Genocídio Financeiro – «E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?» Almeida Garrett

“E as histórias são cada vez mais tristes, entre desempregados, pequenos empresários que a crise deixou falidos, ou pessoas sem dinheiro para a saúde, como o caso recente de um homem de 70 anos, de Creta, sem dinheiro para pagar os medicamentos para a dor que precisava para a sua perna amputada, ou de um homem de 60 anos que se atirou da janela junto com a sua mãe de 90 anos, em Atenas, aparentemente por os 340 euros da pensão da mãe, única fonte de rendimento dos dois, não chegarem para os cuidados de que necessitava. “

A propósito de mais um suicídio homicídio, na desta feita na Acrópole de Atenas. Quantos Dimitris Christoulas são precisos para sustentar um rico?

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86 respostas a Genocídio Financeiro – «E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?» Almeida Garrett

  1. CeC diz:

    Tudo muito certo mas… e quantos indivíduos sustenta um “rico”?
    Honestamente, esses exemplos referidos não são exemplo para ninguém.

    Não se trata de não haver empatia com as dificuldades alheias, trata-se, sim, de separar as coisas.
    «We have a large public that is very ignorant about public affairs and very susceptible to simplistic slogans…» Zbigniew Brzezinski

    • Renato Teixeira diz:

      Não vejo onde é que está o simplismo. Nem sequer o slogan.

      • CeC diz:

        O simplismo até seria fácil de encontrar se o conectarmos a essa ideia demagoga de o suicídio ser uma ‘resposta’ à actual crise. Fica muito na onda de todo o colapso financeiro ser de responsabilidades políticas e da Banca.
        O slogan, esse acaba por ser toda a ideia de a culpa ser sempre alheia; e sejamos sinceros, é mais fácil ver os sapatos sujos dos outros que a nossa própria sola.

        • antónimo diz:

          simplista é achar que os ricos teriam riqueza sem que outros produzissem para eles.

          numa coisa tem razão: a culpa é de todos. pelo menos dos que não invadem a quinta do feitor para reaver a mais-valia.

        • notrivia diz:

          Por acaso fica aqui um artigo fresquito de um desenlance que tem haver com o que dizes (sem esquecer que o que dizes é puramente baseado nos telejornais dos media mainstream que andas a papar as refeições todas, quando o que devias fazer era fazer uma pesquisa mais alargada e isenta dessa mentalidade direitisto-financeira que te corroi a inteligência e qualquer traço de humanidade.):

          http://auditoriacidada.info/article/novidades-da-auditoria-francesa

          E vens pra aqui citar Brzezinskis….
          Vai te esconder ó!

        • De diz:

          Este vê-se que tem os sapatos sujos.
          ( se fossem só os sapatos.)

          Entretanto contos à Brzezinski?Lá por CeC ter um fetiche por esta coisa …

    • notrivia diz:

      CeC nazi! A citação do nazi Brzezinski aplica-se inteiramente a tua ignobil personagem.
      Tu és um dos muitos profundamente ignorantes a cerca dos assuntos públicos.
      A personagem que tu citaste é daqueles que nem sequer têm pudor em mostrar o seu medo da crescente consciencialização politica das massas.
      Olha pra este, vem pra aqui dar uma de espertalhão…

      • CeC diz:

        Ponderei se havia de responder, pois -honestamente- agrada-me alguma elegância enquanto se discute e não me parece esse o caminho que pretendes; farei, ainda assim, mais um intento.

        O que destaquei foi a mensagem inseridas nas palavras de Brzezinski, não os seus ideais. É essa mensagem que transfigura sociedades, sem terem uma consciência concreta da definição de direitos e de deveres; é essa mensagem que modifica os ideias de uma democracia para uma oclocracia.

        Passamos demasiado tempo -enquanto Sociedade- numa picardia entre classes: povo/governo, empregado/empregador, entre outros exemplos, para realmente atingirmos um consenso real sobre objectivos e como os alcançar. Precisamos de ter uma visão estóica das coisas, não uma visão irresponsavelmente demagoga.
        Olhemos para a Grécia e os casos referidos, anteriormente. As consecutivas manifestações, o mediatismo dado às catástrofes pessoais, os discursos populistas… tudo isso tem repercussões. Tudo isso se traduz em instabilidade, e é meramente isso que tem resultado das acções ocorridas na Grécia. Logo e quando, o que mais precisavam era estabilidade.

        • De diz:

          Estabilidade! Estabilidade ubber alles
          Dizia o invasor nazi na França ocupada,discursando com aquele tom característico que chegou aos nossos dias.

          Lixaram-se.

          O resto é paleio dos camafeus que pregam a submissão aos exploradores

          (utilizando até o palavreado de um proto-nazi)

        • notrivia diz:

          Elegância é cena de quem tem conforto na vida para se dar a esses disfrutes… Mas desculpa lá qualquer coisinha que te possa ter transmitido um certo desconforto…

          Não obstante possivel gentileza (coisa rarissima da minha parte em geral), tenho que reiterar que continuas fora de ordem e com uma análise muito pobre dos assuntos.

          Relativamente a questão da ‘estabilidade’, quem beneficia com ela não é certamente a população em geral, e já que falas na Grécia, aqui vai um link para veres como é que é essa ‘estabilidade’ que os da tua pinta gostam muito de atirar ao ar:

          • De diz:

            Por cá foi nomeado para ministro um banqueiro ligado aos negócios privados da saúde.
            O seu objectivo é claro.Do fundo da caneta com que assina os despachos,está a pá do coveiro que tenta acabar com o que resta do SNS.
            Os negócios privados da saúde prosperam. O untuoso ministro faz-lhes crescer os lucros na exacta medida em que destrói os serviços públicos.
            Da sua boca saem as obscenidades próprias da canalha que nos governa.Fede a excremento de beato hipócrita.No fundo cheira a sofrimento,sangue e morte

  2. António diz:

    E um rico sustenta quantos pobres?

