O combate político nas universidades

Há uns anos, a Faculdade de Arquitectura da UTL negou-se a ceder um espaço para um debate (no qual, entre outros, estaria o Manuel Tainha) que estava a organizar, se bem me recordo, no âmbito do Le Monde Diplomatique. O argumento para a recusa era que seria demasiado político para uma universidade. Respondemos que, enquanto as universidades tiverem cidadãos, serão sempre espaços de política.
Escrevo-o no mesmo dia em que é notícia que a direcção da Faculdade instiga os seus alunos a endividarem-se para pagar propinas. Esta não é uma decisão técnica, de tecnocratas. É política, pura e dura.

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5 respostas a O combate político nas universidades

  1. Baresi88 diz:

    Olha os interesses.

  2. Edgar diz:

    É a mesma política que endividou milhares de famílias com a compra de casa.
    O direito à educação e à habitação é “comprado” com a hipoteca do futuro. O peso da dívida a tentar limitar a liberdade e a capacidade reivindicativa, a querer obrigar a que se aceitem, por exemplo, os 3,96 euros que querem impor.
    O mesmo se passa com as dívidas soberanas com os insuportáveis serviços da dívida a hipotecar o futuro dos povos e a tentar obrigá-los a aceitar limitações de soberania.
    É a ganância a sugar o máximo, a acelerar a exploração e a concentração de capital.

  3. Pisca diz:

    E não se pode fazer o curso com base em Curriculum Profissional ?

    Assim uma coisa em que se apresentam os desenhos de casinhas feitas no infantário e na primária ?

    Parece que para alguns arrelvados casos funciona. Pagava-se um tanto e despachava a logo a coisa para além de poupar a dar aulas a uma data de fulanos

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