Mohamed Morsi

Pode ou não vir a cumprir com as expectativas, nomeadamente em matéria de política externa, com a Palestina em primeiro plano, e nas questões democráticas, com a urgente destruição do que resta das estruturas da ditadura militar. De qualquer maneira a primeira vitória está garantida. A Irmandade Muçulmana elegeu o primeiro presidente cuja eleição foi amplamente festejada pelo povo egípcio.

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99 respostas a Mohamed Morsi

  1. Bruno Carvalho diz:

    E a “Primavera Árabe” pariu um rato.

  2. closer diz:

    Mohamed Teixeira em todo o seu esplendor!

    Daqui a uns tempos falamos!

  3. eu diz:

    Close,não desespere.Afinal,estes meninos estiveram numa reunião com o Petraeus e,como deve saber a Iramandade Muçulmana é rapaziada controlada pelo MI-6.’Portantos’,não se preocupe-não há nada melhor do que jogar nos vários tabuleiros-o Imperialismo assim o exige!

  4. Carlos Carapeto diz:

    Tudo que seja para derrotar o sionismo e o imperialismo, é bem vindo.

  5. Nuno diz:

    Os jovens revolucionários que ocuparam durante meses a Praça Tahrir devem estar a rejubilar com a sua mensagem de felicitações aos reaccionários locais.
    Inimigo do meu inimigo, meu amigo é, não é assim Renatinho?

    • Renato Teixeira diz:

      Os jovens revolucionários da Praça Tahrir são, em boa medida, os que votaram massivamente na Irmandade Muçulmana e encheram as ruas a festejar a sua vitória. A ver agora o que fazem com o seu mandato.

      • Nuno diz:

        Sim, claramente que são. Lembro-me de uns quantos que apoiavam Mubarak e durantes uns tempos também passaram por lá.
        Além disso, muita confiança sua na democracia burguesa. Estou certo que nunca se esquece do seu belo voto. É bom de ver.

  6. Pingback: A Estranha Aliança entre os Comunistas e os Islamo-Fascistas « O Insurgente

    • Renato Teixeira diz:

      Dizem os “democratas” que durante anos defenderam a legitimidade do “socialista” Mubarak.

  7. Independentemente de considerações sobre Morsi ou a Irmandade Islâmica, é significativo que nesta segunda volta perdeu o candidato do antigo regime, Shafik, apoiado pelas Forças Armadas e alegadamente favorecido por fraude eleitoral. É de salientar também a significativa abstenção (48%), que estará em parte relacionada com os eventos que precederam a segunda volta (ver http://5dias.net/2012/06/18/eleicoes-tambem-no-egipto/). Eventos estes que já limitaram significativamente os poderes presidenciais.

    • Renato Teixeira diz:

      Dois factores determinantes, André, sem sombra de dúvida. Continua tudo por fazer, é certo, mas não podemos deixar de cantar as vitórias que o povo egípcio arrancou a ferros no último ano e meio.

      • licas diz:

        Espero também que na Síria, e desta vez as forças laicas,
        forcem (a pesar dos bombardeamentos) o Bashar al-Assad
        – CRIMINOSO DOS DIREITOS HUMANOS – mas acarinhado
        pela esquerda radical de cá, a deixar que o povo Sírio diga
        de sua justiça LIVREMENTE por meio do voto.

  8. António Paço diz:

    «Avé Maria, Dona Arminda!», como dizia já não sei que personagem de uma telenovela de há muitos anos. Nem sei que te diga, Renato. Irmandade por irmandade, bora mas é ver o jogo com nuestros hermanos na quarta-feira!

    • Renato Teixeira diz:

      Hermanos uma ova. Desde que descobri que o Ronaldo pode ultrapassar o Platini como melhor marcador dos CE, a minha deriva patriótica veio ao de cima. Vamos pois. 😉

  9. M.D. diz:

    Engraçado como pessoas de esquerda, mais propriamente comunistas, que apregoam a não existência (crença) de Deus, que berram por em Portugal existirem cruzes em escolas públicas ou por se gastar dinheiro com visitas do Pápa, por a religião ser o ópio do povo e não dever estar intrometida nos afazeres do Estado, que apregoam a igualdade de sexos, vibram com a eleição de um grupelho que tem como objectivo último a “implantação do Califado”, a islamização completa, a implantação de um estado teocrático, onde não há separação entre estado e igreja, pois o estado é a igreja, com tribunais de costumes, com o tratamento das mulheres abaixo de cão…

    Realmente vale tudo. Este post e estes comentário são um tiro de ricochete a alguém que se diz de esquerda. Tanto falam em retrocesso civilizacional do capitalismo (riso) e não hesitam em atirar séculos de evolução pela janela fora. Falam todos de barriga cheia, e o que mereciam era um bilhete de avião, só de ida, para irém lá viver. E de preferência na pele de uma mulher!

    • Renato Teixeira diz:

      Não vejo onde é que me leu a vibrar com isso tudo, mas não me parece muito anti-democrático preferir que sejam os egípcios e não a nomenclatura militar a escolher as suas lideranças.

      • M.D. diz:

        “Continua tudo por fazer, é certo, mas não podemos deixar de cantar as vitórias que o povo egípcio arrancou a ferros no último ano e meio.”

        • Renato Teixeira diz:

          Não considera uma vitória poder escolher os seus representantes?

          • M.D. diz:

            Sim, considero isso de facto um direito que todos deveriamos poder exercer. Bem diferente é ficar contente com a escolha feita! Não querer analisar as consequências dessa escolha é desonestidade ideológica e a mais pura sacanisse.

            Mas gostava que partilhasse essa sua alegria pela escolha dos representantes pelo povo, também quando o quadrante politico e ideológico não lhe agrada. Também em Portugal o povo escolheu este governo como seu representante, e não o vejo a festejar…!

          • Renato Teixeira diz:

            Pois não vejo. É uma conquista com mais de 30 anos. Será que ainda não percebeu o sentido do post?

          • M.D. diz:

            O sentido do post? Simples: alegria pela livre escolha do povo. Até aqui tudo bem, mas e aquele gostinho a amargo na boca. Ora, como lhe disse imagine que de repente o povo votava livremente que as mulheres só podiam andar na rua de trela. Imagine! Lançava foguetes? Faria um post e comentava manifestando a alegria pis finalmente fez-se a vontade do povo?

            Fica feliz pela destruição da ditadura militar sem se aperceber que outra ditadura está a ser implantada, perante a ilusão da vontade popular de um povo, custe o que custar, retrogada, fanático e cobarde. Pode juntar ai uma fé boa claro, a má só se for fé em N.Senhora de Fátima.

