Pirro ri-se das vossas vitórias…

Não tenho motivos para sorrir. Os últimos tempos, aqui no 5 dias, trouxeram à superfície o pior que conheço na Esquerda portuguesa. Não conhecerei muito, mas conheço o suficiente para me permitir escrevê-lo. Junto a isto o resultado das eleições na Grécia.

A SYRIZA alcançou mais de um milhão e seiscentos mil votos. Assim, por extenso e tudo! Em relação às eleições de Maio são mais 600 mil votos. É um importante sinal e um claro reforço da resistência às políticas austeritárias que nos cercam. Que possamos aprender com isso!

E vem isto a propósito do resultado do KKE nas eleições de hoje. A perda de quase 260 mil votos servirá, naturalmente, para endurecer a luta noutros campos. Servirá para tudo. Não servirá, certamente, para me convencerem de que o caminho é o que escolheram. Não o era. Continua a não ser.

Cartaz de campanha eleitoral do PC grego, Junho 2012 : «Nova Democracia e PASOK não são alternativa. Não confiem no SYRIZA. Reforçar o KKE»

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42 respostas a Pirro ri-se das vossas vitórias…

  1. André Silva diz:

    Mas ó Carlos, ninguém o quer convencer de nada. O Carlos não é comunista, por isso não nos venha histórias que nos fazem pensar que se o KKE aquilo e assado, se calhar até apoiava o KKE.

    Lá porque o Carlos vê na Syriza o grande farol da Grécia, e acha que o seu apoio encapotado à UE não comprometeria qualquer solução de esquerda, está no seu direito.

    O KKE tem o direito de discordar e não embarcar num plano com o qual não concorda, nunca concordou e sempre deixou isso bem claro.

    É verdade que o KKE perdeu muitos votos, certamente muita gente votou Syriza pela pressão de não ganhar a direita. É interessante ver que todos os partidos extra-parlamentares, sem excepção, viram a sua votação reduzida. O KKE não foi excepção. De notar, também, que mesmo com toda esta pressão largos milhares de gregos voltaram a dar o seu voto de confiança ao KKE!

    Será assim tão difícil perceber isto? Até parece que o BE não passou para metade nas últimas eleições!

    • André Silva diz:

      *que nos fazem » que quase nos fazem (antes que comecem as bocas, é ironia…)

    • Carlos Guedes diz:

      Eu sou comunista. Não serei da maneira que o André entenderá que devo ser. Mas sou.
      De resto, o BE passou para metade nas últimas eleições. E, não só mas também por isso, eu espero «que possamos aprender com isso!» [com os exemplos que nos chegam da Grécia, mas não só!]

      • André Silva diz:

        Pois é. O erro colossal do Carlos é atribuir todas as culpas ao KKE, assim como, imagino, atribui as culpas ao PCP eao BE por nunca terem ganho as eleições.

        O erro do Carlos é simples: esquece-se que está num sociedade capitalista, com todas as condicionantes que isso implica.

        O Carlos acha que os votantes no KKE foram votar na Syriza porque de repente acharam que um programa social-democrata era a solução. “Não sabe” o que são pressões e, por isso, acha que, na Irlanda, na segunda volta, ganhou a democracia! Acha que a maior parte dos portugueses é a favor das medidas da troika, porque ganhou o PSD, e acha que a maior parte do povo português é estúpido porque tem votado invariavelmente PS/PSD. É a isto que nos leva a sua linha de raciocínio que é tão simplista quanto o “sectarismo” que atribuiu aos milhares de comunistas gregos.

        Não percebe, e não quer perceber, as pressões colossais a que foram submetidos os gregos nas TV’s, rádios e jornais. Finge que não sabe da campanha de terrorismo mediático que tem sido movida ao KKE e do seu agravamento nos últimos meses, muitíssimo mais agressiva que a que foi movida à Syriza. Porque, lá como cá, mais do que a Syriza, o maior medo do capital é mesmo o KKE. Mesmo assim, milhares de gregos voltaram a depositar neles o seu voto!

        A Grécia ainda é um país capitalista, embora este se veja ameaçado. O que é muitíssimo diferente de estar em queda. Infelizmente, minha opinião, e pelo rumo que as coisas levam, a Syriza será aproveitada pelo sistema como o novo PASOK (e espero sinceramente estar enganado).

