Segurança Social: Está em curso o despedimento colectivo de mais de Mil Funcionários Públicos dos Infantários


A privatização dos infantários da Segurança Social que está em curso – serão quase 25 em todo o país – configura um processo de despedimento colectivo encapotado dos mais de mil funcionários que trabalham nessas instituições e que já receberam ordens da tutela para se apresentarem nos respectivos Centros Distritais no dia 1 de Setembro.
Como é óbvio, se a Segurança Social deixa de ter infantários, extingue-se o posto de trabalho das educadoras de infância e demais pessoal especializado que até agora trabalhava nesses infantários. É por isso que ninguém explicou até ao momento o que vão fazer a todas essas pessoas com vínculo à Segurança Social, algumas delas em idade demasiado jovem para a aposentação. A integração na lista dos disponíveis, está bom de ver, será apenas o primeiro passo.
A imoralidade extrema de todo este processo de privatização dos infantários da Segurança Social não se fica por aqui. Estamos em meados de Junho e ainda nada saiu em Diário da República sobre o respectivo concurso. Numa altura em que o próximo ano lectivo devia estar a ser preparado, ainda nem sequer se sabe quem vai gerir cada um dos 25 infantários a privatizar e quem vai lá trabalhar. Os pais não podem preparar o futuro dos seus filhos nem poderão fazê-lo nos próximos tempos.
Claro que o Governo já pensou em tudo. O boy Luís Monteiro, vogal do Conselho Directivo, já deu ordens para contratar pessoal exterior em regime de outsourcing se o processo de transferência não estiver concluído até Setembro. Há pessoal especializado com uma experiência de décadas, a trabalhar e a receber, mas não serve. E como a crise não é para todos, sempre se arranjam uns dinheiros-extra aos amigos das empresas de trabalho temporário.
Um verdadeiro escândalo, tudo o que se está a passar. Em 2004, o PCP mexeu-se contra uma primeira tentativa de privatização do Governo de Direita. E agora, ninguém faz nada?

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30 respostas a Segurança Social: Está em curso o despedimento colectivo de mais de Mil Funcionários Públicos dos Infantários

  1. António diz:

    Deixa ver se percebi: Os infantários vão ser privatizados e as pessoas que lá trabalham vão ser despedidas. Quer dizer que os infantários privados vão funcionar sem pessoas?
    Já estou a ver a forma de trabalhar desses malandros dos privados. Os pais chegam de manhã, largam os filhos no armazém (provavelmente acorrentados) e vão-se embora alegremente. E pasme-se, estão dispostos a pagar por isso!!
    É assim, não é?

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Deixa ver se percebi. O que interessa é que haja funcionários. Não interessa a que instituição pertencem, não interessa se estão ou não preparados, não interessa se são bons ou se são maus, não interessa se já deram mostras de competência ou se são incompetentes. Interessa é que vai estar lá alguém, por isso os pais já podem ficar descansados.
      É assim, não é?

      • António diz:

        Se calhar não percebi…
        Infantários privados com funcionários privados, maus, incompetentes cujos pais têm de pagar propinas mensais estão condenados ao sucesso? É isso?
        Se calhar não percebi mas funcionários (independentemente de serem privados ou da função pública), competentes ou incompetentes, bons ou maus desde que sejam o mesmo número não tem impacto no nível desemprego, que era o título demagógico do post…
        Se calhar não percebi, mesmo

        • Ricardo Santos Pinto diz:

          Não, não percebeu. Os actuais funcionários são excelentes, sobretudo as educadoras de infância e as auxiliares especializadas. Os futuros funcionários não sei quem são, não sei se são bons ou maus, nem sequer em que instituição trabalham. E como pai, tenho o direito de saber com tempo a quem vou entregar as minhas filhas. Dou-lhe um exemplo: se for a Santa Casa da Misericórdia a ficar com a gestão do infantário das minhas filhas, é óbvio que vou ter de encontrar um infantário novo para elas. Mas quando é que vou saber, em pleno mês de Setembro?
          Eu sei que para a Direita é tudo uma questão de números. As pessoas são números. É por isso que para si é igual mandar para o desemprego pessoas muitíssimo qualificadas com 50 ou mais anos de idade desde que se contrate igual número de pessoas, mesmo que sejam pessoas sem qualquer experiência e sem qualquer vínculo definitivo à empresa, logo com ordenados muito mais baixos (para além de ser inocente pensar que entra o mesmo número de funcionários que saem).
          Para mim, mil pessoas não são um número. Neste caso, são aquelas mil pessoas que me preocupam. Aquelas pessoas que têm um nome, um rosto.

