Quando é que o BE e o PCP vão ter um programa comum que inclua a expropriação da Banca? Quando tivermos 50% de desemprego?

Excerto de Eric Toussaint, in CADTM

Entre os 800 bancos europeus que pediram empréstimos ao BCE, no valor de 1 bilião de euros (1 000 000 000 000 €), muitas entidades (incluindo os maiores bancos) estão novamente a ficar sem dinheiro, ou ficarão em breve, e pressionam o BCE no sentido de voltar a conceder o mesmo tipo de empréstimos a taxas mais baixas (inferiores à inflação) e com um prazo alargado.

Apesar de a atenção da opinião pública ser dirigida para a dívida pública acumulada pelos estados, a principal causa da crise reside no balanço dos bancos privados (e dos grandes grupos seguradores). Eles acumularam enormes quantidades de dívida para financiar operações de alto risco, que produzem com frequência perdas colossais. Essas perdas ocorrem à medida que os contratos sobre produtos estruturados e outros activos tóxicos vão expirando.

A lição a tirar é que mais do que nunca devemos exigir a expropriação dos bancos e a sua transferência para o sector público sob controlo cidadão»

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

49 respostas a Quando é que o BE e o PCP vão ter um programa comum que inclua a expropriação da Banca? Quando tivermos 50% de desemprego?

  1. Rui Campos diz:

    Quanto ao BE não sei mas o PCP já defende a nacionalização da banca há uns tempos

    • Raquel Varela diz:

      No parágrafo 4º da alínea a) da página 52 do Programa que se lê a quem entra para o Partido?
      Escrevi campanha, campanha pública, pelo menos tão visível quanto a que ambos os partidos têm feito pela «renegociação da dívida» ou pela «economia nacional»

      • Pedro Pinto diz:

        Em todas as intervenções do secretário-geral, em todos os números do Avante!, em todos os folhetos que distribui o PCP coloca a nacionalização da banca como um dos pilares da política patriótica e de esquerda que propõe para o País.

      • rg diz:

        E não é que a Raquel leu mesmo o programa do PCP! Já fez mais que muitos militantes:-)

      • ze manel diz:

        Raquel,
        viu o Pros e contras na RTP onde participou Jerónimo de Sousa ??? …foi bem clarinho !!! e repetidamente clarinho, explícito!!! procure o vídeo na net!!!
        só nao vê quem não quer……..

  2. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Quando é que os trabalhadores da banca decidem lançar-se numa luta – inclusive greves – para forçar a nacionalização da banca?

    • Pedro Pinto diz:

      Os trabalhadores da banca são hoje particularmente precários e não contam com um grande sindicato de classe que os defenda – o grande sindicato do sector, fundamental para a construção da Inter, passou-se para a UGT e lá se tem mantido fruto das alianças PS, PSD, CDS e… MRPP… Tem havido movimentações, mas ainda longe do que seria necessário.

    • Bolota diz:

      Nuno,

      A questão é mesmo essa , quando é que os tranalhadores da banca começam a apoiar as forças de esquerda e junta…

      A Raquel, se calhar tem razão…mas, o PC é o unico que está sempre presente em todas as lutas e na urna…

      Quantas manisfestações genuinamente do BE já nos demos conta??? NO entanto o estado de graça continua e se calhar as pessoas tem razão….

  3. Leo diz:

    Porque carga de água é que um partido autónomo e independente tem que ter programa comum com outro?

    Já seria um grande avanço se todos os partidos tivessem programas.

    • Raquel Varela diz:

      Porque carga de água é que um Partido deve deixar de ser uma seita?

      • Vasco diz:

        Não vá por aí. A unidade não se faz a martelo, antes se constrói. Há muito que o PCP tem as suas propostas claras, ao contrário do Bloco. Nada de positivo sairia de uma assimilação forçada entre ambos os partidos. Isto nada tem a ver com seita. Aliás, uma seita não faria duas tão imponentes manifestações como as que o PCP realizou no passado mês de Maio, no Porto e em Lisboa.