        É comunista? Não diria, pelo título profundamente provocatório. Não conheço o Carlos, só recentemente descobri o blog, mas digo-lhe a primeira coisa que alguém pensa quando vê este título é em rejúbilo pela descida do KKE.

        E, isso, meu caro muito pouco abonatório de si, para não dizer abjecto (o título) para alguém que se diz “comunista”, não importa o grau de discordância que tenha relativamente ao KKE.

        • Tiago diz:

          Há gente “comunista” que tem como inimigo principal em tudo o escreve… o PCP. O KKE, a atenção que esta gente deu a estas eleições resume-se à satisfação por o KKE ter descido a sua votação.

          Há gente que se diz “comunista”, que se afirma do BE, mas o divertimento em blogs, na rua e em todo o lado, quem primeiro atacam é o PCP e não o capitalismo (que por acaso o BE cheio de comunistas… nunca refere publicamente).

          Sobre o Syrisa vir sucessivamente a reduzir a sua “radicalidade” nas intervenções e posições… nem uma palavra.

          O problema central é pensar-se que isto vai lá por eleições. Havia até malta neste blog aqui há um mês, a falar em dias históricos, num momento histórico que seria estas eleições, como se as eleições burguesas pudessem trazer algo de histórico para a luta dos trabalhadores se não forem acompanhadas e superadas pela luta de massas.

          O Syrisa tal como o BE em Portugal, luta de massas sim, mas que os outros mobilizem, que nós aparecemos na televisão. Luta de massas sim, unidade sim, mas para o Bloco, os rubras, os precários, os mse, irem com as suas bandeiras e autocalantes. Ai o sectarismo do PCP em insistir em ir “à paisana” (e porra, até é o principal mobilizador fora do Movimento Sindical).

          Parabéns a todos os trabalhadores na Grécia que se empenharam no esclarecimento, na luta pela derrota do capitalismo.

          Aqueles que aproveitam isto para bater no PCP através do KKE só demonstram os interesses que conscientemente ou não representam… os dos exploradores.

          • Carlos Guedes diz:

            O que é fantástico é que é normal usar a Syriza para atingir o BE… mas criticar o KKE sem falar, uma única vez no PCP já é considerado um crime de lesa-comunismo. Elucidativo!

  2. Morcego diz:

    Caro Carlos Guedes,

    A sua análise parece-me algo simplista e explico porquê:

    Recordo que o primeiro lugar na Grécia dá direito a 50 deputados de bónus, ou seja, os partidos onde existe uma maior expectativa de serem os mais votados beneficiam naturalmente do voto útil. Votar no Syriza poderia corresponder na prática a um voto duplo, certo? Parece-me óbvio que tanto o Syriza e, também a Nova Democracia, beneficiaram disso, em detrimento do KKE e do PASOK.

    Cumprimentos revolucionários.

  3. jal diz:

    Ahhh! temos um comunista que mede a justeza das posições e das propostas pelo número de votos alcançados…
    Está tudo dito!

  4. Pedro Pinto diz:

    Caro André, eu conheço o Carlos e comunista é que ele não é – e nunca o foi.

    Carlos: quanto aos votos, quando o BE perdeu metade dos votos e dos deputados não o vi a questionar o caminho escolhido… Passe bem.

  5. Leo diz:

    Falando das vitórias de Pirro…

    Em Maio, Nova Democracia e Pasok estavam em minoria com 149 deputados. Agora, têm a maioria com 162.

    • Bolota diz:

      Leo

      E o problema é esse mesmo, se não fosse desta repetiriam as eleições tantas vezes quantas fossem necessario.

      Há um exemplo que costumo dar para aferir a bondade do sistema.

      O sistema é tão bom ou tão mau que conseguiu por o Berlusconi a mexer sem que este tivesse hipoteses de piar.

      Neste momento, Italia é um pária do sistema está a ser governada por um não Governo. Dai, as eleições na Grecia…é uma completa palhaçada como serão todas a partir daqui.

