Passos Coelho admite retirar subsídios ao privado

Pronto, os trabalhadores do privado que durante anos andaram a exigir que os trabalhadores da função pública perdessem direitos para ficarem ao seu nível acabam de aprender da pior forma porque é que se deve lutar por que todos tenham direitos e não por que todos não tenham direitos. A ver se é desta que aprendem que trabalhadores somos todos e que inimigos são os que nos roubam direitos.

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44 respostas a Passos Coelho admite retirar subsídios ao privado

  1. De diz:

    Clap!Clap!Clap!

  2. Edgar diz:

    Qualquer dia alvitra-se que suspender todos os direitos não é inconstitucional desde que o façam a todos os cidadãos.
    A situação está a degradar-se tão rapidamente que já falam em mais dois anos os que juravam a pés juntos que não era preciso nem mais um. Em janeiro, 2012 era o ano de viragem; agora, em 2013 vai continuar a haver recessão.
    Se continuarem a retirar mais uns milhares de milhões ao consumo, as falências vão aumentar, o desemprego vai aumentar, o défice vai aumentar, a dívida vai aumentar, a pobreza vai aumentar a revolta vai aumentar, a luta vai aumentar e esta política vai estourar.
    Afinal, a análise do PCP estava correcta e estas políticas só agravam os problemas que dizem querer resolver!

    • João diz:

      Obrigado Edgar.
      Finalmente alguém a lembrar que há um partido político em Portugal, preocupado com o pais e com os portugueses!
      Há 38 anos que o faz, sem que lhe deem o devido valor. Há 38 anos que o PCP é afastado das decisões mais importantes da vida do nosso pais.
      Há 38 anos que são levantadas, por quem nos tem desgovernado, de Mário Soares a Passos Coelho, suspeições e calúnias ao partido, pondo em causa a sua competência e honestidade política e às quais os portugueses têm dado a maior e melhor relevância.
      Há 38 anos que os portugueses justificam as suas escolhas eleitorais, que só beneficiam a mesma franja da sociedade, mas nunca a maioria, com os dogmas criados sobre o PCP.
      Obrigado Edgar, pela análise. O PCP é o único partido que, verdadeiramente se preocupa com os portugueses. O PCP é a alternativa a esta política centrada no exclusivo engrandecimento do poder do capital e do neoliberalismo.
      Que mais pessoas o oiçam!

  3. miguel serras pereira diz:

    Post desastroso. Porque é que a grande maioria dos trabalhadores do sector privado – não me refiro, evidentemente, aos que, sendo formalmente assalariados, auferem de rendas ou participações milionárias, ao mesmo tempo que assumem responsabilidades de direcção económica e, portanto, política fundamentais – são menos explorados do que os da função pública? Há alguma superioridade ou dignidade superior associada ao facto de se ser assalariado trabalhando para o Estado em vez de para uma empresa?
    O BC devia aprender, para bem dele e do conjunto dos seus concidadãos, que olhar para a realidade com sentidos sóbrios nunca fez mal a ninguém.

    msp

    • Bruno Carvalho diz:

      Mas alguém disse que eram mais ou menos explorados? O capital é que virou trabalhadores contra trabalhadores através da propaganda nos meios de comunicação social. Durante anos, ouvíamos dizer que os do público eram privilegiados e que isso era uma vergonha. Muitos trabalhadores do privado alimentados por essa conversa exigiam a retirada de direitos dos do público. É disso que se trata. Leia o que as pessoas escrevem em vez de mandar as suas habituais postas de pescada, geralmente podre.

      • Maria Gancha diz:

        E que é que o pôs a si a por uns contra os outros?
        Reveja você o que anda a ler, e oiça as pessoas em vez de fazer julgamentos desses. Que vergonha.

        • antónimo diz:

          Uns contra os outros? BC apenas recorda aos que gostam de se queixar da FP que agora vão provar do mesmo remédio. Os rotos sempre gostaram de se queixar dos nus, o que hoje mais me fartei de ler foi gente do privado (como eu) carregando ainda mais contra os funcionários públicos, garantindo a pés juntos que a culpa da situação em que estamos não é deles.