        • Vasco diz:

          Além disso – e mais importante – mal seria se o PCP tivesse um programa igual ao do BE, tendo em conta que se trata do partido político da classe operária e de todos os trabalhadores, marxista-leninista. Outra coisa, diferente, é haver convergência em torno de questões concretas, que até tem havido…

  4. Armando Cerqueira diz:

    Olá Raquel,
    uma simples pergunta, muito ingénua, e baseada nas leituras pós-adolescentes que fiz nos inícios dos anos 60: a situação resolve-se só por via parlamentar?
    Esta ‘esquerda’ ainda é esquerda? O que é Esquerda? Conformação, conciliação ou transformação das estruturas sociais e económicas?
    Às vezes, nesta Europa onde vivo, sinto-me um tanto extra-Terrestre…
    Afinal fiz várias perguntas… por causa talvez do meu desfazamento (de idade, ou de ambiente?)
    Um abraço amigo e solidário
    Armando

    • Raquel Varela diz:

      Eu também fiz leituras pré-adolescentes:) Armando e não acho que o BE e o PCP possam alguma vez dar resposta à situação em que estamos – oxalá me engane! – mas acho que é nossa obrigação lembrar-lhes que ter um compromisso com a emancipação humana exige no mínimo um programa à altura do desafio.
      Abraços

      • Baresi88 diz:

        E o PCP não tem um programa à altura do desafio? Ou calha bem dizer que não! Interessante saber que o Agostinho, o Bruno, o Bernardino entre outros camaradas da Bancada Parlamentar colocam questões importantíssimas e oportunas e apresentam e apresentaram já inúmeras propostas que resolviam muitos dos problemas sociais e financeiros do país, mas enfim, eles não fazem nada, são todos iguais, a cassette é sempre a mesma, o PCP não tem um bom programa, é já tudo do século passado e não fazem nada no dia-a-dia os deputados do PCP.

        Muito gostam vocês de cair em cima de certos partidos só porque não estão de acordo.

      • Armando Cerqueira diz:

        Inteiramente de acordo.
        Saudações,
        Armando

  5. Mário Miguel diz:

    Caros amigos

    Os partidos não são seitas, são projetos políticos. Sei qual é o projeto político do PCP. Nele vemos que, a curto prazo, a nacionalização da banca e dos principais monopólios, como EDP, PT, Galp, etc. e, uma possível saída do euro como forma de estancar a destruição do aparelho produtivo. Será que o BE tem inscrito nos seus programas alguns destes objetivos? Julgo que não. Estes objetivos visam claramente a estrutura económica básica para um qualquer governo que se queira de esquerda. Não se pode ser de esquerda apenas defendendo algumas causas que, sem deixarem de ser importantes, não são fundamentais quanto aos interesses dos trabalhadores em geral.
    Um abraço,
    Mário Miguel

  6. Vasco diz:

    Esse programa existe, Raquel, está plasmado nas sucessivas resoluções do CC do PCP que apontam para a criação de uma ampla frente social e política que rompa com a política de direita e das troikas e que promova uma política assente em: controlo público dos sectores básicos e estratégicos; aumento dos salários e pensões; defesa e promoção do aparelho produtivo nacional; valorização dos serviços públicos; recuperação da soberania nacional, etc. Um programa que, para ser aplicado, terá de contar com a multiplicação e elevação da luta de massas, a começar pela luta da classe operária e dos trabalhadores, bem como de todos os sectores e camadas antimonopolistas.

    • Armando Cerqueira diz:

      Vasco:
      A partir do momento em que a Esquerda (PCP, MDP, partidos da Esquerda Radical) decidiram não tomar o Poder no Verão/Outono de 1975 (por falta de condições materiais, por mútuas desconfianças, por considerações de geo-estratégia, etc, etc) o destino (a nossa situação actual) ficou irremediavelmente traçado.
      O campo da democracia formal destina-se apenas a manter ‘o reino da burguesia’…, e não a possibilitar a alteração da sua essência. Por isso mesmo a burguesia portuguesa, aliada à burguesia dos grandes países capitalistas ocidentais, deu um golpe de Estado ‘pre-emptivo’, isto é em antecipação, para não deixar criar melhores ‘condições revolucionárias’.
      A burguesia ensina-nos ao longo da História que o Poder conquista-se e mantém-se, se necessário, recorrendo à violência – o que ela fez em 25 de Novembro de 1975…
      Portanto, meu caro, bem podem o PCP, o BE, outros eventuais agrupamentos políticos actuais ou futuros elaborar bonitos programas, resoluções, textos… que não irão lá!
      Enfim, ‘back to basics’, reaprender o que já foi dito e testado, e anda muito esquecido…
      Claro, falo como teórico que já viveu um tanto e viu alguma coisa… Constitucionalmente não proponho nada, apenas peço que pensem concretamente. Uma análise concreta de uma situação concreta…
      Armando Cerqueira

      • Vasco diz:

        Ó Armando, anda a ler Raquel Varela a mais. Isso do ter decidido não tomar o poder pode ser um pouco mais complicado que isso. Numa revolução, como na luta de classes quotidiana, não há apenas um lado em contenda, pelo que não é só a decisão de uma das partes que conta. Tomar o poder não é uma brincadeira que se faça sempre que se queira – requer apoio e organização popular, requer que o inimigo esteja frágil, requer um conjunto de condições (os de baixo já não podem e os de cima já não podem…). Portanto, é um pouco mais complicado do que isso…

