Uma entrevista exemplar sobre as razões da luta dos desempregados

“Até agora não havia uma organização preocupada apenas com a questão do desemprego. (…) Há quase uma criminalização dos desempregados. Costumo dizer que estão em prisão domiciliária – não têm dinheiro para se deslocar, têm de se apresentar quinzenalmente no centro de emprego (…) e não podem sair do país. Querem que nos sintamos culpados. (…) O que queremos é precisamente que as pessoas deixem de estar isoladas e se juntem para mudar esta situação. Até porque já não têm nada a perder. E quem não tem nada a perder tem tudo a ganhar com a luta. (…) O Movimento está a crescer. Estamos a fazer divulgação nas redes sociais, mas queremos também cobrir a cidade de cartazes. Estamos a contactar formalmente todas as organizações que lutam contra estas políticas de austeridade, como os partidos de esquerda, os sindicatos e todos os movimentos sociais, para que nos ajudem a mobilizar as pessoas. (…) O desemprego é uma ameaça sobre os trabalhadores no activo. Só com este número de desemprego é possível fazer as alterações laborais e baixar os salários como está a ser feito. (…) O dinheiro que devia ir para fins públicos está a ser canalizado para os privados. (…) É uma geração que tem que resistir. Espero que as pessoas dêem a estas políticas uma resposta à altura.”

Via MSE, destaques meus.

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