  3. licas diz:

    Pois . . .
    ___1____E um rico, se investe numa Empresa, a quantas
    pessoas proporciona, vida decente?
    ___2____O VISCONDE de Almeida Garret foi mais notável como
    *dandy* do que esmoler . . .

    • Xampalimô diz:

      Ó licas, Já não te lembras?… O visconde comparado ao Cerejeira ou à Fifi Canecas, era um esmoler muito tótó
      A máxima é esta : É preciso que os ricos fiquem cada vez mais ricos para poderem ajudar cada vez mais pobrezinhos

      • licas diz:

        Não Xampalimô:
        É preciso que a sociedade seja completamente igualitária para que
        gozemos finalmente
        ___as fábricas serem governadas pelos Comissários Políticos,
        ___ as promoções profissionais estejam em harmonia com quem nos governa
        ___ as opiniões discordantes com o Governo sejam eficazmente reprimidas
        ___ os média sejam sem exceção condizentes com as diretivas superiores
        ____etc.

        ONDE É, HISTORICAMENTE, TAL ORIENTAÇÃO OCORREU?

        • Çalazar diz:

          Ocorreu na tua cabeça distorcida, licas,…no que resta dela…
          Hoje vim eu, porque o Xampalimô está pior do que tu, nem se mexe, mas mandou um abraço e recomenda a adoção de um pobrezinho, para provamos a esses formatados à Marx que o capitalismo distribui riqueza, Alem disso tambem dá indulgencias, como de certo já sabes

          ps
          O Ceregeira pergunta se demoras

        • De diz:

          O ódio à cultura sempre foi apanágio dos boçais.
          Até Garrett não escapa.

          (De forma um pouco histérica,convenhamos 🙂 )
          etc

  4. Alexandra Martins diz:

    Acho piada a alguns comentários… como se o que produz a riqueza para as empresas não fosse a força de trabalho dos trabalhadores… enfim… parece que as máquinas andam sozinhas, os materias se carregam sozinhos… só pela boa vontade de um generoso capitalista em ter a empresa…
    Além de que basta ver qual é a fatia do rendimento que vai para quem realmente faz o trabalho e o que fica com o “generoso empreendedor”…
    Almeida Garrett tinha uma coisa que pelos vistos falta a outras pessoas que aqui comentam – a percepção da realidade.

    • António diz:

      Se é tão fácil, se só precisa de trabalhadores, porque não abre uma empresa e emprega trabalhadores, milhares deles! O país agradecia

    • M.D. diz:

      Porque a fábrica apareceu na rifa, é isso? Não há dinheiro investido, não há emprestimos ao banco, não há trabalho comercial de arranjar clientes e mante-los, não há trabalho de gestão de pessoal, não há trabalho de planeamento e análise do mercado actual e futuro, não há risco, é só lucro…

      Triste mentalidade…

      Se quer saber qual o trabalho do empreendedor faça o seguinte exercicio: veja a facturação anual de uma empresa. Retire-lhe o que paga em salários. Retire o que paga em impostos. Retire os custos correntes. Retire o que se reiveste na empresa. Tem a retribuição pelo trabalho do empreendedor, que o trabalhador não sabe/não consegue fazer. Se for esperta vai ver que ambos precisam um do outro.

      Mas como disse alguém atrás, faça você mesmo! Pelos vistos é fácil, é barato e dá milhões!

      • De diz:

        Buááááá!
        Pobre “empreendedor” tão mal compreendido na sua tarefa magna de se apropriar do trabalho alheio

        «Os trabalhadores não possuem meios de produção e por isso buscam um emprego de modo a obter a sua subsistência; os capitalistas detêm os meios de produção e por isso procuram empregados que municiem esses meios de produção de modo a obter lucros.»
        Erik Olin Wright, sociólogo norte-americano, presidente da Associação Americana de Sociologia

        O chato da questão é que os neoliberais (e os capitalistas) tomam os bens de capital como um a priori, ou seja, não dizem quem os produziu. (tão bem explicitado no comentário de MD)

        “«o capital também é uma relação social de produção. É uma relação burguesa de produção, uma relação de produção da sociedade burguesa. Os meios de vida, os instrumentos de trabalho, as matérias-primas que constituem o capital não foram produzidos e acumulados em determinadas condições sociais, em determinadas relações sociais? Não são eles utilizados na futura produção, em determinadas condições sociais, em determinadas relações sociais? E não é precisamente esse carácter social determinado quem converte em capital os produtos destinados à futura produção?» (Marx, Trabalho assalariado e capital, Edições Avante,1974, p.57).
        Em traços gerais, estas afirmações de Marx demonstram que os produtos e os resultados finais do trabalho operário, para além de deixar de lhe pertencer, passam a ser propriedade do capitalista. Indo ainda mais longe, tudo o que a burguesia e seus académicos e ideólogos de serviço apresentam como suas propriedades naturais e eternas – a maquinaria, o dinheiro, etc. – derivam, na verdade, do trabalho desenvolvido pelos trabalhadores no seu quotidiano e subsequentemente apropriado pela classe capitalista.”
        Excerto de um texto de João Valente Aguiar aqui no 5 Dias

        A fábrica é fruto do trabalho desenvolvido pelos trabalhadores
        Sorry MD

        • M.D. diz:

          Marx…?! O próprio Marx??? O burguês envergonhado que passou anos enfiado numa biblioteca a crirar uma mentira com base em adulterações? Enfim, nunca o mundo mudou tanto e algumas pessoas continuam amarradas à idade da pedra…

          • antónimo diz:

            e outras agarradas como lapas ao século xviii onde estava tudo muito bem, na ordem e no melhor dos mundos. uns ociosos e os outros cavando para eles.

