Zangam-se as comadres, aguardam-se as verdades.

comunicado emitido pelo gabinete do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, o primeiro e o segundo comunicado da Universidade Lusófona, a resposta do Expresso e a notícia do Público, dão boas indicações sobre o futuro. Estando claro que é relativamente indiferente saber se o Relvas é ou não licenciado, do ponto de vista do conteúdo das políticas que interpreta, a forma como obteve a sua licenciatura e quem foi cúmplice do processo é de inegável interesse público e representa um retrato fiel das elites que mandam neste país. Não do ponto de vista técnico, com o qual tanto gostam de estufar o peito em tempo de efemérides, mas do ponto de vista da integridade das suas convicções. Regista-se a promessa da verdade toda e não apenas a divulgação da parte do corpo docente que é amiga do Dr. Relvas ou aquela que se limita a visar as partes com menos poder e responsabilidade em mais um episódio da clientela do costume. Agora, ou acabam com este e outros pagodes que têm feito às custas da plebe, ou estarão a semear um Jesus Ramos na cabeça de cada um dos que ainda vão conseguindo enganar: “Não desconheceis, senhora, as dificuldades dos tempos que atravessamos, nem a apagada e dolorosa situação de mágoa a que fomos conduzidos pela vilania de alguns que se propuseram a servir o povo mas não cumpriram a sua palavra. De muitos que, fraudulentamente, e por meios que não excluem a execrável corrupção, construíram impérios de luxo à custa do suor dos pobres.”

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