicidade a gente que manifestamente tem a grelha de análise da realidade de um atrasado mental sociopata?

    Frases do género vêm muito dos republicanos nos EUA, mas sempre têm a desculpa da ignorância analfabeta e militante dos pescoços vermelhos do Tennessee a viver em barracas no meio de pântanos e rodeados de crocodilos e de uísque de produção caseira envenenadora de neurónios. Por cá que desculpa há?

  3. É óbvio que na divisão Estatismo Vs Liberalismo, pessoas como Mira Amaral, Armando Vara, Jorge Coelho e Dias Loureiro estão do lado dos estatistas e não do lado dos Liberais.
    Eles usam – e lucram – com o peso do Estado da Economia e vocês (i.e., 5 Dias) queiram ou não acabam por defender a intervenção do Estado na Economia que tanto os beneficia.

    • De diz:

      Pena que eu não tenha visto as viúvas negras do neoliberalismo aparecerem por aqui no tempo certo.
      Voam em bandos com voos de abutres para chupar o sangue fresco da manada

      Enquanto pretensamente vituperam os pulhas do costume,tentam dar bicadas no dito “estado”?
      Os capangas já perceberam mas querem que nós não nos tenhamos apercebido.É que o tal “estado” com que eles se deliciam a falar contra…é constituído pelos mesmos pulhas de que falam.
      Porque será que por trás desta cambada neoliberal, seja Pinochet que apareça, travestido de boys de Chicago?

  4. licas diz:

    Na Rússia de Putin (e vodka afogando neurónios . . .)

    A medida é a mais recente de uma série de legislações que atacam grupos vistos pelo presidente russo como inimigos ou má influência. Em junho, uma nova lei autorizou multas altíssimas a participantes de manifestações não autorizadas, e, na semana passada, uma medida que classifica ONGs que recebem ajuda de fora da Rússia como “agentes estrangeiras” foi aprovada.
    Até agora, a internet na Rússia esteve relativamente livre de restrições do governo, apesar de ativistas e jornalistas terem sido alvos frequentes de tentativa de hackers nos últimos anos.
    A nova lei gerou polêmica na Internet, e muitos usuários defenderam a postura do Wikipedia. Ativistas de direitos humanos e líderes da oposição também criticaram a medida e fizeram um apelo ao Parlamento. Em depoimento no seu próprio blog, o ativista Alexei Navalny acusou o Kremlin de mais uma tentativa desesperada para ganhar a “luta ideológica na internet”.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/russia-wikipedia-sai-do-ar-contra-nova-lei-do-kremlin-para-internet-5435855#ixzz20EVVw4Ia
    _______________
    NEM COMENTO para que os da *superioridade moral (Cunhal) * ne não venham
    tesourar o que escrevo . . .

  5. mi diz:

    Realmente,xor Tiago,o homem está a delirar.É daqueles fascistas(idiotas) úteis para quando começar a resistência…

  6. Como escrevi um dia no meu blog, “De liberal e de socialista… todos temos um pouco”. A questão é que este governo tem sido socialista para os ricos e liberal para os pobres. Eu sempre defendi um governo liberal para os ricos e socialista para os pobres!

    • antónimo diz:

      Eu defendo uma coisa parecida, neo-liberal para quem vota no PSD e CDS-PP, uma no cravo e outras na ditadura, para quem vota no PS; e um socialista para quem vota na CDU e no BE. Assim cada um teria daquilo que escolheu sem se queixar. Se o pobre vota no CDS-PP e no PSD ou certa classe média se deixa convencer pelo PS talvez valha a pena que vão abrindo os olhinhos.

  7. Edgar diz:

    Depois de Hermano Saraiva ter afirmado que Salazar era um grande humanista, já podem chamar socialistas a Cavaco Silva e Dias Loureiro e, já agora, até a Passos Coelho e a Vitor Gaspar hesitam tirar de todos nós segundo as nossas exauridas possibilidades para dar a alguns segundo as suas imensas necessidades.
    Ou não há quem tenha dito que uma reforma de 10.000 euros é insuficente para satisfazer necessidades normais?

  8. Edgar diz:

    Desculpem. Queria dizer “que não hesitam tirar”.
    A idade não pordoa …

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