      • luxemburgo diz:

        O tom “toma lá que é para aprenderes” não deve nada à luta de classes, bem pelo contrário. A haver distinção entre “público” e “privado” quanto à condição dos trabalhadores, só poderá ser porque TODA a classe operária (os criadores de mais valias usurpadas pelo capital) trabalhar no privado, ao passo que os trabalhadores do “público” são TODOS pequeno-burgueses a expensas e coniventes com um aparelho de Estado capitalista. Talvez seja, portanto, melhor não ir por aí…

    • De diz:

      Comentário desastroso!!!
      Tão completamente que se pergunta se foi escrito em estado de sobriedade…

      • A.Silva diz:

        De, o problema de msp é que sofre de anticumunismo básico. Não perde uma opurtunidade de expelir o seu fel contra tudo o que lhe cheire a comunista, por isso é normal que nessas alturas o seu racicinio fique toldado 🙂

    • eu diz:

      lamentável e estulto,é o seu comentário.A burguesia está na iminência de perder o controlo,donde aparece você qual Rui Bebiano,qual Pacheco Pereira(nos idos 74/75) a ‘amandar’ bocas estúpidas e fora do contexto.Já estou a gastar em demasia `*a sua amnobra.Dê comprimentos ao Petraeus….,está bem?Da-se!!!!

    • antónimo diz:

      MSP Se anda a ler assim a língua portuguesa e se mostra incapaz de perceber o post dizendo que é lá dito o que não é dito, acho que vou deitar fora certas traduções que para aqui tenho.

  4. xatoo diz:

    falta uma variável, a revolta da população.
    Se entretanto nenhuma acção a sério se realizar – e a experiência mostra que nenhuma acção radical pode ser realizada com a CGTP ou com o PCP à cabeça (pq são instituições meramente reformistas e conciliadoras)…
    … os cortes nos subsidios serão para todos! e em 2013 começam os despedimentos a sério na função pública!

    • Bruno Carvalho diz:

      Pois, mas ao que sei o PCP e o PEV foram as únicas forças partidárias a recusar pedir a inconstitucionalidade do corte dos subsídios porque sabiam que isso ia servir de desculpa para os retirar aos restantes trabalhadores. Foi um péssimo erro táctico do BE que com o PS veio legitimar este ataque do ponto de vista do TC.

      • De diz:

        Na mouche.
        Factos que não podem ser escamoteados:
        “PCP contesta decisão do Tribunal Constitucional:
        Jorge Machado, deputado do PCP, recordou que o seu partido não subscreveu pedido de inconstitucionalidade por discordar do argumento da violação do princípio da igualdade.
        “O Tribunal Constitucional só devia determinar se a norma é ou não constitucional, sem ter de se imiscuir em opções políticas nem na aplicação orçamental do Governo. Se a norma era inconstitucional, então não se devia aplicar também, este ano”, considerou o deputado.
        Acrescentando: “Desde o princípio achámos que a medida era inconstitucional, mas não subscrevemos o pedido de inconstitucionalidade porque discordamos do argumento da violação do princípio da igualdade. Se esse argumento fosse utilizado serviria para cortar os subsídios, não só aos funcionários públicos e aos pensionistas, mas a todos os trabalhadores. E lançamos o alerta de que se essa for a interpretação, continuaremos a defender que a medida é inconstitucional.”

        • Baresi88 diz:

          Não nos podemos esquecer que as pessoas têm fome, estão desesperadas, amedontradas, e quem é que vai lutar com fome?!

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Pois. Agora é que vamos ver se a estratégia de exploração dos exploradores – ou seja, sacar aos capitalistas mais dinheiro sem pôr em causa o próprio sistema – seguida pelo PCP e pela CGTP, vai finalmente dar lugar a uma estratégia de combate sem quartel que derrube o governo e permita constituir uma outra maioria de governo que ataque as causas da crise e não apenas os seus sintomas. E, para isso, será necessário criar uma ampla coligação de esquerda radical, que englobe o PCP, os Verdes, o BE, o PCTP/MRPP, o MAS e independentes de esquerda. E que saiba articular a sua acção com os movimentos sociais, em vez de os agredir, como faz a CGTP.

      • Nuno Rodrigues diz:

        E os movimentos sociais não “agridem” a CGTP?

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Fisicamente, da maneira que a CGTP tem feito aos movimentos sociais, certamente que não. Zurzi-la por não ser suficientemente combativa, acomodando-se ao capitalismo burguês, certamente que sim.

          • De diz:

            Mais um disparate.
            Na mesma onda do da “estratégia de exploração dos exploradores”
            Apenas esta pequena nota.

