Massas radicalizadas.

Os mineiros das Astúrias estão a dar uma lição de luta aos trabalhadores de todo o mundo e estou certo que dispensam que o fumo da sua combatividade seja comparada à fumaça juvenil do Pedro Penilo. No próximo Sábado, também irei, com outros companheiros do MSE, à manifestação da CGTP, e gostaria de ver em actos os ensinamentos que os seus homólogos sindicalistas nos têm dado a partir do norte da península. É desta que se corta a Avenida da Liberdade para lá da hora marcada, se ocupa um dos ministérios da troika ou se avança de novo para a Ponte 25 de Abril?

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61 respostas a Massas radicalizadas.

  1. Diogo diz:

    Uma situação em que um polvo criminoso utiliza a violência dos seus poderes financeiros, executivos, legislativos, judiciais e mediáticos para escravizar um povo, só pode ser mudada pela violência dessa população contra esse polvo.

    Imagine-se que todos os inquilinos de um prédio, cada vez que saíam à rua eram assaltados e espancados por um bando de meia-dúzia de rufiões. E que estes rufiões pagavam à polícia para não intervir. Mais cedo ou mais tarde, os inquilinos armavam-se e davam-lhes uma sova mestra. A violência funciona. A não-violência é uma falácia que conduz à submissão.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Os marxistas-leninistas dos nossos dias, que conhecem as palavras de Marx mas não compreendem o seu espírito, tentam olhar para o que se passa à nossa volta como uma reafirmação da luta de classes, tentando fazer passar por proletário tudo o que não é burguês. Mas a luta hoje é diferente da que se manifestava no século XIX. A luta não é entre proletários e burgueses, é entre o poder do dinheiro e o poder da cidadania. De um lado estão os detentores do dinheiro e seus apaniguados, tentando desesperadamente manter um sistema produtivo opressivo e explorador de quem trabalha. Tal como Marx afirmava. Mas do outro não está uma “classe”, está um povo de cidadãos com as mais diversas funções, produtivas ou não, que reclamam o direito de se governarem como bem entenderem, e de pôr os recursos do seu país ao serviço da comunidade. Um povo que se manifesta de forma mais coerente nos movimentos sociais do que em partidos ou centrais sindicais. Este combate tem algumas semelhanças com o que Marx afirmava, mas para o levar a cabo não precisamos de nos espartilhar em nenhuma pseudo-classe dita proletária, não precisamos de apenas mudar de dono e de coleira. O povo cidadão é diverso, manifesta-se de forma fluida, agrupa-se ou federa-se ao sabor das necessidades e só têm um grande princípio em comum: o poder é dele, inclusive o poder económico, não abdica dele e usa-o em prol do bem comum. Por isso socializa a função produtiva, por isso destroi o capitalismo e a sua base financeira de apoio, mas não coloca nas mãos do estado o que os cidadãos, organizados da forma que entenderem, pode gerir de forma legítima e competente. Inevitavelmente os 99% destruirão os 1%, mas não vai ser fácil. O que se passa nas Astúrias é um princípio, ao qual precisamos de dar continuidade no nosso país. Mas para isso precisamos de tirar dos olhos a venda ideológica que nos quer fazer ver o que não existe, para voltar aos erros de um capitalismo de estado com todas as suas taras totalitárias.

  2. Pedro Penilo diz:

    Enganaste-te em tudo, caro Renato. No fumo, nos pneus e nas lições. Mas já vai sendo hábito.

    • Renato Teixeira diz:

      Já eu não me vou habituar a que te vás esquivando sempre com desabafos vá… desanimados. A ponte é o destino?

      • pedra primeira diz:

        Repito, Renato, enganas-te redondamente. Ou não… De tanto repetires este tipo de falsificações do que está escrito, deconfio que é apenas isso que te move.