          • De diz:

            Antes de!

            Dá um certo gozo ver que passados tantos anos,Marx continue a despertar o ódio tonto e impotente.Tanto que até repetem os mesmos estribilhos repetidos pelos seus ancestrais de classe por anos a fio.
            Marx de facto ainda hoje assusta.
            E permite destapar a careca dos defensores da exploração
            O próprio Marx.
            Na mouche
            Há quem crie riqueza.Há quem se aproprie dela.

      • De diz:

        Resumindo:
        Há quem crie riqueza.
        Há quem se aproprie dela.
        MD coloca-se ao lado dos ladrões.E tem a suprema lata de dizer que “se for esperta(?) vai ver que ambos precisam um do outro.”
        Então não?
        🙂

        (repare-se nesta pérola:”Tem a retribuição pelo trabalho do empreendedor, que o trabalhador não sabe/não consegue fazer”
        Então não?
        ( os patrões portugueses que são dos mais iletrados da Europa e que têm menos habilitações que os seus trabalhadores…)
        🙂

        • M.D. diz:

          Já uma vez lhe disse que se os trabalhadores soubessem fazer, faziam-no.

          Mas então o que pretendem V.Exas para que ninguém se “aproprie” do trabalho de ninguém? Substituir trabalhadores por robots? Ou será que se de repente se nacionalizassem as empresas privadas (lol) e o patrão mudasse de nome para Estado, ai o trabalho dos trabalhadores não estaria a ser apropriado.

          Tinha tanto para lhe explicar, mas seria o mesmo que discutir com o próprio do Marx, e realmente não adianta discutir com um ignorante, pois este arrasta-nos para o seu nível, e ganha por experiência!

          • antónimo diz:

            Oh, De, no outro dia, noutro post, não se esqueceu de explicar aqui à rapariguita que os khmers que ela tanto execra foram amplamente sustentados pelos EUA? Depois deixei de abrir a caixa de comentários, mas por lá ficara rindo-se com a desinformante tirada de tentar colar a esquerda aos khmers.

            Mesmo parecendo saída das cavernas mais fundas, onde leccionavam escravocratas, saqueadores e outros apoiantes da direita, convém ir mostrando-lhe que existe mais mundo fora do cavernícola e gente melhor e capaz que entre os empresários que enriquecem os holandeses fazendo por cá salários baixos o ano inteiro.

          • De diz:

            “Já uma vez lhe disse que se os trabalhadores soubessem fazer, faziam-no”

            Ahahahahah.
            Pode crer que sim.
            De resto é por isso mesmo,por esse tremendo receio,que a dona não desgruda.E por vezes entra em transe.E fica a falar em chiqueiros.Lembra-se?Eu sim.E a esses adjectivos voltarei.

          • De diz:

            MD. não tem nada a explicar.O que lhe sobra é apenas a propaganda barata saída do bucho dos lugares comuns dos media que repetem a ladainha do dono.
            Perante a evidência que as fábricas, o dinheiro, as maquinas derivam do trabalho dos trabalhadores e a eles expropriado, MD refugia-se em…robots.(!).E no papão do “estado”, ignorando o seu papel ao serviço do poder.
            No fundo,no fundo o que MD não quer ouvir é que esta sociedade capitalista está podre. Não serve.

            Mas por favor,que se deixe de lamúrias já repetidas várias vezes,com outro nick é certo,sobre a “discussão com um ignorante que nos ganha por experiência”.
            A experiência que a dona tem não me interessa para nada.Por mais que esta queira companhia no local que disse que habitava

        • M.D. diz:

          “Há quem crie riqueza. Há quem se apodere dela”.

          E o DE, em qual dos cenários se encaixa…?

          • De diz:

            Deixe-se dessas tretas de pessoalizar as questões.
            E volte a ler o que ficou escrito atrás.

            “Se os trabalhadores pudessem fazer,faziam-no”.Uma frase misteriosa que oculta todo um programa.
            “Existe mais mundo fora do cavernícola e gente melhor e capaz que entre os empresários que enriquecem os holandeses fazendo por cá salários baixos o ano inteiro.”
            Há quem crie riqueza.E quem se aproprie dela

          • M.D. diz:

            “Há quem crie riqueza. Há quem se apodere dela”.

            Eu ajudo-O. Eu, uma vez que tenho um patrão, deduzo pela sua lógica que encaixo-me na primeira: quem produz riqueza, sendo que o meu patrão se apropria dela. A questão agora é:

            E o DE, em qual dos cenários se encaixa…?

          • De diz:

            Ajuda-me?
            Vossemecê deve estar a brincar.
            Eu não quero saber nem do seu umbigo nem do que faz para merecer o ordenado do patrão
            Eu torno a repetir para ver se percebe.
            Não pessoalizo questões.Nem entro em confidências com.Sobretudo consigo,que já mostrou de forma tão vergonhosa o verniz partido.

            Depois um dia falaremos nas posições de classe dos intervenientes e do papel dos ditos “gestores” do patronato em toda esta história
            Agora não me apetece.

          • M.D. diz:

            Também me parecia que não lhe apetece. Explica muita coisa…

          • De diz:

            MD.
            Ainda não percebeu que este comentário de MD:
            “Você é cada vez mais parecido com um porco Nazista, o que só poderia fazer sentido uma vez que o Nacional Socialismo e o Comunismo não são mais do que irmãos gémeos.”
            a desqualifica como interlocutora de algo que não seja o confiná-la ao sítio aonde a dona gosta de se postar?E eu não frequento esses sítios?
            Portanto antes que receba o troco vá dar uma curva.