          • M.D. diz:

            “para além de ser inocente pensar que entra o mesmo número de funcionários que saem”

            Só mostra que a diferença representa o número de funcionários que não estava lá a fazer nada. Isto é, estava lá a contribuir para a despesa sem acrescentar valor. Estava lá a fazer aumentar os impostos de todos nós.

          • Ricardo Santos Pinto diz:

            Diga lá o que é que conhece desse infantário para dizer o que está a dizer. No seu emprego, talvez a senhora não esteja lá a fazer nada, mas não deve julgar os outros por si. No caso em apreço, até estão menos funcionários do que seriam necessários, mas acredito que um privado, com a habitual exploração dos trabalhadores, consiga trabalhar ainda com menos. Mas a senhora é que sabe, claro.

          • De diz:

            Mais uma vez uma resposta à altura, caro Ricardo
            Esta senhora andava por aqui há dias assumindo-se como aquilo que não era.
            Parece que chegou a defender ordenados de 500 euros para jovens arquitectros.Agora anda nisto.

  2. M.D. diz:

    Eu não conheço nem preciso de conhecer. Mas se me diz que uma nova gestão vai por o infantário a funcionar com menos, é porque a diferença entre os que sairam e os que vão entrar representa o nº de pessoas desnecessárias ao bom funcionamento do espaço.

    “um privado, com a habitual exploração dos trabalhadores” este é o seu problema de fundo. Ver a exploração como algo da responsabilidade única do Privado! Até parece que o Estado é feito de um Homem diferente, isento de impetos exploradores… Até pensava eu que entre salários minimo, proibição de despedimento sem ser por justa causa, limitação de 40 horas de trabalho semanais, obrigatoriedade de pagmento adicional para trabalhos ao fim-de-semana e feriados, dia de descanso semanal obrigatório e complementar, direito à baixa, proibição de renovação de mais de 3 contratos a termo, com passagem a efectivo, direito ao absentismo (até 5 dias seguidos ou 10 dias alternados), etc, etc, estava a nossa lei cravada de mecanismos protectores da exploração…

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Então se não precisa de conhecer e lhe é suficiente ficar com as suas ideias pré-concebidas – se o privado vai trabalhar com menos gente é porque o Estado está a trabalhar com gente a mais – melhor para si.
      A mim, basta-me um pequeno exemplo. Sabe o que faz a Santa Casa da Misericórdia ao arrepio da lei? Junta crianças de idades diferentes na mesma sala. Assim, automaticamente, precisa de metade do pessoal que precisaria se cumprisse a lei e se desse todas as condições pedagógicas às crianças.

      • M.D. diz:

        “se o privado vai trabalhar com menos gente é porque o Estado está a trabalhar com gente a mais” Correctissimo.

        “Sabe o que faz a Santa Casa da Misericórdia ao arrepio da lei?” Se o que faz a SCM é ao arrepio da lei (que não conheço), deverá ser julgada e punida. É um caso de policia e de justiça, que deve ser tratado nas instituições certas.

        Lá está, se o Estado se preocupasse a fazer aquilo que realmente lhe compete, bem feito (como é o caso da Justiça), e deixasse de se intrometer em todas as àreas da vida dos cidadãos, a querer regulamentar tudo o que se lembra, estavamos muito mais bem servidos.

        • Ricardo Santos Pinto diz:

          “se o privado vai trabalhar com menos gente é porque o Estado está a trabalhar com gente a mais”.
          Atenção, a conclusão é sua, não minha. E não é verdade. Se o privado vai trabalhar com menos gente é porque não está a cumprir a lei.

          • M.D. diz:

            Como disse:

            Se o Privado ou o Estado não cumprem a lei, deverão ser julgados e punidos. É um caso de policia e de justiça, que deve ser tratado nas instituições certas.

            Ps: sempre mais dificil é julgar e punir o Estado. Mas isso é coutra conversa.

          • De diz:

            Mais uma vez essa figura mítica do Estado acima de tudo e de todos.
            Mas o Estado está ao serviço de quem?
            E a justiça?A justiça de classe que julga um miserável que rouba 30 euros,enquanto deixa à solta fulanos que roubam milhões?
            Como por exemplo metade da direcção do PSD?A que afanosamente os media e os arautos dos arautos escondem a sua proveniência?Lembrar Dias Loureiro ou Duarte Lima ou Oliveira e Costa, todos ilustres governantes do país e dirigentes laranja?
            Já para não falar num mentiroso ladrão que é o actual primeiro-ministro e que rouba ordenados e pensões?
            Para que conste.E para nos deixarmos de histórias da carochinha com que nos querem adormecer.

            Ah o exemplo dos “sobreiros” também é paradigmático da justiça que temos.E que esconde paradigmaticamente o cheiro podre e fétido lá para os lados doutro partido do poder.

