«Nova esquerda», velhos hábitos!

Em Abril de 2012 o Rui Tavares anunciava, sem pompa mas com muita circunstância, o nascimento de uma «nova esquerda». Dizia-nos ele, nessa altura, sobre a Esquerda Democrática, o partido que aceitou integrar a coligação governamental na Grécia:

A Esquerda Democrática é uma coligação entre duas cisões, uma vinda dos socialistas e outra da esquerda radical: é como se em Portugal a ala esquerda do PS se aliasse aos bloquistas mais abertos. Em apenas um ano, estão nas sondagens acima dos dez por cento, e já apareceram em primeiro à frente de todos os outros partidos de esquerda.

Não sei quem são os «bloquistas mais abertos» a que se refere o Rui Tavares – ou, se calhar, até sei, mas prefiro pensar que não sei. Mas sobre a «ala esquerda do PS» acho que estamos mais que conversados. É assim como uma espécie de Espanha: nem bons ventos, nem bons casamentos!

Se é esta esquerda que serve de inspiração ao tipo que se apoderou de 1/3 do meu voto nas eleições para o Parlamento Europeu, só me resta agradecer-lhe o esclarecimento e juntar-me ao grupo dos bloquistas mais fechados. Sendo que com mais fechados apenas quero dizer mais esclarecidos, mais combativos, mais anti-capitalistas e menos sujeitos à cegueira que a ilusão do poder parece causar naqueles que pretendem que o fortalecimento do Bloco de Esquerda passa pela sua perda de identidade!

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31 respostas a «Nova esquerda», velhos hábitos!

  1. João. diz:

    Discordo da posição dos comunistas como anti-capitalistas. Anti-capitalistas eram os senhores feudais. Os comunistas são sim pós-capitalistas o que quer dizer, dialecticamente, que há conquistas do capitalismo que são importantes para o comunismo sendo que o debate poderá ser sobre o que serão em concreto estas conquistas, ou seja, o que em concreto, do capitalismo, é importante para o comunismo.

    Cumprimentos.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      São raciocínios deste tipo que nos levam a compreender como, na América Latina dos anos sessenta, os partidos comunistas se entretinham a sonhar com uma revolução burguesa que abrisse caminho a uma mais longínqua revolução proletária, enquanto os teólogos da libertação se esforçavam por lançar as bases da revolução imediata dos pobres e oprimidos, sem querer saber de fantasias ideológicas. O meu esquerdismo à esquerda da esquerda muito deve à crítica de Marx ao capitalismo, mas deve ainda mais à leitura dos teólogos da libertação que fizeram uma opção radical pelos pobres e oprimidos sem querer saber de masturbações intelectuais. Os comunistas latino-americanos estavam dispostos a tolerar o prolongamento da agonia dos que nada tinham, em nome da ortodoxia que impunha a realização prévia de uma revolução burguesa. Os teólogos da libertação queriam a destruição imediata do aparelho repressivo e explorador, fosse ele feudal ou burguês. É facil perceber o sucesso da teologia da libertação junto dos mais pobres da América Latina, e a irrelevância dos partidos comunistas ortodoxos.

      • De diz:

        Eis o produto acabado de uma masturbação intelectual a fazer-se passar por uma não masturbação intelectual.
        E que parece uma rede de pesca.Com buracos do tamanho de ilhas.Ou por outras palavras.De como os sonhos se sobrepõem à análise dos factos.E se fazem afirmações como se de produtos cosméticos se tratassem.
        Por agora fico-me por aqui

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Fico ansiosamente à espera da continuação que não deixará certamente de apresentar, para variar, alguns argumentos com pés e cabeça…

      • João. diz:

        Ok.
        Mas vivem de quê se não houver industrialização?

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Vivem do que produzirem, nem que seja apenas da agricultura, pecuária e pescas. Não posso deixar de achar curiosa a ideia de que a exploração do homem pelo homem só pode terminar após a industrialização. Provavelmente é para poderem meter o proletariado como classe salvadora – conforme consta da cartilha – já que só o proletário pode desempenhar essa função. Para os comunistas ortodoxos parece que o campesinato e os servos não são gente, nem podem revoltar-se contra a exploração e a opressão… E se o fizerem, na falta de proletariado, não tardariam a cair de novo nas mãos dos opressores. Até parece uma coisa saída da Alice no País das Maravilhas…

          • João. diz:

            Não é isso Nuno.

