Cavaco Silva…

… achava que só seria vaiado no Jamor.

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10 respostas a Cavaco Silva…

  1. Mentiroso diz:

    Não se compreende que elejam sacanas e criminosos e depois se queixem em lamúrias de pacóvios.
    Não elegeram e reelegeram o Sócrates vigarista, que todavia fez muito menos estragos e herdou um país já em miséria avançada? Não elegerem e reelegeram o sacana que destruiu as pescas, a agricultura, a indústria e toda a produção nacional em geral, e deixou o país com um défice já superior aos 5%? Não contentes com isto, não elegeram para primeiro-ministro um cadastrado condenado pelo tribunal criminal de Évora e com longo rol de processos pendentes? É oficial, vejam só: bit.ly/kZZKTN
    Não têm, pois, o que merecem?

    • Caxineiro diz:

      Não! Se você mesmo reconhece que;
      “devido aos “desensinamentos” dos políticos que, no seu próprio interesse desonesto incutiram uma ideia errada sobre o assunto a tal ponto que hoje, a quase totalidade dos Portugueses não sabe o que é uma democracia e até julga que é aquilo em que vive e o modo como vive, tal como lhe tem sido impingido por políticos e jornalistas”,
      Escrever isto e depois afirmar que “o povo merece” é, (sendo suave) o mesmo que condenar uma vítima de vigarice, pelo simples facto de por falta de informação se ter deixado vigarizar
      Invente outro caminho que não seja condenar o povo, porque o povo é sempre quem se fode. O povo é sempre a vítima

      • antónimo diz:

        Podia estar mais em desacordo, mas já estou bastante.

        Os portugueses não são o Povo de analfabetos, ignorantes, sem acesso a informação, e condenados a ser vítima de embustes e da vigarice de políticos desonestos.

        Tenho formação superior, em engenharia embora a minha actividade profissional nada tenha a ver com isso há uns bons sete anos, e lido diariamente com gente com formação superior. Muitos, muitos, a ganhar 500 euros e menos.

        Não deixo de ver entre essa gente proletarizada, uma estrondosa falta de sentido de classe, mais facilmente mordendo a mão de quem a ajuda, e facilita a vida, que do chefe e do patrão que as explora. Exigências e explorações justificadas. “Temos de ser equilibrados”, dizem. Há mais gente a querer trabalhar.

        Votam no Passos Coelho como outros antes votaram no Sócrates. Surpreendem-se alguns com o sentido em que este governa, mas tinha de ser assim. Como antes aceitaram o sentido em que Sócrates governou, pois lá na Europa e nos jornais é que sabem.

        Irritam-se também com este por ele agir e falar na mesma linha do Sócrates, como antes não se irritavam com Sócrates. E vice-versa.

        Não somos já um povo de matarruanos, das berças, pouco mais conhecendo do mundo que a serra, as cabras e as bolamas da Guiné onde se chegou nos porões dos barcos de guerra.

        A cultura de muitos é a do medo, a do respeitinho, do chapéu na mão, herdada dos mãezinhas, das avózinhas. Mas isso não invalida que entre outros povos da Europa, sem o gap geracional e de pobreza que marcou Portugal, subsista exactamente a mesma cultura.

        Possivelmente não declinada em “inhos”, mas nem por isso menos alienada ou mais capaz de construir uma reflexão. Se lhes derem cinco anos de ilusão, estão todos dispostos a embarcar acriticamente.

        Se há um duríssimo fogo de barreira comunicacional sobre os valores da solidariedade, do social, este também se alicerça nas convicções pessoais enquanto povo e num forte egoísmo, amplamente distribuído, que se sublima nas dádivas aos bancos de fome: “Tão bom e justo que sou”.

        Pior, nem sequer acreditam no falso fundamento bem propalado por Passos Coelho de que o liberalismo cria mais riqueza e que havendo mais riqueza há mais riqueza para distribuir e que daí resultam menos pobres.

        Não, é mesmo gente que diz “Eles que se desenrasquem que eu também me desenrasco”, como ouvi há meses da boca de uma operária de uma fábrica com que me cruzei: “Ai os funcionários públicos não vão ter subsídios de férias ou de natal? É bem-feita, que o meu patrão também não me pagou os do ano passado.”

  2. Caxineiro diz:

    Eu sou operário. No mundo onde me movo, a grande maioria gosta da Ágata e dos Tonis, vêem-se novelas a toda a hora e discute-se futebol durante toda a semana ( se quiser, pode ver aí o novo “ópio do povo” ). Caricaturando, é este o povo que temos
    Se o povo é ignorante e desinformado, manipulado e manipulavel, dócil e domesticado, é porque os detentores do poder tornaram assim, através dos tempos. Ontem através da religião, hoje através dos média. Que fazer?
    Como não podemos mudar de povo, será com este que um dia faremos a revolução. A educação cívica virá por acréscimo

    • Antónimo diz:

      Esse mundo onde se discute futebol é igualzinho ao mundo de classes mais instruídas – e até no jornalismo – onde apenas se trocam Ágatas e Tonis por Shakiras e Ricky Martin ; igualmente maus mas em estrangeiro. É a malta das viagens de finalistas e das luas de mel à república dominicana por causa da praia e do álcool barato.

      Não sejamos paternalistas. Ao lado de cada um dos nossos concidadãos enganado por ignorância há outro ignorante por opção. Com os primeiros vale a pena perder tempo, com os segundos não se poderá contar para mudar coisa nenhuma e É mais sensato não fazer contas com eles.

      • Caxineiro diz:

        Não veja aqui qualquer paternalismo, Falo do meu povo como falo do meu irmão: falo do povo de que faço parte

        Não concordo com o que afirma; penso que os desinformados através dos media sejam a grande maioria do povo a quem a informação só chega atraves do jornal no café, ou do noticiário da TV. Todos estão descontentes, alguns desesperados mesmo, mas acreditam na “verdade” veinculada pelos media, da inevitabilidade dos “sacrifícios para todos”, “não há alternativa” etc…
        A posição do PS contribuiu em muito para a aceitação da verdade oficial. Restam depois o Bloco e o PC, mas para estes a censura já foi activada há muito, sobretudo para o PC

  3. Bolota diz:

    Este Cavaco definitivamente não PRESTA.

  4. De diz:

    O meu sorriso de há pouco consubstancia o meu acordo com Caxineiro na sua resposta a Mentiroso.
    Mas para que conste muitas das “coisas” ditas por Antónimo (e por Caxineiro) são justas e subscrevo-as.
    Este é um assunto que dá pano para mangas e que constitui um dos problemas centrais do mundo em que se quer actuar.
    Um outro “que fazer”.Porque há que de facto não cruzar os braços.
    Deixo aqui um texto que considero também excelente, tirado dum blog cubano.(!!!).Sobre a realidade italiana.
    Mais outro pretexto para a reflexão necessária

    http://capitulocubano.blogspot.pt/2012/06/hablando-de-lo-mio-la-indiferencia_15.html#more

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