        • De diz:

          Ora cá temos a velha e caduca teoria neo-liberal sobre o papel do estado.
          Podre e velha e anquilosada teoria.Fez caminho durante anos e anos e foi recuperada por Pinochet a mando da escola dita de Chicago.(Não com estes pezinhos de lã,como aqui exposta, mas da forma como todos a conhecemos).
          Entretanto registe-se que sempre que há por aqui qualquer movimentação no mundo laboral, em que se apele directamente à acção por parte dos cidadãos,eis que MD se mostra particularmente activa…em se colocar ao lado do direito inalienável do patrão continuar a fazer o que quer.E mais ainda.
          Foi assim com o post sobre os arquitectos.É assim com este tema trazido em muitíssimo boa hora pelo Ricardo.

    • De diz:

      Algo de néscio nessa frase”…crivada de mecanismos protectores da exploração”.
      A fazer lembrar que os porta-vozes dos exploradores não se cansam.Querem sempre mais.
      Num país com mais de 1 milhão de desempregados há quem ainda rosne por mais desemprego.Queira subsituir mão-de-obra especializada por mão-de-obra barata,disponível para todo o serviço.
      Num país assim, há quem não se vede. E lance as suas atoardas próprias de quem diz”não conhecer nem precisar de conhecer”.
      Há quem esteja do lado do trabalho.Há quem esteja do lado do patronato.
      Há até quem veja no desemprego uma oportunidade, como esse pulha do primeiro-ministro.
      O capitalismo não serve.Como se demonstra mais uma vez

      • M.D. diz:

        E os exemplos que dei são o quê, se não são mecanismos de protecção dos trabalhadores???

        “Há quem esteja do lado do trabalho.Há quem esteja do lado do patronato.” No dia em que perceber que ambas as frases não se anulam, vai conecer todo um mundo novo pela frente… E ai vai roer-se de vergonha por todas as barbaridades que já escreveu…

        O Capitalismo só não serve para quem quer um sociedade anti-democrática como é sua pretensão, e são todos os exemplo (todos) das sociedades orientadas pelos seus queridos lideres!

        • De diz:

          Sorry MD mas a conclusão sobre os queridos que tem (ou não) é inteiramente sua.
          Os seus affaires sentimentais (ou não) é uma questão a que sou totalmente alheio.

          O resto é conversa da treta sobre a necessidade dos trabalhadores se submeterem ao jugo de quem os explora…
          sob mais uma vez um manto.Desta vez não diáfano, mas sim encharcado em tonterias e sem vergonhices

          • M.D. diz:

            Só para ver se percebo a sua teoria:

            1. Autoeuropa=Exploradora; Trabalhadores da autoeuropa=Explorados

            2. Portucel=Exploradora; Trabalhadores da Portucel=Explorados

            3. Jerónimo Martins=Exploradora; Trabalhadores da Jerónimo Martins=Explorados

            4. Mini-Mercado do meu bairro=Explorador; Os 2 trabalhadores do Mini-Mercado=Explorados

            5. Meu cabeleireiro=Exploradora; Minha cabeleireira que trabalha´lá= Explorada

            6. Fnac=Exploradora; Empregada que me vendeu o ultimo livro que comprei ontem=Explorada

            7. Café onde tomo a bica de manhã=Explorador; empregada que me tira a bica=Explorada

            Etc, etc..

            É isto, não é? É que as suas intervenções não dão margem para outra interpretação, dai gostar que me dissesse se é assim.

            Sendo assim, que sugere, para se acabar com o patrão=explorador e trabalhador=explorado…?

          • De diz:

            Não.Não percebe.Quer apenas conversa fiada.

            E por favor,não seja patética sobre a sua bica e sobre quem lhe serve e dita.Ou sobre a Fnac ou sobre a sua cabeleireira
            De ignorâncias tontas estamos nós fartos.De demagogias balofas idem,idem.Mas de umbigos começamos também a estar.
            Valeu?

          • De diz:

            O objectivo do post é claro.A denúncia das pulhices do poder em curso.A sua desmesurada imoralidade.O saque a quem trabalha.O fedor que exala destas decisões da direita neoliberal com tiques proto-caceteiros.
            E a madame a puxar a conversa para o seu cabeleireiro?
            Tenha vergonha!

          • M.D. diz:

            Claro que o DE não responde. Não responde porque sempre que a conversa sai desse plano ideólógico moralmente superior, vago e cinzento, cheio de frases bonitas e ideias de igualdade para todos, onde se sente bem a debitar a velha cassete, e se entre no mundo real, os argumentos morrem. O seu melhor argumento contra si próprio, é o seu silêncio…

          • De diz:

            “O seu melhor argumento contra si” diz MD naquela voz típica de quem acha que fez o trabalho que tinha a fazer.
            Sorry MD.Tenho uma má notícia.Quem aprecia a argumentação, não sou nem eu nem a madame. É quem nos lê.