  6. Caro Carlos Guedes,
    Uma coisa é a justeza, ou não, da linha política de um partido revolucionário que defende a transformação da sociedade capitalista.
    Outra bem diferente é a expressão eleitoral dessas propostas políticas, económicas, sociais e culturais.
    Um Partido pode ter propostas políticas coerentes e correctas e não obter expressão eleitoral.
    Ou seja, não ser capaz de fazer passar a «mensagem». Por erros próprios. Mas, no fundamental porque, em TODOS os países capitalistas, quem detém o poder económico, detém igualmente o poder político. E comanda e dirige o aparelho ideológico.
    É sintomático que, em Portugal, Vital Moreira, e Zita Seabra, e…, tenham vindo a terreiro com os argumentos falaciosos que vieram logo à 1ª quebra eleitoral do PCP (1987)…

    • Carlos Guedes diz:

      António, compreendo o seu argumento. Mas a dimensão eleitoral do KKE foi reduzida à mínima expressão por culpa própria. Só isso.

      • Espantosa afirmação!
        Na batalha eleitoral e na comunicação social grega e de toda a União Europeia, pelos vistos não houve argumentos de chantagem, de bipolarização, de falsas soluções, relatórios da CIA «desclassificados», etc., etc., etc..
        E eu a pensar que a luta política era isso mesmo: luta em que participam inimigos, amigos, adversários, aliados, etc..
        Para o Carlos tudo isto são «fait divers». Só que não são!

        • Carlos Guedes diz:

          «Fait divers»? Nem sei por que chega a essa conclusão. A seguir às eleições de Maio eu critiquei a postura do KKE e disse que isto poderia ser uma das consequências dessa postura. Terá sido um «fait divers»? Não creio.

        • Bolota diz:

          António Vilarigues,

          ” Só que não são! ”

          Se percebi o que disse, a reacção do Poeta Alegre á apresentação da moção de cesnsura ao Governo é disso exemplo.

  7. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Para Todos e Todas:

    O debate, por vezes áspero, que aqui tem tido lugar entre simpatizantes e críticos do PCP, a respeito das eleições na Grécia, pode incomodar alguns mas tem um indiscutível mérito, que é o de trazer para a luz do dia uma discordância fundamental que devia ser encarada sem receio.

    O problema não está em ser-se ou não comunista. O problema é o ser-se ou não tolerante, é ter ou não ter um sentido de bem comum que não é possível conciliar com hegemonias ideológicas ou com políticas de terra queimada. Os valores de esquerda são o respeito absoluto dos direitos humanos, da dignidade humana, da solidariedade, da liberdade e da democracia. Por isso a esquerda é necessariamente anti-capitalista, mas nada obriga a esquerda a ter de aceitar modelos centralizadores, planificadores da economia, estatizantes ou limitadores do pluralismo político. Antes pelo contrário. Os valores de esquerda, se devidamente interiorizados, impedem que se tente conciliar o conceito de liberdade com a existência de prisões e polícias políticas. Ou o conceito de democracia com partidos únicos ou vanguardistas. A esquerda ou é libertária ou não é esquerda.

    Oxalá esta discussão possa ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre isto. A união da esquerda é fundamental – na Grécia como em Portugal -, e os comunistas têm o seu lugar nessa união. Desde que aceitem ser uma parte de um todo, sem veleidades de superioridade ideológica ou tentações de imposição de modelos. Face à agressão capitalista é necessário criar uma Frente Democrática, fiel aos valores de esquerda, que se apresente em próximas eleições capaz de vencer a oligarquia. E que evite o espectáculo lamentável patenteado na Grécia, em que o KKE ofereceu de mão beijada o poder aos piores inimigos dos valores de esquerda.

  8. xatoo diz:

    tem de haver sempre uma luminária que acredita que o voto é a arma essencial por excelência para libertar uma classe social oprimida
    Guedes: não sei se se lembra daquela grande vitória do escravo Spartacus que obteve a maioria no Senado romano… a partir da qual decretou medidas de libertação para toda a humanidade

  9. Edgar diz:

    É a velha história do velho, da criança e do burro: a culpa é sempre dos comunistas.
    E depois dizem que o argumento do efeito da propaganda anticomunista não colhe … Se a propaganda anticomunista não tivesse o efeito que tem não era utilizada de forma tão intensa em todos os meios de comunicação, dos jornais à rádio, televisão, ao cinema etc.
    Quantos milhares de milhões de dolares são gastos para denegrir os comunistas e o comunismo?
    E, apesar de tudo, é o capitalismo que está em crise e no banco dos réus.
    Triste é ver quem se afirma democrata e de esquerda a alinhar nesta campanha, mesmo que inconscientemente.