  5. imbondeiro diz:

    Pois é… Mas eu, a ser um desses ressabiados trabalhadores do privado que agora abanam o rabinho de contentamento pelo sector público estar a ser destruído, teria muito cuidado. É que, da próxima vez que forem ao hospital, bem lhes pode aparecer pela frente um enfermeiro altamente competente e motivado contratado pelo estimulante salário(?) de 300 euros. É como diz o velho ditado: pela boca morre o peixe. Ainda hão-de chorar baba e ranho pelo anatemizado funcionário público. O velho Ilitch não deixava de ter razão: um povo ignorante ( e, consequentemente, manipulável) forja as cadeias com que o hão-de prender.

    • Jorge diz:

      Por esse comentário (…ressabiados trabalhadores do privado…?????) e por muitos outros , é que não posso deixar de dizer de me revoltar contra “alguns” tipos de funcionários públicos, como parece ser V.Exª. Mal tratados são todos os que recorrem ao hospitais, e que a grande maioria da vezes passas 5, 6 e 7 horas para serem atendidos, por gentinha que julga por serem funcionários públicos são melhores que os outros. Eu tenho o meu trabalho e sustento em risco … e vocês têm o quê? Não quero meter todos no mesmo saco, mas por aqueles que pulam de alegria, porque afinal vamos todos pagar. Será que vamos? Ou como sempre existem excepções? Deputados, Politicos, TAPistas, EDPistas, GALPistas, Banco de Portugal (aqui sem istas por esses são de um País à parte), estão incluidos? Devemos é todos nos unirmos e pensarmos num futuro conjunto mais risonho.

      • Dédé diz:

        Jorge, fale por si, eu costumo ser bem tratado quando vou ao hospital ou ao centro de saúde. Pelos trabalhadores que lá trabalham. E já agora acrescentar que quanto a esperas, a maior seca que levei nos ultimo anos foi num consultório privado onde fui acompanhar uma pessoa de família. Ah, e sempre trabalhei no privado.

      • imbondeiro diz:

        Olhe, eu até lhe respondia, mas as ilações que retira do que escrevi, de tão primárias, não merecem grande resposta. A irritação deve-se a quê? A carapuça serviu-lhe? Acalme-se homem. Se gosta tanto de “igualdade” entre público e privado, o “grande nivelador” Passos Coelho acaba de dar-lhe uma alegria. Pode ser que agora a azia e as descargas biliares lhe passem. Se não passarem, há para isso pastilhas. Passe bem.

        • Jorge diz:

          Muito obrigado pelo comentário. Vê-me de que onda vem…

          • antónimo diz:

            Já você vem da onda alienada dos que nunca perceberam que apenas os direitos da FP garantiam a manutenção de alguns direitos laborais aos trabalhadores do privado e activavam a situação económica. Mas Passos Coelhos já vos fez a vontade. Parabéns.

          • imbondeiro diz:

            Não me vai levar a mal, mas não entendi o que escreveu.

  6. Edgar diz:

    Quanto à unidade dos trabalhadores, apesar de alguns esforços para marginalizar e criar clivagens, o governo está a fazer um bom trabalho. Veja-se, por exemplo, o que está a acontecer com os técnicos de saúde: depois dos 3 a 4 euros/hora aos enfermeiros, já tentam alargar esta “magnífica” remuneração a nutricionistas, psicólogos, etc.
    E, se me é permitido, mais um aparte: os que acusam o PCP de seguir uma política de “quanto-pior-melhor” deveriam morder a língua. Muitos deles, que poderão perder os subsídios se não lutarem, talvez passem a olhar com mais atenção para as propostas do PCP.

  7. menvp diz:

    Mais uma situação aonde o Tribunal Constitucional se deveria pronunciar:
    – o desvio de recursos dos contribuintes… para… aonde não fazem falta!!!
    [um exemplo: o contribuinte despende milhões e milhões em ‘CURSOS DE FORMAÇÃO DE DESMPREGADOS’… e depois… o contribuinte não tem acesso a determinados serviços… por… falta de profissionais!!!!!]