            O que a industrialização pode permitir é a optimização da produção e daí a libertação de tempo do labor para a criação – sendo que aqui vale a distinção introduzida por Agostinho da Silva entre trabalho e criação, em que trabalho é o que se faz por necessidade e criação o que se faz por vocação e gosto, por liberdade digamos assim.

            Naturalmente que não vamos supor que conseguimos extinguir o reino da necessidade, julgo que é necessário supor que sempre existirão constrangimentos da necessidade, o que está em causa, julgo, é que a necessidade possa ser mediadora da liberdade, quer dizer, em que a resposta ao que é necessário seja tal que amplie em relação ao capitalismo o domínio da liberdade, quer dizer, do tempo ocupado com o que nos realiza para além do trabalho ou do labor.

            Aqui vale o princípio da diversidade, quer dizer, também não vamos ditar aquilo que deve ser a realização livre da vocação, não vamos dizer que todos tem que gostar de ler ou gostar de Beethoven ou o que seja. Cada um encontra a sua vocação de acordo com a sua experiência do mundo sendo que, naturalmente, haverão limites quanto à interferência da minha vocação na liberdade do outro.

            Não há portanto de minha parte um menosprezo pelo campesinato mas não há também uma idealização do campesinato, ou seja, uma proposta de regresso à natureza, à utopia do bom selvagem. Não há terra para todos ou se a terra for a pura medida da economia acabaremos certamente a impor políticas draconianas de controlo de natalidade ou a armar camponeses para irem conquistar terras ao vizinho.

            Isto não quer dizer que os camponeses não se revoltem quer dizer apenas que uma economia de camponeses dificilmente é sustentável embora seja sempre necessária e fundamental a agricultura.

            Cumprimentos.

          • De diz:

            Quais comunistas ortodoxos qual carapuça.Qual proletariado qual quê.Qual o campesinato não pode e os servos também não.
            Mais uma vez as afirmações escritas ao acaso, fruto da pressa em fazer passar sabe-se lá o quê.
            Parece um escrito escrito há uma dezenas (centenas?) de anos atrás.Ainda vai por aí?

            As afirmações ficam-se por quem as faz.As suas e obviamente as minhas.
            Mas como parece que não percebeu o meu “por agora fico-me por aqui” vou ser mais explícito.
            Não.
            Não estou interessado em enrolar-me numa discussão sobre o “esquerdismo à esquerda da esquerda” nem em afirmações taxativas do género atrás expresso.Como a de se viver do que se cultiva,cria e pesca.
            O meu inimigo não é nem o senhor nem as suas afirmações “peculiares”.
            Portanto santa paciência.
            O registo está feito.O meu.E obviamente o seu.

          • João. diz:

            E ainda, em termos muito práticos, o que acontece se a terra não for especialmente fértil ou se houver secas, etc. Não é a industrialização também uma garantia, ou melhor, em relação à agricultura, um suplemento de sua subsistência? Não é inclusive o que pode gerar meios tecnológicos de optimizar a produção agrícola, afinal não vamos chegar ao ponto de defender o arado e o boi contra o tractor, ou vamos?

            Cumprimentos.

          • De diz:

            João:
            Brindo ao(s) seu(s) comentário(s).

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            João,

            Não estou a dizer que a industrialização não é necessária. Mas considero que ela pode ser alcançada fora do enquadramento capitalista, por via de uma posse colectiva (cooperativa) dos meios de produção. O que tornaria desnecessária a revolução burguesa. E onde a revolução burguesa já ocorreu e o capitalismo foi implantado, a solução continua a ser a substituição da empresa capitalista pela empresa cooperativista ou em auto-gestão pelos trabalhadores. Aquilo contra o qual me insurjo é a tentativa de nos fazer acreditar que o socialismo tem de passar pela revolução burguesa e depois pela revolução proletária. Tanto tem de ser criticada a propriedade privada com a burguesia capitalista a apossar-se das mais valias do trabalho, como a propriedade estatal dos meios de produção, com um aparelho partidário de gestão a apossar-se das mesmas mais valias. Estou farto é da cartilha marxista-leninista, com um cheirinho de estalinismo concentracionário. Na América Latina como em Portugal, o socialismo que nos interessa é o libertário. E a teologia da libertação teve o mérito de esboçar essa via no ambiente latino-americano. Por isso os comunistas ortodoxos detestavam a teologia da libertação tanto como o então cardeal Ratzinger.