    • Carlos Guedes diz:

      Eu garanto que não estava inconsciente e que não aderi a campanha nenhuma.

    • Gentleman diz:

      «Quantos milhares de milhões de dolares são gastos para denegrir os comunistas e o comunismo?»

      Não tantos como imagina. Os comunistas fizeram um excelente trabalho em denegrir o seu próprio movimento através dos regimes aberrantes que criaram.

  10. CD diz:

    Obrigado por ser explicito. Gostava de acreditar que essa votação por extenso e tudo, se traduzisse amanhã e depois e sempre numa luta tenaz contra a oligarquia europeia que a Syria diz querer combater.
    Desde os bons tempos do verão quente que não lia ou ouvia tanta gente a invocar o termo “sectário”. Insisto, gostava de acreditar que vão liderar a luta contra as politicas austeritárias.
    Mas como não sou já nenhuma criança, conhecendo um pouco as motivações de que são feitas estas esquerdas sejam elas radicais ou democraticas, não vou ficar à espera, nem sentado, nem a lamentar o caminho que alguns tem o direito de escolher, mas vou continuar a afirmar que temos de unir os povos, as camadas exploradas e que vivem do seu trabalho para combater o federalismo, o euro e as instituições que irresponsavelmente garantem a destruição das politicas sociais e públicas em beneficio do capital.

  11. A.Silva diz:

    Carlos não percebo se essa piada das “vitórias de Pirro” se destina ao KKE, é que se é parece-me que andas um bocado a leste, pois a verdade é que os comunistas gregos tiveram uma derrota eleitoral, que espero que seja uma “derrota de Pirro” e que pela lógica, o resultado final seja contrário ao resultado do passado domingo.

    Parece que os comunistas gregos escolheram o campo da luta, nas empresas e nas ruas ao viciado jogo burguês das supostas eleições livres e não deixa de ser interessante encontrar comunistas como tu que escrevem pérolas deste género: “servirá, naturalmente, para endurecer a luta noutros campos. Servirá para tudo. Não servirá, certamente, para me convencerem”,

    Vê lá tu que pensava eu, que um dos objectivos principais dos comunistas era o de criarem condições para o endurecimento da luta (de classes) em todos os campos…, mas prontos uma pessoa está sempre a conhecer novos tipos de “comunistas”. Recordo-me de um, entre muitos, que aqui há uns anos quis salvar o comunismo dos seus coveiros ortodoxos, hoje o partido continua bem vivo e ele é gestor de uma multinacional e politicamente dedicou-se à prostituição.

    Parece que também tu te delicias com estas comédias ou tragédias de enganos em que se transformaram as eleições nos sistemas capitalistas, acreditando, ingenuamente suponho, que se o capital sentisse que podia perder o poder, não arranjava e não arranjará (acredito que vai chegar a essa situação), forma de continuar a controlar o poder e só pela força, o tal endurecimento da luta para o qual tu te estás a marimbar (?), poderá fazer com que o povo tome o poder. Esta é para mim a actitude revolucionária e comunista.

    E essa parece-me a mim ser a posição do KKE, que tem consciência que neste momento só pela força o povo tomará o poder na Grécia (e não só), adiar esse momento jogando um jogo viciado parece-me a mim ser coisa pouco avisada.

    Fico satisfeito com a subida do Syriza e gostava que tivesse ganho, para mim esse facto não significando a solução, significa uma alteração qualitativa no comportamento das massas gregas, uma vontade de ruptura, ainda que para já por uma via “fofinha”, mas não deixa de ser um sinal e um indicador de que as massas podem evoluir para um nível de luta superior, e ai meu caro, acho que a derrota do KKE no passado domingo tem tudo para se transformar numa “derrota de Pirro”.