            Não há por onde se esconder. Os inimigos dos seus inimigos seus amigos são, e o resto é detalhe. Agora lembre-se disso é quando um dia andar ai a berrar contra a descriminção da mulheres e do(a)s LBGT. Ora ai está uma ideia, falar com a Irmandade Muçulmana e abrir um grupo de trabalho LBGT no Cairo. Vai ser um sucesso…

          • Renato Teixeira diz:

            Afinal percebeu. Ufa. Diz-se que Israel é ímpar no trabalho LGBT mas estou certo que concordará que isso não o iliba de nenhum dos seus crimes.

    • licas diz:

      Sabe uma coisa? Privo com eles desde a Universidade:
      não me espanta mesmo nada . . . Para comportamento
      hipocrita não há como os Comunistas.

      • De diz:

        Hum!
        Não me parece.Andou na Universidade?Com toda esse lastro que aporta consigo?
        Terá sido pela mão de Veiga Simão?

        • licas diz:

          O V. Simão foi assim uma *espécie* de Stálin
          (veja-se o Pasto de não Agressão com Hitler):
          ele, por inremédio do PS chegou a Presidente
          do INETI (Instituto Nacional de Engenharia e
          Tecnologia Industrial) tendo sido por uns anos o meu *patrão*. De onde se infere que a *habilidade* seja
          um *dom* reservada a poucos contemplados. . . .
          Portanto *De* vá já retratar-se do pecado de ter
          *injuriado* um *esquerdista* . . .
          (já não há paciência para De´s deste calibre . . .)

          • De diz:

            Insultar um esquerdista?
            🙂
            Não reparou? Eu estava a dirigir-me a vossemecê.
            Duplo 🙂
            Percebeu,não percebeu?
            (ou talvez não.lol)

  10. Gentleman diz:

    É sempre giro ver a simpatia ou a simples complacência que a malta da esquerda radical tem pelos representantes do reaccionarismo islâmico.
    Faz-me lembrar a simpatia do Renato Teixeira pela fascista e torcionária ditadura argentina na guerra das Malvinas…

    • Renato Teixeira diz:

      Nenhuma simpatia pela ocupação das Malvinas, está coberto de razão. Não precisa do resto da areia.

      • Gentleman diz:

        Não deve certamente estar a referir-se à ocupação que a Argentina levou a cabo a 2 de Abril de 1982…

        É que a legitimidade histórica da pretensão argentina sobre o arquipélago das Malvinas fica totalmente anulada pela idêntica legitimidade do governo britânico. E dado que nenhum dos dois países pode reclamar, legitimidade histórica categórica para reclamar para si o arquipélago, resta a decisão do povo das Malvinas (vontade popular, conceito estranho, não é Renato?) que é esmagadoramente favorável à continuação da governação britânica.

        • Renato Teixeira diz:

          Claro, um arquipélago ao largo da Argentina não dá a estes sequer legitimidade territorial. Lembre-me disso no dia em que à falta do que fazer se decida ocupar a Escócia ou o Pais de Gales.

        • De diz:

          O busílis está na “legitimidade histórica” com que se tenta atirar areia para os olhos.
          Ou seja, se não há legitimidade histórica …
          Não?Não haverá mesmo?
          Até na Wikipedia:
          Em 1811, durante as lutas de independência na América do Sul, os espanhóis partem e abandonam as ilhas, que ficam totalmente abandonadas durante quase uma década.
          Em 1820, a Argentina envia um mercenário dos EUA para reocupar as ilhas em nome do novo governo independente. Mas a ocupação das ilhas, na prática, só começou em 1827, quando a Argentina enviou colonos. A anteriormente francesa Port Louis é rebatizada como Puerto Soledad e em 1829 foi nomeado Luis María Vernet governador da ilha para colonizá-la.
          Em 1831, Vernet apreendeu três baleeiros norte-americanos, o que causou uma operação comandada pelo Capitão Silas Duncan que destruiu as instalações de Puerto Soledad, na qual foram feitos prisioneiros que foram posteriormente entregues ao governo da Argentina[1].
          Em 2 de janeiro de 1833, veio a fragata britânica HMS Clio, comandada pelo capitão John James Onslow, que informou aos argentinos que o Império Britânico iria retomar a posse das ilhas. O Capitão José Maria Pinedo, considerando que não havia condições para resistência, embarcou seus homens e voltou para a Argentina. O Reino Unido coloniza as ilhas com escoceses, galeses e irlandeses. Puerto Soledad transforma-se em “Puerto Stanley”.

          Desde quando um mercenário a soldo do império britânico tem legitimidade histórica?
          “Vale a pena ressaltar que o território foi abandonado pelos britânicos e então foi colonizado por argentinos.”
          As afirmações taxativas da parte de alguns resumem-se afinal e tão somente a fogo de artifício para enganar o incauto?

          Quanto à legitimidade geográfica:
          As ilhas estão a 550 km do litoral argentino.
          A distância da Grã-Bretanha às Malvinas é de 12 800 km.

          As simpatias pelo ditador argentino podem ficar com Gentleman.(não é ele que afirma que outros a possuem?) Se ele as repudiar porque o cheiro do império britânico o seduz mais,isso é um problema dele.Agora não pode é vir tentar desculpabilizar colonialismos bacocos que cheiram tanto a petróleo como Thatcher cheira a Pinochet.
          Só para relembrar que esta tentou que fosse libertado o fascista chileno, invocando o apoio do canalha à GB precisamente pelo apoio dado na guerra das Malvinas.
          Um fascista a receber apoio de uma comadre…ou o mesmo em “sentido inverso”, para reproduzir a linguagem rodoviária de um comentador por aí aos pulos

          • M.D. diz:

            AHHHH a wikipedia, a wikipedia… Agora já serve a wikipedia… Falta de vergonha… Ahhhhh

            E já agora sobre a tentativa de insulto alguém como um Fascista, sabe que é igualmente insultuosa a referência a Comunista?

          • licas diz:

            Quanto à legitimidade geográfica:
            As ilhas estão a 550 km do litoral argentino.
            A distância da Grã-Bretanha às Malvinas é de 12 800 km.
            _____________
            Esta *razão * foi usada pelo Adolfo para
            ocupar o *Corredor de Dantzing*, (Espaço Vital clamava ele) mais tarde a *razão da raça* para invadir/conquistar a Áustria. . .
            As *razões* são como os *chapéus* : Há MUITOS.

          • De diz:

            MD?
            Oi?
            As referências sempre.E com antecedência.
            Valeu?