            Quanto ao De, era bom que arrumasse as ideias antes de se manifestar, porque não se percebe minimamente o que quer dizer. Culpa minha, claro, que sou burro…

          • De diz:

            Não Nuno.Não se trata de arrumar ideias nem meias ideias. O que se passa é que o seu lamuriar começa a ser cansativo.Começa a perceber-se que o Nuno quer apenas espraiar o seu papaguear sobre o “estalinismo concentracionário” e outros predicados que lhe aprouver dizer. Não estou minimamente interessado no assunto que o leva a acumular afirmações como as que profere.Sinalizei o que me parece que é demais.Esse seu tom peripatético de fazer afirmações como se de revelações divinas fossem, escondendo uma total ignorância sobre o que fala e o que diz,como é o caso da América Latina nos anos 60 ou o “viver do que se produz” e coisas do género ( de tal forma disparatadas que tem que depois corrigir à pressa o tiro).Por outro lado também começa a ser por demais evidente essa forma de agir pregando nos dias pares contra o sectarismo, enquanto nos dias impares se arvora em defensor da Única Via” possível, um tal de socialismo libertário. Outras ortodoxias para alguém que só fala em ortodoxos…
            Por muito que me pese,fui obrigado a este esclarecimento.O rei vai nu e nem sequer tem a consciência disso.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            De,
            Apesar de nunca se saber o suficiente sobre seja o que for, a minha “ignorância” sobre a situação na América Latina apoia-se pelo menos no facto de lá ter vivido, e de ter feito um doutoramento em ciência política com uma tese sobre a Teologia da Libertação na América Latina. O que, repito, não garante que saiba tudo sobre esse tema. Mas já torna pouco provável que me deixe cair no disparate absoluto. E a sua “sapiência” baseia-se em quê?…

          • De diz:

            A teologia da libertação é um assunto demasiado sério para esses arremedos contrapontísticos com que encena a cena.E v.devia ser o primeiro a saber isso.
            Veja se consegue perceber que a discussão tomou outros rumos e outras afirmações (da sua parte) tão taxativas quanto ridículas.
            Nem a América Latina se resume às patacoadas com que tentou resolver o assunto,nem as minhas críticas são sequer afloradas neste seu comentário.
            Que basicamente mostra duas coisas.Que continua sem perceber o que lhe digo nem porque o critico e que agora se tenta apresentar pateticamente com um canudo na mão como argumento do seu fraseado.E ainda por cima me pede as minhas credenciais.
            Tenha ao menos algum sentido do ridículo.

            Já agora.o que é isso de “disparate absoluto”?Está a citar algum capítulo da sua tese ou é apenas o tentar colar-me o que eu não disse? Talvez por v. ser um “esquerdista à esquerda da esquerda”?(Outra afirmação lapidar, a merecer a assinatura de um outro doutorado,pois então).

        • João. diz:

          Nuno, eu não percebo bem a razão porque do meu comentário inicial você derivou para a questão da teologia da libertação. Eu, do que sei deste movimento, e admito que você saiba bem mais do que eu, nunca lhe fui antipático, antes pelo contrário. A questão é que ser anticapitalista é uma posição em face de um objecto muito amplo, porque é da natureza ideológica do capitalismo apresentar-se como estando em todo o lado e não estando em lado nenhum, quer dizer, assim que você diz que o capitalismo se resume a X imediatamente, e muitas vezes com razão, virão dizer que não é só X mas é também Y, N, Z, etc.

          Assim, quando os comunistas localizam o que é para eles o núcleo duro do capitalismo (exploração do trabalho; partida do princípio que o povo deve laborar para reproduzir o estilo de vida de uma elite económica e financeira) é, em primeiro lugar, este núcleo duro que passa a representar politicamente o capitalismo e a ser tomado como o poder que há que vencer. Mas é preciso levar em conta tudo aquilo que embora pertença também ao capitalismo não é no entanto este núcleo duro. É deste excesso do capitalismo em relação ao seu núcleo duro que poderá importar reter aquilo que pode contribuir para a sustentabilidade de uma sociedade comunista.