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    Anexo:
    PARA UMA MELHOR GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS, E FINANCEIROS, DA SOCIEDADE:
    A regra dos «3 ordenados mínimos»
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    Os gajos de Cuba podem ter montes de defeitos… no entanto, possuem o know-how necessário para formar a quantidade de profissionais de saúde necessária às populações!
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    Tal como dizem os chineses – «não dês um peixe, ensina a pescar» – ou seja: a solução não é importar médicos cubanos, mas sim, pedir ajuda ao governo cubano… para que se consiga formar a quantidade de profissionais de saúde necessária!
    .
    .
    NOTA:
    Por exemplo, é escandaloso existir falta de médicos em ‘n’ serviços públicos de saúde!… De facto, oferecendo um salário de TRÊS ordenados mínimos… um serviço de saúde público não deveria ter problemas em contratar um médico.
    {Uma obs: Deveria-se recorrer ao know-how cubano… para avaliar qual o número de profissionais de saúde que será necessário formar para cumprir esta «regra dos três dos ordenados mínimos»… leia-se: AVALIAR O NECESSÁRIO AUMENTO DA OFERTA… para a procura existente… }.
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    P.S.
    Como é óbvio, a regra dos «3 ordenados mínimos» deve ser aplicada a outras profissões aonde existe oferta de serviço público.
    A «Regra dos 3 ordenados mínimos» não será um tecto salarial… mas sim, um indicador objectivo: se existe procura de profissionais (propondo um salário de 3 ordenados mínimos)… e não existe oferta de profissionais interessados nesses postos de trabalho… ENTÃO: há que aumentar a oferta de profissionais nessa actividade profissional – leia-se, aumentar o número de pessoas com a formação necessária para desempenhar esses trabalhos [escusado será dizer que é um escândalo estar a desviar recursos dos contribuintes para aonde não fazem falta – leia-se, para ‘CURSOS DE FORMAÇÃO DE DESMPREGADOS’].

  8. Júlio Almas diz:

    Ainda me lembro quando o PCP era um grande partido e saíam do parlamento quando o facho do CDS falava.
    Todos parecem ter muita razão, mesmo quando votarm a lei 19/2003. Agora vêm reivindicar – eu disse; eu é que sabia.
    Ontém foram os pilotos e o governo lambeu-os; hoje os enfermeiros e o governo lambe-os; amanhã os médicos e o governo lambê-los-á.
    Dou o meu voto de confiança à melhor medida tomada por essa criatura a quem denominam de 1 ministro. Finalmente deixou de nos dividir e, “num rasgo de génio”, vai f…..r-nos a todos de uma só vez.

    Não sei quem tem razão ou não, mas é necessário uma mudança nisto tudo, com todos, com ou sem certezas no….

    • Edgar diz:

      Só um reparo, júlio Almas, o PCP continua e continuará a ser um grande partido, grande de militantes e de determinação e luta na defesa dos trabalhadores e do povo.

  9. Paulo Cruz, S. J. diz:

    É preciso cortar agora, para não sofrer depois. Aliás, tudo o que está ser cortado, será restituído daqui a uns anos. Não percebo a vossa indignação no meio de tudo isto. Sejam portugueses e patriotas. É preciso aguentar para salvar o país.

    • bg diz:

      como é que alguém desempregado e sem fontes de rendimento aguenta o que quer que seja durante “uns anos” explica-me lá se faz favor

  10. luis diz:

    Contudo, apesar de o texto apresentado pelos deputados do PS (e subscrito por toda a bancada do BE) ao PCP ter “aspetos e fundamentações” com os quais estão de acordo tem também alguns que “dificilmente” poderiam subscrever, disse.
    “Sobretudo tendo em conta uma das questões, que é o facto de nós considerarmos que há uma violação do direito constitucional à retribuição do trabalho, quando se corta um subsídio, quando se corta o salário, e que isso é assim independentemente do corte ser só para os trabalhadores do setor público ou de ser alargado a todos os trabalhadores”, sustentou Bernardino Soares, em declarações aos jornalistas.
    “É nesse aspeto que temos a nossa discordância fundamental com aqueles fundamentos, mas, entendemos o direito dos proponentes quererem apresentar aquele texto”, acrescentou.

    Esta foi a posição do PCP em Janeiro de 2012 e infelizmente o tempo deu razão…

  11. silva diz:

    A falta de investigação sobre os despedimentos coletivos, leva que pela segunda vez o Casino Estoril faça outro despedimento coletivo de 38 trabalhadores, claro está com o apoio do governo que não é melhor que o anterior, a conversa com o administrador do casino e passos coelho no restaurante mandarim, está a dar os seus resultados.

  12. João Carlos diz:

    Tinha acabado de escrever o que está em baixo e passado uns minutos leio este artigo!! Não podia estar mais de acordo!!!