      • antónimo diz:

        Cá está o útil trabalho de um empreendedor:
        empresas que ficam com 50% do que o Estado (nós) lhe pagamos

        http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2012/07/portugal-2012-governo-psd-cds.html

        E entrega a outra metade ao trabalhadorr.

        A questão é: qual a necessidade da empresa intermediária?

        Deve ser neste tipo de coisa que M.D. ganha a vida. No empreededorismo esperto.

  5. Pisca diz:

    O único ser que investe sem ser para lucro próprio é o toiro, e mesmo assim para sua defesa ou para atacar o que na sua gene sente ser algo que o perturbe ou incomode

    No caso dos toiros ainda há investidas francas e abertas e outras bem traiçoeiras

    Já dizia Redol, “mais marradas dá a fome do que um toiro tresmalhado”

    • Rocha diz:

      É da Interjovem e não da CGTP, se quiser falar de organizações juvenis diga o que é as juventudes do MRPP têm feito ultimamente…

      Ah pois! Não existem. Que distraído que eu ando.

  6. Augusto diz:

    Velhos ditados portugueses….

    “Nunca vi ninguêm a trabalhar HONRADAMENTE, fazer fortuna”

    “Quem não rouba , ou quem não herda, só tem m…..”

    Estes ditados já vêm do tempo de Garrett

  7. Rocha diz:

    Renato aconselho vivamente a publicares estes documentário sobre o estado de colapso em que está o sistema de saúde grego depois do seu esmagamento pela austeridade.
    http://blog.occupiedlondon.org/2012/06/25/our-present-is-your-future-how-to-destroy-public-health-services/

    O site anarquista occupied london tem vindo a fazer uma cobertura noticiosa e documental muito alargada do que se passa na Grécia. Entre cartas de suicídio e ataques neo-nazis a imigrantes existe muito material que devia ser usado para passar a informação do realmente se passa na Grécia.

  8. licas diz:

    A precepção da realidade . . . em 1830 . . .
    Quando os *operários* se substituem aos *capitalistas*
    e elegem *Comissários Políticos* para dirigir as Empresas
    (nacionalizadas) os vencimentos do *pessoal* desce dramaticamente,
    as promoções ficam dependentes da *fidelidade política*, o desleixo
    pontifica, o desperdício crónico, a competitividade entre Empresas
    diabolizada – toda a sociedade sofre penúria além da liberdade individual
    se extinguir. É o Comunismo à URSS.
    O Visconde fala do seu tempo e as crónicas rezam que foi essencialmente
    um vaidoso burguês, nunca um esmoler. A ação desenrola-se a meio do
    sec. DEZANOVE, estamos no VINTE E UM. A diferença é a de que já
    é da História a percepção da *experiência URSS*.

    • De diz:

      A “precepção” deste é feita disto mesmo.”Precepções”.Pelo meio reza uma ladainha sobre um “esmoler” (?) e afadiga-se com o roupão de comissário político feito de fidelidades caninas.
      Não consegue mesmo acertar uma.Qual esmoler qual carapuça.

      Dá todavia um certo gozo ver como Almeida Garrett consegue perturbar tanto um putrefacto personagem, que este tem que ir até à URSS e aos seus fantasmas pessoais para esconjurar os ditos do insigne escritor.
      Ainda lhe causa mossa.Ainda bem
      Na mouche este post

  9. pedro pix diz:

    E que tal escrever corretamente o nome do citado escritor?

    • Renato Teixeira diz:

      Obrigado pelo aviso. Já rectifiquei.

      • pedro pix diz:

        A minha ideia era criticar de forma não construtiva, mas hoje é 6.ª-feira e, infelizmente, estou de muito bom humor. Mas já o tenho na mira, e, da próxima vez, destrato-o sem a mánima cerimónia ou contenção. Até lá.

  10. Edgar diz:

    CeC,
    Salazar também queria estabilidade … no fascismo.
    Agora, este governo (com o apoio do PS) reclama estabilidade para cumprir o pacto de agressão.
    Há um factor ideológico na aplicação do termo e, apesar dos sofismas, a sua “elegante” argumentação reflecte a sua ideologia.

    • licas diz:

      Não se encontra em qualquer época quando um regime ditatorial
      chega ao poder que não reclame da imperiosa necessidade de
      estabilidade. vejam-se as *recomendações* em *O Príncipe* (Maquiavel).
      Os Kmers Vermelhos também a tal aspiravam.
      É a única maneira de conservar o Poder fazer o que quer que seja
      nesse sentido, mesmo que por vezes pareça que vai contra:
      Gobarchov, quis continuar Krustchov , e este a-pesar de tudo quanto
      afirmou, Stálin. Não o pôde. para seu grande desgosto . . .
      Quereis detectar um tirano? Quantificai quantos anos esteve no Poder . . .

  11. licas diz:

    De says:
    30 de Junho de 2012 at 0:25
    A “precepção” deste é feita disto mesmo.”Precepções”.Pelo meio reza uma ladainha sobre um “esmoler” (?) e afadiga-se com o roupão de comissário político feito de fidelidades caninas.
    Não consegue mesmo acertar uma.Qual esmoler qual carapuça.

    Dá todavia um certo gozo ver como Almeida Garrett consegue perturbar tanto um putrefacto personagem, que este tem que ir até à URSS e aos seus fantasmas pessoais para esconjurar os ditos do insigne escritor.
    Ainda lhe causa mossa.Ainda bem
    Na mouche este post

    _____________

    SIM. SIM, na *mouche* a obliteração completa do
    que foi a *mais completa* e duradoura experiência
    da *total sociedade socialista*. Há muita gente que,
    na impossibilidade dialogal de a exaltar, querem-nos
    fazer crer que nunca existiu. Foi de 1920 a 1990.