            Mas tenho outra má notícia.É que o tom vago e cinzento que a madane me atribui, está reflectido nas suas fugas para os braços do vendedor de Fnac,ou da empregada do café ou,pasme-se, até da cabeleireira a que a dona recorre.Eis o argumentário da dita cuja
            A cassete duma neoliberal reduzida ao palavreado oco e bem alinhado que culmina na cabeleireira?
            🙂

            Mas por trás do riso é bom não esquecer o objectivo da dona.Que não se denuncie e vergaste os criminosos que estão a praticar esta política.
            A corja neoliberal avança.E sem quaisquer escrúpulos

          • M.D. diz:

            Agora o problema é ir ao cabeleireiro… Se calhar seria melhor cortarmos o cabelo uns aos outros em casa que assim acabava-se com essa classe que são os donos de cabeleireiros e barbeiros que só existem para explorar os trabalhadores…

            Nesta linha de raciocionio fico baralhada. Deveremos manter por exemplo a Via Verde que veio atirar para o desemprego os portageiros, ou acabar com ela e criar postos de trabalho pela exploração de trabalhadores…?

          • De diz:

            MD.
            Eu vou explicar mais uma vez para vossemecê.
            A sua cabeleireira foi-nos apresentada por si.Para encher texto.Para atirar a bola para o lado.Para nos esquecermos que há mais despedimentos na forja pela canalha neoliberal que nos governa.
            Só que não surtiu efeito.Não ficámos a falar naquilo que a dona queria.Nem na via verde e noutras manhas da dona.
            Um neoliberal é assim.Fundamentalmente pouco honesto quando o assunto é o dinheiro.
            Mas tem mais características.Vamos ver se não tem

  3. Caxineiro diz:

    “…e se entre no mundo real” eheheheh
    Esta MD é impagável. Tem tanto de demagoga chata como de cómica

  4. Luis Reis diz:

    Sinceramente, de creches e infantários é que M.D., revela total ignorânçia…nada de grave.
    Curiosamente, insiste nesta,ao opinar ,uma e outra vez,e isso, só revela estupidez, e meus caros,aí não há nada a fazer…

    • M.D. diz:

      DE, Caixeiro, Luis Reis, falam, falam, mas não dizem nada. E a oca sou eu…?!

      Continua sem resposta. Já que o DE não o quer fazer, será que alguém me ajuda?

      M.D. says:

      12 de Junho de 2012 at 20:17

      Só para ver se percebo a sua teoria:

      1. Autoeuropa=Exploradora; Trabalhadores da autoeuropa=Explorados

      2. Portucel=Exploradora; Trabalhadores da Portucel=Explorados

      3. Jerónimo Martins=Exploradora; Trabalhadores da Jerónimo Martins=Explorados

      4. Mini-Mercado do meu bairro=Explorador; Os 2 trabalhadores do Mini-Mercado=Explorados

      5. Meu cabeleireiro=Exploradora; Minha cabeleireira que trabalha´lá= Explorada

      6. Fnac=Exploradora; Empregada que me vendeu o ultimo livro que comprei ontem=Explorada

      7. Café onde tomo a bica de manhã=Explorador; empregada que me tira a bica=Explorada

      Etc, etc..

      É isto, não é? É que as suas intervenções não dão margem para outra interpretação, dai gostar que me dissesse se é assim.

      Sendo assim, que sugere, para se acabar com o patrão=explorador e trabalhador=explorado…?

      • De diz:

        MD
        Algum desespero nessa nova tentativa.
        🙂
        Agora repete-se qual papagaio em fase de negação.
        Olhe que não é preciso muito para perceber que a resposta está dada.Mais que dada.
        Não entendeu assim?Eu repito também.Pode ser que a dona atine:
        “O objectivo do post é claro.A denúncia das pulhices do poder em curso.A sua desmesurada imoralidade.O saque a quem trabalha.O fedor que exala destas decisões da direita neoliberal com tiques proto-caceteiros.
        E a madame a puxar a conversa para o seu cabeleireiro?
        Tenha vergonha!”

        Quanto à relação entre explorados e exploradores sorry mas não cabe agora aqui.Alguém que se gabava de “adorar” história e que desconhece tal…sorry mas comporta-se mesmo como uma flausina
        🙂
        Percebeu agora?ou agora tem que ir fazer a maquilhagem e mudar de pele?

      • Caxineiro diz:

        Não sei se você é oca MD mas podemos fazer uma experiencia: quando for à cabeleireira repare se ouve um eco quando ela lhe passa o pente pela cabeça

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