    “Mais do que nunca “proletários de todo o Portugal uni-vos”!!
    Não adianta deixarmo-nos embalar pelo discurso fracturante de quem quer colocar funcionários do privado contra funcionários publicos, de uma vez por todas entendam, TODOS SOMOS TRABALHADORES, e só UNIDOS conseguiremos derrotar quem nos anda a ROUBAR!!!!!”

  13. Luis Reis diz:

    Estou muito satisfeito(brincadeira),hoje saí para a rua e fui de “capela” em “capela”,ver as fuças dos meu amigos que há anos estavam todos satisfeitos com a medida exercida pelo Sócrates de ter roubado 3,5% a 10% a quem ganhasse mais de 1500 euros, lembran-se?Foi aí que se abriu a caixinha de pandeireta…agora estão todos fodidos!!!!Bem haja Pedrito!
    Toca a musica com mais força.Olé….

    • Jorge diz:

      seus amigos… pelo comentário não são, nem você é amigo deles. Amigos não são aqueles que ficam alegres com o mal dos outros.

  14. M.D. diz:

    – O empregador de um funcionário público é o Estado.

    – O empregador de um funcionário do privado é uma Empresa.

    Dúvida:

    Se no 1º caso o empregador (Estado) não paga aos subsidios de férias e Natal aos seus empregados e fica com o dinheiro, não deveria no 2º caso o empregador (Empresa Privada) ficar também ela com o dinheiro do não pagamento dos subsidios aos seus funcionários…?

    • antónimo diz:

      Há tempos cruzei-me com uma operária feliz, feliz, por o Governo ter retirado os subsídios aos funcionários públicos. Que era muito bem-feito que o patrão também há não lhos tinha pagado no ano anterior. Julgo ser destes assim de que gosta.

      Quanto às suas questões engraçadinhas, talvez devesse mandar umas quantas ao José Pina ou aos tipos que faziam o Contra-Informação. Teria mais gente a apreciá-las que, por aqui, Buster Keaton e Chaplin são referências.

  15. Sacrificio e Inimputabilidade II

    Canto VI – Lusíadas (estrofes 96-98)(*)

    Não cos manjares novos e esquisitos,
    Não cos passeios moles e ouciosos,
    Não cos vários deleites e infinitos,
    Que afeminam os peitos generosos;
    Não cos nunca vencidos apetitos,
    Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
    Que não sofre a nenhum que o passo mude
    Pera algũa obra heróica de virtude;

    Mas com buscar, co seu forçoso braço,
    As honras que ele chame próprias suas;
    Vigiando e vestindo o forjado aço,
    Sofrendo tempestades e ondas cruas,
    Vencendo os torpes frios no regaço
    Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
    Engolindo o corrupto mantimento
    Temperado com um árduo sofrimento;

    E com forçar o rosto, que se enfia,
    A parecer seguro, ledo, inteiro,
    Pera o pelouro ardente que assovia
    E leva a perna ou braço ao companheiro.
    Destarte o peito um calo honroso cria,
    Desprezador das honras e dinheiro,
    Das honras e dinheiro que a ventura
    Forjou, e não virtude justa e dura.

    A História repete-se. Fundos europeus, crédito fácil ou rendimentos garantidos, no lugar das especiarias e riqueza do Oriente. Créditos fáceis e efémeros, que podem conduzir ao acomodamento, à ganância, ao esquecimento dos valores essenciais e à perda da autonomia de um país, que tantos ao longo de tantos anos e com tanto esforço souberam construir.

    Povo “temperado com um árduo sofrimento” , capaz de todos os sacrifícios em defesa da “virtude justa e dura” , mas “desprezador das honras e dinheiro que a ventura forjou” .

    Mais sacrifícios? Todos os necessários, desde que para todos! E o exemplo deve em primeiro lugar vir de quem está no leme do poder. É incompreensível decretar empobrecimento de quem vive do trabalho para sucumbir perante a força dos lobbies de privilégios de interesses privados ou públicos que parasitam e sugam o orçamento de estado.

    Por isso, seria mais justo, patrótico e visionário, clamar e lutar pela eliminação de todos os abusos que defraudam o interesse publico, para depois sim, poder exortar aos sacrificios que seja necessário fazer para construção de um futuro melhor.

    (*) Estrofes do exame nacional do 12º ano de Português

    http://www.poroutrolado.com/2012/07/sacrificio-e-inimputabilidade-ii.html

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