    • Miguel Lopes diz:

      Não se enganou nada. O Renato acertou na mouche.
      A esquerda está contaminada até à medula dos ossos com hippies e institucionalóides que semeiam todo o tipo de ilusões. Querem encerrar a luta no palco que a burguesia montou para nós e inventar o “caminho pacífico para o socialismo”. Depois divertem-se em passeios excursionistas, flash-mobs, teatros e palhaçadas.. e ainda chama àquilo “luta”, sabendo perfeitamente que aquilo não serve para nada, mas sempre alivia as consciências.
      Vale mais uma estrada cortada com pneus a arder, do que 100 manifestações!
      Os mineiros mandaram os vossos complexos pequeno-burgueses às malvas e decidiram abrir a via justa da confrontação. Agora é dar-lhes todo o apoio para que a onda cresça, e o governo comece a baixar a grimpa.

      • Rocha diz:

        Que me desculpem os camaradas e amigos mas deixemo-nos de bazófias, sim?

        Entre os mineiros das Astúrias em greve indefenida (mas localizada) e a CGTP que fez duas Greves Gerais em 3 meses (mas de âmbito nacional) e se dispõe a continuar a luta, não há razão para tantas polémicas estéreis.

        Não se esqueçam que em Espanha o equivalente à UGT são as 3 maiores centrais sindicais Comisiones Obreras, UGT e USO de âmbito estatal. Em Espanha os dirigentes traidores, corruptos e cobardes têm como seu rebanho a grande maioria dos trabalhadores sindicalizados.

        E já que se acha normal apoiar o Syriza em simultâneo a apoiar os mineiros da Astúrias convém lembrar que o Syriza apoia a nível sindical as centrais GSEE (sector privado) e ADEDY (sector público) que são controladas pelo PASOK e que são tão amarelas e traidoras como as Comisiones Obreras e a UGT.

        Ora então com toda a minha solidariedade para com os mineiros da Astúrias, ainda bem que temos uma CGTP que também está a radicalizar-se. Mais uma vez – e quantas vezes for preciso – vamos lá juntar duas palavrinhas Greve Geral, a cada luta temos de preparar a próxima. E volto a dizer: é preciso não dar tréguas.

        • Augusto diz:

          Caro Rocha a CGTP está a radicalizar-se ONDE?

          Mas será possível, que estes comentadores, militantes do PCP, não parem um momento para pensar naquilo que escrevem.

          As greves PARCIAIS da CGTP foram formas de luta TÂO RECUADAS, como vai ser certamente , o desfile do próximo sabado , bem controlado pelo serviço de ordem, para impedir veleidades , de algum trabalhador mais exaltado.

          E atrevem-se a comparar , as acções que a CGTP tem levado a cabo, com a greve e as manifestações dos mineiros das Asturias , e das suas mulheres, dignas sucessores da mitica Dolores Ibarruri.

          Os trabalhadores da Espanha e da Grécia, estão a dar lições de combatividade a toda a Europa , seria bom que os partidos de esquerda, TODOS eles , e as centrais sindicais CGTP incluida , aprendessem alguma coisa, e se deixassem de conversa mole.

          • Rocha diz:

            Augusto poupe-me as suas balelas.

            Não se atreve a falar da GSEE, ADEDY, Comisiones Obreras e outras UGTs que tais porque estas são apoiadas pelos amigos do Bloco de Esquerda como a Syriza e a Esquerda Unida – todos do Partido da Esquerda Europeia – e já assinaram tantos pactos sociais, de regime e reformas laborais que de tão amarelos já são chamados de traidores em todos os cantos dos seus países.

      • André Silva diz:

        Não te confundas, Miguel.

        O Pedro não está a criticar os mineiros das Astúrias. Está a dizer que o que verdadeiramente assusta é o seu nível de organização, e não os pneus queimados.

        Porquê?

        Porque o que verdadeiramente assusta a burguesia é o nível de organização. Não os pneus queimados…

        Não era assim tão difícil de perceber.

        • Renato Teixeira diz:

          Facílimo. E é exactamente assim. A questão é que o seu poder negocial vem da relação de um com o outro, não de nenhum dos elementos isolados.

        • Miguel Lopes diz:

          Bloquear estradas com pneus queimados é uma forma de organização. Eu percebi bem o que ele disse. Já conheço essa cantinela dos institucionalóides da merda. É a mesma do Arménio Carlos, que diz que não tolera actos de vandalismo e que é preciso “bom senso nestas coisas”.

