Aos empregados que não querem a precariedade e aos precários que não querem o desemprego

Na recta final para a Manifestação Pelo Direito ao trabalho, o MSE realiza, amanhã, uma reunião aberta a todos os movimentos que queiram participar. Esta mesa redonda, com todas as pessoas que responderam afirmativamente ao chamado público, não tem só pela frente a tarefa de realizar uma manifestação, mas a responsabilidade de, a partir dela, não voltar ao tempo em que os desempregados nem tinham organização, nem viam reflectidas nas diferentes agendas do protesto as suas reivindicações.

É a primeira vez que a luta contra o desemprego desafia a austeridade e o governo nas ruas e, tendo em conta as medidas que vão continuar a ser aplicadas, não será a última. Um milhão e trezentas mil pessoas é muita gente que está despojada de um direito elementar para a sua dignidade. Apesar de entregues à biscatadura, à caridade e ao auxílio da família, quem viu o seu posto de trabalho ser expropriado ainda tem o poder de demitir o governo.

Não ficará tudo resolvido mas está visto que é a única janela de oportunidade com a qual os desempregados podem empreender o futuro.

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