        • Armando Cerqueira diz:

          Vasco – não é certamente Lourenço, e Gonçalves talvez também não -,
          por acaso ando a ler outros (muitos) autores (mais de uma centena de títulos…) que não a Raquel (ainda não consegui acabar os livros dela, um sobre o PCP!). Leio Diniz de Almeida, leio Varela Gomes, leio as confissões dos inefáveis Mário Soares e Vasco Lourenço, leio o relato dos documentos ex-secretos do US State Department (de Tiago Moreira de Sá), leio o Dr Álvaro Cunhal e os documentos do CC do PCP com muito interesse, leio ‘reaças’, etc.
          E, como a História (ciência) é para mim desde há muitas décadas uma coisa muito séria, não digo/escrevo/penso que os actores históricos daquela época DEVERIAM ter feito isto ou aquilo, e procuro não os censurar.n. Vários ‘caminhos’ se lhes apresentaram. Ao tomarem determinada decisão, esta teve consequências que ainda vivemos…
          Para mim a ciência da História não é nem um exercício de justificação, nem uma acção de mistificação ideológica ou de agitprop, nem uma actividade de masturbação mental tão na moda. Quem escreve sobre o passado deverá, na minha opinião, ter em grande conta a sua intuição e a experiência de vida – e eu já não sou muito novo, vivi, passei por muitos acontecimentos…
          É preciso ler com atenção o que alguém escreve – e, até, descobrir o que lhe está por detrás.

          Saudações

          Armando Cerqueira

      • CHE diz:

        Bravo Armando,
        Gosto de pessoas assim pragmáticas, com meia dúzia de linhas identificou o problema.
        Abraços!

  7. jal diz:

    Só andando muito distraídos podemos perguntar ao PCP quando vai defender a nacionalização da banca ou dar importância e destaque a esta questão.

    Só alguns exemplos ao acaso:
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1331413
    http://www.avante.pt/pt/1842/pcp/28329/
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=500952&tm=9&layout=123&visual=61
    http://dorl.pcp.pt/index.php/arq-not/71-noticas-publicadas/2317-pcp-comemora-os-33-anos-da-nacionalizao-da-banca

    e para terminar, notícia da última manifestação do PCP em Lisboa, onde a TVI diz: «Como alternativas, o PCP sugere um processo imediato de renegociação da dívida pública, a nacionalização da banca, o apoio à produção nacional, a reposição dos direitos e dos rendimentos cortados, a suspensão imediata das privatizações e ainda a renúncia às obrigações de governação económica e às normas do tratado orçamental.»

    fica o link: http://www.tvi24.iol.pt/aa—videos—politica/pcp-jeronimo-de-sousa-tvi24/1351127-5796.html

    Já em relação do BE…., não sei o que diga.

  8. António diz:

    O argumento é patético e ridículo.
    Como se a Caixa Geral de Depósitos não estivesse pior do que o BES e do BPI. E as perdas da Caixa vão directamente ao Orçamento de Estado.
    E já agora o que é que o desemprego tem a ver com a nacionalização dos Bancos.
    A cassete é sempre a mesma, não muda, nem perante as evidências.

    • antónimo diz:

      Lá isso é verdade. Anda a banca em roda livre a destruir economias e estados no mundo inteiro e ainda há quem casseteiro insista na bondade de a manter longe das mãos de quem tem de servir, submetendo-a como força inimiga, belicista e terrorista que é.

  9. Gentleman diz:

    Tem piada que o Bankia tenha chegado aonde chegou muito devido à sua exposição a essa coisa tão enaltecida pelo PCP e quejandos chamada “investimento público”.

    • eu diz:

      gRANDE mentira.Não há-de faltar o dia em que a crise é culpa do PCP!!!Abraço ao dias loureiro,sr tão gentleman

  10. coiso diz:

    Isso são mil milhões…

  11. Vítor Vieira diz:

    Fácil, é só ir a http://pcp.pt/programa-do-pcp e http://www.esquerda.net/sites/default/files/compromisso_eleitoral_0.pdf, e procurar por “nacionalização”.
    Ooooops… parece que não em http://www.esquerda.net/sites/default/files/compromisso_eleitoral_0.pdf … talvez em http://www.bloco.org/index.php?searchword=nacionaliza%E7%E3o&option=com_search&Itemid= … oooops de novo… um momento, vou pesquisar mais um bocado, volto prá semana.