          “Quando tinha oito anos também deixei um pneu a arder. Foi no Largo da Estrela e fez um fumaral do caraças.”

          O que está aqui é claro como água. Tentativa de estigmatizar e apoucar esta forma de luta, como se de uma tropelia de criança se tratasse.

          • André Silva diz:

            Podes ter percebido, mas não ages como tal.

            Claro que os pneus queimados podem ser uma forma de organização. Repito por outras palavras: o que se deu foi ênfase ao que realmente assusta, ao cerne da luta. É assim tão difícil perceber esta nuance?

            Só não percebe quem está à espera de alguma coisa para implicar.

            Quanto ao que o Arménio Carlos diz, por acaso até concordo. Não compares as palhaçadas de uns anarcas na última GG nem à luta dos mineiros, nem às lutas da CGTP. Se os trabalhadores da CGTP consideram que elas não promovem avanços na luta dos trabalhadores, mas antes que os prejudicam, isto é de ter em conta. De palhaços estou eu farto, faz falta gente organizada e com cabeça para criar amplos movimentos de massas, não putos “organizados” em grupelhos que atiram merda aos bancos porque acham giro.

          • Renato Teixeira diz:

            Por cá tudo o que extravase as margens será sempre patético ou obra de palhaços. Só lá é que a organização das massas radicalizadas é que é linda…

  3. Kirk diz:

    Há meses atrás, uma figura politica da dierita portuguesa (e eu nao identifico porque não querio estar a trocar algum nome, mas li na comunicação social) afirmava que contava com a CGTP/PC para manter os trabalhadores fora das ruas (usada aqui no sentido de nao causarem agitação comparavel á que estava a haver na Grécia, na altura Grécia). E é o que acontece.
    Nas Astúrias é que os camaradas do PC deveriam por os olhos quando se armam em vanguarda, quando dão a entender que são os bons, os melhores , os únicos.
    Acham? Ah! os mineiros das Astúrias é que são uns aventureiros….
    K

    • João Pais diz:

      Curioso que essa citação de não sei quem, não sei onde, não sei quando me parece que não era exactamente assim… sinceramente não sei, mas se soubesse respondia!

      • Kirk diz:

        Bom, se você lesse os jornais eu nao teria que ir procurar quem disse isso. Mas dada a sua petulancia acabei por ir. E aqui vai, para o menino nao ficar na ignorancia; a pessoa que afirmou o que atras afirmei no meu comentario foi Silva Peneda presidente do CES.
        O menino faz ideia do que é o CES?
        K

    • Renato Teixeira diz:

      Vários já o disseram. Aliás, sempre que a central se demarca de outras formas de luta. Mesmo (ou talvez sobretudo) quando o PS está no governo desce a terreiro o mais pernicioso de todos os direitistas a ver se influencia quem o pode mandar fora do poleiro. http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=630593

  4. rosaamarela diz:

    Dizem que de nove detidos só um é que era mineiro…

    sorry

    • Renato Teixeira diz:

      E fontes Rosa Amarela? Nem uma? E a ser verdade, qual a sua objecção à unidades dos sectores na luta?

  5. maria povo diz:

    …a ponte é um destino!!!!

  6. João Pais diz:

    Muito bem Renato!

    Foi preciso chegarmos a 4a feira para te lembrares que havia uma manif da CGTP no sábado? Muito bem… estranho seria que não fosse para dizer mal (neste caso por antecipação)! Vamos lá ver é se nesta não é tanta a participação que nem se nota, como na da Interjovem em Março ou na da CGTP no Porto (sábado passado!)

    Se o MSE é tão fortalhaço, presumo que na sua manif vamos ver ocupações de pontes e ministérios com fartura, né? Ou é só exigir dos outros, empurrá-los para a frente e – chegada a hora, correr para trás? (espera lá, onde é que eu já visto?…)

    • Renato Teixeira diz:

      As razões que me levariam ao voto no Syriza estão ancoradas nas possibilidades que essa vitória abre. Tem dúvidas que os mineiros das Astúrias celebrarão a vitória do Syriza? Não acha que baboseira é caracterizar a social-democracia como social fascista? Já viu que estão a cair na trapaça maoista de há quatro décadas atrás?