    E quanto ao pior da esquerda portuguesa, julgo que não são estas discussões sobre os caminhos a trilhar, necessidades de ruptura, sair ou não sair do euro, politicas de alianças, isso são as discussões que se devem ter para encontrar caminhos. Para mim o pior são os apoios, sempre prestes, de certa gente de “esquerda” que facilmente embarcam nas teses mais agressivas e virulentas do imperialismo.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Fico com a impressão de que, para ti, o povo é meramente um objecto das tuas preocupações, mas não é um agente válido para tomar decisões sem ser levado pela mão das vanguardas revolucionárias. Porque o povo se deixa enganar teremos de prescindir da sua colaboração ou voz. Nós, vanguarda revolucionária, é que sabemos o que é bom para o povo, e por isso compete-nos tomar o poder pela força para depois mostrarmos como tinhamos razão. É verdade que o poder económico consegue falsear as consultas eleitorais, pela manipulação que faz da opinião pública por meio de uma comunicação social submissa. Por isso é prioritário enfraquecer o poder económico, em primeiro lugar subvertendo o seu controlo da banca. É aqui que a acção revolucionária tem de se fazer sentir em primeiro lugar, pelo uso da força dos trabalhadores da banca em acções de paralisação e ataque aos interesses financeiros. Ao fazê-lo está-se a mobilizar todo um povo que depois, devidamente consciencializado, irá exercer o seu direito de voto de forma a optar pelas forças da mudança. Da mesma forma é essencial ocupar toda e qualquer empresa que vá encerrar ou deslocalizar-se, assumindo os trabalhadores a sua gestão e continuidade. Para demonstrar que a socialização do aparelho produtivo não tem de passar por nacionalizações no espírito de um capitalismo de estado. O povo tem de ser sensibilizado, e não ignorado. A revolução far-se-á com o seu apoio consciente, inclusive em eleições, e não à revelia dele numa manifestação de descrença na sua capacidade para compreender qual é o seu próprio interesse. A revolução é uma libertação e não uma mudança de tutela. É isso que alguns pseudo-revolucionários parecem não entender.

      • A.Silva diz:

        Como pode haver liberdade de informação se os meios de comunicação ditos sociais estão nas mãos do capital?

        Sabe da importância dos meios de comunicação no comportamento das massas (de consumidores para o capital), ou ainda não percebeu isso?

        “O povo tem de ser sensibilizado”!! Ele há gente que não se enxerga.

        • Carlos Guedes diz:

          A. Silva, reconhecerás que, ainda que os meios de comunicação estejam de facto nas mãos dos senhores do Capital, a necessidade de informar o povo mantém-se. Os blogs, o facebook, o twitter, et al, funcionam bem nesse aspecto. Mas sabemos que uma boa parte do povo não se move por esses espaços.

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          E como é que o facto da comunicação social não ser livre impede acções no sector bancário ou o incentivo à ocupação de empresas em risco de encerrarem? Estão com medo dos comentários na imprensa escrita e na tv serem negativos?… O que há é uma enorme falta de vontade de agir, o que há é uma acomodação ao estado burguês e suas regalias, o que há é falta de espírito revolucionário, o que há é muita parra e pouca uva… E isso não é culpa do sistema capitalista.

  12. Moniz Febo diz:

    Então, tão amiguinho do Paulo Portas naquela sessão evocativa da morte do irmão e não tem nada a dizer sobre a visita deste à exposição parola em Versailles de uma gorda chamada Joana Vasconcelos? Não há um artigo sobre isto? Aquela exposição que bate o recorde do parolo, do ridículo, do foleiro e do mau gosto… e ninguém escreve um texto sobre isto?
    O amiguinho Paulo Portas que passou pelo purgatório na sessão evocativa da morte do irmão (pelo BE) já voltou das cinzas (mais magro…)
    Que tristeza, Sr. Carlos Guedes!

    • Carlos Guedes diz:

      Uma tristeza é ter que ler este seu comentário. Nada de nada para além da provocação rasteira. Passe bem.

  13. Moniz Febo diz:

    Carlos Guedes loves Paulos Portas.

  14. Luís Almeida diz:

    «O Paulo Portas pode até ter ganho ali, para muitas pessoas, uma dimensão humana que, para essas pessoas, não teria até então. Agora, não houve nem falsidade nem política no discurso que o irmão do Miguel fez…»

    As palavras são suas, em relação à sessão evocativa, em memória do Santo ou «Deus» Miguel Portas.