            É simples.E poupa-nos a esses esgares tão patéticos que por vezes solta

          • De diz:

            MD?
            Apesar de não se perceber a sua frase, esta parece-me que não merece qualquer comentário.
            🙂
            Já percebeu,espero.

            Como o”licas” e o seu espaço vital,aproveitando para comparar Thatcher com Hitler.
            É a melhor do ano.
            🙂
            Foi por isso que Hitler foi até à URSS.E até à Escandinávia.Tinha necessidade de espaço vital.Tal como a Thatcher tinha necessidade de.

            Sai aí um corredor de Dantzing para o”licas” ocupar o espaço vital da Margaret, enquanto invoca o nome de Hitler.
            Para aí a 12 800 km
            (Ena que o qualificado como racista pelos colegas que o segregaram ( e bem) agora também se converteu ao colonialismo)

    • Carlos Carapeto diz:

      Enquanto uns se regozijam com a derrota dos pró Mubarak, outros calam o Kalifado medieval da Arábia Saudita.

      A falta de liberdade e de direitos que tanto te preocupa vir a acabar no Egito existe no reino dos Saud?

      Até parece que o artista desconhece a tirania Saudita.

      • Gentleman diz:

        Ao contrário de si, que usa toda a espécie de paninhos quentes para com regimes pertencentes à genérica categoria anti-imperialista (incluindo aberrações como o regime norte-coreano), eu não tenho quaisquer problemas em apelidar o regime em vigor na Arábia Saudita de repugnante.

        • Carlos Carapeto diz:

          Repugnante é a baba asquerosa que verte sempre que se refere aos governos contrários à sua ideologia.

          Diga onde e quando já expressou repugnância às petroditaduras, ou aos governos ilegitimos do Iraque e Afeganistão?

          Nesse sentido a sua repugnância vem sempre bastante serôdia e oportunista.

          No futuro, mas já muito fora de época também aqui virá expressar a sua repugnância oportunista ao governos fascistas da Hungria e da Letónia.

        • licas diz:

          Gentleman says:
          26 de Junho de 2012 at 8:54
          Ao contrário de si, que usa toda a espécie de paninhos quentes para com regimes pertencentes à genérica categoria anti-imperialista (incluindo aberrações como o regime norte-coreano), eu não tenho quaisquer problemas em apelidar o regime em vigor na Arábia Saudita de repugnante.
          ________________________

          espere um pouco, tenha alguma paciência Gentleman,
          que bem daqui a poucos anos, eles terão a sina do Kahdafi,
          Mubarak, e do cliente da Rússia (Assad) – para desespero da esquerda radical : DISTO NÃO HÂ QUALQUER DÚVIDA.

          • De diz:

            Eu sei que “licas” andou pela universidade…mas este português está cada vez pior.
            Quem serão os “eles” a quem “licas” prognostica a mesma sina?
            “Os regimes pertencentes à genérica categoria anti-imperialista” de acordo com o linguajar típico de?

            O poço de ódio fascizante que exala deste tipo é repugnante.Sobretudo depois de sabermos como o líder líbio morreu.Há algo de verdugo SS neste tipo.
            (Para além dum certo tom histérico que empresta aos seus dislates, quando não hesita em berrá-los)

            Enfim,um cliente de.

  11. antonio diz:

    Mais uma prova de que a religião é o ópio do povo: a padralhada ganha e o povo festeja.

  12. Edgar diz:

    “Revolução laranja”, “primavera árabe” … inventam cada uma para justificar a agressão camuflada.

    • Renato Teixeira diz:

      Antes disso é que estavam todos bem não é Edgar? E todos os que se metem com o Estado são terroristas e provocadores, certo? Onde é que eu já tinha ouvido essa conversa?

      • Edgar diz:

        Ainda me lembro da primavera marcelista que transformou a PIDE em DGS.
        No paraíso da Arábia Saudita, por exemplo, não são permitidas primaveras…
        Seja como for, estou cheio desta campanha “pelos direitos humanos” que desrespeita os mais elementares direitos humanos. Chega de hipocrisia!

      • licas diz:

        FOI AQUI, Renato, FOI AQUI, propalando os condeitos
        do ibsigne *demovrata* (tão louvado no % Dias) de seu
        nome Bashar al-Assad . . .

  13. Rocha diz:

    A Irmandade Muçulmana é (no Egipto e em outros países) um agente duplo em relação ao imperialismo da tríade EUA-UE-Israel.

    Na Líbia, na Síria e no Líbano a Irmandade Muçulmana colabora activamente com o imperialismo no sentido de neutralizar inimigos mútuos – Kadafi, Assad e Hezbollah. Nos casos da Síria e do Líbano a Irmandade Muçulmana que é sunita mostra-se sectária e odiosa das forças políticas xiitas. Na Líbia combateu e combate duramente certas tribos da zona oeste e povos como os Tuaregs. No Iraque, na Síria e no Líbano enfrenta militarmente o Irão e seus aliados xiitas. As Irmandades Muçulmanas do Egipto e da Tunísia foram cúmplices activos do imperalismo na destruição da Líbia, tomada por bandos armados e sacos de gatos de radicais islâmicos até agentes da CIA.

    Depois no Egipto, pisca o olha à Palestina e acena com relações diplomáticas com o Irão. No Iraque ao mesmo tempo que combate xiitas e curdos, é a força mais violentamente oposta aos remanescentes da ocupação imperialista.

    A estratégia da Irmandade Muçulmana é a de uma burguesia nacional árabe erráticamente ora colaboracionista ora opositora do imperialismo. A sua posição perante o imperialismo é muito menos coerente que a do regime xiita do Irão, apesar de serem ambas de natureza nacionalista burguesa.

    O Hamas é dentro das facções da Irmandade Muçulmana um caso aparte de anti-imperialismo, que se explica pelo contexto político muito excepcional da Palestina Ocupada pelo Estado de Israel.

    A ascenção da Irmandade Muçulmana faz parte dos planos do imperialismo de dividir para reinar no Médio Oriente, à imagem do que foi feito no Iraque.

    • licas diz:

      Este anda a ler romances policiais . . .
      especialidade: Teoria da Conspiração/Mania da Perseguição . . .

  14. M.D. diz:

    “Palestina Ocupada pelo Estado de Israel.” Basta isto para lhe tirar toda a credibilidade. Mas qual Palestina?