      • João Pais diz:

        Curiosa ideia de se unir com outros, no entanto ressaltam os seguintes aspectos:
        1. na dita manif que se disse que o MSE ia estar não vi nada…
        2. na manif da CGTP no Porto nada também
        3. na preparação da manif da CGTP no Porto quantos desses milhares de cartazes, panfletos, caracteres em blogs foram dispensados pelo MSE para apelar (no minimo) às 2?
        4. para a mobilização da manif da CGTP em Lisboa surge hoje (3 dias antes, dps de milhares de panfletos, passagens na tv, cartazes, discussoes na net, etc-) a primeira referência

        Afinal quem é que não quer unir?

        Por fim, registo que no dia da manif do MSE (e todos os outros) as coisas vão ser mt diferentes da manif da CGTP, aliás como foram na manif da Primavera Global! (ou espera lá, não foram?) Vemo-nos lá na ocupação de qq coisa ou de coisa nenhuma!

        • Ana Menta diz:

          Não conseguimos reunir pessoas suficientes para levar faixa na manif de março, pois o movimento era recente (mas fomos, até distribuimos panfletos, éramos 4) e no porto o movimento é igualmente recente.
          Não sei se te esqueceste propositadamente da manifestação da CGTP de 1 de Maio, mas parece que sim:

          https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150854204587658&set=o.363938676974437&type=3&theater

          Quanto à manif de 16, já respondemos há muito tempo que iríamos a esta manifestação, em maio ainda. E também já os convidámos há muito tempo.

          O MSE e a CGTP entendem-se, mas parece que há pessoas interessadas em fazer crer que não.

          Pareces interpretar este post como um ataque, mas peço-te que o vejas como uma opinião pessoal do renato. No mse naão se policia a actividade pessoal dos membros.
          E têm surgido posts e opiniões com as quais muita gente do MSE não se revê. Não consideres portanto a opinião do renato como a opinião do MSE, porque é injusto para todos os outros desempregados que o compõem.

          • Renato Teixeira diz:

            Nem mais, nem menos. Tudo dito com a clareza necessária.

          • João Pais diz:

            Ana Menta, o teu post só me deixa mais interrogações:
            – “há muito” que responderam que vão no dia 16, mas no dia 9 – apesar de recente – preferiram ficar a assobiar para o ar?
            – “há muito” que responderam que vão no dia 16 e em todas as acções que estiveram, sites, blogs e panfletos “esqueceram-se” dessa resposta e só a 3 dias da manif é que se lembraram?
            – o MSE esteve em março e distribuiu panfletos? mas quÊ, lá manif? olha boa cena, mas para ir distribuir a coisas já organizadas não vejo como se ajuda a fazer crescer a coisa…

            Por fim, uma observação, o meu problema não é com o MSE – como posso ter um problema com algo que nunca vi fora de um computador? – mas antes com o vir cobrar da CGTP a partir do exemplo (corajoso, mas que só por si não põe todo o mundo em causa) dos mineiros das Astúrias. Se o faço é para que, lá para dps da manif do MSE, possa vir aqui perguntar porque não fez o MSE como os mineiros das Asturias e esperar as críticas do nosso Renato.

          • Renato Teixeira diz:

            O MSE não são os mineiros das Astúrias, e o maior problema é que para o ser precisa, também, do empenho do João Pais.

            Quanto ao ser ou não visível não há forma de não ser culpado. Se vão em coluna, correm o risco de ser divisionistas, se vão desorganizados e a engrossar outras colunas é porque não existem fora de um computador.

            Em que é que ficamos? Não quer enviar um compêndio sobre a forma justa de marchar?