          Um exemplo, para mim, é o do desenvolvimento tecnológico, quer dizer, julgo que importa que uma sociedade pós-capitalista, quer dizer, comunista, seja uma sociedade apetrechada com tecnologia e ciência.

          Depois há também, e por exemplo, questões relativas ao papel da iniciativa individual, da sua motivação, que também, a meu ver, interessa reter até porque para que algo se faça é preciso haver indivíduos que o façam e que se é importante para a vida colectiva deve ser reconhecido e promovido.

          Isto são apenas exemplos isolados mas não esqueçamos que Marx não criticou o capitalismo sem antes o elogiar.

          E depois não podemos confundir a disponibilidade que um militante tem para com o Partido com aquela que deve ser a disponibilidade de toda a gente – a miltância nos partidos comunistas não é, julgo eu, um moralismo a estender obrigatoriamente a toda a gente. Um militante pode bem estar disposto a sacrificar todo o seu conforto, a sua vida familiar, etc, pelo Partido mas quando se trata de uma sociedade ao longo do tempo o militante não pode querer que toda a gente tenha a mesma disponibilidade que ele de fidelidade ao Partido e até à ideia comunista, quer dizer, terá de ser a sociedade comunista a gerar nas pessoas a vontade de que ela se reproduza no tempo. Enfim, precisamos, enquanto comunistas, julgo eu, de ser muito rigorosos com estas coisas, enfim, de não brincar com coisas sérias nem cair no utopismo até porque a prazo uma sociedade comunista não resiste se as pessoas não aderirem voluntariamente à sua autorreprodução.

          Em resumo, até porque não vamos decidir tudo aqui e agora, aceito naturalmente que estas minhas posições particulares sejam discutíveis, nomeadamente quanto a conteúdos concretos, mas, sinceramente, discordo que nada do que o capitalismo conquistou alguma vez possa servir ao comunismo.

          Cumprimentos.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            João,
            A nossa discordância pode não parecer grande, mas é fundamental. O problema com o capitalismo é a exploração do homem pelo homem, e a fonte dessa exploração é a posse privada dos meios de produção, é a divisão entre quem possui os meios de produção e disso se serve para se apoderar das mais valias do trabalho, e os que utilizam os meios de produção e geram essas mais valias mas não as controlam. Nisso acho que estamos de acordo. Mas o acto produtivo em si não é “capitalista”, nem nos devemos preocupar muito com o patamar tecnológico em que se vive. É evidente que com mais tecnologia se produz mais com menos esforço, se podem satisfazer as necessidades de cada um em menos tempo, se pode gerar mais tempo de lazer e de realização pessoal de cada um. Mas a principal riqueza de uma sociedade é a ausência de exploração e de opressão. O resto é o tempo, a ciência e a tecnologia que irão proporcionando, não é a ideologia. E o Partido, na medida em que aspira a uma transformação do homem, pode mais facilmente tornar-se num instrumento de opressão do que de libertação. Porque o homem não é susceptível de ser transformado. O homem evolui no sentido que lhe for mais favorável em termos da sua sobrevivência, e essa evolução é fundamentalmente ética. Mas a revolução ética é interior e não pode ser fomentada por nenhum Partido. É a convivência com a liberdade e com a solidariedade, é o reconhecimento da igualdade da dignidade de cada um (Liberté, Egalité, Fraternité…), que serão os factores da consolidação da revolução ética. Embora condicionada pela sua visão cristã, a teologia da libertação defende isso mesmo. E por isso, reconhecendo a validade da crítica marxista do capitalismo e tomando-a como sua, a teologia da libertação não precisa de Partido nenhum. É de forma não ideológica, profundamente libertária, que se manifesta a proposta da teologia da libertação, e foi isso que me fascinou nela. Ao contrário de si, não admiro nada no capitalismo, nem lhe reconheço qualquer valor, mesmo que de forma crítica. O capitalismo não promoveu o progresso. O capitalismo aproveitou-se da revolução científica e tecnológica para promover crescimento económico, mas fê-lo de forma parasitária. Essa mesma ciência e tecnologia teriam promovido o crescimento económico, mesmo na ausência do capitalismo. A acumulação de meios para investir demoraria mais tempo num quadro não exploratório e não opressivo, mas poderia ter sido feita na mesma. E hoje o desafio é libertarmo-nos do capitalismo para repor o equilíbrio entre a posse dos meios de produção e a sua utilização, um equilíbrio que existirá porque o proprietário e o utilizador são os mesmos. Sem participação do estado senão como garante contra qualquer tentativa para restabelecer situações de exploração. Por isso rejeito qualquer modelo marxista-leninista e qualquer presunção vanguardista por parte do Partido.