    • De diz:

      Eu sabia que tinha sido na mouche.
      Até Almeida Garrett…

      Um lenço?Para verter as lágrimas pela não existência?
      🙂

      • antónimo diz:

        O constante recurso aos khmers vermelhos, uma criação norte-americana, bem como o esquecimento da Espanha Republicana, do Chile de Allende ou das Honduras de 2009 mostra um sentimento distorcedor da realidade. Vale a pena o latim gasto, caro De?

        • De diz:

          Meu caro Antónimo:
          Às vezes acho mesmo que não…
          Mas a ocupação do espaço por parte de certa trupe, usufruindo também aqui de tempo para as suas aldrabices e distorções claras da realidade, por vezes irrita-me sobremaneira.
          Já para não falar nas provocações tout court.

          Ah e a propósito, foi magnífico o vídeo dos “gatos” que pespegou num post de Pedro Penilo sobre a cultura (1% para a cultura). Arrumou logo a contestação também neoliberal que a cultura sempre gera.O riso de facto é uma arma.
          Sintomático.E brilhante caro Antónimo.

  12. M.D. diz:

    Sinceramente gostava de perceber como funcionaria na prática uma sociedade assente nesses lirismo do “Há quem crie riqueza. Há quem se apodere dela” ou da “Exploração do Homem pelo Homem” onde quer que exista uma hierárquia no mercado de trabalho. A não ser que quando essa hierarquia termine num patrão Estado seja bom e não haja nem apropriação de riqueza nem exploração do Homem pelo Homem, e se terminar num patrão Privado seja mau. Nem quero imaginar que seja esta uma posição válida e sequer defensável… Assim sendo, qual a proposta para evitar esta suposta exploração, e apropriação de riqueza pelo patrão? Acabar-se com o patrão? Vamos a exemplos:

    Quando alguém contrata uma mulher-a-dias e se torna em patrão de alguém, e lhe paga um valor em troca da limpeza da sua casa, está a haver uma “exploração do Homem pelo Homem”??? Está a existir apropriação de riqueza??? É que se empregada levar dinheiro ao fim do dia, é porque houve criação da mesma??? Ou isto só é válido para fábricas???

    Quando uma designer trabalha ao longo de anos e constroi uma carteira de clientes cujo volume de trabalho já não lhe permite desenvolver trabalho e decide criar uma empresa contratanto duas designers e uma secretária para trabalho administrativo, em troca de ordenado, está a haver uma “exploração do Homem pelo Homem”??? Está a existir apropriação de riqueza??? O aumento de rendimento do Patrão entre o momento em que trabalhava sozinho e quando contrata pessoas é um roubo dos seus trabalhadores??? Se este patrão ao fim de 10 anos, ter ficado “rica”, fruto do bom desempenho da sua empresa, a qual emprega um total de 27 pessoas, entre funcionários especializados, comerciais, administrativos, estafetas, entre outros, é um enriquecimento ilicito??? Este patrão explora e apropria-se da riqueza criada pelo seus funcionários????

    Suponha-se que empresa não teria sido criada e a dita designer mantinha-se a trabalhar em nome individual. As 2 administrativas que contrata hoje teriam criado riqueza para elas próprias onde? Estariam hoje a fazer o quê? Se fossem antes administrativas de uma qualquer repartição do Estado era bom? Era melhor ou pior?

    E se a visão for a que suponho, pergunto, como se sentem em compactuar com tudo isto? É que desafio qualquer pessoa a viver um dia, uma semana, um mês, sem ela própria exercer acções de “patrão” sobre alguém (directa ou indirectamente). Conseguem ir comer a um restaurante, servindo-se da “exploração do trabalho” do empregado de mesa, em beneficio do “enriquecimento” do seu patrão??? E quem diz restaurante diz tudo o resto… Quantas pessoas são “exploradas” desde o corte, transporte, transformação da madeira em papel, até ao trabalho jornalistico, gráfico, editoria do jornal, até à expedição e comerialização do mesmo??? Como libertar todas estas pessoas desta “exploração”????

    Gostaria sinceramente de ter alguma luz sobre este assunto, de preferencia com base no mundo real e não no mundo do faz-de-conta…

    • De diz:

      Um chorrilho de disparates?
      Isso.Mas não só

      O “lirismo” atribuído à frase supracitada mostra ao que vem e o que a traz.A apropriação da riqueza produzida pelos que trabalham por parte de quem detém os meios de produção não tem nada de “lirismo”.É a realidade quotidiana.

    • Caxineiro diz:

      Até parece que anda com problemas de consciencia, MD. Reze, que isso passa

      • M.D. diz:

        Consciência? Um comuista acredita nisso? Novidade… Quanto a rezar, apenas rezo por saúde.

        • De diz:

          Parece que MD replica o seu comentário noutro post do 5 Dias.
          Já não é a primeira vez.
          Como já não é a primeira vez que se assume como outro personagem.
          É a pedido de alguém ou por iniciativa própria este comportamento sem escrúpulos,sem ética nem moral?
          Ah,é uma neoliberal conotada com o poder que nos governa há basto tempo.
          Ah! Percebido

          • M.D. diz:

            Replicar o mesmo comentário num outro post do mesmo blog, quando o tema se adequa, é desonestidade???

            Diga lá quando é que alguma vez me assumi como outro personagem???

            Das duas uma: ou sou uma neoliberal (?), ou sou conotada com o poder que nos governa há bastante tempo. Verá que as duas em simultaneo são incompativeis.