          • Ana Menta diz:

            És muito baralhado, João Pais, e gostas de provocar propositadamente.
            Mas respondo-te, para poderes dormir melhor:

            – dia 9 – apesar de recente – preferiram ficar a assobiar para o ar? – eu nem tinha a certeza se tínhamos MSE’s no Porto a aderir à manifestação da CGTP até eles confirmarem. Se confirmaram perto da data o que é que se há-de fazer?

            – “há muito” que responderam que vão no dia 16
            Colocar um post no site não é o mesmo que confirmar que vamos a dirigentes da CGTP. Nem tudo tem de ser tornado público. Decidimos, precisamente para dar força à manif da CGTP, colocar no site a adesão, mas não tínhamos essa obrigação. Se segues tanto o MSE na net (facebook) sabes que muitos aderentes divulgaram a sua ida à manifestação da CGTP, entre eles eu. O MSE não tem obrigação de divulgar a manifestação da CGTP, tal como a CGTP não tem a obrigação de divulgar a sua. Mesmo assim optou por fazê-lo.

            – ir distribuir a coisas já organizadas não vejo como se ajuda a fazer crescer a coisa – se isso é um convite para deixar de ir a coisas já organizadas avisa. É que eu não tenho sindicato e a CGTP não me defende laboralmente. Faço questão de ir lá engrossar colunas e não vejo problema nisso, mas se é só para sindicalistas avisa que da próxima – sábado – não vou. Nem vou amanhã distrinuir panfletos da mesma de manhã, como estava previsto.

            Felizmente não falas pela CGTP. Ou falas?

          • Ana Menta diz:

            És muito baralhado, João Pais, e gostas de provocar propositadamente.
            Mas respondo-te, para poderes dormir melhor:

            – “dia 9 – apesar de recente – preferiram ficar a assobiar para o ar?” – eu nem tinha a certeza se tínhamos MSE’s no Porto a aderir à manifestação da CGTP até eles confirmarem. Se confirmaram perto da data o que é que se há-de fazer?

            -” “há muito” que responderam que vão no dia 16″
            Colocar um post no site não é o mesmo que confirmar que vamos aos dirigentes da CGTP. Nem tudo tem de ser tornado público. Decidimos, precisamente para dar força à manif da CGTP, colocar no site a adesão, mas não tínhamos essa obrigação. Se segues tanto o MSE na net (facebook) sabes que muitos aderentes divulgaram a sua ida à manifestação da CGTP, entre eles eu. O MSE não tem obrigação de divulgar a manifestação da CGTP, tal como a CGTP não tem a obrigação de divulgar a do MSE. Mesmo assim o MSE optou por fazê-lo.

            – “ir distribuir a coisas já organizadas não vejo como se ajuda a fazer crescer a coisa” – se isso é um convite para deixar de ir a coisas já organizadas avisa. É que eu não tenho sindicato e a CGTP não me defende laboralmente. Faço questão de ir lá engrossar colunas e não vejo problema nisso, mas se é só para sindicalistas avisa que da próxima – no sábado – não vou. Nem vou amanhã distrinuir panfletos da CGTP de manhã, como estava previsto.

            Felizmente não falas pela CGTP. Ou falas?

    • André Silva diz:

      Estou mortinho por ver o Renato and friends a ocupar tudo no dia 30/Maio. Se pelo menos tentarem, por mim já dou a mão à palmatória!

      • Renato Teixeira diz:

        Temos tentado sempre que há relação de forças. O problema é quando nem sequer se pondera ir além do trivial.

  7. MG diz:

    Renato Teixeira: «Se fosse grego votaria no Syriza.»

    Importas-te de repetir, ao som desta tua frase, todas as baboseiras esquerdalhas sobre mineiros asturianos a marcharem do marquês de pombal até à ponte 25 de abril?

  8. MG diz:

    Só para que fique claro.

    A luta nas Astúrias é admirável, corajosa, digna. Todo o meu respeito, toda a minha admiração, toda a minha solidariedade. Que se amplie o conhecimento dessa luta que isso dá confiança a quem cá luta e resiste.

    O meu desprezo vai só para os «gusanos» que usam toda a luta no exterior para atacar toda a luta em Portugal. Como tu.