    A única altura em que poderia ter havido uma Palestina foi em 1948, e se não a houve foi por culpa dos seus líderes que só viam o “Ou tudo ou nada”. E antes de 1948, o que era a “Palestina”? Ora responda lá:

    1. Quando foi fundada, e por quem?
    2. Quais eram as suas fronteiras?
    3. Qual era sua capital?
    4. Como se chamavam as suas principais cidades?
    5. Quais eram as suas bases econômicas?
    6. Quais eram as formas de governo?
    7. Quem eram seus líderes antes de Arafat?
    8. Que idioma falavam?
    9. Qual a religião que predominava?
    10. Que classe e como se chamava e qual o valor do dinheiro palestino em qualquer época da história. Qual seu valor perante o dólar americano, o marco alemão, a libra esterlina inglesa, o Yen japonês ou qualquer outra moeda do “mundo real”?
    11. Algum artefato de antigos palestinos que habitarem em Israel no passado foi encontrado?
    12. Alguma biblioteca tem algum trabalho de literatura palestina produzido antes de 1967?
    13. Como não existe um país chamado Palestina, quem ou o que fez esse país desaparecer, e quando isso ocorreu?

    • De diz:

      Sorry MD mas não passa.
      A dona pospegou aqui há dias um texto de um “escritor espanhol” que mais não era que um choradinho racista e hipócrita a tentar fazer passar as teses sionistas.
      O texto era uma fraude.Não existia nenhum escritor espanhol com tal nome.O texto saíra dos sionistas de serviço, que o inventaram, modelaram e enviaram por via e-mail a uma catrefa de pessoas.Uma espécie de corrente propagandística, com nome falso para impedir que fosse claramente desmistificado,criticado e exposto a sua origem.Profundamente xenófobo o texto era um autêntico nojo,revelado desde logo na forma como se originara.
      MD fez o que fez
      Agora MD pospega um questionário oriundo de Israel News, um blog em defesa de israel e do povo judeu (SIC).Traz à luz um pequeno texto saído da baba dos criminosos que se tentam fazer passar por legítimos proprietários de.

      Ora se MD fosse lavar o sionismo escondido através destas pequenas anedotas no sítio onde lhe aprouvesse.E se deixasse destas pequenas cenas de propagandista do estado pária de Israel.

      MD defende o sionismo.Utiliza a propaganda da dita escória sionista.E utiliza-a sem escrúpulos e com a preguiça que caracteriza os que gostam deste tipo de argumentação primária e boçal.

      Entretanto o estado-pária de Israel expulsa imigrantes negros num crescendo de linguagem racista
      http://www.publico.pt/Mundo/israel-expulsa-imigrantes-negros-num-crescendo-de-linguagem-racista-1551761
      O racismo mais repugnante por baixo de.
      Basta

      • M.D. diz:

        Eram 13 questões. Bastava ter respondido a 1. Optou por não o fazer a nenhuma. Significativo…

        Ó DE, resolva-se. Então quando se cita fontes, documentos, sites que vão contra a sua doutrina trata-se de propaganda. Quando é o senhor a linkar videos e artigos, é história! Tá certo…

        Volto a repetir. Se hoje não existe um estado Palestiniano é unica por responsabilidades dos líderes islamo-árabes, que o recusaram desde 1948. Aliás, o território que hoje a “Palestina” reclama é até mais pequeno do que aquele proposto em 1948, que não aceitaram.

        A não existência de um estado palestiniano apenas serve os interesses dos lideres islamo-árabes, com visivel sofrimento do seu povo, mas para eles estes nunca foram prioridade, apenas o perpetuar deste conflito, que serve como cavalo de batalha na irradicação e Israel do mapa (objectivo amplamente difundido).

        Mesmo historicamente a Palestina nunca existiu. Como lhe disse, nunca existiu lingua Palestiniana, Capital Palestiniana, Fronteiras Palestinianas. O que havia era a Judeia. Mas já que apenas as fontes islamo-árabes são válidas, deixo-lhe aqui uma citações interesantes, nada mais nada menos da autoria Zahir Muhsein memrbo do comité executivo da OLP em 31 Março de 1977:

        “The Palestinian people does not exist. The creation of a Palestinian state is only a means for continuing our struggle against the state of Israel for our Arab unity. In reality today there is no difference between Jordanians, Palestinians, Syrians and Lebanese. Only for political and tactical reasons do we speak today about the existence of a Palestinian people, since Arab national interests demand that we posit the existence of a distinct “Palestinian people” to oppose Zionism.”

        Mais,

        “For tactical reasons, Jordan, which is a sovereign state with defined borders, cannot raise claims to Haifa and Jaffa, while as a Palestinian, I can undoubtedly demand Haifa, Jaffa, Beer-Sheva and Jerusalem. However, the moment we reclaim our right to all of Palestine, we will not wait even a minute to unite Palestine and Jordan”

        A região conhecida como Palestina foi ao longo da história (só há uma, sabe?) governada por Roma, por crusados Islamicos e Cristão, pelo Império Otomano, e pelos ingleses depois da I Grande Guerra. Estes ultimos acordaram em restituir aos Judeus parte do território como sua terra ancestral. Nunca na história a “Palestina” foi governada como um território árabe separado.

        É o melhor que posso fazer numa caixa de comentários.

        • De diz:

          MD?
          Oi?
          Não leu?Esqueceu-se?Enganou-se?
          Basta ler aí em baixo?
          Certo?

          Agora vossemecê não repete nada.Vossemecê apenas dispara a cassete do News
          🙂

          MD.
          Agora v.vai socorrer-se de um pan-arabista pro-sírio?
          Da facção Sa’iqa da OLP?Teses defendidas pelo lider sírio da época?
          🙂
          Mas v sabia que estas teses não vingaram no seio da Fatah não sabia?
          E v.,que ao que parece adora estórias, devia saber que o objectivo não é olhar apenas para o umbigo nacional.
          É ir mais longe.Se bem que. e agora vou citar a inofensiva wikipedia (lolol):
          ” the PLO has with few exceptions remained fully committed to the cause of Palestine, with even its most fervently pan-Arabist members justifying this by claiming that the Palestinian struggle must be the spearhead of a wider, pan-Arab movement. This was true, for example, in the case of the Marxist PFLP, which not only viewed the “Palestinian revolution” as the first step to Arab unity, but also as inseparable from a global anti-Imperialist struggle.
          É que não queriam ficar presos a uma estrita ideologia palestiniana nacionalista.Infelizmente a generalidade dos países árabes foi-os traindo.Porque há um outro lado mais negro nesta história do personagem escolhido por si.
          “The journalist Robert Fisk was to claim that as-Sa’iqa, under Mohsen, was to employ its energies “almost exclusively against their brother Palestinians”,[6] stating that in June 1976 he saw “the PLO in open combat within West Beirut against Saiqa, who had attacked Arafat’s forces on orders from Damascus.”

