A sugestão da Alexandra nesta caixa de comentários levou-me a matar saudades da Maruxina, no blogue do Coro da Achada:
En el pozo María Luisa
tranlaralará, tranlará, tranlará
murieron cuatro mineros
mira, mira Maruxina mira,
mira como vengo yo
Traigo la camisa roja
tranlaralará, tranlará, tranlará
de sangre de un compañero
mira, mira Maruxina mira,
mira como vengo yo
Traigo la cabeza rota
tranlaralará, tranlará, tranlará
que me la rompió un barreno
mira, mira Maruxina mira,
mira como vengo yo
Santa Bárbara bendita,
tranlaralará, tranlará, tranlará
patrona de los mineros
mira, mira Maruxina mira,
mira como vengo yo
Mañana son los entierros,
tranlaralará, tranlará, tranlará
de esos pobres compañeros
mira, mira Maruxina mira,
mira como vengo yo.





Sem dúvida, estes têm “cojones”.
Uma sugestão musical a propósito:
Os mineiros das Astúrias têm uma longa e histórica tradição de luta contra a exploração e a reacção. Recordo-me do que li (A guerra civil espanhola, de Paul Preston) sobre a sua resistência contra as forças militares (ou militarizadas, não posso precisar) da Direita espanhola. É gente que trem sofrido muito ao longo de décadas, e muito corajosa e determinada. Só reajam quando os obrigam a tal.
É só uma grande diferença no espírito, entre os espírito burguês do português e o verdadeiro povo…em portugal não há povo, mas há muita mediocridade e até a esquerda é burguesa!
Portugal, um país sem povo. Força nisso. Está aí uma tese nunca descoberta a precisar de desbravador.
Não será uma tese, será mais bem uma falta de tesão!
Se houvesse povo, estavam já estes organizados de modo a lutar contra os capitalistas. Mas as lutas em portugal são uma espécie de performance sem estética nem conteúdo. Aberrações abstractas, que resultam inesperadamente em nada. Ainda inesperadamente!
Esta turma é uma lenda viva! Tomá lá foguetes!