    • Renato Teixeira diz:

      Onde é que reivindicar a lição consiste num ataque oh gusano?

      • Kirk diz:

        Renato
        Vc já devia saber que há gajos mais dogmáticos que a igreja catolica. O gusano é um deles mas estes comentários estão cheios deles. Os camaradas da órbita do PC ainda nao pararam de olhar para o umbigo porque se olhassem para mais longe veriam que o PC é dos partidos da esquerda um dos mais acérrimos defensores da democracia burguesa. Aliás, sem democracia burguesa o PC perde a sua razão de ser depois de ter abandonado o principio da tomada do poder pela via violenta levada a cabo pelos explorados. Tudo o que seja acção mais radical é imediatamente denunciada como aventureirismo apenas porq não são os camaradas a encabeçá-la (nem nunca seriam), rendidos que estão ao sossego da democracia burguesa. Aliás a sua unica intenção, executada pela CGTP, reside no CONTROLE que possam ter sobre os explorados; por isso se atiram com unhas e dentes a outras correntes sindicais que lhes escapam ao controle, servindo-se mais tarde do seu aparelho propagandistico para as denunciar como inimigos do povo. Já vimos isso noutros locais e já conhecemos o resultado.
        Ele estão mortinhos por uma esmagadela do Syriza não porque o Syriza seja social democrata ou outra coisa qualquer, mas apenas porquer foge ao controle dos seus irmãos do KKE. Estão mortinhos porque, se porventura o Syriza ganhar, aas coisas lhe corram mal para depois, com lágrimas de crocodilo virem dizer: «nós não vos diziamos?»
        E com os mineiros das Asturias também. Eles só vêem que é uma luta que nao tem o controle dos seus irmãos ideologicos. Isso é motivo suficiente para lhes dedicarem uma parte do desprezo que têm pela verdadeira libertação de quem trabalha. Uma libertação que se escape do seu controle ideologico. Já vimos isso antes.
        K

        • Jorge diz:

          Mentes brilhantes!

          “o pcp… ter abandonado o príncipio da tomada do poder pela via violenta”…. depois de rir um pouco, meu caro kirk (que tal voltares à terra por um bocadinho, e deixares a ficção científica à la startrek?) ninguém mais que os comunistas, tem consciência de que não vai haver nunca uma mudança de regime, digo destruição do capitalismo, sem luta e sangue. Mas se achas, e acham todos os teus companheiros adeptos de violência como solução, que vais conquistar alguma coisa indo para a Avenida da Liberdade partir umas montras e atirar uns petardos à polícia, desculpa-me, mas és mais tolo do que pareces!

          Além de que, vocês podem perfeitamente juntar o vosso “grupo” e partir para a “porrada”.
          Mas não se achem no direito de arrastar uma Manifestação, com propósitos diferentes dos vossos, para um espectáculo maravilhoso de pancadaria, para Coelho, Portas e Seguro assistirem de poltrona. Se querem discutir os propósitos da Manifestação, deixem de falar barato e juntem-se à discussão (podem não saber porque são muitos filmes americanos da infância à puberdade, mas não existe um telefone vermelho ligado ao “líder”), e se não estiverem de acordo, graças ao 25 de Abril, podem fazer a vossa manifestação agressiva e esperar o resultado. Se tiverem um pouco de paciência, e sem vergonha digo, de inteligência, peguem nuns livrinhos de história (a sério) e comecem por entende-los antes de virem falar de Comuna de Paris e Lutas Violentas, porque títulos de Acontecimentos todos podemos ter na ponta da língua!

          O PCP não é extremista, é verdade! O problema é perceber o que isso quer dizer. O Syriza, o Bloco e Movimentos da companhia são extremistas, sim. São extremistas porque lutam num extremo do sistema para um extremo do capitalismo. São incapazes de aceitar ou propor um sistema diferente do capitalismo. Lutam por melhorar o capitalismo, ou sonham com algo que não é capitalista nem comunista sem saber nunca o que é, e não aceitando que as melhorias do capitalismo são céleres em desaparecer. Por isso os Movimentos são inconsequentes, o Syriza apareceu no momento certo, e todos têm um espaço digno e largo na comunicação social… porque tudo isso é célere, cada vez mais até. Mas uma destruição do sistema, à la comunista, daria muito mais trabalho e levaria muito mais tempo para repor, ou talvez durasse tempo demais. Na URSS levou 7 décadas – uma vida, para muitos dos nobres e burgueses ficarem sem os seus privilégios.
          É um pouquinho disto que se trata!