    Ou seja, Paulo Portas teria uma dimensão humana… e não houve nem falsidade, nem política no discurso…

    Os amigos da princezinha do Parque começam na pseudo-esquerda e acabam na direita.

    Parabéns, Moniz Febo, porque este idiota do Carlos Guedes não vai longe.

    É um verdadeiro «bluff» da blogosfera dita de esquerda.

    • Carlos Guedes diz:

      Idiota será vossa excelência. Até porque continuar a usar a morte do Miguel para atingir sabe-se lá o quê é do mais nojento que já vi neste blogue. Pronto, para além de idiota vossa excrescência é nojento.
      Como vê é muito fácil fazer um comentário insultuoso e que nada tem a ver com o post que estamos a comentar.

    • filipa duarte diz:

      Concordo na plenitude! Só não digo mais porque nem isso merece este Sr.

  15. Tiago diz:

    Engraçado que respondeu ao meu comentário e bloqueou a possibilidade de respostas. Elucidativo.

    Mas respondo, se publicar claro. Não ataco o BE através do Syrisa. Mas provavelmente não sabe compreender um texto.

    O que disse foi muito claro, BE, Rubras, MSE, Ruptura e outros gostam muito de chamar sectário ao PCP mas na luta de massas, nas grandes manifestações, não tem a humildade de estar com os outros trabalhadores em identificarem de que partido/movimento são.

    Para mim sectarismo é isso. É ir para manifestações em que pouca ou nenhuma trabalho de mobilização fazem, vender jornais, revistas a desancar no PCP.

    Para mim sectarismo é cada vez que abrem a boca para falar de alguma coisa, criticam o PCP. Sectarismo é na porra de umas elições burguesas na Grécia, inventarem coisas como o KKE chama “social-fascista” ao Syrisa, dizerem que o KKE é sectário, para atacarem por tabela (referindo ou não o PCP). Até o rabino Louça diz que o KKE está à beira da morte por ter perdido metade da representação parlamentar (curiosamente o mesmo que aconteceu ao Bloco).

    Sectarismo é gente que fala, fala, fala em unidade, mas porra bate sempre no mesmo.

    Mas alguém vê um comunicado do PCP na rua a apela às manifestações e à luta a falar de algo que não seja o capital, o PSD, PS, CDS-PP, Cavaco? Porra, o “MAS” no primeiro documento adjectiva o PCP, de sectário, fechado, desfasado da liberdade, tachista, no poleiro… e que o “MAS” é o primeiro movimento preocupado com o desemprego, com o roubo aos trabalhadores… e finaliza com “queremos a unidade na esquerda”.

    Só me apetece dizer, mesmo percebendo quem promove esses movimentos, que esta gente existe para atacar os comunistas… que são nojentos. Mas não é por causa disso que passam a inimigos, o inimigo é o capital.

    E nenhum grande revolucionário percebe porque é que 100 gajos de um movimento “indignado” é notícia em todo o lado, e 10 000 numa manifestação do PCP é ignorado na comunicação social.

    Não percebem porque é que grandes revolucionários tem livros editados na Bertrand divulgados por todo o lado e em grande destaque. Eu explico. Porque são lixo puro. Exercícios acríticos, que partem de uma premissa, bater no PCP, e constroiem uma novela, seleccionado partes de textos, livros, jornais, sem contextualizar, para chegar à conclusão que previamente definiram.

    Historiadores à Pacheco Pereira temos muitos. Lixo pseudo-revolucionário temos muitos. Curioso é ver como a história se repete e o capital inventa novas soluções.

    O Bloco perdeu-se entre o seu oportunismo, arranja-se mil movimentos de “esquerda revolucionária” (não falo do Syrisa). Mas o inimigo é sempre o mesmo: PCP.

    PS: Já agora, o MAS que tanto fala do estalinismo do PCP, que deixe o culto da personalidade auto-promovido do Gil Garcia, e escolham outra cara para editoriais, fotos e videos.

    Não percebem porque é que

    • Carlos Guedes diz:

      Não bloqueei coisa nenhuma. Provavelmente «não sabe compreender» como estas coisas funcionam…

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