Zangam-se as comadres, aguardam-se as verdades.

comunicado emitido pelo gabinete do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, o primeiro e o segundo comunicado da Universidade Lusófona, a resposta do Expresso e a notícia do Público, dão boas indicações sobre o futuro. Estando claro que é relativamente indiferente saber se o Relvas é ou não licenciado, do ponto de vista do conteúdo das políticas que interpreta, a forma como obteve a sua licenciatura e quem foi cúmplice do processo é de inegável interesse público e representa um retrato fiel das elites que mandam neste país. Não do ponto de vista técnico, com o qual tanto gostam de estufar o peito em tempo de efemérides, mas do ponto de vista da integridade das suas convicções. Regista-se a promessa da verdade toda e não apenas a divulgação da parte do corpo docente que é amiga do Dr. Relvas ou aquela que se limita a visar as partes com menos poder e responsabilidade em mais um episódio da clientela do costume. Agora, ou acabam com este e outros pagodes que têm feito às custas da plebe, ou estarão a semear um Jesus Ramos na cabeça de cada um dos que ainda vão conseguindo enganar: “Não desconheceis, senhora, as dificuldades dos tempos que atravessamos, nem a apagada e dolorosa situação de mágoa a que fomos conduzidos pela vilania de alguns que se propuseram a servir o povo mas não cumpriram a sua palavra. De muitos que, fraudulentamente, e por meios que não excluem a execrável corrupção, construíram impérios de luxo à custa do suor dos pobres.”

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Uma resposta a Zangam-se as comadres, aguardam-se as verdades.

  1. Mario Antunes diz:

    “A servidão moderna é uma escravidão voluntária, aceita por essa multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que lhes escravizam cada vez mais. Eles mesmos correm atrás de um trabalho cada vez mais alienante, que lhes é dado generosamente se estão suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os amos a quem deverão servir. Para que essa tragédia absurda possa ter sucedido, foi preciso tirar desta classe, a capacidade de se conscientizar sobre a exploração e a alienação da qual são vítimas. Eis então a estranha modernidade da época atual. Ao contrário dos escravos da Antiguidade, aos servos da Idade Média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje frente a uma classe totalmente escrava, que no entanto não se dá conta disso ou melhor ainda, que não quer enxergar. Eles não conhecem a rebelião, que deveria ser a única reação legítima dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que foi planificada para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.”

    http://economiasocialistads.blogspot.fr/2012/07/servidao-moderna.html

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