Contributo menor para o futuro da vanguarda anti-vanguarda

O mais recente contributo do Zé Neves tem muito que se lhe diga a começar por dizer um conjunto alargado de coisas contrárias à publicidade de não dizer coisa nenhuma. Longe de concordar com o seu conteúdo, diga-se, se há algo que o contributo manifestamente tem é grandiosidade, pelo que não se compreende a exaltação da indiferença. Assim de repente e igualmente em contributo menor, destaco a capacidade de polemizar com dois sectores específicos em abstracto, de ser exímio na capacidade de dar linha ainda que seja uma linha contra a linha e, naturalmente, o exalo da grandiloquência de quem só consegue desdenhar a esquerda à esquerda da esquerda, poupando tudo o resto. Sempre gostei de budas. Num mar de defeitos são simultaneamente incapazes de construir pontes e capitular à modéstia. Salva-se a primeira demarcação pública no campo do autonomismo relativamente ao ataque às sedes partidárias, ainda que o faça sem perder muito tempo “a demarcar o que está dentro e o que está fora dos nossos territórios.” A insurreição que vem parece “fazer bandeira da heterodoxia” e caminhar rapidamente “para chegar a ortodoxo”.

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