    • Tiago diz:

      3. Para garantir este projecto de desenvolvimento económico, e quanto maior for a inserção de Portugal na CE, mais se torna necessária uma organização económica mista, não dominada pelos monopólios, com sectores de propriedade diversificados e com as suas dinâmicas próprias e complementares, respeitadas e apoiadas pelo Estado, designadamente:

      um Sector Empresarial do Estado -empresas nacionalizadas, públicas, de capitais públicos e participadas – dinâmico, integrado e modernizado,abrangendo designadamente a banca e seguros e outros sectores básicos e estratégicos da economia (na energia, na indústria, nos transportes, nas comunicações), com uma estrutura empresarial diversificada, e desempenhando um papel determinante no desenvolvimento das forças produtivas e na aceleração do desenvolvimento económico;
      um sector privado constituído por empresas de variada dimensão (na indústria, na agricultura, na pesca, no comércio, nos serviços),destacando-se as pequenas e médias empresas pela sua flexibilidade e pelo seu peso na produção e no emprego,e as pequenas e médias explorações agrícolas,nomeadamente as familiares, pelo seu papel na produção agrícola e pecuária e na preservação do mundo rural;
      um sector cooperativo e social constituído por cooperativas agrícolas, de produção operária e serviços, de habitação, de consumo, de comercialização, de ensino e de cultura, mútuas, assim como empresas em autogestão e outras.

  12. Orlando diz:

    Boa tarde Raquel
    Gostaria de lhe fazer uma pergunta. Por um acaso, já leu o programa do PCP ? Acredito que esteja um pouco desfazada do que o PCP propôe, é que se estiver à espera de ver alguma das suas propostas na comunicação social, esqueça, pq é mais facil encontrar uma agulha num palheiro, do que referências ao PCP, nos jornais ou na TV. Minto, se por um acaso, saíssem do PCP uns 200 militantes, desavindos com o partido, tenho a certeza que seriam noticia de abertura de telejornais (penso que aconteseu à pouco tempo com o BE e não vi grande alarido )
    Já agora só mais uma coisa, faz hoje anos que morreu Vasco Gonçalves, um homem de esquerda que nos deu quase tudo aquilo que a Raquel defendo hoje e que estes governos ao longo dos anos nos estão a tirar. Ele fêz a nacionalização da Banca, como o defende, hoje em dia o PCP. E poderia estar aqui a escrever tanta e tanta coisa…
    Quanto ao BE… a sua proposta é que o PCP lhe faça o programa e eles assinem por baixo ? Acha mesmo que estes dois partidos defendem as mesmas soluções para o país ?
    Um Abraço Raquel

  13. Diogo diz:

    Mas nacionalizar a banca para quê?

    Os bancos conseguem empréstimos do BCE a 1% e depois emprestam-no aos Estados, empresas e famílias a 4, 5, 6 etc, por cento.

    Basta que o suposto banco nacional – a Caixa Geral de Depósitos – peça ao BCE dinheiro a 1% e o empreste a 2% ao Estado, empresas e famílias. E proibir a CGD de jogar nos casinos financeiros.

    Ao fim de um ano, os bancos privados estavam falidos.

  14. Luis Reis diz:

    Tem piada, mas ali prós lados de Espanha,a Bankia e outros quejandos,adoraram dar muito dinheirinho para fazer muitas “casinhas”,prás mosquinhas….rico “investimento” nè? E que tal falares de certo “publico” que meteu a mãozinha no dito “investimento, ao longo destes anitos”….pois, não agrada né?

  15. Edgar diz:

    Quem é que compreende isto: o PCP é criticado por propor a nacionalização da Banca e por não propor a “expropriação da Banca”!
    Com as agora chamadas “imparidades” que vão saindo das tocas (depois de terem garantido dividendos e bonus com fartura) o que pretende dizer com o termo expropriar? Quem?
    Se é verdade que as “bolhas” (da especulação financeira) todas somadas são cerca de 16 vezes superiores à realidade, Jerónimo de Sousa até foi comededido ao comparar os milhares de milhões de ajuda à Banca com um jarro de água despejado no deserto.

  16. Augusto diz:

    Gosto de certos comentadores militantes do PCP , que como é costume, trazem a cassete bem aprendida.

    Seria útil pensarem pela sua cabeça, e escreverem de vez em quando , alguma coisa pertinente da sua lavra, afinal são cidadãos livres , e não um numero num partido.

    Nacionalização de TODA a banca, ou em alternativa uma fiscalização eficaz da banca privada?

    Estamos na Europa e no Euro, estamos dispostos a assumir TODOS os riscos de sair da União Europeia e do Euro, que é o que sucederia se nacionalizássemos TODA a banca?