          • De diz:

            MD?
            Ainda não percebeu?
            O diálogo com vossemecê está-me interdito.Por uma questão (elementar) de higiene.
            (A arquitecta nos dias pares que quando é desmascarada se transforma em…agente de emprego aos desvalidos…)

            Uma neoliberal,conotada com o poder há basto tempo.
            Na mouche.
            É que os neoliberais de facto estão no poder há bastos anos.
            (Sócrates por exemplo foi considerado em 2006 como o primeiro-ministro mais neoliberal da UE pelo Economist.)
            Os que nos governam quem são?Os colegas ideológicos, de mesa, cama e roupa (suja) do poder que nos governa desde há mais de 35 anos.
            (Os pulhas que nos conduziram até aqui)
            É que o neoliberalismo não é uma deriva mental duma fracção da burguesia responsável pela deriva material do sistema.É o próprio capitalismo a funcionar.

          • De diz:

            “Replicar o mesmo comentário num outro post do mesmo blog, quando o tema se adequa, é desonestidade?”

            O assunto merece duas respostas:
            – para quem faz da propaganda ao capital e ao poder económico que nos governa, o seu métier, parece que não é.
            – Mas para quem combate tal comportamento, acusando-o de replicar a voz do dono e revelando o que faz mover tal tipo de comportamento, cúmplice da choldra que nos governa, é de facto desonesto. Quanto mais que os posts replicados, tal como os maços de propaganda que distribuem nos centros comerciais, são muito próximos no tempo e no espaço.E as respostas devidas às manhosices apresentadas já foram passadas a letra de forma e não devem ser também replicadas de novo sob pena de.

            Mas confessemos que é menos desonesto do que andar a espalhar comentários racistas e sionistas dum “escritor espanhol” que nunca existiu. (Comentário esse que também andou a ser replicado por umas “almas caridosas” aqui na net.)

        • Caxineiro diz:

          Compreendo a lógica do seu raciocínio
          “Deus é amor. O amor é cego. Steve Wonder é cego. Logo, Steve Wonder é Deus.” Reze ao Steve Wonder santinha, (pai meu que estais no céu. Venha a mim o vosso reino, etc…)Com elevação, claro
          Nem eu me afirmei comunista, nem a consciencia é uma questão de fé

          Se você não vem ao 5dias em busca de indulgencias, porque anda por aqui a penar?
          Sem ofensa, claro

  13. De diz:

    MD tenta confundir as classes sociais com “hierarquias”.Se bem que estas reflitam muitas das vezes a divisão em classes, não se podem nem devem confundir.
    É vital baralhar as coisas para MD.Vital porque só assim consegue passar a sua mensagem.A saber.Que não há nada melhor que a exploração pelos privados.Sobretudo para deixar o mercado funcionar.E desemboca,como não podia deixar de ser por parte de uma neoliberal assumida, (malcriada é certo, mas neoliberal )na questão do “estado bom” dito em tom irónico.Em contraposição ao tal patrão privado mau, também dito no mesmo tom,acrescido do patético “nem quero imaginar”.

  14. De diz:

    Citemos Vaz de Carvalho:
    ” …nas sociedades divididas em classes o problema que tem de se colocar em primeiro lugar consiste em saber a favor de que classe ou classes se exerce o poder do Estado. A democracia formal do capitalismo, omite esta questão, ignora-a ou nega-a.
    O poder do Estado é necessário e positivo quando usado em democracia contribuindo para o equilíbrio social, para impedir os mais fortes de dominar os mais fracos. E para haver democracia é necessário que nenhum grupo ou particular possa rivalizar em poder ou em riqueza com o Estado, isto é, os cidadãos são realmente iguais em direitos e não apenas formalmente.
    Quando os interesses privados se sobrepõem aos interesses colectivos, às necessidades e aspirações gerais, regista-se a decadência. John Keneth Galbraith, dizia que a privatização da sociedade conduzia ao aumento das desigualdades e ao crime: “as escolas são más, mas as televisões omnipotentes, a cidadania esvai-se”.
    Tributar o capital, isto é, os seus detentores, tornou-se tão impossível como no Antigo Regime aplicar impostos à aristocracia e ao clero: vai contra a lógica do sistema. Por muito que os governantes prometam e mintam não podem fazer mais no sistema a que aderiram, ao qual se submetem e do qual se tornam representantes. Tudo se submete à maximização da taxa de lucro: direitos, solidariedade, necessidades sociais. O Estado será sempre “gastador”, pois a acumulação de riqueza tem de estar o mais possível concentrada no sector capitalista, a isso o obriga a sua lei fundamental: o incessante crescimento e concentração da riqueza.”

    Eis o retrato do nosso Estado.E dos seus guardiões, de que todo este governo que temos são exemplos gritantes.
    Já começamos a ver o ridículo do “nem quero imaginar”.O tal Estado que MD diz ter medo,afinal é exactamente o mesmo Estado que serve o Patrão privado.Confundem-se um no outro.Por isso o paleio neoliberal tem um ror de anos.Mas tem que assumir estas formas para tentar passar incólume e tentar perpetuar aquilo por que pugna.A saber.A exploração do Homem pelo Homem

  15. De diz:

    Mas a crítica aos pulhas neoliberais que nos governam vai mais longe.
    Continuemos a citar Vaz de Carvalho:
    “É por isso que a ideologia dominante leva o individualismo à sua máxima expressão, desarticulando valores sociais. Leis avulsas subvertem o que está constitucionalmente estabelecido, segundo os interesses do grande capital.
    A defesa dos interesses colectivos e do progresso social é classificada de “populismo”. As funções sociais do Estado são combatidas como anomalias, “privilégios corporativos” e imperfeições do “mercado”. Neste sentido é produzida diariamente uma propaganda massiva com o objectivo de enfraquecer e desacreditar o Estado, colocar a riqueza nacional e o poder de decisão ao serviço do capitalismo. A democracia é colocada nas mãos dos 1% – que financiam os seus políticos – e usurpada para os restantes 99%. À semelhança de outras épocas a lei é usada para destruir a igualdade e proteger os poderosos.

