“A importância de como as histórias nos são contadas”


(imagem copiada daqui)

Não o escondo, enche-me de orgulho ir a Barcelona debater com este ilustre painel de convidados (na qual está gente que leio e sigo o trabalho há vários anos), o momento actual da arquitectura e o que devemos fazer. Quem estiver por Barcelona no dia 28, que apareça!

Este debate, em Portugal, teria certamente a oposição da maioria das pessoas que se movimentam nas instituições que vampirizam a ideia de uma certa arquitectura portuguesa e que se movimentam nos corredores do poder, sob o argumento de que seria “muito político” e/ou potencialmente “radical”. Se, por cá, alguns acontecimentos vão derrubando as muralhas da letargia em que a arquitectura se enfeudou – e aqui está um excelente exemplo de um acontecimento muito interessante mas pouco divulgado – também sei que, neste momento de incerteza e medo, pessoas que possam contrariar o pensamento dominante são alvos a abater pelos guardiões de uma preguiçosa e medíocre ideia de arquitectura portuguesa – único garante da sua sobrevivência nas universidades, nos comissariados e nas exposições do regime.
Ainda que o cenário seja negro, tenho grandes esperanças que a participação da Beatrice Galilee na Trienal de Arquitectura de Lisboa possa significar uma pedrada no charco.
Talvez mais cedo do que tarde, voltarei ao tema.

 

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