          • De diz:

            Xiiii!

            De ciência política, disse?

            E mais não digo.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            De,
            Quem não tem respostas faz caretas… Mas enfim, de cada um conforme as suas possibilidades…

  2. José Manuel diz:

    Uma das questões centrais da crise do actual sistema político é a “crise da representatividade”. Esta crise emerge da noção de que o voto numa determinada entidade deixou de representar quem votou, porque após eleitos os delegados comportam-se como donos do lugar e como se não tivessem que justificar perante o eleitorado a sua actuação. O que significa que nesta crise o Rui Tavares é um perfeito case study de alguem que faz mais parte do problema do que da solução, mas que procura dizer que encontrou a solução.

  3. Joana Dias diz:

    Por falar em «nova esquerda», não foi o Carlos que teceu homenagens ao Paulo Portas na sessão evocativa do BE pela morte do Miguel Portas?

    • Carlos Guedes diz:

      É preciso ser muito, mas muito idiota para ir buscar (de novo) esse assunto a propósito deste outro. Mais que idiota, é preciso não conhecer limites para a indecência! Seria óptimo que parassem de usar o nome do Miguel para fazer o que quer que seja que pretendem com essas insinuações obtusas!

  4. Arnaldo Gama diz:

    Carlos Guedes, você afirma-se de esquerda, mas depois defende o Paulo Portas. Como é que ficamos? Julgo que o comentário da Joana Dias tem razão de ser. Por favor, seja honesto e esclareça este assunto, pois não podemos continuar a acreditar em pessoas que defendem uma coisa, para depois mostrar outra bem diferente.

    • Carlos Guedes diz:

      Outra vez??? Mas que raio quer você que eu esclareça? O que é que há para esclarecer? Para mim o esclarecimento surge nas vossas próprias palavras. A estupidez presente no desrespeito pela dor de um irmão ao perder o outro é, só por si, bastante esclarecedora! Quanto ao resto, mantenho TUDO o que escrevi sobre o assunto! Haja pachorra!
      Quer saber mais? O meu avô materno era salazarista! Morreu há mais de 25 anos e todos os dias sinto saudades dele! Mande-me prender pois sendo de Esquerda deveria estar feliz pela morte do meu avô e não consigo!

      • Arnaldo Gama diz:

        Essa história do avôzinho salazarista é para ver se deixa algum comentador de lágrima no olho? Já vi que o senhor é mais um troca tintas que se diz de esquerda.

  5. José Alves diz:

    Estou a compreender… O Carlos Guedes é daqueles que está pelos que defenderam a Comuna de Paris, agita a bandeira vermelha, mete um lenço vermelho à volta do pescoço, diz que é pelos operários… mas se, no entanto, vir o Sr. Thiers a fazer compras ou a passear no jardim, vai ter com ele e diz: «Olá, como está? Aqui estou eu, o Carlos Guedes, à sua disposição!»

    • Carlos Guedes diz:

      Sou isso mesmo. Gosto dos comentadores do 5 dias porque me fazem poupar um dinheirão em psicnálise e afins…

      • Carlos Guedes diz:

        Não quero ser injusto. Há alguns a quem aprecio mesmo muitos a generalidade dos comentários. E há outros assim.

      • licas diz:

        Cá me parecia qual era o interesse do C. Guedes
        em ser tão assíduo aqui . . .

        • Carlos Guedes diz:

          O que eu não entendo é qual o interesse do seu comentário…

          • De diz:

            Tem toda a razão.Eu também de facto não entendo o interesse de certos comentários.
            A luta é em frente.Com todos os que assumidamente não voltem as costas à luta tenaz e persistente.

            E não somos demais.

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