          Percebeu agora?
          E já tem uma visão mais acertada que as teses sionistas que negam a Palestina são paridas pelo mesmo ventre que pariu as teses que indicam a existência de um povo eleito?Citado da forma tão infeliz por si aqui há tempos?
          Daí que se o melhor que pode fazer numa caixa de comentários é uma mão cheia de nada…e a outra cheia de coisa nenhuma
          Ah essa maravilha de um território ocupado sucessivamente por tanta gente…e completamente despovoado para ser servido a.
          Cheira mal.Fede mesmo.

          Agora vá ler o texto do Rocha para ver se aprende algo.
          Valeu?

          • M.D. diz:

            Que maravilha… Que prazer me dá vê-lo tipo barata tonta… É como já disse anteriormente, um comunista está realmente preparado como ninguém para o contraditório, principalmente porque não permite que uma coisa insignificante como a realidade se intrometa entre ele e a sua ideologia… São décadas de falta de vergonha na cara que construiram uma carapaça que não lhes permite serem beliscados pela coerência. Tudo se torna mais fácil também quando a ideologia é mais importante que as pessoas…

            Não se gosta do que foi dito? Simples, mata-se o mensageiro.É notável a forma como serpenteia entre chamar uma wikipedia de farsa ao serviço do império (lol) e citá-la a belo prazer quando lhe interessa (lol). Um lider palestiniano diz algo comprometedor para a causa? Simples, está feito com o imperialismo. E assim se leva uma vida a andar em cima dum fino muro…

          • M.D. diz:

            Mas já me esquecia do essencial. Não é pelo facto da Palestina ser uma invenção e uma criação sem fundamento histórico que não se deva reconhecer o direito a ser estabelecido um estado Palestiniano. Infelizmente para todos nós, os próprios não o quiseram desde 1948. Como já lhe disse, a totalidade do território que hoje exigem é menor que o que lhes foi oferecido em 48! Mas a principal razão porque não o querem (os líderes que vivem e se alimentam da causa) é por terem todo o interesse em manter este statuos quo do David e Golias, mantendo o povo fiel à custa da miséria (onde é que isto já foi feito…?), e lançando ataques terroristas contra Israel. Enquanto isso cria-se mais um problema artifical que são os “refugiados palestinianos” que dá sempre um jeito do caraças para sacar uma massas ao Império. Engraçado como nem os próprios vizinhos árabes aceitam os “refugiados palestinianos”, ajudam à sua perpectuação. Mas não desespere, parece que até o capitalismo já tem chegado aqueles lados, permitindo uma vida melhor mesmo a quem não tem nação:

            http://www.guardian.co.uk/world/2011/aug/08/gaza-first-five-star-hotel

            http://www.tomgrossmedia.com/mideastdispatches/archives/001127.html

          • De diz:

            MD
            Barata tonta?
            Acha mesmo?
            🙂

          • De diz:

            ( e depois do seu comentário sobre as décadas e a realidade e a ideologia e o CD completo?

            Falava em barata tonta?
            🙂 🙂

          • De diz:

            A questão do mensageiro está esclarecida.
            Confirma-se que o que postou não era nenhuma mensagem de nenhum escritor.Era apenas um documento forjado por parte de uma agência sionista
            🙂
            E utilizado por si.

            Quanto ao lider palestiniano…Não foram as suas declarações contestadas pelo papel do referido líder no processo.Foram até justificadas.( as declarações deste). Assim: Qual feito com o imperialismo qual carapuça.
            Mas está lá tudo explicadinho.
            Ora leia lá de novo.
            (Já se sabia que o patronato tinha um défice de habilitações.Parece que se confirma
            🙂 )

          • De diz:

            O seu esquecimento sobre o essencial compreende-se.Mostra à evidência que nem leu o que lhe foi aconselhado.Porque algumas das suas pretensas questões foram respondidas já.(azar,lol)
            Até exemplarmente pelo historiador israelita.Que desmascara e inutiliza o argumentário de que é portadora.E já colocado aqui há 2 dias)
            (duplo azar)

            A questão do território mostra que entra no terreno da má fé.E quanto a isto não posso fazer nada.Um dia há-de explicar o que quer dizer com”foram os palestinianos que não quiseram.”O video explica muito bem quem os factos.
            Há quem diga que o país está assim porque D.Afonso Henriques quis ser independente.
            🙂

          • De diz:

            Sobre a questão da “manutenção do status quo”

            Tãio risivel que nem merece resposta.
            Ofereça-se para ir para o ministério de informação e propaganda do Passos.Talvez apreciem lá estas fantasias em lá menor.

            Tal como nem merece comentário os indicadroes da boa vida vivida pelos palestinianos na faixa de Gaza.
            Patético..Triste.Deprimente.
            (Não tem mesmo vergonha nenhuma?)

            Ah a vida boa em Lisboa, nas casas de chá das tias, bem ilustrativas da qualidade de vida do povo português às mãos destes pinochetianos personagens.
            ( em Gaza é muito pior.Pode crer.Mas eu vou-lhe enviar testemunhos.Um dia destes)

            Falando seriamente.
            A diona é uma hipócrita?
            É.
            Mas é sobretudo outra coisa.
            Quando diz que os refugiados palestinianos são um problema artificial

        • De diz:

          Oi?MD?
          As fontes?Não são as de um pulha que nunca existiu dito espanhol de naturalidade e escritor de profissão.
          Nem as bolsadas pelo lobbie sionista.
          Isso é propaganda bacoca, assim para o reles,que desqualifica quem a usa.
          Percebeu agora a diferença?

        • De diz:

          MD já leu as respostas ?
          Pelo menos a Uma?Já conseguiu ler ou ainda não?
          Está bem patente mais abaixo.
          “Significativo”
          🙂

          Entretanto o video com o historiador israelita..
          Desmonta liminarmente as 13 perguntazinhas com que MD tenta delimitar o direito a um estado.

        • De diz:

          Confessemos que há algo pidesco,insuportavelmente pidesco nestas 13 questões:
          Algumas delas:
          Quais são as suas bases económicas?
          ( o que é que a malandragem sionista tem a ver com isto?)