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Pois é. Mas há outra visão, menos benévola das coisas. A que diz que o PCP se acomodou aos seus 10%, com os quais vive muito feliz (para que não haja enganos, votei na CDU nas últimas eleições). A que diz que a CGTP que se acomodou a uma reivindicação estéril de benesses concedidas pelos capitalistas, sem nunca pôr em causa o sistema. Uns e outros sentadinhos à espera que “algo” aconteça – algo que nada terá a ver com a sua acção – que os catapulte de novo para o poder, onde rapidamente irão limpar o pó às NEP leninistas, às planificações centralizadas e totalitárias e, se necessário, a um ou outro campo de concentração para os “extremistas”… Sonha-se com uma revolução que caia do céu e, entretanto, vai-se vivendo benzinho à conta de uma economia burguesa que tritura quem trabalha…

            Não sou anti-comunista, nem primário, nem dos outros. Mas isso não me serve. E por favor não chamem estratégia a esta passividade escandalosa…

          • Kirk diz:

            Jorge, meu caro, li com atençaõ o que escreves e pela tua conversa confirma-se uma coisa que eu sei de há muito: quando o PC vem acusar outros de basicamente nao qyuererem mudar o estado de coisas é apenas para ocultar o facto de que o PCP sogfre exactamente do mesmo mal. Jamais foi intenção do PC mudar o estado de coisas; foi sim conquistar umas benesses para quem trabalaha, mas daí a cosntruir aquela sociedade de igualdade de oportunidades vai uma distancia tremenda.
            Caro, ou te livras do capitalismo, ou vives no capitalismo. Conheces alguma via democratica para te livraraes do capitalismo? Eu não. não estou a ver a bruguesia abdicar do poder de mão beijada. repara, á minima possibilidade de uma partido como o Syriza, que vocês acusam de ser social-democrata e de nao querer efectivamente mudar nada, repito, á minima sugestão de que isso possa acontecer, já viste o alarido que os liberais e a imprensa de toda a europa fazem, as ameaças subliminares e mesmo descaradas dos seus discursos contra tal vitória??
            Ver o Syriza sera atacado daquela maneira por todas as forças da direita grega (pasok incluido) e da europa, não vos abre os olhos, ó meus? Se não abre voces são piores que o que eu pensava. O que vale, a nossa sorte, a sorte da esquerda da esquerda é vocês jamais poderem decidir a sorte do nosso povo. Estariamos fodidos.
            Syriza ao poder!!
            K

    • Miguel Lopes diz:

      Sim. A luta no exterior pode e deve servir para criticar a luta cá em Portugal, porque a crítica é um processo de aperfeiçoamento da luta revolucionária, e a luta dos mineiros mostra a inoperância e a inconsequência das formas de luta adoptadas em Portugal. E temos que ter o mínimo de humildade para o reconhecer.

    • André Silva diz:

      Completamente de acordo com o MG.

  9. Jorge diz:

    Mentes brilhantes!

    “o pcp… ter abandonado o príncipio da tomada do poder pela via violenta”…. depois de rir um pouco, meu caro kirk (que tal voltares à terra por um bocadinho, e deixares a ficção científica à la startrek?) ninguém mais que os comunistas, tem consciência de que não vai haver nunca uma mudança de regime, digo destruição do capitalismo, sem luta e sangue. Mas se achas, e acham todos os teus companheiros adeptos de violência como solução, que vais conquistar alguma coisa indo para a Avenida da Liberdade partir umas montras e atirar uns petardos à polícia, desculpa-me, mas és mais tolo do que pareces!

