A Primavera árabe no Próximo Futuro


Foto © Ons Abid, “Victory” (da série “Tunisian Revolution”), 2011

A Primavera Árabe, os pensadores e os criadores do Norte de África, que vivem na região ou que fazem parte da diáspora, vão estar no centro da programação que o Programa Gulbenkian Próximo Futuro preparou para este verão. A Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África vai promover encontros, conferências e mesas-redondas, tudo com entrada livre. De 22 a 24 de junho, no Jardim da Fundação Gulbenkian.
A “Primavera Árabe”, inspirada por um movimento de luta pela liberdade e pela democracia, abalou em 2011 países do Norte de África e do Médio Oriente, conduzindo a alterações de regime e chamando a atenção para os povos, os criadores e os agentes políticos destas regiões. Ao longo de cinco sessões de conferências e mesas-redondas vamos poder conversar com bloggers da Tunísia, Egito, Líbia e Marrocos, que darão o seu testemunho sobre o papel das redes sociais nas revoluções deste países, mas vamos também poder ouvir o que pensa da “Primavera Árabe” o escritor marroquino Tahar Ben Jelloun, vencedor do Prémio Goncourt em 1987. Outros pensadores fundamentais ligados ao Norte de África, e essencialmente desconhecidos entre nós, como Fethi Benslama, Wassyla Tamzali e Samy Ghorbal, também vão marcar presença nestes encontros.

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Uma resposta a A Primavera árabe no Próximo Futuro

  1. Rocha diz:

    A notícia de última hora é que o Regime Militar do Egipto dissolveu o parlamento e na prática dissolveu a democracia no Egipto.

    Para aqueles trotsquistas e outros esquerdistas na puberdade para quem tudo era grandiosas revoluções desde o derrube de Ben Ali, para aqueles que não se pouparam em triunfalismos e ainda hoje apoiam os mercenários armados da “oposição” na Síria sem terem aprendido absolutamente nada com a Líbia agora governada por bandos de criminosos armados.

    Apetece-me perguntar a essa gente: foram vocês pediram um regime militar no Egipto?

    A notícia de última hora é que o Regime Militar do Egipto dissolveu o parlamento e na prática dissolveu a democracia no Egipto.

    A Irmandade Muçulmana está a ser jogada como um joguete pelo Imperialismo da tríade Estados Unidos, UE e NATO: ora têm permissão para brincar com metralhadoras para derrubar Bashar Assad ora anula-se a democracia e o parlamento dominado pela Irmandade Muçulmana no Egipto por castigo face à não cooperação com Israel.

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