          Quem são os vossos chefes(antes de Arafat 🙂 esta é quase uma pergunta à maneira nazi.Será depois para os eliminar?
          Mas o video do historiador israelita dá pistas e muitas

          Qual a religião que predomina ( a tentativa de limitar o direito a professar ou não um credo sempre foi apanágio dos sionistas.Voltaremos a este assunto)

          Algum artefacto (ahahaha).Só se existiu portanto se se tiver deixado um artefacto.Ora os Indios americanos deixaram imensos 🙂

          Alguma biblioteca ..Pobre D.Afonso Henriques se lhe tivesse saído na rifa um sionista assim.O colonialismo já se tinha lembrado deste tipo de argumentação ao tentar vedar a independência dos povos pelo facto de não serem “cultos”.Mas isso foi no século passado.E os colonialistas tiveram que …

          E a cereja em cima do bolo (que faz lembrar que um neoliberal gosta mais do cacau do que da própria mãe):qual a moeda e o dinheiro e patati-patata.
          Lol.Isto é um argumento?Não.É uma “patada” ideológica (como as demais,de resto).Mas com a agravante de ver a estreiteza boçal de quem elaborou tal listinha.
          (consta que aquando da independência da India,um relutante membro da Inglaterra berrava que se a moeda não fosse a libra, a Índia não podia sair das patas da metrópole.
          Lixaram-se.Tal como tantos outros quando tentaram perpetuar os seus interesses económicos

          • M.D. diz:

            Mais uma vez é dificil discutir com alguém com este nível de “clarificação mental”. Não é preciso mostrar um artefacto, uma moeda ou uma religião para demonstrar que determinado pais, estado, povo existiu. Mas tendo existido no passado seria fácil demonstrar pelo menos uma das 13 questões. O que acontece é que não se consegue demonstrar nem 1!

            Quanto aos indios Americanos, de certeza que nunca teve uma infância feliz a brincar aos indios e cowboys, poi caso contrário conheceria alguns artefactos…

          • De diz:

            MD.
            Eu quero lá saber das brincadeiras que MD aposta que eu tenha brincado ou não
            🙂
            Eu quero mesmo lá saber dos artefactos com que MD se distrai agora ou no passado.
            O que eu quero apenas salientar é que afinal a tal listazinha tonta que MD tentava nos impingir afinal não era uma listazinha que pretendia fundamentar a existência antepassada de um país, de um estado ou de um povo.
            🙂
            Afinal era apenas para provar que a não existência dos tais 13 mandamentos… provava que o país, o estado ou o povo nunca tinha existido
            A este nível de indigência…quase que se pode chegar à conclusão que MD não existe mesmo.
            É apenas um artefacto de uma seita sionista qualquer
            🙂

        • De diz:

          En el 332 a. C Palestina fue conquistada por Alejandro Magno. Tras la muerte de éste, retornó al imperio egipcio de los Ptolomeos. Más tarde fue dominada por los Seléucidas de Siria. Una rebelión encabezada por Judas Macabeo restableció el Estado judío en el año 67 a. C., pero éste pronto fue sometido a vasallaje por el entonces invencible Imperio Romano, que tomó Jerusalén a sangre y fuego, en el año 63 a. C. Los romanos reprimieron severamente la resistencia de los macabeos, zelotas y otras tribus judías. Como parte de esa represión fueron crucificados miles de rebeldes, entre ellos Jesús de Nazareth, alrededor del año 30 d. C.; fue demolido el Templo de Salomón, en el 70 d. C., y los judíos fueron expulsados de Jerusalén, en el año 135 d. C.

          Los romanos dieron a Palestina su actual denominación. La dominación de Roma y, luego, la del Imperio Bizantino -o Romano de Oriente- se extendió hasta el año 611, cuando la provincia fue invadida por los persas. Los árabes, un pueblo semita procedente del interior de la península, conquistaron Palestina en el año 634. La fe islámica y el idioma árabe unificaron a los pueblos semitas, con excepción de los judíos. Con breves intervalos de dominación parcial de los cruzados cristianos y los mongoles -en los siglos XI, XII y XIII- Palestina tuvo gobiernos árabes durante casi un milenio e islámicos durante un milenio y medio.

          La amplia mayoría de la población de Palestina al momento de la creación del estado de Israel era, por tanto, árabe, por lo menos desde el siglo VII d. C. Así, en 1948 –aun antes de la creación del Estado de Israel-, setecientos mil árabes fueron expulsados o debieron huir de los territorios en los que sus antepasados habían vivido por más de 1200 años para que éstos fueran ocupados por cientos de miles de judíos europeos.

          Para el sionismo, la justificación para reivindicar la legitimidad de la instalación del Estado de Israel en territorio palestino, se halla en la “Biblia y la historia”. Se basa fundamentalmente en la consideración de Palestina como su “patria histórica” fundada en la “promesa” del Mesías al pueblo judío. Por supuesto que históricamente, esta pretensión es infundada: los reinos judíos de David y Salomón, duraron setenta y tres años e incluso si se considera como independiente la entera historia de los antiguos reinos judíos, desde la conquista de Canaán por David en 1000 a. C. hasta la erradicación de Judea en 586 a. C, llegamos a un régimen judío de sólo 414 años.[22] Los reinos judíos no fueron más que uno de los muchos períodos en la historia de la antigua Palestina.

      • De diz:

        Quanto às povoações palestinianas…

        Uma chatice que existissem povoações habitadas por palestinianos.Que foram arrasadas.E muitos dos seus habitantes chacinados, pelo que muitos mais tiveram que fugir.Não sabia?Voltaremos a esta questão.

        • De diz:

          “A Imbecibilidade”
          Entre setecentos a novecentos mil palestinianos do que se tornou o território de Israel, isto é, a esmagadora maioria da sua população autóctone, encontraram-se na situação de refugiados. Uns fugiram de suas casas aterrorizados ao aproximarem-se as forças judaicas. O pânico que se abateu sobre a população palestiniana foi criado em boa parte pelos massacres cometidos pelas forças judaicas em vários pontos do país. O mais conhecido é o de Der Yassin, que era então uma aldeia na vizinhança de Jerusalém. As suas terras estão hoje ocupadas por Giveat Chaul, um bairro da cidade. A 9 de Abril de 1948, um comando do Irgun e do Stern entrou em Der Yassin e massacrou mais de cem pessoas, homens, mulheres e crianças. A notícia desse massacre provocou a fuga de cerca de 100.000 pessoas da região de Jerusalém. Outros palestinianos foram expulsos à força. Entre os vários casos conhecidos, os de maiores proporções tiveram lugar em Lida (a actual cidade de Lod) e Ramlé. Uma escaramuça com tropas árabes ocorrida no dia 12 de Julho de 1948 serviu de pretexto ao exército de Israel para uma violenta repressão que custou a vida a 250 pessoas, algumas das quais eram prisioneiros desarmados, assim como para a expulsão de cerca de 70.000 pessoas, algumas das quais já eram refugiadas. A ordem de expulsão foi dada pelo próprio Primeiro-Ministro, David ben Gurion. Os seus executores foram Igal Alon e Isaac Rabin. A Galileia foi a região do território de Israel onde ficaram mais palestinianos. As zonas de maior densidade populacional palestiniana ficaram sob administração militar até 8 de Dezembro de 1966.
          A 11 de Dezembro de 1948 a ONU aprovou a resolução 194 que reconhece aos refugiados palestinianos o direito de regressarem aos seus lares ou de serem indemnizados, se assim o preferirem. Apesar de o preâmbulo da resolução que o admitiu na ONU mencionar explicitamente a aplicação desta resolução, Israel recusou-se e continua a recusar-se a aplicá-la. Apressando-se a arrasar as aldeias palestinianas que tinham sido esvaziadas dos seus habitantes (o número habitualmente avançado é de cerca de 500 localidades) e distribuindo as suas terras aos imigrantes judeus, Israel tornou impossível o regresso de uma boa parte dos refugiados aos seus lares. A esmagadora maioria dos refugiados amontoou-se em acampamentos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, na Síria e no Líbano. No dia 1 de Maio de 1950 a ONU criou a UNRWA, a agência internacional que se ocupa deles.
          Israel recusa-se a aplicar a Resolução 194. Aprovada pela Assembleia Geral da ONU a 11 de Dezembro de 1948 e reafirmada todos os anos, essa resolução reconhece aos refugiados o direito de regressarem aos seus lares ou de serem indemnizados, se assim o preferirem. Israel nega-se até a reconhecer a sua responsabilidade moral e legal pela existência dos refugiados. Durante décadas «legitimou» essa recusa dizendo que os palestinianos abandonaram as suas casas por ordem dos países/exércitos árabes, que lhes teriam prometido o regresso dentro de pouco tempo. Ora, os estudos dos chamados «novos historiadores» israelenses da última década confirmaram o que os historiadores palestinianos sempre disseram e os bons conhecedores da questão sabiam há muito, para não falar das vítimas: Essa versão da origem do problema dos refugiados palestinianos é uma invenção da propaganda israelense. Por isso, Israel funda agora abertamente a recusa do regresso dos refugiados no que é, e sempre foi, a verdadeira razão: O regresso dos refugiados mudaria a composição étnica de Israel, que se «arriscaria» a deixar de ser um estado maioritariamente judaico. Ora, foi precisamente para evitar esse «perigo» que Israel expulsou muitos dos refugiados de suas casas.

          Os refugiados palestinianos são, de facto, muito numerosos. A 30 de Junho de 1999, a UNRWA recenseava 3.600.000. Não entram nesse número os que se tornaram refugiados em 1967 (mais de 50.000) e os seus descendentes. Sabe-se que existem mais umas centenas de milhar de palestinianos que foram deslocados e não constam nas listas da UNRWA”

          “A PALESTINA
          Dados históricos para a compreensão da situação actual e algumas reflexões”
          Comissão Justiça e Paz – CNIR/FNIRF !!!

          • M.D. diz:

            Tome lá 5 minutos e 30 segundos de propaganda. Veja sem bolsar, e apague lá todas as baboseiras que anda a escrever:

          • De diz:

            Israel’s Deputy Minister of Foreign Affairs Danny Ayalon?

            Oh MD mas por quem é?
            Então acha mesmo que havia de perder tempo com o bolsar dum criminoso sionista,que pertence à escória do estado-pária de israel?Um goebbels sionista?
            Bolsar por bolsar já estou habituado ao seu.E às suas baboseiras.
            🙂

            Este é um dos aprendeu com os verdugos as tácticas a usar com os palestinianos

          • De diz:

            Ah,será que MD pertence a um dos comités sionistas que trabalham para o ministro da propaganda israelita?
            Estaria assim explicado o aparecimento da carta oriunda dos serviços secretos israelitas, que MD se apressou a propalar (sou um nome inventado)
            Lol

          • De diz:

            Vejamos o que este artigo insuspeito tem a dizer de
            Danny Ayalon:
            http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1953746,00.html

            (um pulhazito,não?)

          • M.D. diz:

            Portanto é mentira. Faz sentido. Quando um historiador Isrealita diz algo que lhe agrada ao ouvido, merece todo o respeito e atenção. Quando outro diz o que não quer, é um porco sionista.

            Você é cada vez mais parecido com um porco Nazista, o que só poderia fazer sentido uma vez que o Nacional Socialismo e o Comunismo não são mais do que irmãos gémeos.

            Racismo? Como tem coragem de acusar alguém de racismo quando não faz outra coisa para além de rotular pessoas e opiniões (que nem ouve) apenas por serem oriundas de determinado país, cultura, relegiã?!?!?!

            É muita falta de vergonha…

          • De diz:

            Desculpe mas mais uma vez aldraba.Danny Ayalon?Não se trata de um “historiador” israelita.Trata-se de um membro do governo criminoso de Israel.Que tem crimes pelos quais tem que responder.
            Já lá voltaremos.

            Quanto ao porco…hum,sabe?não costumo discutir os problemas pessoais dos outros.Deixo isso para a dona.Portanto se a dona gosta da pocilga isso é um problema exclusivamente seu.Eu não vou por aí.
            Sublinho apenas o verniz estalado por parte de.

            Racismo é um bom termo para qualificar a política da equipa dirigente de Israel
            Quanto às relações com o nazismo…desculpe dona mas a dona tocou num vespeiro.

            Portanto veja se cola os cacos que se partiram algures por aí.E se não o conseguir volte para o lugar a que parece querer pertencer

          • De diz:

            Há ainda duas coisas a dizer-lhe se bem que tenha hesitado em tal,já que a resposta adequada a uma coisa que diz aquilo que disse, terá que ser diferente.

            O nacional-socialismo teve e tem nos ditos comunistas os seus maiores inimigos.Reconhecidos como tal pelos próprios interlocutores. Nem sempre foram eficazes no seu combate,mas contra factos não há argumentos.
            O ódio é recíproco.E trata-se mesmo de tal.

            A proximidade da direita com a extrema-direita é incómoda, eu sei.Daí que se tenha que refugiar nos slogans inspirados no seu mestre.
            Mas não passa.
            Pelo contrário as relações entre o sionismo e o nazismo estão documentadas.

          • De diz:

            Acuso-a de citar textos que mostram um racismo profundo e desprezível.
            Aguardo que documente as minhas afirmações pretensamente “racistas” face a outros, apenas por “serem oriundos de determinado país,cultura,religião”.

            Antes de!

