«Nova esquerda», velhos hábitos!

Em Abril de 2012 o Rui Tavares anunciava, sem pompa mas com muita circunstância, o nascimento de uma «nova esquerda». Dizia-nos ele, nessa altura, sobre a Esquerda Democrática, o partido que aceitou integrar a coligação governamental na Grécia:

A Esquerda Democrática é uma coligação entre duas cisões, uma vinda dos socialistas e outra da esquerda radical: é como se em Portugal a ala esquerda do PS se aliasse aos bloquistas mais abertos. Em apenas um ano, estão nas sondagens acima dos dez por cento, e já apareceram em primeiro à frente de todos os outros partidos de esquerda.

Não sei quem são os «bloquistas mais abertos» a que se refere o Rui Tavares – ou, se calhar, até sei, mas prefiro pensar que não sei. Mas sobre a «ala esquerda do PS» acho que estamos mais que conversados. É assim como uma espécie de Espanha: nem bons ventos, nem bons casamentos!

Se é esta esquerda que serve de inspiração ao tipo que se apoderou de 1/3 do meu voto nas eleições para o Parlamento Europeu, só me resta agradecer-lhe o esclarecimento e juntar-me ao grupo dos bloquistas mais fechados. Sendo que com mais fechados apenas quero dizer mais esclarecidos, mais combativos, mais anti-capitalistas e menos sujeitos à cegueira que a ilusão do poder parece causar naqueles que pretendem que o fortalecimento do Bloco de Esquerda passa pela sua perda de identidade!

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