    Quais as medidas que estariamos dispostos a implementar, caso saísemos da Europa e do Euro, para garantir a sustentabilidade das contas públicas.

    Como não me parece que o PCP proponha a tomada do Palácio de Inverno, e a ditadura do Proletariado, qual o sistema politico que o PCP , propõe para conseguir executar este programa.

    Meus amigos não basta Blá Blá Blá, se o que queremos é participar na democracia burguesa, temos de saber com o que contamos, até onde podemos ir.

    Ou então temos de ser honestos , e defender a Revolução Socialista como alternativa, sem subterfúgios, e assumindo TODAS as consequências dessa opção.

    Atenção falo em dar o corpo ao manifesto, e não fazer apelos mais ou menos velados a um novo mitico 25 de Abril, que os mercenários do exército levariam a cabo.

    É que enquanto de Espanha veem imagens, como aquelas que os telejornais há pouco transmitiram, da LUTA dos mineiros das Asturias, em Portugal parece que ficam todos contentinhos, porque fizeram mais um desfile com uns milhares de participantes, que no final, regressam casa de mãos vazias, e tudo continua na mesma, na santa paz dos cemitérios, com o Gaspar e o Coelho a cantarem de galo.

    • Rocha diz:

      Raquel: foi você que pediu nacionalizações à social-democracia que é o Bloco de Esquerda?
      Aqui a tem. O Augusto esclarece.

      Ah! E faça favor de continuar a censurar-me os comentários como de costume.

      Eu muito me divirto quando a vejo sempre a tentar atacar o PCP e acabando por descobrir que o seu radicalismo está muito mais próximo do PCP marxista-leninista do do BE social-democrata.

      Como é o caso da expropriação da banca em que o PCP defende como uma medida total e o BE apenas como medida parcial.

  17. Licas diz:

    os *meninos* encarniçam-se : o meu triciclo é melhor que o teu!
    Não , não : o meu é o melhor.
    ENTRETANTO a quem se tem de obedecer é quem traz a papinha . . .
    Nem num milénio algo que se pareça com o Socialismo tout court
    produzirá melhor que a miséria generalizada e/ou a opressão.
    De tal modo que, quando o povo fica livre de se exprimir sem Polícia
    dos Costumes (vulgo Stasi, KGB, Pide e similares polícias políticas)
    repudia perentoriamente,pelo voto, soluções tais . É DA HISTÓRIA.

  18. Rui F diz:

    Era a morte do Bloco.
    Indiferente para o PC, porque não capitalizava nada.
    Mas já não digo nada. Há sempre idiotas pra tudo.

  19. Licas diz:

    Já sabemos muito bem . . .(é da História)
    Primeiro conquista-se o Poder À FORÇA;
    depois leva-se a maioria a submeter-se pelo MEDO.
    À la Bolchevique . . .

  20. Francisco d'Oliveira Raposo diz:

    Bem, eu até sei que o PC defende, no seu programa, a nacionalização da banca. Como aliás o BE.
    Bem, eu até sei que o BE considera necessário a superação do capitalismo. Como aliás o PCP.
    Bem, eu até sei que a esmagadora maioria das posições parlamentares do PCP e do BE são coincidentes.
    Bem, o que não consigo perceber é o que o PCP e o BE estão à espera para articularem um Programa Mínimo para uma alternativa dos trabalhadores para a crise.
    Já agora, com os sindicatos de classe e os novos movimentos de activistas que estão a surgir.
    Um Programa Mínimo de acção em que cada partido e organização, agindo com os seus próprios métodos e organização, contribua para uma objectivo comum, que, parece ser evidente, terá de ser a rejeição da austeridade sem fim e o virar da politica para os milhões e não para os milionários.
    Eu até sei, que num lato senso, o PCP e o BE chamam a isso Socialismo. Dizem-no é “baixinho”. Digamos que um Programa Mínimo necessário seria a chave – ou o pé de cabra – que rebentasse a gaveta onde nos enfiaram o Socialismo.
    Porque, para mim – digam-me que sou um caso isolado – o que está em jogo é Socialismo ou barbárie.
    Não sou o único a olhar o céu… isso sei eu.

    • Armando Cerqueira diz:

      Francisco d’Oliveira Raposo,
      não posso estar mais de acordo consigo.
      Cumprimentos,

      Armando Cerqueira

  21. Vasco diz:

    O socialismo não é isso, meu caro. E o PCP não o diz, nem podia. O socialismo é muito mais do que isso e nascerá das pequenas conquistas e vitórias parciais…

Os comentários estão fechados.