    Além de que, vocês podem perfeitamente juntar o vosso “grupo” e partir para a “porrada”.
    Mas não se achem no direito de arrastar uma Manifestação, com propósitos diferentes dos vossos, para um espectáculo maravilhoso de pancadaria, para Coelho, Portas e Seguro assistirem de poltrona. Se querem discutir os propósitos da Manifestação, deixem de falar barato e juntem-se à discussão (podem não saber porque são muitos filmes americanos da infância à puberdade, mas não existe um telefone vermelho ligado ao “líder”), e se não estiverem de acordo, graças ao 25 de Abril, podem fazer a vossa manifestação agressiva e esperar o resultado. Se tiverem um pouco de paciência, e sem vergonha digo, de inteligência, peguem nuns livrinhos de história (a sério) e comecem por entende-los antes de virem falar de Comuna de Paris e Lutas Violentas, porque títulos de Acontecimentos todos podemos ter na ponta da língua!

    O PCP não é extremista, é verdade! O problema é perceber o que isso quer dizer. O Syriza, o Bloco e Movimentos da companhia são extremistas, sim. São extremistas porque lutam num extremo do sistema para um extremo do capitalismo. São incapazes de aceitar ou propor um sistema diferente do capitalismo. Lutam por melhorar o capitalismo, ou sonham com algo que não é capitalista nem comunista sem saber nunca o que é, e não aceitando que as melhorias do capitalismo são céleres em desaparecer. Por isso os Movimentos são inconsequentes, o Syriza apareceu no momento certo, e todos têm um espaço digno e largo na comunicação social… porque tudo isso é célere, cada vez mais até. Mas uma destruição do sistema, à la comunista, daria muito mais trabalho e levaria muito mais tempo para repor, ou talvez durasse tempo demais. Na URSS levou 7 décadas – uma vida, para muitos dos nobres e burgueses ficarem sem os seus privilégios.
    É um pouquinho disto que se trata!

    • Renato Teixeira diz:

      Que décadas tão mal contadas… Até ao último tijolo do muro, portanto. Contei bem?

      • Jorge diz:

        O quê? Os tijolos?
        Preferes 69 ou 74? Anos? Décadas? Tijolos? Cubos? Ou contamos até Cuba? Até agora? Ou queres abrir um post para discutir isso por partes? É preciso muita sorte para arranjar uma discussão destas… *##*-**! 😉

  10. André Silva diz:

    O Renato é daqueles que ou é limitado e não percebe, ou finge que não percebe para ter um pouco de atenção. Alguém que lhe explique que o post do Pedro não era contra os mineiros das Astúrias…

    • Renato Teixeira diz:

      Nem eu disse tal coisa. O que é pena é que se ache bonito os mineiros das Astúrias, apesar da juvenilidade das suas barricadas, e não se queira aprender nada com isso.

      • André Silva diz:

        Nem tu disseste tal coisa, nem o Pedro diminui as barricadas dos asturianos como tentas fazer crer. A diferença é que eu fiz um comentário; tu fizeste um post e ficavas melhor na fotografia se não tivesses feito este escândalo. Qualquer pessoa que leia o teu post, se dê ao trabalho de ir ver o do Penilo (como eu) percebe perfeitamente onde ele quis chegar.

        A coisa é tão simples que só alguém com vontade de implicar encontraria nela razões para isso.

        É por isso que o teu post é tão parvo.

        • Renato Teixeira diz:

          Ele é claro. Sobretudo no post da sua lavra. Se a intenção era fazer uma ode, o paralelo foi infeliz. O problema é que as palavras têm mesmo significado e a forma como se defendem também.

  11. Licas diz:

    Jorge says:
    13 de Junho de 2012 at 16:25
    . Na URSS levou 7 décadas – uma vida, para muitos dos nobres e burgueses ficarem sem os seus privilégios.
    É um pouquinho disto que se trata!
    _____________________

    Foi?

  12. Tima diz:

    Espero sinceramente que desta vez os coletes vermelhos de serviço à CGTP não andem à procura de movimentos sociais para espancarem…

  13. Pingback: O espírito inquisitorial… dos outros. | cinco dias

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