Avião militar turco abatido na Síria. Turquia convoca reunião de emergência da NATO.

Na tarde de sexta-feira, um avião militar turco que sobrevoava espaço sírio foi abatido. Entre as primeiras reacções, o presidente da Turquia admitiu que o aparelho havia entrado em território do país vizinho. Explicou que às vezes a velocidades tão elevadas é complicado os caças não entrarem no espaço de outros países. Uma resposta tão ridícula como a que se dava hoje sobre a missão daquele avião: testar radares. Por isso é que sobrevoava a tão baixa altitude. As autoridades turcas acusam as sírias de má fé porque não os avisaram e agora vêm dizer que, afinal, o caça foi abatido em águas internacionais e têm provas disso.

Em primeiro lugar, a Síria está em guerra. Nessa guerra, participam combatentes islamitas sírios e de outros países mas também mercenários ao serviço do imperialismo. São armados e treinados pelos países da NATO em solo turco. A Síria vive sob a ameaça de uma invasão. Parece-me bastante normal que se abata qualquer avião militar estrangeiro que invada o seu espaço aéreo. Ainda para mais se é turco. Contudo, a imprensa estrangeira vai cumprir o seu papel e seguramente vai continua a atribuir a culpa em tudo o que acontece na Síria ao seu governo.

A Turquia acaba de pedir uma reunião de emergência da NATO. Agora, o imperialismo já tem a desculpa que necessitava para encetar uma ofensiva declarada contra a Síria. Um dos seus membros foi atacado – não importa se foi enquanto invadia o espaço aéreo de outro país – e isso, automaticamente, abre caminho a uma legitimação imperialista da guerra. É que apesar de todas as ingerências externas, da barbárie terrorista perpetrada pelos islamitas, do envio de mercenários seja em nome de Alá ou em nome da NATO a oposição continua sem ter condições para sequer pensar em tomar o poder.

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