  16. De diz:

    Continuemos a citar o mesmo autor:
    “O “Menos Estado” é vendido pelas oligarquias e seus serventuários como sinónimo de democracia, quando na realidade democracia é justamente o seu contrário: o poder residindo no povo. Rousseau dizia no seu “Do Contrato Social” que entre o fraco e o forte a liberdade oprime e a lei liberta.
    Em “Guerra aos Trabalhadores”, Jack Random escreve que a passagem de 35% dos trabalhadores sindicalizados nos anos 50, para 11,9% nos EUA, explica por que os salários estagnaram e os lucros das grandes empresas literalmente explodiram. As estratégias chave da guerra aos trabalhadores consistem em dividir para reinar. Os trabalhadores não são propriedade das empresas – afirma, convocando-os para imporem uma lei federal que impeça as arbitrariedades em curso.
    Diz-se na defesa do “mercado livre” que o Estado é ineficiente. E de facto é, quando a deixa de proteger aqueles que no mercado apenas dispõem da força de trabalho para garantir a sua subsistência.
    As oligarquias fazem apelos a governos ditos “corajosos”, na realidade fracos, pois não resistem a pressões nem cumprem promessas. Aquilo que a chamam o “livre jogo das forças do mercado”, na realidade são apenas os interesses dos mais fortes.
    O nível rasteiro a que esta política chegou avalia-se ao considerar os sindicatos ou outras organizações de trabalhadores como “interesses corporativos”, porém os lobbies monopolistas e financeiros, passam por legítimas formas de expressão plural. Quando banqueiros se reúnem tal nunca é descrito como defendendo interesses corporativos, mas sim como esclarecedor posicionamento económico.
    Os Estados são fortes quando se apoiam no povo e combatem os interesses e arbitrariedades dos mais poderosos. Um gritante exemplo de Estado fraco, embora imperialista, são os EUA, de longe com o mais elevado número pessoas presas ou sob vigilância declarada em relação à população e os seus 46 milhões de pessoas abaixo do nível de pobreza e sem assistência médica.”

    Já se começa a vislumbrar mais claramente o que faz mover MD e todos aqueles comentários pegajosos em defesa do patronato e dos salários de miséria.Ou a boçalidade das suas tiradas tentando responsabilizar os próprios cidadãos pela sua condição de desempregados-

  17. De diz:

    “Consideramos que há um progresso histórico, sempre que se verifica um aumento dos direitos e melhoria das condições de existência de camadas cada vez mais amplas da população. Há um retrocesso, quando se verifica um aumento do poder de minorias, exercido em detrimento dos demais, conduzindo a maiores desigualdades, em termos económicos e sociais, qualquer que seja a argumentação que lhe sirva de suporte: seja o direito divino dos reis, os argumentos teológicos justificando a sociedade de classes hierarquizadas, seja o “mercado livre”.

  18. De diz:

    Os exemplos apresentados por MD resumem-se aqueles “exemplos”.Não,não vale a pena falar na “empregada doméstica” (mulher-a-dias,no vocabulário de MD).Nem do trabalho de designer.Nem da tal “riqueza ao fim de 10 anos”. Garrett há muitos,muitos anos já colocara o dedo na ferida e lapidar perguntava quantos pobres eram necessários para produzir um rico.
    (O que o tornou,pobre Garrett em motivo de ódio dos que têm da exploração a visão exemplar exemplificada pelos exemplos apontados por MD).

    “A exploração é um facto económico não um a priori moral. A exploração refere-se em termos mto simples ao facto de que o trabalhador recebe um salário que é sempre inferior ao que ele produz no processo de trabalho. Ou dito de outra forma, o trabalhador não vende trabalho ao capitalista mas, porque não tem meios de produção e pq não tem poder sobre as decisões fundamentais das empresas, vende a sua força de trabalho, a sua capacidade física e intelectual (natural e adquirida) para trabalhar. Esta capacidade de trabalho vai ser colocada em movimento no seio de uma organização laboral e que, por sua vez, TODOS os produtos ou serviços resultantes dessa actividade laboral pertencerão à empresa que depois os venderá no mercado. Escusado será dizer que o valor que a empresa paga ao trabalhador pela sua força de trabalho corresponde a um valor inferior ao que o trabalhador produz na sua actividade laboral.” João Valente Aguiar

    A ignorância sobre os conceitos é confrangedora.Mas a tentativa de os deturpar é bem pior.

    Quanto à função do trabalho e à função do capital e na função do trabalho, o trabalho produtivo e o trabalho improdutivo é muito útil este texto de João Valente Aguiar publicado aqui no 5 Dias.
    http://5dias.net/2011/10/30/as-funcoes-do-capital-e-do-trabalho-em-torno-da-identificacao-economica-das-classes-sociais-23/

    • M.D. diz:

      Utilizando o seu jargão DE,

      Sorry DE. Não passa.

      Não consegue mesmo sair desse plano lirico-filosófico de intrepretação da sociedade. A sua argumentação remete-se sempre à generalização da sociedade, despindo-a da humanidade que cada pessoa lhe confere. É também por isso que um grande Comunista, de seu nome Koba, dizia que “um morte é uma tragédia; um milhão de morte é uma estatistica”.

      Quando se vê a sociedade desse altar idologicamente bafiento, perde-se a noção do ridiculo. Sai dai. Saia, e venha cá a baixo, e se possivel respoda ao que lhe perguntei. São situações e exemplos reais que carecem de resposta concreta de uma ideolgia que nada tem a acrescentar para a além dos chavões da “exploração do homem pelo homem” e “da apropriação da riqueza pelo patrão”. Quem o diz não sou eu, mas a vossa incapacidade em responder às questões práticas e não teóricas.