    • De diz:

      Por momentos passou-me pela cabeça o desmontar sereno de toda esta catrefa de disparates.
      Mas logo ao primeiro parágrafo desisti.
      Quem não sabe o que é a Palestina é um ignorante,ou um idiota,ou um prestidigitador ou alguém a tentar fazer passar como verdadeiros argumentos tirados do baú do extremismo de direita.Ou algumas dessas coisas.Ou tudo isto em conjunto.

      Negar o que é a Palestina no presente só ocorre a meia dúzia de fanáticos sionistas.
      Como os que utilizam este tipo de argumentário.Curiosamente utilizado presto pro MD.
      Curiosamente?

      (MD.Diga lá aos seus companheiros do news israelita para irem aprender História. Imagine que alguém usando o seu nick teve um dia o desplante de dizer que “adorava História”.Na altura servia-lhe para melhor fazer passar o seu paleio.Agora torna-se confrangedor)

    • Rocha diz:

      Os nazis inventaram a “raça ariana”, os sionistas do Estado de Israel inventaram o “povo inexistente na pátria inexistente”. Duas mentiras canalhas com um mesmo objectivo: obliterar outros povos. A segunda tal como a primeira tende a ir parar ao caixote do lixo da história.

      A Palestina existe desde que existe um povo palestiniano a viver na Palestina, como qualquer outra pátria. Para cima de 5 milhões de palestinianos, a maioria na Palestina Ocupada e outra parte dentro da Entidade Sionista, afirmam ser palestinianos, cidadãos da Palestina. De facto mais do dobro desse número espalhados pelas fronteiras de países vizinhos da Palestina e pelo resto do mundo.

      O não reconhecimento da independência da Palestina pelos colonizadores israelitas ou por qualquer outro Estado não invalida a sua existência. Tal como o Curdistão existe, seja qual for o reconhecimento de outros Estados.

      Nunca estiveram tão vivos, o povo, a cultura e a história da Palestina e dos Palestinianos.

      Se quiser realmente saber como, basta que abra os olhos, porque quando utiliza essas palas racistas, não consegue realmente discernir a realidade.

  15. De diz:

    Repare-se como a pergunta sobre a Palestina revela a narrativa oficiosa dos sionistas quando tentam fazer passar a ideia da Palestina, como sendo uma terra sem povo (pré-)destinada a um povo sem terra.

    A limpeza étnica da Palestina:
    http://video.google.com/videoplay?docid=7393572071611328722&hl=pt-BR
    segundo um historiador israelita, professor with the College of Social Sciences and International Studies at the University of Exeter in the UK, director of the university’s European Centre for Palestine Studies, co-director of the Exeter Centre for Ethno-Political Studies

  16. licas diz:

    De says:
    26 de Junho de 2012 at 22:37
    Eu sei que “licas” andou pela universidade…mas este português está cada vez pior.
    Quem serão os “eles” a quem “licas” prognostica a mesma sina?
    “Os regimes pertencentes à genérica categoria anti-imperialista” de acordo com o linguajar típico de?

    O poço de ódio fascizante que exala deste tipo é repugnante.Sobretudo depois de sabermos como o líder líbio morreu.Há algo de verdugo SS neste tipo.
    (Para além dum certo tom histérico que empresta aos seus dislates, quando não hesita em berrá-los)

    Enfim,um cliente de.
    ____________________

    ___1___Parafraseando um ilustre ex-dirigente : FASCIZANTE A TUA TIA . . . (fico a
    dever-lhe *royalties* . . .)
    ___2___Estou achando não espantoso que qualquer Portuga fique baralhado:
    _______ M. Soares foi Stalinista,
    _______Otelo foi instrutor da Legião Portuguesa
    _______Durão Barroso foi MRPP
    _______Veiga Simão foi Reitor da Universidade quando a Pide *entrou a matar*
    nos anos 60,
    ___3___O que posso afirmar (como disse uma vez o *penetra* Saramago): nunca
    vesti a farda da Mocidade Portuguesa, muito embora, na altura, como aluno do
    Liceu, fosse obrigatório pertencer à instituição em que * um parvo vestido à miúdo
    comandava uma chusma de miúdos vestidos à parvo . . .* : sob minha palavra de honra.

    • De diz:

      “licas”
      sabe por que lhe respondi assim,não sabe?
      Eu vou repetir porque vossemecê é um trapaceiro ( não sou eu que o digo.Foram outros)

      Dizia v:
      “eles terão a sina do Kahdafi,
      Mubarak, e do cliente da Rússia (Assad) – para desespero da esquerda radical : DISTO NÃO HÂ QUALQUER DÚVIDA

      Disse eu:
      ” O poço de ódio fascizante que exala deste tipo é repugnante.Sobretudo depois de sabermos como o líder líbio morreu.Há algo de verdugo SS neste tipo.
      (Para além dum certo tom histérico que empresta aos seus dislates, quando não hesita em berrá-los).
      Ponto final parágrafo

      • licas diz:

        Um *Comissário Político* é obrigado pela
        Instituição a defender os *aliados* neste caso
        * o verdugo dos Sírios* , socialista
        (República Socialista da Síria) Bashar al- Assad
        e o partido único que governa o país desde que
        o defunto papá se apoderou da Presidência.
        – Gostaria muitíssimo que os psicólogos desmontassem
        a queda das sociedades ditas socialistas para a Monarquia
        Absoluta: Coreia do Norte, Cuba, Síria, and so on . . .

    • licas diz:

      Ah! E o Freitas do Amaral (um dos fundadores do CDS)
      Ministro de um Governo do Partido Socialista,
      note-se
      sem que houvesse coligação de Partidos. . . E esta hein?

      • De diz:

        E esta hein?
        isso, isso.

        Sem jeito nem para os números nem para as letras…só mesmo para estas conclusões
        🙂

  17. licas diz:

    O poço de ódio fascizante que exala deste tipo é repugnante.Sobretudo depois de sabermos como o líder líbio morreu.
    ____________________

    AhhhhhhhhhhAhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!

    E como morreu . . . já todas as patifarias/crimes que cometeu . . .
    têm que ficar absolvidas . . .

  18. licas diz:

    ” O poço de ódio fascizante que exala deste tipo é repugnante.Sobretudo depois de sabermos como o líder líbio morreu.Há algo de verdugo SS neste tipo.
    (Para além dum certo tom histérico que empresta aos seus dislates, quando não hesita em berrá-los).
    ____________________

    Em contrapartida tem um *faro* de cabeça de matilha
    para apanhar verdugos das SS . . .
    Mas que *lata* . . .

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