      Sorry DE, não passa.

      • De diz:

        MD mais uma vez faz vista grossa.Tenta encetar um diálogo ,como se um diálogo com MD fosse uma coisa banal após o comportamento acanalhado da dita dona.Ponto parágrafo.

        MD não sabe ler ou não quer ler?Ou não sabe ler o que não quer ler?
        Medíocre nos conhecimentos, transporta esta mediocridade para o próprio ser.
        MD tem aí as respostas todas.Basta ler o post recomendado e acabar de ler todos os comentários.Que peça ajuda para decifrar o que a dita cuja não perceba.
        Ponto parágrafo

        Usando as próprias palavras de MD ( mas se possível com menos erros ortográficos) entende-se que MD tenha a sua ideologia bafienta e caduca a qual presta a sua acção esforçada de militante. Serve a sua classe e o patronato.
        Que alguém diga entretanto a MD que não são afirmações taxativas do género “lírico-filosóficas” ou “ridículo” ou “chavões” que as convertem em verdadeiras.Pelo contrário são o testemunho (involuntário) do grau de conhecimento de MD.Não me atrevo a sugerir que estamos face a outro caso Relvas , um conhecido parceiro ideológico ( e de princípios) de MD.

      • De diz:

        Um comentário mais:
        A frase citada sobre “a morte de uma pessoa é uma tragédia, a morte de 1 milhão uma estatística” tem sido fruto de muitas interpretações.
        Nos debates de filosofia ( que não frequento ) é considerada como uma frase que resume muito da hipocrisia reinante.E tida como uma boa frase do pulsar do nosso mundo, que encerra em si uma critica directa à forma como encaramos a morte quando ela nos é apresentada em grandes números.Despojada da ressonância afectiva da morte “personalizada”.
        Basta pensar um pouco.Ainda por cima há exemplos próximos. São geralmente os mais primatas (agora não me refiro à ignorância proverbial do patronato) que a usam como se ela constituísse um apelo à morte de milhões.
        É que a frase vive para além dos juízos de quem a disse.Como diria
        Voltaire : “O senso comum, de comum tem muito pouco. “.

  19. De diz:

    Fez-se assim luz.Não a pretendida por MD que corre por outras vias e que se serve de outras vias.

    Um último reparo para salientar a comiseração que devemos ter pelos desgraçados dos patrões.
    Eu cito: ” É que desafio qualquer pessoa a viver um dia, uma semana, um mês, sem ela própria exercer acções de “patrão” sobre alguém (directa ou indirectamente).
    Salazar lastimava-se da carga que para ele era governar a nação.
    MD fala no mesmo.Com outros actores.
    (Quase) tudo dito.
    Ficam para mais tarde outros capítulos.Porque os há

  20. Caxineiro diz:

    Todos os dias os ministros dizem ao povo
    Como é difícil governar. Sem os ministros
    O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
    Nem um pedaço de carvão sairia das minas
    Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
    Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
    Nunca mais haveria guerra. E atrever-se-ia a nascer o sol
    Sem a autorização do Führer?
    Não é nada provável e se fosse
    Ele nasceria por certo fora do lugar.
    2
    É também difícil, ao que nos é dito,
    Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
    As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
    Se algures fizessem um arado
    Ele nunca chegaria ao campo sem
    As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
    De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
    Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
    Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
    3
    Se governar fosse fácil
    Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
    Se o operário soubesse usar a sua máquina
    E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
    Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
    É só porque toda a gente é tão estúpida
    Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
    4
    Ou será que
    Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
    São coisas que custam a aprender?
    Bertolt Brecht (1898-1956)

  21. De diz:

    Quando MD pergunta naquele tom de voz pseudo-angustiada em como se consegue comer no restaurante que explora o empregado,ou no transporte ou no corte(?),ou no jornal ou no que a dita queira colocar aqui, o que ela quer é apenas desviar a atenção para ocultar de facto os muito mais poderosos e sombrios jogos de exploração e de miséria.Os jogos que perpetuam os despedimentos, que conduzem à redução de salários, que aumentam a carga horária laboral,que reduzem subsídios,pensões e reformas.Não são as trivialidades em que MD se espraia que conta para a realidade da divisão do trabalho.A questão é muito mais funda.A questão é que enquanto nos acenam com as dúvidas existenciais da mesa no restaurante e outras bojardas do género, assistimos à “marcha forçada de concentração e centralização de capitais à custa de uma reforçada exploração do trabalho e a espoliação dos pequenos capitais (micro, pequenas e médias empresas) por recurso ao poder e potência do Estado. A uma total promiscuidade do poder económico com o poder político.A uma política de salvação dos grupos económicos monopolistas e do capital financeiro. A uma política que faz o 1º Ministro pagar aos trabalhadores, às pequenas empresas, às despesas sociais e ao investimento público, a factura dos desmandos, da especulação, dos jogos de casino, o lixo tóxico do capital financeiro nacional (BPN, BPP, BCP, etc) e estrangeiro, o enriquecimento sem limites e despudorado de grandes capitalistas e banqueiros, que tiveram total cobertura política do PSD, CDS e PS!” Agostinho Lopes

    É isto que MD quer tapar.Com o exemplo das empregadas domésticas, da cabeleireira e do prato de lentilhas comido no restaurante.
    Sorry.Não passa!

  22. Nuno Melro diz:

    Fala-se em sindicatos e MD discute a coleção de caveiras do Pol Pot
    Fala-se em desemprego e MD fala do Stalin e dos mosquitos dos Gulags
    Fala-se em roubo nos salários e MD fala no Gajo da Coreia cujo pai jogava à Sueca* com o Cunhal, etc, etc…
    Anda aqui alguem a roubar-me o discurso

    à checoslovaca*

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